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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Cristiano Filippini's Flames Of Heaven - Symphony Of The Universe (2025) Itália

Symphony Of The Universe, lançado a 14 de novembro de 2025 pela Limb Music, é o segundo álbum de estúdio de Cristiano Filippini's Flames Of Heaven. Cinco anos após o aclamado álbum de estreia The Force Within (2020), este novo trabalho consolida a posição da banda como uma das principais forças do género Symphonic Power Metal, seguindo a escola italiana de Rhapsody Of Fire e Labyrinth.

O Som: Antemas Neoclássicos e Opulência Orquestral

O álbum é uma coleção de antemas neoclássicos ambiciosos, definidos por instrumentação brilhante, melodias cativantes e uma produção aberta e natural que permite ao espírito épico respirar.

  • Composição e Arranjo: O multi-instrumentista e líder da banda, Cristiano Filippini (guitarras, teclados, orquestrações), é a força motriz. Ele supervisionou a produção, com a mistura e masterização a cargo de Simone Mularoni (DGM), garantindo clareza e potência sonora.

  • Elemento Sinfónico Real: A opulência orquestral é elevada pela inclusão de músicos convidados que tocam instrumentos clássicos reais, como violino, viola, contrabaixo, violoncelo e piano de cauda, cortesia do violinista Gabriele Boschi (Winterage), adicionando uma camada de autenticidade e profundidade aos arranjos.

  • Power Metal de Elite: O alinhamento é sólido e experiente, incluindo nomes como Marco Pastorino (vocais, Eternal Idol), Michele Vioni (guitarras) e Paolo Caridi (bateria). A música é influenciada por bandas como Stratovarius, Sonata Arctica e Avantasia, com a inclusão de toques do AOR (Adult-Oriented Rock) dos anos 80.

  • Colaborações de Destaque: O álbum apresenta participações especiais de vocalistas de renome, como Francesco Cavalieri (Wind Rose) e Mark Jansen (Epica), que adicionam peso e variedade aos vocais.

Temática e Faixas Principais

O álbum é liricamente inspirado pelo mangá Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco), explorando temas de fogo imortal, renascimento mitológico, amor ardente e forças cósmicas.

  • "Symphony Of The Universe": A faixa-título é também a mais longa do álbum (quase 9 minutos), prometendo ser a peça central da grandiosidade orquestral.

  • "On The Wings Of Phoenix": Outra faixa longa (mais de 7 minutos), que provavelmente aborda o tema do renascimento mitológico com grande dramatismo.

  • "When Love Burns": O primeiro single, descrito como uma canção autobiográfica sobre a paixão intensa e o sofrimento no amor, mostrando que a banda também explora temas emocionais dentro do género épico.

O Veredito Final

Symphony Of The Universe representa um marco na carreira da banda. É um álbum que cumpre a promessa do Power Metal Sinfónico ao fundir Heavy Metal com elementos orquestrais grandiosos e ao usar composições ambiciosas. É uma obra coesa e exigente que recompensa os ouvintes com soundscapes sonoros épicos.

Recomendado para: Fãs de Rhapsody Of Fire, Stratovarius, e qualquer pessoa que aprecie Power Metal com orquestrações ricas e narrativas épicas. É considerado um álbum essencial para os devotos do género.


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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Memories Of Old - Never Stop Believing (2025) UK

Never Stop Believing, lançado a 24 de Outubro de 2025 pela Limb Music, é o sucessor do aclamado álbum de estreia The Zeramin Game (2020) da banda britânica de Epic Symphonic Power Metal Memories Of Old. Apesar das mudanças na formação, este segundo álbum é uma continuação de primeira classe, marcada pela excelência na composição, melodias grandiosas e uma produção cinematográfica.

O Som: Épico, Sinfónico e Neoclássico

O álbum não hesita em entregar tudo o que se espera do género: narrativas de fantasia, orquestrações majestosas e velocidade implacável.

  • Power Metal de Excelência: O som é uma fusão do Power Metal melódico europeu com arranjos orquestrais exuberantes, criando paisagens sonoras vastas e épicas. O génio da banda, Billy Jeffs (bateria, guitarras, teclados e orquestrações), demonstra a sua mestria, citando influências que vão de Yngwie Malmsteen (no trabalho de guitarra neoclássica) a Freddie Mercury (no sentido dramático e melódico).

