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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Bloody Dice - 2 (2025) Dinamarca

Os Bloody Dice, a banda dinamarquesa, regressam com o seu segundo álbum, simplesmente intitulado "2". Este trabalho é uma continuação da sua missão de entregar um som hard rock musculado, com a atitude e a energia de uma banda que vive e respira a essência do rock and roll. Para quem procura riffs diretos, vocais cativantes e uma produção honesta, "2" é uma audição que não desilude.

Desde o primeiro riff, "2" estabelece um tom de rock and roll sem rodeios. A produção é robusta e orgânica, capturando a energia crua da banda. As guitarras são o centro das atenções, com riffs pesados e crocantes que remetem a bandas como AC/DC ou Airbourne, mas com uma identidade própria dos Bloody Dice. Os solos são rápidos e melódicos, mas sempre com o propósito de servir a canção e a sua energia implacável.

O vocalista é uma força central. Com uma voz que tem um timbre rasgado e cheio de atitude, ele entrega as letras com uma confiança inabalável. Os refrões são viciantes e feitos para serem cantados a plenos pulmões, mostrando a capacidade da banda em criar hinos de rock. As letras, que celebram a vida na estrada, a rebeldia e a paixão pelo rock, complementam na perfeição a sonoridade.

"2" é um álbum que brilha pela sua consistência e coesão. As músicas fluem bem umas para as outras, mantendo um nível de energia constantemente elevado. Embora os Bloody Dice operem dentro de uma linguagem familiar para os amantes do hard rock clássico, eles conseguem imprimir a sua própria marca, com composições que são ao mesmo tempo clássicas e cheias de vida. A banda não tenta reinventar a roda, mas sim roda-a com grande entusiasmo e competência.

Para os fãs de hard rock e heavy rock, "2" é uma excelente adição à coleção. É um álbum que celebra a essência do género: riffs inesquecíveis, uma atitude desafiadora e uma paixão inegável.

Em resumo, "2" dos Bloody Dice é um álbum sólido que prova que o hard rock está vivo e bem. É um trabalho que entrega o que promete: uma dose generosa de rock and roll puro, feito para ser tocado alto e desfrutado com um sorriso.

Já teve a oportunidade de ouvir "2" dos Bloody Dice? Qual a sua faixa favorita e o que mais o atraiu neste álbum?

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Nicklas Sonne - Electric Dreams (2025) Dinamarca

Nicklas Sonne é um nome que, para alguns, pode soar familiar do seu trabalho com a banda dinamarquesa Defecto, ou talvez da sua impressionante passagem pelo Melodi Grand Prix, onde mostrou um vislumbre do seu talento solo. Agora, com "Electric Dreams", Sonne apresenta-se de corpo inteiro no mundo do rock, e o resultado é uma montra sólida da sua capacidade multifacetada como músico e produtor.

Desde o primeiro acorde, fica claro que "Electric Dreams" não é um álbum para ser discretamente relegado ao fundo. É um trabalho vibrante e energético que grita por atenção. As influências do rock dos anos 80 são inegáveis, mas Sonne consegue injetar uma frescura contemporânea que impede o álbum de soar datado. A produção é limpa e potente, permitindo que cada instrumento respire, mas sem perder a parede de som que define o género.

A voz de Sonne é, sem dúvida, o ponto focal do álbum. Com um alcance e controlo notáveis, ele transita sem esforço entre vocais melódicos e poderosos gritos de rock, demonstrando uma versatilidade vocal impressionante. É uma voz que convence e que eleva cada faixa.

Musicalmente, "Electric Dreams" oferece uma mistura satisfatória de riffs de guitarra cativantes, solos virtuosos e secções rítmicas robustas. Faixas como "Hero" e "My Dream" destacam-se pela sua energia contagiante e refrões memoráveis, prontos para serem cantados em concertos. No entanto, o álbum também mostra a capacidade de Sonne para criar momentos mais ponderados, embora o foco principal seja inegavelmente no lado mais pesado e energético do rock.

Uma das maiores forças de "Electric Dreams" reside na sua coerência. O álbum flui bem de uma faixa para a outra, criando uma experiência auditiva contínua e envolvente. É evidente que Sonne investiu tempo e paixão em cada detalhe, desde a composição até à produção final.

No geral, "Electric Dreams" é uma declaração de intenções poderosa de Nicklas Sonne como artista solo. É um álbum que irá ressoar com os fãs de rock que apreciam melodia, energia e performances vocais fortes. Se procura um álbum que o faça abanar a cabeça e cantar em plenos pulmões, "Electric Dreams" é uma aposta segura. É um excelente começo para a sua carreira solo e deixa-nos ansiosos para ver o que virá a seguir.

