sexta-feira, 3 de outubro de 2014

SANCTUARY - THE YEAR THE SUN DIED (2014) USA




Este disco deveria ter o tÍtulo de "o dia em que Sanctuary voltaram". É o que realmente merece para festejar este retorno 25 anos depois. Depois da última edição discográfica, claro está.
Da banda original, só Sean Blosl (guitarra), é que não faz parte desta nova reunião; para o seu lugar entra Brad Hull.
Com a devida actualização sonora e mais uma bem sucedida experiência com os Nevermore, este novo disco soa exatamente àquilo que a banda queria quando lançou o "Refugee denied", poderoso e impactante. è isso mesmo, quase Nevermore, mas desta vez sem Jeff Loomis; é que Jeff já fez parte destes Sanctuary assim como outros membros de Sanctuary fizeram ou fazem parte dos Nevermore. Complicado? Sanctuary eram a coqueluche da editora em inicios de 90; apadrinhados por Dave Mustaine; que produziu e tocou no 1º álbum; estavam a ser forçados pela editora a integrar a moda grunge. Felizmente estes rapazes de principios disseram NÃO e deixaram a editora formando de imediato os Nevermore. Já descompliquei?
O primeiro tema é um autêntico míssil balístico; com um riff em echo agarra qualquer um a seguir a marcha deste hino eliminando e purificando literalmente a nossa mente. Só por isto ficamos logo agarrados ao que vem a seguir. E é um desfilar de temas potentes com uma certa semelhança ao que de melhor se faz na alemanha neste género, como Brainstorm. Warrel Dane um dos melhores no ofício de rasgar as cordas vocais; lembra-me em certas passagens King Diamond, quando faz as sobreposições dos backing vocals. O trabalho de guitarras de Jim Sheppard e Brad Hull é excelente, simples mas insinuante e prodigiosamente bem trabalhado em volta do expressionismo de Warrel, que representa muito bem os personagens e as situações que descreve nos temas. Não é um disco rápido, é algo forte, e com impacto que vos diria ,.... Metal Church.
Para a rapaziada do bom metal pesado, poderoso com orientação Thrashica, este é um dos melhores nestes últimos meses.
McLeod Falou!





Tracklist:

1. Arise And Purify
2. Let The Serpent Follow Me
3. Exitium (Anthem Of The Living)
4. Question Existence Fading
5. I Am Low
6. Frozen
7. One Final Day (Sworn To Believe)
8. The World Is Wired
9. The Dying Age
10. Ad Vitam Aeternam
11. The Year The Sun Died

Line Up:

Warrel Dane - Vocals (Warrel Dane, ex-Nevermore, ex-Serpent's Knight)
Lenny Rutledge - Guitars
Jim Sheppard - Bass (ex-Nevermore)
Dave Budbill - Drums (Alive Inside)
Brad Hull - Guitars (ex-Forced Entry, Blistered Earth, ex-L.S. Diablo, ex-Critical Condition,                                                           ex-Sac Lunch, ex-Soblivios, ex-THUG)


