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sábado, 4 de abril de 2026

Cactus - Temple Of Blues II (2026) Internacional

Carmine Appice é uma daquelas forças da natureza que parecem ignorar o conceito de "reforma". Em 2026, ele prova que os Cactus continuam a ser o "Led Zeppelin da classe operária" com o lançamento de Temple Of Blues II (Cleopatra Records).

Se o primeiro volume já era uma celebração, esta sequela é um verdadeiro festival de superestrelas, onde o Hard Rock rústico da banda se funde com os clássicos do Blues num abraço de distorção e groove.

O Poder das Colaborações

Não é todos os dias que vemos um alinhamento que junta Steve Morse, Joe Lynn Turner, Billy Sheehan e Dee Snider no mesmo projeto. O mérito de Appice é conseguir que estes titãs não se sobreponham à alma da banda. A produção é robusta, destacando a bateria lendária de Carmine, que continua a ditar as regras do ritmo com uma autoridade inquestionável.

O Destaque: "Bad Stuff"

Originalmente lançada em 1972 no álbum 'Ot n' Sweaty, "Bad Stuff" recebe aqui uma injeção de adrenalina. A escolha de Joe Lynn Turner para os vocais foi um golpe de mestre; a sua voz tem a textura perfeita para o Rock influenciado pelo Blues. Junte-se a isso o virtuosismo técnico de Steve Morse e a precisão de Derek Sherinian nos teclados, e temos uma versão que não só respeita o original, como o eleva a novos patamares de energia.


Mapeamento das Colaborações

Faixa

Convidados de Destaque

Vibe

"Bad Stuff"

Joe Lynn Turner, Steve Morse, Derek Sherinian

Hard Rock com alma de 1972.

"Spoonful"

Ted Nugent, Bob Daisley

O "Motor City Madman" traz o seu fogo característico.

"The Little Red Rooster"

Dee Snider, Tracii Guns

Uma interpretação suja, crua e cheia de atitude.

"Back Door Man"

Eric Gales, Billy Sheehan

Um duelo de gigantes entre guitarra e baixo.

"Purple Haze"

Melanie

O momento mais emotivo e psicadélico do disco.


O Momento Emotivo: A Despedida de Melanie

Um dos pontos mais altos — e tocantes — do álbum é a versão de "Purple Haze" com os vocais de Melanie, gravados antes do seu falecimento em 2024. A ligação histórica entre Melanie e Carmine (ambos tocaram no Festival da Ilha de Wight em 1970) confere à faixa uma aura de reverência. É um tributo magnífico a uma voz que marcou uma era.

O Veredito Final

Temple Of Blues II é um álbum obrigatório para quem gosta de Rock com "cheiro a válvulas e suor". Apesar da quantidade massiva de convidados, o disco soa coeso. A inclusão de sete clássicos de Dixon/Wolf garante o pedigree de Blues, enquanto a faixa bónus do CD, "Feel So Good" (com Tommy Thayer e Britt Lightning), fecha o pacote com um brilho adicional de Hard Rock clássico.

Nota: 8.5/10

"Carmine Appice não está apenas a tocar Blues; ele está a levar os Cactus a um templo onde o volume está sempre no 11. É um disco vibrante, histórico e, acima de tudo, divertido."


Destaques: "Bad Stuff", "Back Door Man", "Purple Haze".

Recomendado para: Fãs de Cream, Led Zeppelin, Vanilla Fudge e de qualquer pessoa que queira ouvir como se faz Rock 'n' Roll com pedigree.


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domingo, 15 de março de 2026

The Black Crowes - A Pound Of Feathers (2026) USA

Após o sucesso estrondoso de Happiness Bastards em 2024, os irmãos Robinson provam em 2026 que a paz (ou pelo menos uma trégua produtiva) lhes assenta muito bem. A Pound of Feathers é um álbum que ignora solenemente as tendências digitais da década para se focar no que os Black Crowes fazem melhor: um Rock ‘n’ Roll visceral, com cheiro a bourbon e alma de gospel sulista.