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segunda-feira, 16 de junho de 2025

Animalyze - Powerhouse (2025) Dinamarca


A cena do rock dinamarquês ganha um novo e vibrante protagonista com o lançamento de "Powerhouse", o álbum de estreia da banda Animalyze. Formada em 2017 pelo guitarrista Clay Ronson e o baterista Chris Clark, a banda levou cinco anos para completar sua formação ideal com a adição da vocalista Vikki Mahrt e do baixista Mike Lauren em 2022. Este período de desenvolvimento estendido, culminando no lançamento de "Powerhouse" em 9 de junho de 2025, via Steelheart Records, sugere uma abordagem meticulosa na construção de sua identidade sonora. A dedicação em encontrar a química perfeita e refinar seu som antes de apresentar um álbum completo gerou uma antecipação considerável entre os fãs de rock.
"Powerhouse" é uma autêntica explosão de glam/sleaze rock dinamarquês, repleta de "riffs cativantes, bateria massiva, vocais imponentes e solos de guitarra flamejantes". O álbum captura perfeitamente a essência dos anos 80, com críticos elogiando a capacidade da banda de "reproduzir a vibração dos anos 80 perfeitamente". As comparações com ícones do gênero como Kix, Dangerous Toys, Great White, Ratt, Mötley Crüe, KISS, WASP e Def Leppard são frequentes, posicionando Animalyze firmemente dentro desse nicho. Embora o álbum seja descrito como "não muito original" , essa característica é, na verdade, uma força dentro do glam/sleaze rock. Para os entusiastas do gênero, a autenticidade e a homenagem fiel à estética dos anos 80 são frequentemente mais valorizadas do que a inovação radical. O sucesso do Animalyze reside em sua maestria desse som estabelecido, atendendo a uma demanda específica por rock nostálgico de alta qualidade, uma intenção clara desde a "paixão compartilhada pela atitude energética e crua da cena Glam Rock selvagem dos anos 80".
Entre as dez faixas que compõem "Powerhouse", destacam-se "Kings Of The Night", elogiada por usuários de fóruns por seu som impactante, e "Wild For Free", que recebeu uma análise dedicada. Embora alguns comentários em fóruns apontem que a "produção poderia ser melhor" em certas faixas , essa peculiaridade contribui para uma "vibração crua e retrô dos anos 80", alinhando-se com a natureza frequentemente menos polida do gênero. Essa nuance oferece uma perspectiva equilibrada, transformando uma possível imperfeição técnica em uma escolha estilística que aprimora o apelo do álbum para os puristas.
Em suma, "Powerhouse" é um brilhante debut que solidifica a posição do Animalyze na cena do glam rock contemporâneo. Rockney Colin, do Sleaze Roxx, chegou a declarar que este é "o melhor álbum de estreia de glam que ouvi desde o Reckless Love em 2011". Esta comparação com um álbum de estreia tão aclamado e influente de mais de uma década atrás eleva "Powerhouse" a um patamar de lançamento marcante, sugerindo um nível de qualidade e impacto que transcende a mera aderência ao gênero. Para os fãs de rock clássico dos anos 80, especialmente aqueles que apreciam bandas como Kix, Ratt e Mötley Crüe, "Powerhouse" é um álbum imperdível que promete se tornar um novo marco em suas coleções

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quinta-feira, 12 de junho de 2025

Volbeat - God Of Angels Trust (2025) Dinamarca


"God Of Angels Trust" dos Volbeat, lançado quatro anos após "Servant Of The Mind", apresenta uma sonoridade mais focada e, surpreendentemente, mais pesada do que os seus trabalhos mais recentes, com uma ênfase renovada em riffs "grandes" e mensagens positivas de superação. Embora o álbum não seja unanimemente aclamado como o seu melhor trabalho, é amplamente visto como um retorno à forma em termos de consistência e peso, agradando aos fãs que sentiram que a banda se tinha tornado "mais suave".