Work Of Art - Framework (2014)Suécia



Eu sempre disse que os europeus são ótimos a fazer música, mas se há um genero que se especializaram, ele tem que ser o melódico rock.
Uma dessas grandes bandas que fizeram um nome para si é WORK OF ART que são um trio de músicos suecos que, até agora, lançou dois álbuns, incluindo seu álbum de estréia "Artwork" em 2008, seu segundo álbum "In Progress" em 2011 e agora aqui em 2014, nós temos o seu terceiro álbum "Framework" lançado em Frontiers Records.
Posso ser um metalhead de coração, mas no fundo eu tenho um fraquinho por Melodic Rock e WORK OF ART é uma banda que eu gosto, como eu gostei seu segundo álbum, mas a grande questão é, será que este terceiro álbum reflete o mesmo brilho artístico e paixão que temos em "In Progress" ou é hora para este trio de artistas mandar seus pincéis e telas embora para sempre? Isso é o que esta revisão está aqui para descobrir.
WORK OF ART foi formado em 1992, quando eles se conheceram na escola e ao longo dos anos desde a sua formação, os membros têm estado sempre muito ocupados com outros compromissos musicais e eles tiveram de suspender a banda um par de vezes. Em 2008, o mundo finalmente chegou a ouvir apenas o que estes músicos suecos poderia fazer quando eles lançaram seu álbum de estréia " Artwork " e que lançou as bases para a banda, então eles sabiam o que precisava fazer para versões futuras.
Três anos mais tarde, em 2011 , WORK OF ART lançou seu segundo álbum de sucesso "In Progress" e desde então têm vindo a trabalhar em ideias para novas músicas. Em 2013, um par de canções novas estreou ao vivo no palco na edição de décimo aniversário do Firefest Melodic Rock Festival, que, infelizmente, está terminando este ano e os fãs ficaram com uma amostra do que esperar do novo álbum que foi lançado em 15 de setembro 2014 Frontiers Records.
Assim foi a nossa paciência recompensada? Estou muito feliz por informar que sim, muito bom. Quando tens um álbum tão bom, é realmente difícil de explicar por que é tão perfeito. Acho que vou começar com a música. Depois de já ter ouvido seus dois álbuns anteriores, este é facilmente o álbum mais melódico de WORK OF ART até à data. Quero dizer, não me interpretem mal os dois primeiras foram ótimos, mas a cada novo álbum, a composição se torna mais forte e a música se torna mais surpreendente.
Ao ouvi-la, vais te surpreender com o nível de atenção aos detalhes na música que irá provocar arrepios na espinha e fazer você sorrir. Isso é o quão bom este álbum é. A banda está mais forte do que nunca, graças a composição de Robert Sall e os incríveis talentos vocais do vocalista Lars Säfsund que pela forma como canta na banda Lionville que eu recomendo tambem. Ah, e não se esqueça de ouvir a banda WET que Robert é um membro ao lado de Jeff Scott Soto de TALISMAN e Erik Martensson de ECLIPSE.
Quanto às músicas, não há uma única faixa que pretenda ignorar que cada uma é uma verdadeiro alegria de ouvir a começar pelo tema de abertura "Time to Let Go", a alegre "The Machine" e o muito inspirador "The Turning Point". Na verdade, é difícil escolher uma canção favorita neste álbum como todas elas são Obras-primas graças às melodias cativantes, os riffs de guitarra melódicos, sintetizadores assombrosos, sons de piano e teclado e as performances vocais incríveis que vão colocar um sorriso no teu rosto e vais cantando junto cada palavra.
Se gostas de melódico rock e se estavas esperando o novo álbum de WORK OF ART ser uma obra-prima, então não vais ficar decepcionado assim como o nome da banda, "Framework" é muito mais uma obra de arte e um álbum que merece um lugar no Melodic Rock Hall of Fame e uma boa pontuação para mim.



Temas:
01.Time to Let Go
02.How Will I Know?
03.Shout 'Till You Wake Up
04.Can't Let Go
05.How Do You Sleep at Night?
06.Over the Line
07.The Machine
08.Hold on to Love
09.Natalie
10.The Turning Point
11.My Waking Dream

Banda:
Lars Säfsund - Vocals and Keyboards
Robert Säll - Guitars and Bass
Herman Furin – Drums




domingo, 28 de setembro de 2014

220 VOLT - WALKING IN STARLIGHT (2014) SWEDEN



1988; em plena febre glam\hair metal, andava eu a descobrir ávidamente o mundo fascinante e cativante do rock pesado, quando me deparei com esta banda sueca numa fresquissima edição em vinyl do seu àlbum "eye to eye". Fascinado pela capa, não me recordo agora se eu se o meu grande amigo de então, agora meu cunhado, comprámos o disco. Ia dar ao mesmo, os discos que eram meus eram dele e vice-versa; por isso foi um regalo descobrimos temas como "the harder the come", "I'm on fire", "money talks"; enfim, todo aquele fabuloso disco; recordo-me ainda que foi na época em que descobri que a suécia não era só Europe e Malmsteen, por atado veio também o "Dreamhunter" dos Treat. Foi um fascínio, sensação agora muito difícil de voltar a ter; com o passar dos anos, amadurecemos e a nossa mente fica calejada, perde a ingenuidade dos 16 anos.
Agora, 26 anos depois, aparece um novo disco desta agradável banda de hardrock melódico e a minha mente ficou em sobressalto esperando recuperar aquelas sensações perdidas. Infelizmente, nada voltou, nem mesmo a melodiosa musica produzida pela banda. Hoje, são uma banda de hard rock, com influências modernas, é certo, com um novo vocalista, o Ex-LionsShare e ex-Therion, Anders Engberg; com uma voz mais forte em graves e mais hard rocker. 
Mas a minha desilusão nada tem a ver com a qualidade deste disco, na verdade, sem ser muito ambicioso não deixa de ser um bom exercicio de hard rock\metal com a superior qualidade da escola sueca. E superior a todos os níveis; excelentes temas, bem enquadrados musicalmente com as capacidades do vocalista, excelentes músicos e respectivas prestações e em termos de produção, sempre de primeira qualidade, cortesia de Max Norman, o mesmo do já referido disco de 1988 e de inúmeros outros projectos campeões de vendas por esse mundo fora.
Um disco mais forte e mais fechado do que os seus anteriores, mas igualmente bom.
Se esperavam como eu uma volta ao melodic hard rock, desiludam-se já que assim podem apreciar melhor este novo disco, uma edição hard rocker que acaba por passar mais despercebida porque é a moda do momento, o Hard rock Bad Boy. "Walking in Starlight", marca o regresso da banda em pleno com três dos membros originais do longinquo ano de 1979, após vários anos de hiato desde a sua última edição em 1997 (2009).
McLeod Falou!