1. "All Killer, No Filler" (Sem Enchimentos)

Ao chegar ao seu 10.º álbum de estúdio, a maioria das bandas perde o fôlego, mas os Black Crowes parecem estar "melhores do que nunca". O disco é composto por 11 faixas que destilam o lado selvagem dos seus concertos ao vivo para o ambiente de estúdio, mantendo as "bordas cruas" que os tornaram lendários.

2. Entre o Swagger dos Stones e o Peso Sulista

A sonoridade do álbum é um equilíbrio perfeito entre o legado da banda e uma nova maturidade:

  • "Profane Prophecy": A faixa de abertura é comparada ao espírito de Jagger e Richards, mas com uma "vontade de luta" e um riff cortante que adiciona uma perigosidade que, os Rolling Stones já abandonaram há muito tempo.

  • "High And Lonesome": Descrita como um "Rock do deserto" embriagado, com camadas de Soul que elevam a composição.

  • "Queen Of The B-Sides": Traz o lado acústico e de Blues com influências de música Country.

  • "Blood Red Regrets": Uma das faixas mais densas e poderosas do disco, marcada por tons escuros e uma atmosfera carregada.

3. Evolução Criativa e Produção

Gravado em Nashville com o produtor Jay Joyce, o álbum é visto como um passo em frente em termos de espontaneidade. Chris Robinson menciona que a banda escreveu por instinto, enquanto Rich Robinson trouxe uma imprevisibilidade às guitarras que é considerada uma das suas melhores prestações de sempre.

4. O Veredito

O álbum é uma afirmação de que os Black Crowes continuam a ser uma das bandas de rock mais influentes e vitais da atualidade. O contraste entre a "beleza sem peso" (A Pound of Feathers) e a "verdade pesada" (A Pound of Lead) percorre todo o disco, tornando-o uma experiência rica e gratificante.

Nota: 8.8/10

"Se os Rolling Stones são a realeza, os Black Crowes são os piratas que tomaram de assalto o castelo e transformaram a sala do trono num bar de Blues. A Pound of Feathers é o tesouro que eles roubaram."


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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Juniper Inc. - We Sold Our Souls For Rock'n'Roll (2026) Finlândia

A Finlândia é mundialmente famosa pelo seu Metal Sinfónico e Melancólico, mas os Juniper Inc. decidiram seguir um caminho diferente em 2026. Com o audacioso título We Sold Our Souls For Rock'n'Roll (uma piscadela de olho óbvia à compilação clássica dos Black Sabbath), esta banda traz de volta o Action Rock de alta octanagem, provando que o espírito de Detroit e Estocolmo está bem vivo nas terras do norte.

Lançado em janeiro de 2026, o álbum é uma bofetada de energia pura para quem sentia falta de rock honesto, suado e sem grandes artifícios tecnológicos.

O Som: Rock’n’Roll sem Filtros

Se as bandas anteriores que analisámos (como Kreator ou Megadeth) se focam na precisão cirúrgica, os Juniper Inc. focam-se na atitude. O som é uma mistura explosiva de The Hellacopters, Gluecifer e os primórdios dos The Stooges, com aquela pitada de melodia escandinava que torna tudo viciante.

  • Produção "In Your Face": O álbum evita a sobreprodução digital. As guitarras soam sujas, a bateria é orgânica e a voz tem aquela rouquidão de quem passou noites a fio em clubes de rock.

  • Energia Inesgotável: Não há grandes momentos de repouso aqui. O disco é curto, grosso e desenhado para ser ouvido no volume máximo.

O Diferencial Finlandês

O que separa os Juniper Inc. de outras bandas de rock retro é a honestidade. Em 2026, onde a inteligência artificial e a perfeição técnica dominam o mercado, ouvir um grupo de finlandeses a tocar como se a sua vida dependesse de três acordes e um amplificador de válvulas é revigorante.