  • Nova Voz, Novo Impacto: A entrada do vocalista americano Noah Simmons em 2024 é um ponto alto. A sua voz poderosa e versátil, capaz de atingir notas altas com facilidade, encaixa-se perfeitamente no estilo. A sua entrega combina o garra do Hard Rock com a amplitude do Power Metal clássico, dando à banda uma identidade vocal fresca e forte.

  • Guitarras em Destaque: O reforço com Wayne Dorman (ex-Onslaught) nas guitarras a solo adiciona uma camada de qualidade técnica. O álbum está recheado de solos estelares, que se destacam perfeitamente sobre os fundos sinfónicos.

  • Produção Impecável: Misturado e masterizado em Londres, o álbum tem uma produção impecável. As orquestrações e os elementos sinfónicos estão perfeitamente integrados, e o som é imponente e pesado.

Destaques das Faixas

O álbum é concebido com um fio condutor temático, fazendo com que a audição integral seja uma experiência cinemática.

  • "The Turn of a Page" (Intro) / "Never Stop Believing": A abertura instrumental estabelece um ambiente de Hollywood épico, fluindo diretamente para a faixa-título. Embora partilhe o nome com um clássico de AOR, o Power Metal épico da banda apresenta temas de força interior e heroísmo com uma abordagem motivacional e fantástica.

  • "Guardians of the Kingdom": Uma faixa mais tradicional, reminiscente das lutas épicas no estilo de Tolkien, que é claramente feita para incendiar os concertos.

  • "After the Storm": Descrita como soando muito ao estilo de "The Final Countdown" dos Europe, é uma faixa extremamente divertida, catchy e cheia de energia.

  • "Life Begins Again": Apontada por muitos como a faixa favorita do álbum, é o exemplo perfeito da "balada definitiva de Power Metal". Demonstra a capacidade vocal de Simmons e combina riffs, batida de bateria e melodias orquestrais para criar um momento emocionalmente poderoso.

  • "Journey to the Stars": O épico de encerramento (com mais de 8 minutos) volta a crescer e a construir camadas de som, proporcionando um final de grande escala para o disco.

O Veredito

Never Stop Believing é uma prova de que a espera valeu a pena. O Memories Of Old regressa sem perder qualidade, entregando uma obra que está literalmente repleta de hinos e emoções. O álbum consegue transportar o ouvinte para o seu mundo de fantasia, com uma dedicação total ao género.

É um álbum que será apreciado não só por fãs de Power Metal Sinfónico, mas também por aqueles que gostam de Hard Rock melódico e Metal Progressivo. É um disco que fica melhor a cada audição e cimenta a reputação da banda britânica.

Nota: Bom (8/10)

Recomendado para: Fãs de Rhapsody of Fire, Power Quest, Stratovarius, e qualquer pessoa que aprecie Heavy Metal com orquestrações grandiosas e uma produção cristalina.

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Eternal Idol - Behind A Vision (2025) Itália

Os Eternal Idol, com o seu novo álbum "Behind A Vision", continuam a solidificar a sua posição no panorama do symphonic power metal e metal melódico. O álbum é uma demonstração da evolução da banda, entregando uma sonoridade que é ao mesmo tempo épica, grandiosa e profundamente melódica.

Desde os primeiros acordes, "Behind A Vision" revela a sua ambição. A produção é impecável, com cada instrumento a soar cristalino e a contribuir para uma parede de som imponente. Os arranjos orquestrais e os elementos sinfónicos são integrados de forma orgânica, elevando as composições a um patamar cinematográfico sem nunca ofuscar a essência metal.

Os vocais são um dos pontos mais fortes do álbum. Com performances poderosas e emotivas, o vocalista (e possivelmente vocalista feminina, dependendo do alinhamento específico do álbum) entrega melodias cativantes e linhas vocais que se gravam na memória. A interação entre vozes, se presente, adiciona uma dinâmica rica e harmoniosa que é característica do género.

Musicalmente, "Behind A Vision" é um festim para os ouvidos dos fãs de power metal. As guitarras disparam riffs energéticos e solos virtuosos que combinam técnica com uma sensibilidade melódica apurada. A secção rítmica, com uma bateria bombástica e um baixo robusto, fornece a base sólida e o groove necessário para as composições complexas. Há um equilíbrio notável entre a agressividade e a beleza melódica, com a banda a transitar sem esforço entre passagens rápidas e intensas e momentos mais atmosféricos e grandiosos.