Temas:


Banda:

Anders Engberg - Vocals
Mats Karlsson - Guitars
Thomas Drevin - Guitars
Peter Hermansson - Drums


SARACEN - REDEMPTION (2014) UK




O que foi que me ocorreu quando comecei a ouvir os primeiros segundos deste novo disco desta já velha banda de Heavy Metal? Vangelis e Blade Runner. Saracen já andam nas lides do rock pesado desde finais dos anos 70. Mas o sucesso só chegou durante os primeiros anos da década seguinte e por aí ficou para voltar à ribalta já no novo milénio. Praticam por estes tempos um Symphonic Prog e melodic hard rock numa veia mais épica, Som tipicamente britânico e reconhecível até em marte. É um bom disco? Para o género é bastante bom. Algo de conceptual e de interpretação faz dele algo a ter em consideração e andará talvez num género concorrente a Axel Rudi Pell, não tão heavy, porque aqui existe muito de Deep Purple, mas se ouvirem irão perceber do que estou a falar.
Recomendo? sem dúvida. É para todos? Não. É para adultos. Não, não é um audio filme de porno, mas há que ter uma certa maturidade para entender e gostar desta mescla de Classic Hard Rock, melodic e Symphonic Rock; que na verdade são a grande maioria de vós, assíduos deste blog, por isso aqui têm um bom disco!
McLeod Falou!




Temas:

01 - Rocamadour
02 - Reacher
03 - Give Me a Sign
04 - Geraldine
05 - Swords of Damascus
06 - Road to Yesterday
07 - Crusader
08 - Catch the Wave
09 - More Than Missing You
10 - Redemption (On the 6th Day)
11 - You & I
12 - Let Me See Your Hands
13 - Ready to Fly

Banda:

Steve Bettney – Vocals
Paul Bradder – Keyboards
Rob Bendelow – Guitar
Simon Roberts – Guitar
Paul Highfield – Bass
Tris Alsbury – Drums


ZODIAC - SONIC CHILD (2014) GERMANY





Enganavam-me bem! Este quarteto é germânico mas o seu cartão de visita, ou seja, este seu 3º disco de originais, é algo vindo da américa dos anos 70. Grupo e disco fantástico, desde a perfeição da colocação do vocalista no instrumental e na perfeita execução musical destes temas com o selo da old school of classic rock com muito blues à mistura, diria que daquilo que já ouvi este ano, estes alemães de munster levam a melhor para este género. fiquei seguidor. "Sonic Chid" vai dar que falar durante muito tempo. Uma voz muito Jeff Healey, um pouco menos desgarrada e um som viciante e agradável transporta-nos para a cinematografia negra da américa, e não só. Séries policiais de cariz dramático ou individualista, filmes no género de Vanishing Point; são slideshows que vão passando na nossa cabeça. O som não é duro nem crú; é polido e bem produzido, por isso não esperem por um disco de classic rock sujo, mas sim uma produção de autor, se assim posso chamar.  Algo para o meu amigo Miguelito. Recomendadíssimo!
McLeod Falou!




Temas:
01. Intro: Who I Am
02. Swinging On The Run
03. Sonic Child
04. Holding On
05. Sad Song
06. Out Of The City
07. A Penny And A Dead Horse
08. Good Times
09. Rock Bottom Blues
10. Just Music
11. Not Fragile (Bonus Track)
12. Shine On (Bonus Track)

Bonus CD:
1. Free (Live At Rock Hard Festival 2014)
2. Cortez The Killer (Live At Rock Hard Festival 2014)
3. Upon The Stone (From the Demo 2011)
4. Failure (From the Demo 2011)

Banda:
Nick Van Delft - Vocals, Guitar
Stephan Gall - Rhythm Guitar
Ruben Claro - Bass, Organ
Janosch Rathmer - Drums, Percussion