O Veredito Final

We Sold Our Souls For Rock'n'Roll é um dos álbuns mais divertidos deste início de ano. Não tenta ser intelectual nem revolucionar o género; o seu único objetivo é fazer-te abanar a cabeça e recordar por que razão te apaixonaste pelo Rock em primeiro lugar.

É um disco que "bebe" do passado, mas que soa incrivelmente fresco no cenário atual. Se os Juniper Inc. realmente venderam a alma para fazer este disco, foi um excelente negócio para os ouvintes.

Nota: 8.5/10

Recomendado para: Fãs de The Hellacopters, Gluecifer, Turbonegro e qualquer pessoa que prefira guitarras altas a sintetizadores polidos.


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terça-feira, 9 de julho de 2024

Cactus - Temple of Blues - Influences and Friends (2024) Internacional

A banda americana de heavy blues rock Cactus esteve ativa entre 1969 e 1973, mas a essa altura a formação já havia mudado drasticamente. A banda surgiu a partir da banda Vanilla Fudge (mais conhecida por sua versão cover de You Keep Me Hang On dos The Supremes). A banda foi fundada por Tim Bogert (baixo), Carmine Appice (bateria), Jim McCarty (guitarra) e Rusty. Dia (vocal, harmônica).
Na verdade, Tim Bogert e Carmine Appice queriam iniciar um novo projeto com Jeff Beck , que acabou sendo cancelado devido ao grave acidente de carro de Beck. Assim, ambos fundaram a banda Cactus com Jim McCarty e Rusty Day. McCarthy veio dos Buddy Miles Express e antes disso tocou com Mitch Ryder. Day foi apresentado como vocalista no LP 'Migrations' dos Amboy Dukes.
Seu álbum de estreia de 1970 mostra hard blues rock no estilo Led Zeppelin e contém uma versão super rápida do clássico do blues Parchmen Farm . As sequências 'One Way Or Another' e 'Restrictions' são da mesma forma, mas no final de 1971, primeiro McCarty e depois Day foram expulsos da banda. Seus sucessores foram Pete French nos vocais, Werner Fritchings na guitarra e Duane Hitchings nos teclados, mas seu estilo mudou para um stomp rock mais comercial, após o qual o plug foi desligado. Em 1972, Bogert e Appice deixaram a banda para formar o trio Beck, Bogert & Appice com o recuperado Beck . A banda continuou com uma formação expandida ( Robinson, Norris, Pinera ) como New Cactus Band , mas após um curto período a banda foi dissolvida em 1973. Em 1982, Rusty Day havia trabalhado num álbum com Uncle Acid & The Permanent Damage Band . Ele também ganhou dinheiro com o tráfico de drogas, entre outras coisas. Day devia dinheiro a Ron Sanders , um dos guitarristas de sua banda e dependente de drogas, por um pequeno negócio de cocaína. Em 6 de março de 1982, ele abriu fogo com uma metralhadora e atirou em Day, seu filho Russell e Garth McRae .
Após um hiato de décadas, a banda apareceu em dois shows em Nova York e no Sweden Rock Festival em junho de 2006. A formação novamente consistia nos ex-membros Appice, Bogert e McCarty. Jimmy Kunes (ex-Savoy Brown) juntou-se à banda como vocalista . No mesmo ano a banda lançou um novo álbum intitulado 'Cactus V'. Bogert se aposentou em 2009 e faleceu em 2021. E agora há um novo álbum sob o nome Cactus, apresentando dois membros originais da banda, o baterista Carmine Appice e o guitarrista Jim McCarty com vários convidados musicais num álbum cheio de canções clássicas de blues rock. A participação inclui Joe Bonamassa, Ted Nugent, Billy Sheehan, Bumblefoot, Dee Snider, Pat Travers, dUg Pinnick (King's X), além de membros dos Gov't Mule, Vanilla Fudge, Living Colour, Vixen e muito mais! Este novo álbum vale muito a pena, sem dúvida também pelas contribuições de muitos músicos e vocalistas convidados.
A abertura, uma nova versão da antiga Parchman Farm (escrita por Mose Allison) é imediatamente muito forte e posso dizer o mesmo das outras quatorze faixas. Nem todas as músicas serão conhecidas por todos, mas tu deves conhecer estas: Big Mama Boogie , You Can't Judge A Book By The Cover , Rock N' Roll Children e, claro, Long Tall Sally . São todas músicas bastante longas, várias com mais de seis minutos. Belo álbum com esse clima lindo!