As letras, como é comum no género, exploram frequentemente temas de fantasia, mitologia, batalhas internas e esperança, complementando a grandiosidade musical. O álbum consegue manter um nível de qualidade consistentemente alto, com várias faixas a destacarem-se como potenciais hinos que apelam à repetição.

Para os fãs de bandas como Rhapsody of Fire, Kamelot, Nightwish (com vocais masculinos fortes) ou Stratovarius, "Behind A Vision" é uma audição obrigatória. Os Eternal Idol demonstram uma maturidade composicional e uma execução que os coloca entre os nomes a ter em conta no symphonic power metal.

Em resumo, "Behind A Vision" é um álbum impressionante que consolida a evolução dos Eternal Idol. É um trabalho épico, melódico e poderosamente executado, que certamente irá agradar aos admiradores do metal sinfónico e de power metal com uma forte veia melódica.

Já teve a oportunidade de mergulhar em "Behind A Vision"? Qual a sua faixa favorita e o que mais gostou na abordagem sinfónica da banda?

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sábado, 23 de dezembro de 2023

Silent Angel - Unyielding, Unrelenting (2023) Internacional

Bandas internacionais de metal são comuns hoje. A internet acaba com fronteiras, buscando os melhores músicos de qualquer parte do mundo. Tomemos como exemplo Silent Angel – uma banda de Symphonic Power Metal que contém membros da Malásia e da Itália, juntos em parte desde 1998 como BlueBlood – entrando em hiato por quinze anos antes de regressar em 2015, uma nova formação dando vida ao seu som. Já se passaram oito anos desde o EP Descent of Angels , lançando agora este primeiro álbum com Unyielding, Unrelenting . Considerando que a composição abrange toda a vida do grupo, é fácil entender por que essas dez faixas contêm muitas qualidades que os seguidores do poder sinfónico / metal heroico do final dos anos 90/início dos anos 2000 apreciarão facilmente.
A contratação de duplas cantoras com Claudia Beltrame (também dos Degrees of Truth) e Gracie Shona dá profundidade à banda em termos dos estilos explorados por suas abrangências - tudo do rock ao metal e ângulos operísticos tocados, unindo-se para harmonizar certas passagens de “Through Selene's Eyes” para adicionar mais tensão emocional e dramática que reflete os componentes musicais. O guitarrista Eric Poon, como compositor principal, traz influências como Helloween, Hammerfall e Stratovarius para o primeiro plano, deslumbrando com saborosas progressões de acordes positivas e pausas sofisticadas que fazem de “Against the Tides” e “Descent Into Infinity” os primeiros atrativos. Em certos momentos, Silent Angel também explora heróis clássicos dos anos 80, como Iron Maiden, quando tu ouves os refrões principais e melodias mais agudas de “Angel Rising”, a bateria de Pae firme com interessantes movimentos de potência que se alinham às enérgicas passagens de guitarra. A faixa mais longa, “Twilight of the Black Rose”, conclui o disco, com mais de seis minutos de duração que contém uma introdução mais calma, componentes de coro/orquestração, deslumbrantes compensações neoclássicas de teclado/guitarra e algumas melodias operísticas para mostrar as influências de vários géneros em tocar com esses músicos.
Anos em produção, Unyielding, Unrelenting é um trabalho de amor que tem algum apelo ao mercado do sinfónico power metal. Reunindo músicas que abrangem décadas, Silent Angel esperançosamente pode desenvolver mais material novo em tempo hábil para ver onde eles são capazes de levar as coisas para o futuro. Por enquanto, esta é uma representação adequada de uma banda com muito potencial para expandir os seus horizontes criativos.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Prydain - The Gates Of Aramore (2023) USA