GRAND DESIGN - THRILL OF THE NIGHT (2014) SWEDEN





O que dizer de Grand Design? Será que aqui no blog muitos de vós também são da opinião de que esta banda não passa apenas de um copycat dos Def Leppard? Uma repetição da história versão Kingdom Come e Led Zeppelin? Pensem lá nisto: se Joe Elliot & CIA, decidiram enveredar por outro som, e se alguém achou que ainda havia muito por fazer naquele tipo de orientação e mesmo prestando uma vénia aos seus inspiradores, assim mesmo decidiram fazê-lo, qual o problema? fiquei muito satisfeito com isso assim que o nosso amigo Lizard me indicou um dia essa nova banda. è obvio que nunca chegaram a superar os originais, existem muitas diferenças, mas se fosse para copiar na integra não seriam a banda de hard Rock que são hoje, é que copycats há muitos pelos bares deste mundo e ficam por aí; excepção para os Brit Floyd e God Save The Queen que andam a fazer bom dinheiro à custa de direitos de autor.
Ainda assim, Grand Design são originais, fazem os seus temas baseados numa matriz Def Leppard. Ou melhor faziam. Ouçam agora este novo disco; algo dos britânicos andará por aqui mas o som e composição é mesmo dos suecos. Ainda existem semelhanças? Sim existem, nos solos, nos coros de backup, enfim, nos arranjos, mas 90% menos. É claro que agora torna-se difícil dissociar-mos os dois grupos, mas os suecos estão no bom caminho, e a prova é este 3º novo disco. Excelente prove de vida do melodic hard rock. para os apreciadores do género é algo que não devem perder. Quanto a mim, copycat ou não, fizeram um disco espectacular, e por isso dedico este post ao Lizard, visto que foi ele quem me indicou esta banda.
McLeod Falou!


Temas:
01 - U Got Me Good
02 - Rawk n Roll Heart Attack
03 - The Rush Is Gone
04 - 10 Outta 10
05 - When The Greatest Love Of All Kicks In
06 - Rip Iddup
07 - Get Up N Love Someone
08 - You're The Only One
09 - Who's Gonna Rawk You Tonite
10 - Thrill Of The Nite

Banda:
Pelle Saether - Vocals
Janne Stark - Guitars, Backing Vocals
Dennis Vestman - Guitars, Backing Vocals
Mats Vassfjord - Bass
Magnus Ulvstedt - Drums, Backing Vocals


sábado, 27 de setembro de 2014

DEVIL CITY ANGELS - THE DEVIL [EP] (2014) USA




Mais um novo projecto de super músicos que surge. Tracii Guns; Rikki Rockett; Eric Brittingham e Brandon Gibbs, são o mais recente supergrupo de hard rock a sair dos estados unidos para o mundo.
Para já, este é só o EP de apresentação, e espera-se para breve um àlbum completo. A ideia era "surfar " a américa a tocar temas das bandas de cada um dos músicos em questão e alguns originais durante o verão e sair da letargia ganhando uns cobres. Mas a coisa tomou outras proporções; que tenho a certeza serem esperadas; mas não estavam preparadas por falta de fé em arriscar, e assim estes rapazes passaram de um passatempo bem pago a um trabalho sério. A primeira coisa que me veio à cabeça mal ouvi os primeiros segundos deste disco foi Little Angels. depois aparecem outras influências como Bily Squier, Ritchie Kotzen, Poison, e blá blá blá ... Mas a voz de Brandon é mesmo parecida à de Toby Jepson.
Um disco de verão para ouvir num fim de tarde na praia rodeado de tudo o que é bom; biquinis, cerveja fresquinha e boas vibrações com estas musicas. Esperemos por o que vem a seguir e se não passará de uma boa lembrança de verão.
Recomendado!
McLeod Falou!




Temas:

01 - No Angels
02 - Bad Decision
03 - I'm Livin'
04 - All My People

Tracii Guns (L.A. Guns) - guitars
Rikki Rockett (Poison) - drums, percussion
Eric Brittingham (Cinderella) - bass
Brandon Gibbs (Cheap Thrill) - vocals, guitar


SIXX A.M. - MODERN VINTAGE (2014) USA




Eduardo mãos-de-pénis, ou o Penizonte, como lhe costumo chamar, volta à carga com um novo disco da sua banda, "Seis Da Madrugada". Não sei se será assim, mas não fará grande diferença. Para quem não dabe, Nikki Sixx, Baixista e um dos fundadores dos Motley Crue também teve uma carreira no cinema. neste caso no cinema de pujança física ou mais porcamente conhecido de porno. E um dos filmes mais aclamados da sua carreira é mesmo esse, Eduardo Mãos-de-Pénis. Afinal não foi só Tommy Lee que se fez actor nessa área, quando filmou a sua vida íntima com Pamela Anderson.
Bom, agora a musica. Sixx A.M. não é mais do que uma autobiografia cantada e musicada dos dias "gloriosos" do bad boy Nikki pela cidade de LA, onde os demónios das drogas sexo e àlcool dominavam a sua vida e a dos seus companheiros em excessos obscenos, fora-da-lei e dementes.
Este é o terceiro capitulo dessa saga e se gostaram dos dois primeiros então este vai ser a cereja no topo do bolo. O melhor disco dos três, sem dúvida. Existem vários tipos de TEMPOS nestes temas consoante o seu estado de espírito, ora mais Heavy e furioso ou mais calmo e demente.
Um excelente disco de Hard'n'Heavy moderno e alternativo, já quanto à temática, fica ao critério de cada um dar-lhe a importância que merece. Só pelas prestações dos músicos, como DJ Ashba nas guitarras que está fenomenal e James Michael nas vozes, já vale bem a pena. Quanto à bateria; nesta altura, só posso especular que seja o seu velho companheiro, Tommy Lee. Será?
Recomendado!
McLeod Falou!