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

POST DA SEMANA : Bad Touch - Bittersweet Satisfaction (2023) UK

“I got what you’re looking for”
Essas seis palavras, logo antes do solo de guitarra na faixa título, mostram toda a intenção do disco explodir.
É Bad Touch emergindo no mundo pós-pandemia, piscando para a luz. Prontos para recuperar o que deveria ter sido deles o tempo todo.
Eles eram os meninos provavelmente há uma década ou mais. Eles pareciam estrelas do rock e estavam armados com uma música melhor do que qualquer um de seus contemporâneos (chama-se “99%” e é o melhor single de rock n roll dos últimos anos.
O álbum número cinco, talvez mais do que qualquer outro, existe nas margens. Assim como o título, que sugere que a felicidade tem um custo, é uma coleção mais adulta, cansada do mundo e talvez um pouco mais pesada do que tu já viste antes.
Quando “Slip Away”, a abertura, o faz talvez com uma pitada de um groove mais estridente do que houve no passado, menos blues rock, até mesmo um toque de Cream.
Seja como for, isso dá o tom para o que está por vir. Porque há uma sensação diferente nisso do que havia antes.
Não te preocupes, se tu gostaste de Bad Touch antes, há mais do que suficiente nisso para se aprofundar. A brilhante “This Life”, por exemplo, encharcada como está no Órgão Hammond, é magnífica.
Há uma linha nisso, embora isso sublinhe de onde vem “Bittersweet Satisfaction” como um todo. “Devíamos estar a construir Pontes e não a construir muros, e este é um disco que parece preocupar-se com o bem-estar, tanto dos indivíduos como do coletivo. Esqueça “eles”, parece dizer, nós temos um ao outro, apesar de todos os nossos defeitos.
Eles sempre tiveram o dom de escrever músicas que pareciam ser singles de sucesso. “Spend My Days” é o tipo de coisa que tu gostarias que Bon Jovi fizesse em vez de entediar todo mundo, e não é a única que tu imaginas que soaria brilhante cantando num festival.
Na verdade, há um hino bem no meio que é feito para tocar ao vivo, mas também que se destaca como a joia brilhante em “…..Satisfaction”. “Nothing Wrong With That” é uma beleza absoluta. Resume Bad Touch em 2023.
“Não acho que possamos consertar o mundo”, canta Stevie Westwood. “E se pudermos, vai demorar um pouco, então por que não cantamos uma música para fazer o mundo inteiro sorrir?”
E, como dizem, não há nada de errado nisso.
Num ponto mais amplo, não há nada de errado com este disco. Há um som massivo, uma confiança, está presente em “Taste This” cheia de luxúria, com certeza, e há um polimento em músicas como “Tonight” e a balada “Come Back Again”, que injeta um pouco da alma de Muscle Shoals no misturar. Também lhes convém.
10 músicas. Pouco menos de 35 minutos. Trata-se de qualidade e não de quantidade. “See It To Believe It” é marca registada Bad Touch, tenta tirar o refrão da tua cabeça, eu te desafio, enquanto “Dizzy For You” é uma simples canção de amor com toque sulista. Parece ótimo. Todos eles parecem ótimos.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Blindstone - Scars To Remember (2023) Dinamarca