Austin Dixon trabalhou nas ideias das músicas para Prydain ao longo de vários anos, mas o verdadeiro trabalho começou a acontecer durante a pandemia de Covid. Como nenhum músico adequado com talento e entusiasmo para melódico power metal foi encontrado localmente e o bloqueio do Covid também estava tendo efeitos, Austin começou a abordar alguns de seus músicos favoritos pela internet para dar vida às suas canções.
O primeiro músico a bordo foi o teclista dos Pyramaze, Jonah Weingarten.
Austin diz: "Eu amo os Pyramaze desde seu maravilhoso álbum 'Legend Of The Bone Carver'. Suas orquestrações realmente ajudaram a dar vida às visões de meus riffs e estruturas de guitarra. " O idealizador do Katagory V, Dustin Mitchell, outro músico local de Utah, contribuiu com algumas faixas de baixo iniciais e Bob Katsionis dos Firewind "Está no meu radar desde que ele me surpreendeu ao vivo em Salt Lake City, alguns anos atrás, com seus solos duplos entre guitarra e teclado, então estendi a mão.
" Bob concordou em produzir e mixar Prydain. Ele também trouxe o compatriota grego Mike Livas (Silent Winter, Keepers Of Jericho, Timo Tolkki) para cantar.
Em seguida, Austin se atreveu a abordar três de seus guitarristas favoritos para ver se cada um contribuiria com um solo: Mikael Dahl (Crystal Eyes), Jimmy Hedlund (Falconer) e Jens Ludwig (Edguy).
"Para minha surpresa, eles aceitaram imediatamente! Essa colaboração com tantos dos meus heróis é o aspecto muito melhor."

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Gloryhammer - Return To The Kingdom Of Fife (2023) UK


Há cerca de 10 anos, tudo alinhado perfeitamente. Eu tinha acabado de descobrir a, hummmmm, glória do power metal, e a banda de power metal mais ridícula de todas lançou seu álbum de estreia.
Gloryhammer existe na premissa de que os anões goblins vão invadir Dundee, e Angus McFife, agora interpretado por Sozos Michael (expressão deliberada conforme cada membro interpreta um personagem), pode derrotá-los com seu Gloryhammer. Ou alguma coisa. Eu não ligo. Nunca fui de conceitos.
O que eu sei é que todas vezes que pensas que os Gloryhammer não podem ir mais longe, eles encontram uma maneira de torná-lo ainda mais oposto à ideia de “menos é mais”.
Vamos começar pelo final aqui. A batalha épica de 12 minutos que conclui este álbum, “Maleficus Geminus (Colossus Matrix 38B – Ultimate Invocation of the Binary Thaumaturge)”, é um musical. É uma ópera. É exagerado. E é excepcional.
Esse é o problema com Gloryhammer. Por mais que tu saibas que é ridículo, quando se trata disso, tu tentas resistir ao “Holy Flaming Hammer of Unholy Cosmic Frost” e coisas do género. Tu não podes. O que realmente vais fazer é colocar teus chifres para cima e abanar a cabeça como um Beavis And Butthead moderno.
Existem elementos genuinamente brilhantes aqui, para ser justo. A vibe Euro Disco de “Wasteland Warrior Hoots Patrol” é diferente de tudo que qualquer outra banda tentaria. E se, a essa altura, tu precisas que eu te diga como soa o “Sword Lord of the Goblin Hordeé essencialmente uma fuga AOR se tivesse emergido ao norte da parede.
“Vorpal Laserblaster de Pittenweem” os vê vencer, ou talvez seja “Keeper of the Celestial Flame of Abernethy”. Eu não consigo entender isso. Quem deveria? Apenas saiba que é tão bom quanto o power metal.
Eu não deveria gostar disto. Não gosto de ficção científica, não gosto de Game Of Thrones, mas Gloryhammer? Há algo incrível em ação aqui.
Dez anos e nenhum sinal de desistir. Na verdade, eles parecem muito dispostos a batalhas contínuas aqui.

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Silver Bullet - Shadowfall (2023) Finlândia