Temas:
01 - Stars
02 - Gotta Get It Right
03 - Relief
04 - Get Ya Some
05 - Let's Go
06 - Drive
07 - Give Me a Love
08 - Hyperventilate
09 - High On the Music
10 - Miracle
11 - Before It's Over
12 - Before It's Over (Piano Ballad) [bonus track]
13 - Stars (Cinematic) [bonus track]
14 - Gotta Get It Right (Acoustic) [bonus track]
15 - Let It Haunt You (So Beautiful) [bonus track]

Músicos:
DJ Ashba - guitars
James Michael - vocals
Nikki Sixx - bass, guitar, keyboards, vocals

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

MR. BIG - ... THE STORIES WE COULD TELL (2014) USA





Já é dia 29SET2014? Não, não é! Começo a achar que isto de lançarem na net antes da edição oficial parece-me propositado, é tudo uma grande aldrabice, é o que é.
Meus amigos, este será talvez o disco mais pesadão que esta magnificente banda de rock deste nosso planeta, na via láctea suspenso, editou até hoje. E não menos por isso deixa de ser um clássico da banda com todos os predicados que lhes reconhecemos e a que nos habituaram. A qualidade sonora é ... cristalina! Um portentoso disco de hard rock com um trabalho de guitarra capaz de meter no bolso qualquer bonamassa que por aí ande. Na verdade, Paul Gilbert é só um dos melhores guitarristas de sempre no universo musical, por isso é estupido e desnecessário da minha parte, este tipo de comentários.
Posso ainda dizer-vos que este disco é uma pandega. Divertido e com momentos diferentes que só a experiência musical e um talento de génio é capaz de conseguir.
Desde Funk, Heavy, Hard rock, Ballad, Groove, Blues, Rock'n'Roll; a lista torna-se incontável, porque tudo se mescla num superior estado de genialidade em um dos melhores discos dos últimos anos. Nestes 13 novos temas; mais uma live version de "Addicted to that rush"; a marca de Mr. Big em termos sonoros e de linhas melódicas, percorre todo o disco fazendo-nos recordar alguns dos seus melhores momentos, já gravados na história por estes rapazes. Além de tudo isto, ainda é um disco bonito. Bonito porque a interpretação de Eric Martin naqueles temas mais adoçicados é ... profunda, melodiosa e quebra o mau-estar a qualquer um. Vá lá pôr as garotas a ouvir isto e a derreterem-se todas, eheheheh
O melhor disco do género editado este ano e em muitos anos.
McLeod Falou!
Temas:

"Gotta Love The Ride"
"I Forget To Breathe"
"Fragile"
"Satisfied"
"The Man Who Has Everything"
"The Monster In Me"
"What If We Were New?"
"East/West"
"The Light Of Day"
"Just Let Your Heart Decide"
"It’s Always About That Girl'
"Cinderella Smile"
"The Stories We Could Tell"
"Addicted To That Rush" (live – exclusive bonus track)

Banda:

Eric Martin - Vocals
Paul Gilbert - Guitars
Billy Sheehan - Bass
Pat Torpey - Drums

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Charlemagne - Charlemagne (2009) U.S.A.


Eonian Registros traz nos uma outra gravação de arquivo dos dias de glória de Hollywood 'Hair' com o relativamente desconhecido Charlemagne. Esses dias de glória da década de 80, dissolvidos tão rapidamente como spray de cabelo num dia quente de LA porque a substância musical foi superada pelo cartão ace imagem de Hollywood. Grunge surgiu para a ocasião e acendeu um isqueiro para o flash, moda e decadência e muitas das vezes substituindo o spandex e seda com jeans rasgados e flanela. O aumento final no coração de Hollywood hair rock veio das editoras que simplesmente seguiram os ventos inconstantes dos apetites públicos e o rastro do dinheiro. Infelizmente, bandas como Charlemagne e de outros hospedeiros sucumbiram ao longo do caminho.
Por outro lado Charlemagne, embora dificil extraordinário ou muito diferente de seus contemporâneos, era muito bom no seu ofício. As músicas deste disco de estréia são habilmente trabalhadas e bem tocadas no estilo melódico hard rock. Descasque o verniz as roupas bonitas e o cabelo grande, e estas músicas estão por conta própria.
Por incrível que pareça, em comparação com os seus pares, aqui há pouca indulgência bombástica. Claro, a estréia está estourando com melodias animadas, refrões cativants, bem como a obrigatoriedade de solo de guitarra shredding. No entanto, não há nenhum sentimento pretensioso dentro de Charlemagne. Em vez disso, neste caso a substância realmente triunfou no estilo. Canções como Chance Is Calling, I've Got You, I Don't Wanna Lie ou Is It Ever Easy mostra Charlemagne no melhor dos tempos, sem se tornarem clones disso.
Isso não quer dizer que algumas músicas não são derivadas ou aborrecidas. O tema de abertura Secret Romeo, é cativante e inteligente. Eu provavelmente poderia passar as duas últimas faixas, I'm Not That Easy e I Wish I Knew, como exemplos gerais do género. Mas mesmo essas três músicas são melhores do que atingiu o enchimento na "big" banda (mais notavelmente, Poison) álbuns através dos tempos. Charlemagne deve estar muito orgulhoso do seu trabalho.
Trabalho de estréia de Charlemagne não deve passar despercebido pelos fãs de Hollywood hair rock e metal. Apesar da preponderância de bandas no dia a dia, Charlemagne sobe claramente acima da média logo trás dos melhores artistas, oferecendo grandes canções que entregam substância melódico hard rock sólido acima do brilho e glamour da época.