O blues power trio dinamarquês Blindstone aparentemente tem sido um dos segredos mais bem guardados na cena “fechada” do blues por duas décadas. Com o lançamento deste, seu décimo álbum, eles esperam finalmente obter o reconhecimento que merecem.
Primeira coisa a dizer, eles são todos músicos excepcionais. Eles atingiram aquele ponto do blues rock do final dos anos 60 / início dos anos 70. Tanto que em 2020 foram contratados como banda de apoio do lendário Walter Trout quando ele excursionou pela Dinamarca. Foi essa experiência que os inspirou a tentar uma nova abordagem estilística.
No entanto, para aqueles que não estão totalmente acomodados nessa cena “fechada” do blues, Scars To Remember não parece uma banda abrindo a porta do recinto e marchando desafiadoramente para a luz. Parece mais com eles espiando cautelosamente pela borda da moldura da porta e talvez dando um passo hesitante para fora, mantendo um pé seguro dentro de sua zona de conforto.
As dez faixas que compõem o álbum são exemplos altamente refinados de blues heavy rock. Drums of War (como o título sugere) é o mais pesado, enquanto Drifting Away (novamente como o título sugere) é o mais descontraído. A produção então adiciona um brilho embalado a vácuo por cima, selando as faixas como figuras de ação que são mantidas intocadas nas suas caixas numa prateleira alta, em vez das que são tocadas todos os dias em recriações enlameadas de paisagens de fantasia.
Apesar da banda ter colaborado com um letrista neste álbum, é óbvio que o trabalho de guitarra de Martin Jesper Andersen é o principal ponto focal em Blindstone . O que significa que há uma tendência definida de impaciência durante as seções vocais e, finalmente, resulta no puramente instrumental The Fields Of Bethal liberando toda aquela frustração reprimida do braço da guitarra.
Ainda sobre o assunto das letras, o comunicado de imprensa afirma que 'o universo lírico da banda atingiu novos níveis de seriedade e profundidade' . Verdade seja dita, eles podem se deparar com um pouco de clichê em alguns pontos, por exemplo, Down For The Count oferece o refrão “Well I was down for the count, but don’t you ever count me out”. Além disso, se for sua primeira tentativa de escrever letras 'sérias', abordar a guerra na Ucrânia (o mencionado Drums Of War ) pode ser um campo minado que tu desejas evitar (sem trocadilhos).
Concluindo, Scars To Remember é uma coleção imaculadamente tocada e produzida de blues rock dos anos 60/70 que não prejudicará a reputação da banda como o 'segredo mais bem guardado' do blues rock, mas pode não ser intrigante o suficiente para o resto de queremos entrar nisso.

sábado, 5 de agosto de 2023

Laura Cox - Head Above Water (2023) França


“Parte francesa. Parte Inglesa. 100% Rock'n'Roll”, é o que diz a capa do último álbum de Laura Cox . A guitarrista é uma das estrelas em ascensão no mundo do rock baseado na guitarra, e tem seu último álbum, 'Head Above Water', nos blocos de partida enquanto falamos.
Cox é filha de pais ingleses/franceses, o que explica o adesivo no longplayer. Além disso, a música francesa tem uma paixão pelo rock'n'roll, que vem provando repetidamente há vários anos.
Nesse caso, o mundo digital é menos uma maldição do que uma bênção, já que as versões cover no YouTube foram o que tornou Cox popular. Foi em 2010, quando conheceu Mathieu Albiac e os dois começaram a compor juntos, o que também abriu um novo capítulo para Cox. 'Hard Blues Shot' foi um álbum de estreia lançado em 2017, seguido pelo lançamento de 2019 'Burning Bright' . Agora é 'Head Above Water' que deve continuar a jornada ascendente da francesa, e as chances estão a seu favor.
Durante o período do Corona carregado de crise, Cox conseguiu manter a cabeça acima da água e o que tu ouves no terceiro álbum é rock soberbamente trabalhado com elementos de blues e referências ao rock clássico.
O álbum começa com a faixa-título, que imediatamente espalha uma atmosfera de bem-estar. Rock e descontraído ao mesmo tempo, é assim que a faixa-título revela seu brilho. O blues 'So Long' segue e é o som orgânico do disco que torna tão fácil entrar nas onze músicas.
'One Big Mess' é uma das melhores músicas do álbum, pois é um rock enérgico que é imediatamente agradável. Ao mesmo tempo, Cox consegue dar às suas faixas uma profundidade emocional. A comovente 'Old Soul' é um exemplo da diversidade do álbum e o mesmo vale para a suingante 'Before We Get Burned', que ganha pontos com seus sons de banjo. 'Seaside' mostra o lado corajoso de 'Head Above Water' antes de 'Fever' e especialmente 'Swing it Out' chutá-lo para cima.
'Head Above Water' é um disco muito bem feito de uma artista de quem certamente ainda ouviremos muito mais. A ambição musical e o sentido para canções excelentes misturam-se neste álbum. Juntamente com a dedicação à música, esta gravação tem tudo para agradar ao ouvinte.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Lance Lopez - Trouble Is Good (2023) USA