O início dos Silver Bullet remonta ao ano de 2008, quando a banda foi fundada sob o nome de Dirge Eternal. O ex-vocalista dos Dreamtale, Nils Nordling, e o ex-baixista dos Turisas, Hannes Horma, completaram a banda e ajudaram a forjar o álbum de estreia "Screamworks", lançado em meados de 2016. O tema orientador do álbum - filmes de terror clássicos - foi magistralmente transferido para o palco, com atores atuando como enfermeiras zumbis, garotas possuídas e até mesmo como um lunático empunhando uma serra elétrica, transformando os divertidos shows ao vivo dos Silver Bullet numa experiência audiovisual.
Depois de uma turnê de grande sucesso, os finlandeses voltaram com sua segunda oferta de heavy metal sinfónico poderosamente orquestrado e infundido em riffs em 2019. Embora o cenário de filmes de terror tenha sido deixado para trás, "Mooncult" serviu como um verdadeiro arrepiante, oferecendo um enredo emocionante ambientado nas vastidões da Escócia. Com o novo vocalista Bruno Proveschi no comando, Silver Bullet evoluiu para um monstro de metal versátil. Conquistar palcos de festivais como Rockfest, Saarihelvetti e Metal Capital Festival trouxe o reconhecimento que eles realmente mereciam. Ao mesmo tempo, eles estavam escrevendo uma nova obra, desta vez sem nenhum tema limitante.
Trabalhando novamente com a potência do metal Reaper Entertainment Europe, "Shadowfall" realmente solidifica o status dos Silver Bullet na cena do metal como uma das bandas de melódico metal mais promissoras da década. Com o novo álbum, eles também estão lançando "Overtour To Armageddon", uma turnê europeia completa que consiste em 31 shows pela Europa (com Twilight Force) e na Finlândia (com Stratovarius).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Twilight Force - At the Heart of Wintervale (2023) Suécia


A banda sueca de metal sinfónico Twilight Force lançará este mês seu quarto álbum, “At The Heart of Wintervale”. E o trabalho começa imediatamente; mesmo sem perceber, tu estás no fluxo com guitarras poderosas e vocais notáveis. Mas apenas para fins de introdução, eu teria colocado a segunda faixa (que é o título do álbum) como a primeira, porque soa mais majestosa e gloriosa do que “ Twilight Force ”.
Realmente quando a banda tem duas guitarras, simplesmente soa melhor do que uma única: e este álbum não é uma exceção a isso. As melodias e os sons se entrelaçam e dão mais estrutura a cada faixa. Mas, infelizmente, os riffs de guitarra não são tão empolgantes e geralmente soam semelhantes. A voz de Allyon, porém, está mais sensacional do que nunca: tenho certeza de que ele poderia cantar o que quisesse, e “At The Heart of Wintervale” é a prova definitiva. De cantar os agudos e acariciar os graves, sua voz é só um prazer para os ouvidos.
Já as duas músicas de 10 minutos estão bem posicionadas, não para cansar o ouvinte, mas para dar uma necessária mudança de ritmo ao disco. “ Highlands of the Elder Dragon ” e “ The Last Crystal Bearer ” destacam o talento sinfónico da banda, com um grande coro, orquestra e, claro, sons sofisticados. Minha faixa favorita é “Sunlight Knights”, com muitos tributos notáveis a obras-primas sinfónicas do passado.
Twilight Force se descreveu no passado como “metal de aventura”, e eu não poderia encontrar palavras melhores para descrever a jornada que este álbum é. Metal de aventura no seu melhor. Embora a composição seja bastante uniforme, há algumas surpresas que não deixarão os fãs desapontados. A produção está próxima da perfeição, o nível de envolvimento é muito alto e a narrativa está mais envolvente do que nunca.

sábado, 22 de outubro de 2022

POST DA SEMANA : Avantasia - A Paranormal Evening With The Moonflower Society (2022) Alemanha