Temas:
01. Secret Romeo
02. I Don't Wanna Lie
03. She's Only Young
04. So Far Away
05. Is It Ever Easy
06. I've Got You
07. Chance Is Calling
08. Last Chance
09. Wait And See
10. I'm Not That Easy
11. I Wish I Knew
Banda:
Raymond Barrett Jr. Lead Vocals
Scott Oliver Lead & Rhythm Guitars
Ken Kowalski Drums
Lee Bryan Bass




LUCA TURILLI'S RHAPSODY – ASCENDING TO INFINITY (2012) ITALIA


  Fresquinho como o pão matinal, eis aqui o novo disco de Luca Turilli e talvez o mais aguardado disco destes 1ºs seis meses de 2012. Luca deixou os amigos mas não a herança, e esta é a sua versão dos Rhapsody, pelo menos para um futuro próximo. "Ascending To Infinity", um disco com 9 temas; tal como os seus projectos a solo Luca Turilli tráz algo mais de heavy metal e não tanto de sinfonia, ou melhor, um pouco mais de neo-clássico, mais power metal, e um pouco dos seus projectos a solo, com algo de electrónico em algumas passagens; como disse, a sua versão dos Rhapsody. Para 1º disco está muito bem, épico, guitarresco, operático, passa a ser um dos meus preferidos para este ano, sendo este o meu género de eleição, não podia deixar de ser deste modo com tão boa produção e composição. Apenas me deixa algo a desejar o Alessandro Conti, ex- Empty Tremor e Opera, a sua voz ainda não está expremida como precisa, falta-lhe um tom mais maduro, ainda tem muito de juvenil, parece-me que a fase de coro de igreja ainda não acabou, mas com uns engasga-gato o rapaz chega lá. E é isto rapazes, material de superior qualidade, para malta que sabe de musica, e para todos os outros também, isto é mesmo universal!
McLeod Falou!





Temas:
1. Quantum X
2. Ascending to Infinity
3. Dante’s Inferno
4. Excalibur
5. Tormento e Passione
6. Dark Fate of Atlantis
7. Fantasia Gotica
8. Clash of the Titans
9. Of Michael the Archangel and Lucifer’s Fall (I.Alma Mundi II. Fatum Mortalis III.Ignis Divinus)
Bonus Track:
10. March Of Time (Helloween Cover) 05:51
11. In The Mirror (Loudness Cover) 03:37

Banda:
Alessandro Conti - Vocals (Trick or Treat, ex-Empty Tremor, ex-Opera)
Luca Turilli - Guitars, Keyboards (Luca Turilli, Luca Turilli's Dreamquest, ex-Rhapsody of Fire)
Dominique Leurquin - Guitars (Inner Visions, ex-Dream Child, ex- Rhapsody of Fire)
Patrice Guers - Bass (Further Dimension, Patrick Rondat, ex-Rhapsody of Fire, ex-Inner Visions)
Alex Holzwarth - Drums (Rhapsody of Fire, Dol Ammad, Paradox)