O grande líder dos direitos civis John Lewis notoriamente encorajou as pessoas a “se meterem em enrascadas”, o tipo de encrenca que perturba o status quo a fim de trazer mudanças positivas. Bem, os fãs do fenômeno da guitarra Lance Lopez estão prestes a ter um pequeno “bom problema” vindo na sua direção. Lopez lançou seu novo álbum Trouble Is Good , um álbum totalmente original e o primeiro em mais de 5 anos que certamente marca o ponto culminante da extraordinária jornada deste brilhante artista do jovem prodígio do blues do Texas a uma das vozes mais vibrantes da guitarra.
Apresentando uma série de artistas convidados estrelares, incluindo o baterista Brian Tichy (Whitesnake, Foreigner), o baixista Danny Miranda (Queen, Blue Öyster Cult) e Jack Daley (Lenny Kravitz, Little Steven and the Disciples), bem como o teclista Peter Keys (Lynyrd Skynyrd), o problema é bom é muito mais do que apenas uma plataforma para Lopez mostrar suas habilidades impressionantes. As canções, a maioria das quais foram escritas por Lopez ou pelo produtor do álbum, Joey Sykes, oferecem ganchos memoráveis e reviravoltas surpreendentes. Liricamente, o álbum reflete sobre tudo o que aconteceu no mundo nos últimos anos, além de pintar imagens de intenso tumulto emocional interno, como ouvido em uma das faixas de destaque de Trouble, “Uncivil War”, que mostra Lopez tentando encontrar uma solução pacífica para um relacionamento marcado por conflitos.

sábado, 14 de janeiro de 2023

Jared James Nichols - Jared James Nichols (2023) USA


No final dos anos 60, quando a década estava prestes a terminar, parecia que a explosão do blues rock estava em alta, e muitos previram que num ou dois anos, 'a moda' acabaria. Cerca de cinco décadas depois, não apenas a 'moda' do blues rock ainda está por aí, mas parece estar ganhando força. O que com Marcus King. Gary Clark Jr., Tedeschi/Trucks Band, Dan Auerbach, ambos solo e com Black Keys e alguns outros. Todos os mencionados acima têm esse som nos seus dedos mindinhos e são lançadores de guitarra quase perfeitos.
Bem, se alguns esqueceram, já que ele está agora em seu terceiro (desta vez, álbum auto intitulado), Jared James Nichols certamente pertence a esta lista cada vez maior.
Está tudo lá - a combinação meticulosa de blues e rock, ou para ser mais preciso, variações de rock no blues, excelentes composições e vocais e, acima de tudo, algumas guitarras incríveis. Afinal, tu não és apenas embaixador da marca Gibson, a menos que conheças a guitarra mesmo durante o sono.
Acontece que o álbum também foi gravado ao vivo no estúdio, então os únicos truques aqui estão ligados à guitarra de Nichols e à qualidade da seção rítmica atrás dele. Ah, acrescenta à incrível qualidade da sua guitarra o fato de que apenas alguns meses antes de gravar o álbum, Nichols só podia olhar para sua guitarra, pois estava de fora com um braço quebrado.
Tu podes começar em qualquer lugar com este álbum, mas os dois singles de abertura, “Down The Drain” e “Hard Wired” são provavelmente os melhores pontos de partida.