Após o sucesso de Edguy, era de se esperar que o próximo projeto de Tobias Sammet, Avantasia , também encontrasse muitos amigos. Tudo começou em 1999, quando Sammet começou a trabalhar num álbum conceitual que foi lançado em 2001 como 'The Metal Opera'.
O que faz deste álbum um ótimo ponto de partida para os Avantasia, além das excelentes músicas, é o elenco. Uma ópera de metal contém diferentes personagens e no caso dos Avantasia estes são representados por uma variedade de cantores. Sharon den Adel, Rob Rock, Michael Kiske e outros, são as vozes que dão vida a 'The Metal Opera' e fazem do álbum um glorioso ponto de partida para o projeto.
Impulsionado pelo sucesso, Sammet continua seu projeto e o leva ao sucesso internacional. Dois anos depois de 'Moonglow' é hoje 'A Paranormal Evening with the Moonflower Society', o mais recente álbum dos Avantasia, que novamente convidam o ouvinte a uma viagem musical pelos mundos do metal ao clássico rock. Também desta vez Sammet poderia ganhar um conjunto mais ilustre de cantores, que dão às músicas e ao álbum uma variedade musical. O começo faz com 'Welcome to the Shadows', porém, uma música totalmente feita sob medida para Sammet. É uma faixa típica dos Avantasia, uma música bombástica e com boas melodias.
Um bónus do álbum é que Sammet consegue implementar as marcas registadas típicas dos Avantasia em todas as músicas, ao mesmo tempo em que deixa os pontos fortes dos vocalistas convidados virem à tona. Isso se torna aparente em músicas como 'The Wicked Rule the Night'. A sereia do metal alemão Ralf Scheepers assume alguns dos vocais. Estes são perfeitamente adequados para Scheepers e mostram a força de sua voz ao máximo. Rápida e metálica essa faixa sai dos alto-falantes e é destaque no álbum.
Torna-se mais atmosférico com 'Kill the Pain Away' com Floor Jansen, enquanto o seguinte 'The Inmost Light' lembra não apenas por causa da voz de Michael Kiske mas às vezes os Helloween.
Também 'Paper Plane' deve ser mencionado. Que Ronnie Atkins fará parte de um novo álbum dos Avantasia nem sempre foi certo devido à doença do cantor e é ainda mais agradável ouvir a voz do cantor dinamarquês. A música é um dos deleites melódicos do álbum com grandes melodias em primeiro plano.
Bob Catley dos Magnum realça 'The Moonflower Society' e é 'Scars' que destaca perfeitamente a voz de George Tate. Fechando o álbum está uma música chamada 'Arabesque'. Michael Kiske, Jorn Lande e Tobias Sammet compartilham os vocais neste trabalho monumental de 10 minutos. Após um início dramático, com bateria e gaita de foles, a música se desenvolve num épico que reflete toda a diversidade criativa de Sammet. Melodias, coros e drama percorrem a música e dão profundidade e brilho.
Com 'A Paranormal Evening with the Moonflower Society' Sammet mais uma vez consegue permanecer fiel às raízes dos Avantasia sem se repetir. Cada uma das onze músicas do álbum é um pequeno destaque em si e se Sammet continuar a ter sucesso em trabalhar com um conjunto de cantores de destaque, os Avantasia continuaram a encantar o mundo do metal com um melódico metal muito bem feito.

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Dragonland - The Power Of The Nightstar (2022) Suécia


Do arquivo "Where Have They Been" de bandas desaparecidas em ação, a sueca Dragonland regressa ao estúdio após uma ausência de onze anos. The Power Of The Nightstar é seu sexto álbum de estúdio, e o primeiro do (não tão novo) baterista Johan Nunez (Firewind, ex-Nightrage) que se juntou à banda em 2014. É também o primeiro álbum a não continuar The Dragonland Chronicles. Mas é um álbum conceitual com um tema de ficção científica: ... contando a história de um povo perdido, em busca de um novo lar num universo hostil .
Como esperado, a história é contada no estilo musical Dragonland: melódico power metal e sinfónico com galope e groove, embelezamento orquestrado, solos de sintetizador e guitarra e arranjos vocais melódicos e corais. Eu não chamaria o estilo de Dragonland tão grandioso quanto Rhapsody Of Fire, mas The Power Of The Nightstar ainda é bastante épico e bombástico com 13 faixas em 66 minutos.
Isso é experenciado com A Threat Beyond The Shadows, A Light In The Dark, The Power Of The Nightstar e o mais suave e hino, Journey's End. Essa última música também conta com uma contribuição vocal de Elize Ryd dos Amaranthe. Celestial Squadron é uma música mais curta, mas com um notável groove rock envolto em textura sinfónica. Há dois números instrumentais: The Awakening no início e Aphelion, uma sequência no centro. Eu estava procurando uma balada. A música mais próxima pode ser a final, Oblivion, mas é mais um hino de conclusão sombrio.
Simplificando, após uma ausência de onze anos, The Power Of The Nightstar é um belo regresso ao estúdio para os Dragonland da Suécia: clássico, melódico e sinfónico, power metal de um dos porta-estandartes do género.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Ultima Grace - Ultima Grace (2022) Japão