Primal Fear – Unbreakable (2012) Alemanha


Bem vindos sejam todos ao ano de todos os perigos; da nossa era, pelo menos. 2012 entrou bem, enquanto estava a ser festejado no outro lado do mundo, por cá, no meridiano 0, e enquanto esperavamos pela nossa vez, Os Primal Fear deixavam-nos ter um primeiro olhar sobre a sua mensagem para este ano do juízo final, pelo menos no calendário Maya e nas profecias de Nostradamus. "Unbreakable" é como nos devêmos manter perante todas as adversidades que nos esperam, e vai daí mandam-nos logo para cima com ataque à moda do Padre Judas que por estes dias deve deixar Rob Halford um pouco nostálgico sobre os tempos em que largava a sua voz como faz este Ralf, se bem que este nada deixa a dever a Rob. Provávelmente até será verdade, mas conta-se em muitas tertúlias metálicas que Ralf e D.C. Cooper estavam na poole final para substituir Rob nos Judas Priest, tendo eliminado toda e qualquer concorrência, diga-se em abono da verdade por mérito próprio, quando Glenn Tipton e KK Downing ouviram Tim "Ripper" Owens numa banda de covers dos mesmos e decidiram logo ali quem iria tomar o lugar de Halford. Acasos Felizes!
Este novo disco destes Primal Fear é um bom exemplo de power metal tradicional e como deve de ser levado até ao público. Directo, potente, com postura e classe e acima de tudo, e agora aqui há que ser realista, com estes músicos até o Pinto da Costa gostava de os ter a treinar o FC Porto; Mestres na plena ascênsão da palavra! Mat Sinner, Alex Beyrodt, Magnus Carlsonn, Ralf Schepeers e Rhandy Black são um grupo de artistas cuja qualidade de execução e composição não é ultrapassada por ninguém, tocam em vários estilos em variados projectos e acima de tudo o seu profissionalismo é a sua marca pessoal. Hinos metálicos que pedem para ser ouvidos uma e outra vez, refêrencias aos gloriosos tempos do "Turbo Lover" e outros dos Judas Priest, fazem deste disco algo a ser levado em conta. Para começar o ano,... Fabuloso! Autênticas motoserras a rasgar os vossos ouvidos não vão deixar indiferentes a "Metal Nation". Give 'em Hell, Boys! Será "A" compra deste novo ano.
McLeod Falou!





Temas:
1. Unbreakable (Part 1)
2. Strike
3. Give 'Em Hell
4. Bad Guys Wear Black
5. And There Was Silence
6. Metal Nation YouTube clip below (New)
7. Where Angels Die
8. Unbreakable (Part 2)
9. Marching Again
10. Born Again
11. Blaze Of Glory
12. Conviction
13. Night of the Jumps (bonus track)
14. Born Again [acoustic version] (bonus track for Japan)

Banda:
Ralf Scheepers - Vocals (Scheepers, ex-F.B.I., ex-Gamma Ray, ex-Helloween (live), ex-Tyran' Pace)
Magnus Karlsson - Guitars (Allen / Lande, Kiske Somerville, The Codex, Scheepers (live), Planet Alliance, ex-Last Tribe, ex-Midnight Sun, ex-Bob Catley)
Alex Beyrodt - Guitars (Missa Mercuria, Silent Force, Sinner, Voodoo Circle, Mat Sinner, ex-The Sygnet, ex-Wild Axes)
Mat Sinner - Bass (Goddess Shiva, Kiske Somerville, Sinner, Voodoo Circle, Scheepers (live), Mat Sinner, ex-Rick Renstrom, ex-Beast of Prey, ex-Cans)
Randy Black - Drums (Duskmachine, ex-Deception, ex-Annihilator, ex-Rebellion, ex-Rooky)





segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PSYCHOPRISM - BLOODLINES [EP] (2014) USA




"Dreamers" Psychoprism, are a band hailing from New Jersey, USA, with an accurate vision of musical constrution. Formed in 2012, Jess Rittgers, Voc; Bill Visser, Guitars; Michael James, Bass; Kevin Myers, drums and Adam Peterson, Keys; are a newcomer in the symphonical, neoclassical metal business with a taste for Prog and modern metal.
With a consistent sound, this promising EP is a mix of Malmsteen, Crimson Glory, Axel Rudi Pell and Queensryche, and many other things that you can identify in their songs. My very first words should've been: "i'm impressed; no, i´m very impressed!" I like this band's musical work. Besides turning my head into a photo slide show of the best musical masters and their works, it goes further. 
Jess is an artist letting sound waves and interpretational performances out of him, And not only that, vocally he is a pro. Should Queensryche had listened to him, and who knows...? 
Bill is a great guitarrist, a very great one with some tendency to confusion, mixing Malmsteen, Pell and other guitar lords in his sounding output is too much and too repetitive, as some songs are in some parts, doesn't make the record lift off. The environmental Adam, is another good surprise. environment=ambient and he does it remarkably well. This band seems that has been arond for a long time among the main characters in Metal.
This EP with 4 excellent songs is a great calling card. Defiance was the first one i believe. With arrangements from Malmsteen and Crimson Glory, is a killer track. As are the other 3 songs, somewhat repetitive along their structure, but very well crafted. For them, i forsee a bright future. 
Now, the my recomendations are: a Change of name, Psychoprism doesn't go with this music; and the possibility to work with a professional producer in the field of NeoClassical and symphonic Metal, rearranging and settling your amazing ideas, can turn you in a dashing cometh in your first album, making you one very demanded group in the musical industry. With a vocalist like Jess and these extremely good musicians there can be no mistake.
My advice? don´t stop trying to get there, you are absolutely superb musicians to fall into oblivion.
I just hope that the ones promoting you can find the way to help you; concerning me, i'm doing my part; is there a Sasha Paeth, Luca Turilli, chris Tsangarides or even Jim Morris that can make this guys rising stars? Better yet, a valid new offer in music? Well, stand up and give them a call, they bloody well deserve it!
McLeod As Spoken!