domingo, 6 de novembro de 2022

POST DA SEMANA : The Jokers - Rock And Roll Bones (2022) UK


Sete anos depois de seu terceiro álbum de muito sucesso, HURRICANE, eles regressam com sua nova obra-prima ROCK AND ROLL BONES! A pausa foi resultado de uma turnê pesada, da composição do novo álbum e da pandemia! ROCK AND ROLL BONES é produzido pelo guitarrista Paul Hurst com seu parceiro Anthony Brady, que também mixou o álbum! É um álbum repleto de licks de guitarra gloriosos e fluidos, vocais vívidos e expressivos, linhas de baixo cheias de groove e bateria nítida e forte e muitas linhas de ganchos cativantes. Eles soam como uma mistura saudável entre CHICKENFOOT, AC/DC e THE BLACK CROWES.
THE JOKERS, que vem do noroeste da Inglaterra; foram formados em 2006 com o objetivo de criar a maior banda de rock and roll do mundo. O álbum de estreia de 2009, THE BIG ROCK & ROLL SHOW, foi mixado por Mike Fraser em Vancouver logo após ele ter mixado o álbum BLACK ICE, com mais de 10 milhões de vendas dos AC/DC. Após o lançamento, eles passaram dois anos na estrada construindo um show substancial seguindo bandas como HAWKWIND, Y&T, JOE ELLIOT & THE DOWN N OUTZ, ARGENT, ANVIL e FOZZY. THE JOKERS então se juntou ao produtor Andy Macpherson ( ERIC CLAPTON, THE WHO, BARCLAY JAMES HARVEST, THE BUZZCOCKS; etc.) e começou a escrever seu segundo álbum ROCK 'N' ROLL IS ALIVE que foi lançado em setembro de 2013. Fazer uma turnê muito difícil já era o objetivo deles naquela época. Eles pegaram todos os shows que puderam e fizeram sua primeira turnê na Espanha com 17 shows, antes de tocar em vários festivais no Reino Unido. Seu terceiro álbum HURRICANE viu a luz do dia em 2015, seguido por turnês, turnês, turnês.
Em 2018 começaram a compor e gravar ROCK AND ROLL BONES, mas o início da pandemia acabou com todos os planos do lançamento. Eles decidiram esperar com o lançamento até que isso acabasse, então após o lançamento eles podem fazer o que fazem de melhor, excursionar! No outono de 2021, eles se juntaram à Metalapolis Records da Alemanha para um lançamento mundial de ROCK AND ROLL BONES. Uma turnê como atração principal na Espanha para setembro de 2022 já está reservada e mais países se seguirão!
A banda pode ser do Noroeste da Inglaterra, mas a introdução curta é toda vodu antes que a faixa comece e 'You're Gone' traz um rock sólido e de qualidade com toques dos Europe via Glenn Hughes... bom! A faixa-título tem aquela influência estilo AC/DC, mas com mais profundidade à medida que o fraseado de guitarra por trás de tudo preenche o som. 'Walk Through The Door' diminui o ritmo e eleva o blues numa faixa soberbamente montada; cada instrumento traz algo especial para combinar com os excelentes vocais. 'Ghost Road' traz um toque de funk ao rock inteligente baseado no blues. 'Find My Way Home' , após a saborosa introdução de baixo e bateria, se desdobra como Free, até o trabalho de acordes de guitarra tem um toque de Koss. A faixa de encerramento, 'Carnival' é sessenta e três segundos da celebração do Dia dos Mortos.
Bem, as faixas um e quatorze estão lá apenas para atmosfera, mas as outras doze são, sem exceção, blues de alta qualidade, rock sulista que levanta uma questão: por que estes músicos não são mais conhecidos, apreciados e elogiados?… Isso é rock 'n' roll de alta qualidade e merece a tua atenção.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Anthony Gomes - High Voltage Blues (2022) Canadá