Vindos do Japão, Ultima Grace foi criado pelo mago japonês Yuhki (Galneryus, Alhambra). Yuhki é assistido por outros músicos japoneses, principalmente dos Alhambra. Mas a banda assume um aspecto internacional com Anette Olzon. Sim, leste bem, Sra. Olzon dos Dark Element e ex-famosa dos Nightwish. O álbum foi lançado no Land Of The Rising Sun em março passado, mas a Frontiers Music está dando um empurrão internacional com seu lançamento este mês.
Seu primeiro pensamento ao ouvir que uma banda foi criada por um teclista é que tu encontrarias esses teclados como o foco dos arranjos. Tu podes estar certo, até certo ponto. Fiquei surpreso e satisfeito que Yuhki permite que os elementos mais comuns do power metal tradicional sejam parceiros iguais aos seus sintetizadores.
As partes de guitarra, riffs e solos, são abundantes. A seção rítmica nunca deixa de dar a cada música groove e galope. E, apesar de ser levemente subjugada pela mistura, Ms Olzon se encontra num elemento familiar (sem a natureza orquestral ópera de seu show nos Nightwish). No entanto, os teclados de Yuhki abundam em solos frequentes, solos que podem ser facilmente confundidos com solos de guitarra. Além disso, ele pode dar aos seus sintetizadores alguns tons de igreja ou catedral, principalmente dentro de Powers Of North And East. No entanto, e fundamentalmente, Yuhki e seus amigos não estão reinventando o power metal.
Uma coisa que é característica da versão japonesa do power metal é isso: eles não têm escrúpulos em serem rápidos, pesados e bombásticos o máximo possível.
Outras músicas de power metal monumentalmente ultrajantes incluem The Lost, Beguile The Night e Getting On With Life.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Beto Vazquez Infinity - Mental Asylum (2021) Argentina

O guitarrista Leo, participa como compositor do novo álbum “Mental Asylum” onde traz toda a sua magia através da Guitarra. Gravado entre 2020-2021. Misturado por Beto Vazquez no FDS STUDIOS Mastering por Sebastian Manta no La Nave de Oseberg. Buenos Aires, Argentina.
A lendária banda argentina Beto Vazquez Infinity, estreia através de suas redes o single "Chaos Darkness", uma prévia de seu próximo álbum "Mental Asylum" que será lançado ainda este ano. Sétimo álbum de estúdio "Mental Asylum" , que é a continuação natural do álbum anterior. Dando um passo à frente na diversidade musical, encontramos a banda consolidada e unida, brilhando em todas as canções, que vão do Power ao Thrash ao Rock, Symphonic, vocais guturais, temas surpreendentes e convidados luxuosos que dão o toque a este novo álbum. Sem dúvida um dos mais surpreendentes de Beto Vazquez Infinity, onde tudo é diferente de tudo e as composições são inesperadas, sendo mais que um sucesso para este momento na carreira de Beto Vázquez.
Os convidados deste álbum são: Claudio “Tano” Marciello, Tito Garcia, Ivan Sencion, Christian Vidal, Patricio Molini, Sergio Berdichevsky, Cabra, Brunella Bolocco Boye e Snowy Shaw'. A banda é actualmente composta por Beto Vazquez no baixo, Hess Melani nos teclados e Daiana Benitez nos vocais, Leonardo Lukaszewicz nas guitarras e Guillermo Carpintero na bateria.
Lembremos que no início do ano pudemos ouvir a primeira prévia do álbum "Sto-vo-kor", e na última versão do Argentina Online Metal Fest, também pudemos ouvir "Faster Than You" e "Chaos Darkness".
A banda foi fundada por Beto Vázquez, baixista e multi-instrumentista argentino. Eles tocaram com Nightwish, Tierra Santa, Angra, Labyrinth e Vision Divine. Há algum tempo, o baixista e compositor argentino Beto Vázquez (líder e fundador da extinta banda de thrash metal Nepal) vem ampliando seus horizontes musicais com novas ideias e projectos. Esta nova etapa criativa emprega composições muito variadas em termos de estilos, deixando os parâmetros de composição que entregou nos últimos anos com sua antiga banda.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Rhapsody of Fire - Glory for Salvation (2021) Itália