Tracklist:
01.Defiance
02.Further Than You
03.Stained Glass
04.Wrecker

Band:
Jess Rittgers: All Vocals & Voices
Bill Visser: Lead Guitar
Michael James: Bass
Kevin Myers: Drums
Adam Peterson: Keyboards and Sounds

MR. BIG - THE STORIES WE COULD TELL (2014) USA



Dia 29 de Sept. é a data escolhida para o mais recente disco dos Mr. Big. Reunidos de novo, todos os 4 membros originais, acabam de finalizar "the Stories We Could Tell", que nas palavras de Paul, será um disco rocker, melódico, groovy, poderoso e emocional. Já não será um clichê? Não serão quase todos os discos dos Mr. Big assim?
De qualquer modo, nem tudo são excelentes notícias. O facto de a banda Mr. Big se ter voltado a reunir para prefazer 25 anos de actividade; mesmo sendo intercalada, não é relevante; é uma das melhores notícias do ano no que ao mundo do rock se refere; e não só; alguns dos seus temas são universais. Mas a má notícia é que Pat Torpey foi diagnosticado com a doença de Parkinson e não vai fazer parte da subsequente tour que já está a "aquecer os motores"; quem sabe no futuro? Sinceramente, espero que sim, pelo simples facto de que seria um sinal de que Pat tinha vencido a doença, ou pelo menos a tinha controlado; e isto mesmo desejo a todos aqueles que estão doentes por este mundo fora, que se restabeleçam rápidamente! Para o lugar de Pat foi convidado Mike Starr (Ace Frehley); que fará toda a tour já anunciada.
Três anos depois de "What If?", disco que marcou o regresso ao hardrock que criaram, a sua trademark; chega-nos uma nova edição de treze temas que vai dar que falar. Até lá, fiquem com este single de apresentação e com a setlist anunciada para vos adoçar os sentidos e as vossas emoções.
McLeod Falou!





Temas:

"Gotta Love The Ride"
"I Forget To Breathe"
"Fragile"
"Satisfied"
"The Man Who Has Everything"
"The Monster In Me"
"What If We Were New?"
"East/West"
"The Light Of Day"
"Just Let Your Heart Decide"
"It’s Always About That Girl'
"Cinderella Smile"
"The Stories We Could Tell"
"Addicted To That Rush" (live – exclusive bonus track)

Banda:

Eric Martin - Vocals
Paul Gilbert - Guitars
Billy Sheehan - Bass
Pat Torpey - Drums

Jerusalem - She (2010) Suécia


Formados em 1975 os Jerusalem são um dos nomes pioneiros da cena hard rock sueca, mas há dezasseis anos que não gravavam nada. 2010 marca o regresso desta lendária banda que ficou conhecida por ser a primeira banda sueca a passar na MTV, no longínquo ano de 1981. Nos últimos anos, quer os Jerusalem em coletivo, quer os seus membros de forma individual tem estado ativos. Individualmente todos têm editado álbuns a solo, enquanto coletivamente, têm sido publicadas compilações e trabalhos de recolha de temas nunca antes publicados. E assim se chega a She, trabalho de originais que não deixa dúvidas a ninguém: isto é hard rock ainda influenciado pelos tempos idos. Que é como quem diz, hard rock retro, apresentado de uma forma ligeira, descomprometida, homogénea e pouco ambiciosa. Os temas seguem as regras previamente estabelecidas, sem grandes rasgos de originalidade mas, também sem grandes aborrecimentos. Um trabalho regular, portanto, aconselhável apenas aos indefetíveis do género.
É uma das precursoras que firmou e concretizou o género rock cristão.
Destaque para as músicas “Standing At Jericho”, “Save My Life” e “Calling On”.





Temas:
01. She
02. The Story Of D
03. Supernatural
04. Heaven
05. Save My Life
06. Crown The King
07. Amos 5
08. Come On
09. The Greatest Party
10. Calling On
11. I Want To Leave Her
12. Suddenly
13. Standing At Jericho

Banda:
Ulf Christiansson – guitarras e vocais
Peter Carlsohn – baixo
Michael Ulvsgärd – bateria