O vocalista e guitarrista canadiano Anthony Gomes é bem conhecido por alguns entusiastas do blues. Em geral, Gomes tem uma base de fãs em toda a América do Norte. Se tu não conheces o músico, tem a chance de recuperar o atraso.
'High Voltage Blues' é o novo álbum de Gomes, que será lançado pela Rat Pak Records. No entanto, é apenas um novo álbum até certo ponto. Pelo contrário, é uma compilação de músicas do guitarrista de blues rock que foram regravadas e aparecem em nova glória.
Para não apenas se divertir no passado, Gomes adicionou três novas faixas a 'High Voltage Blues', cada uma delas um pouco de fogos de artifício do blues rock. Uma dessas delícias chama-se 'Fur Covered Handcuffs' e é uma grande música em que o espírito dos ZZ Top ganha vida. Esta faixa imediatamente revela todo o seu potencial e agrada instantaneamente na primeira audição.
Também 'I Believe' pertence às novas faixas de 'High Voltage Blues'. Aqui é a batida forte e a linha melódica feliz que dão à música uma vibração positiva. 'I Believe' é uma faixa que desperta fé na humanidade e no amor, ambos mais do que relevantes nestes tempos estranhos.
Por um punhado de músicas, Gomes também conseguiu juntar dois grandes nomes do rock. Desde a primeira música, 'Painted Horse', a seção rítmica bem trabalhada se destaca. Ninguém menos que a lenda do baixo Billy Sheehan e o baterista dos Korn, Ray Luzier, dão à faixa o soco certo e, assim, a base para a guitarra de blues de Gomes. Esta música é um cavalo selvagem musical que é difícil de domar.
Com 'Blues-A-Fied' o título da música já fala muito e indica claramente para onde as coisas estão indo. Também a ser mencionada é 'Peace, Love & Loud Guitars', a faixa-título do álbum de 2018. Este energizador tem a capacidade de unir pessoas, fãs de rock dinâmico e poderoso “De Montreal a Moçambique”.
'High Voltage Blues' é uma ótima porta de entrada para os fãs de blues rock que não tinham o guitarrista nascido em Toronto no seu radar antes. Cada uma das músicas que entraram neste álbum representa o mundo com alma do blues rock e uma coisa é muito clara. Anthony Gomes não precisa se esconder dos grandes nomes do género. Habilidades, paixão e emoção são combinadas aqui para criar um deleite musical único.

sábado, 3 de setembro de 2022

Bad Luck Friday - Bad Luck Friday (2022) UK


O álbum de estreia autointitulado dos Bad Luck Friday foi lançado pela Wilde Fire Records na sexta-feira, 2 de setembro de 2022 .
Este está sendo aclamado como um dos álbuns de estreia mais esperados de uma banda de rock britânica em anos.
Não se deixe enganar pela harmonica. Bad Luck Friday não é uma típica banda de blues rock. Will Wilde tem uma reputação no mundo do blues como um pioneiro da harpa rock, mas com Bad Luck Friday, ele levou a música muito além de suas raízes tradicionais do blues.
A banda se formou durante as cinzas da pandemia, quando a música ao vivo parou. Frustrado, mas ainda determinado e altamente criativo, Wilde se juntou ao guitarrista, Steve Brook, e juntos eles viajaram para dentro e desenvolveram seu estilo original antes de trazer Alan Taylor e Jack Turnbull para completar a formação.
Sua fusão de rock clássico com blues e hard rock agressivo e contemporâneo engloba refrões de hinos, riffs cativantes, vocais abrasadores e os solos de harmonica empolgantes de Wilde.