Não há muitas novidades para explorar quando se trata de metal sinfónico. Os princípios são os mesmos, a expressão é semelhante e no final é o nível de criatividade que junto com a experiência será o factor decisivo para separar o bom do muito bom.
Uma banda que pertence aos pioneiros do género é os Rhapsody Of Fire que começaram em 1993, época em que o heavy metal não era o género musical mais focado. Depois de um início formidável com a saga 'Emerald Sword' e a saga 'Dark Secret', um mar agitado estava esperando. Todo tipo de luta não relacionada à música teve que ser enfrentada e, no final, havia duas versões de uma banda. O membro fundador Alex Staropoli conseguiu manter o apelido de Rhapsody Of Fire e continuou com o vocalista Fabio Lione. O próximo desafio veio em 2016, quando Lione deixou a banda, e um substituto adequado foi necessário. Staropoli encontrou a nova voz dos Rhapsody Of Fire no vocalista Giacomo Voli, que também faz parte do novo álbum.
'Glory For Salvation' é o título da última produção dos Rhapsody Of Fire que chega às prateleiras no final de novembro. Um total de 13 músicas encontraram um lugar na tracklist deste álbum, músicas que são criadas e escritas pelo vocalista Staropoli. Rhapsody Of Fire se tenha novamente à abordagem da saga com o novo álbum sendo o próximo capítulo do que começou com 'The Eighth Mountain'. Conceito e saga são uma coisa, mas é a música que ajuda a transmitir a história. É a base emocional para a narrativa e é a área onde Rhapsody Of Fire faz a diferença.
Partes do narrador ('Eternal Snow'), paisagens sonoras bombásticas ('Son of Vengeance') e épicos cinematográficos ('Abyss of Pain'), está tudo presente neste álbum e apenas ouvindo o coro, que é usado de forma tão eficaz em ' Abyss of Pain ' te dá arrepios. Essas músicas são o diferencial que faz os Rhapsody Of Fire se destacarem. Staropoli ainda levanta a barra quando se trata de metal sinfónico.
Independentemente de ouvir as músicas mais pesadas, as mais cinematográficas ou as músicas com alma, está tudo combinado em 'Glory For Salvation' de uma forma que une as peças a algo maior. Tenho que admitir que não sou o maior fã de metal sinfónico, mas o que 'Glory Of Salvation' oferece impressiona. Rhapsody Of Fire bem feito.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Timo Tolkki’s Avalon - The Enigma Birth (2021) Finlândia

Timo e seu projecto Avalon lança o seu quarto álbum “The Enigma Birth”. Apresentando quase uma hora de música e oito vocalistas convidados, este lançamento continua a tendência da banda de entregar melodias arrebatadoras, solos de guitarra matadores e linhas vocais altamente envolventes. Como ouvintes ocasionais de Power Metal, nós apreciamos muito esses tipos de lançamentos à medida que tu 'descobres' alguns cantores que não estariam no nosso radar.
Abrindo com a astuta “Enigma Birth”, temos guitarras e bateria alucinante, perfeitamente combinadas com os vocais dramáticos e bastante versáteis de Pellek. Esta faixa estabelece um clima muito bombástico e explosivo que é perfeitamente continuado com o hard rock “I Just Collapse” com a participação de Caterina Nix e sua talentosa voz. Timo e companhia são mestres na mudança de ritmos e estilos entre as músicas, mas mantendo essa intensidade e o lado melódico.
Adicionar convidados como Britney Slayes (em “Memories” e “The Fire and the Sinner”) e Jake E (em “Truth” e “The Fire and the Sinner”) é uma óptima ideia, pois dá à música um toque diferente e expõe a música de Avalon para a base de fãs do respectivo cantor convidado, potencialmente conquistando um conjunto de novos fãs ao longo do caminho. Também é interessante ver cantores como Raphael Mendes em algumas faixas (“Master of Hell” e “Beauty and War”) ou Marina La Torraca (“Another Day”) em vez de apenas super estrelas já estabelecidas. Dito isso, nós gostamos do Fabio Lione no épico “Without Fear” e sua atmosfera sonhadora e a poderosa balada “Dreaming”.
No geral, “The Enigma Birth” tem um pouco de tudo para qualquer fã de Power / Heavy / Symphonic Metal devido à sua grande variedade de estilos de cantar, graças aos vocalistas convidados, e excelente variedade de criatividade e habilidade de Timo Tolkki e outros músicos italianos neste lançamento. Com cada música precisando de mais do que algumas audições para digerir totalmente, este lançamento tem muito valor de repetição e elementos emocionantes para descobrir.