Pontos-Chave da Avaliação:
Sonoridade Mais Pesada e Focada: O álbum é considerado o registo mais agressivamente metálico dos Volbeat até à data. Há uma clara adesão à fórmula "heavy riffs first", o que resulta em faixas que mantêm um alto padrão de peso ao longo do álbum, mesmo nas baladas. A banda parece ter encontrado um caminho de volta às suas raízes sem negar o presente, incorporando elementos de thrash metal e punk rock, que não eram tão proeminentes desde álbuns anteriores como "Beyond Hell".
Consistência e Qualidade:
Embora "Servant Of The Mind" tenha sido elogiado por alguns picos de variedade, "God Of Angels Trust" é notado pela sua maior coesão e um nível de qualidade mais consistente no material. A banda consegue manter a energia e o peso ao longo das dez faixas.
Performance Vocal de Michael Poulsen:
Michael Poulsen mantém a sua versatilidade vocal, transitando entre momentos que "roçam" o death metal e um crooning ao estilo de Johnny Cash ou Elvis embriagado. No entanto, algumas críticas apontam que, embora ele ainda seja capaz, a sua voz pode ter "menos do 'James Hetfield a estrangular uma cabra'" dos primeiros dias, indicando uma evolução ou uma mudança na sua abordagem vocal.
Destaques de Faixas e Temas:
"Devils Are Awake" e "By a Monster's Hand": São descritas como aberturas fortes e cheias de riffs, com uma intensidade significativa.
"Demonic Depression": Mencionada como uma das músicas mais brutais na história dos Volbeat, mas também muito cativante.
"Better Be Fueled Than Tamed": Caracterizada por um ritmo rápido e um estilo punk rock, com ecos de bandas como Dead Kennedys.
"Time Will Heal": Uma balada mais direta e com letras mais profundas sobre altos e baixos da vida e o crescimento através de momentos difíceis.
"In The Barn Of The Goat Giving Birth To Satan's Spawn In A Dying World Of Doom": Uma faixa notável pelo seu título extravagante e pela sua combinação de riffs "Sabbath-like", shredding potente e arranjos imprevisíveis.
"Lonely Fields": Evoca um humor melancólico e é descrita como uma canção muito pessoal de Poulsen, lidando com a perda do seu pai.
Recepção e Sentimento Geral:
A receção é geralmente positiva, com muitos a considerarem-no um álbum sólido e agradável. Alguns críticos sugerem que, embora seja um "bom álbum", e por vezes "ótimo", não é necessariamente o "melhor" dos Volbeat, mas sim "mais um álbum dos Volbeat", o que, para os fãs, é um ponto positivo. Para quem já gostava do estilo da banda, este álbum é um "trabalho bem feito". Há um consenso de que, embora não seja inovador, cumpre o que promete: metal mais pesado e focado. A saída do guitarrista Rob Caggiano em 2023 é notada, mas o seu substituto, Flemming C. Lund, é elogiado pela sua destreza.
Em resumo, "God Of Angels Trust" é um álbum que solidifica a identidade dos Volbeat com uma dose extra de peso e foco, oferecendo aos fãs uma experiência sonora consistente e energética que se mantém fiel às raízes da banda.

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domingo, 26 de novembro de 2023

Michael Catton - Point Of No Return (2023) Dinamarca

'Point of No Return' é o lançamento de estreia do cantor britânico/dinamarquês Michael Catton (ex-Tainted Lady). Ele é acompanhado pelo renomeado produtor e guitarrista Soren Andersen (Glenn Hughes), Chris Catton (teclados, backing vocals), Michael Gersdorff (baixo) e o ex-baterista dos Pretty Maids, Allan Tschicaja.
“Este álbum vem crescendo dentro de mim nos últimos 15 anos, desde que me viciei no rock quando era adolescente. A energia, a atitude, a bravata: todas as minhas influências reunidas em um único álbum.” diz Catton, que continua: “Eu queria fazer o álbum que eu mesmo desejava ouvir quando era adolescente. Este é o álbum que faltava nas lojas de discos, as músicas que faltavam nas playlists dos bares de rock, a paixão que faltou em tanta música nos últimos anos.” A dupla de abertura 'Faith' e 'Livin' Lovin' são verdadeiros hinos do hard rock, que têm a influência dos anos 80 que Catton buscava, com um toque moderno adicionado à produção.
Não há prêmios para adivinhar que 'Armageddon Again' soa vocalmente como Def Leppard, com um solo de guitarra escaldante de Soren Andersen. 'Gas on the Fire' é outra com toques de Leppard e alguns gloriosos vocais harmoniosos. Ah, e mais um solo de guitarra escaldante! É como se os anos 80 nunca tivessem acabado. Steel Panther, tome nota, é assim que se faz hard rock com sabor dos anos 80.
É claro que há uma balada, 'Never Say Goodbye', onde Catton mostra seu lado mais gentil de cantar. Além disso, temos 'Brother', uma daquelas baladas de grande produção que acerta em cheio com os vocais, tons e arranjos.
Com um conjunto de músicos de primeira linha, Michael Catton alcançou seu objetivo de fazer um álbum que falta nas lojas de discos e naqueles que gostam de hard rock bem tocado ao estilo dos anos 80. Não é nada novo, mas é feito muito melhor do que muitos artistas similares tentaram nos últimos anos. Se gostas de melódico hard rock, ouve imediatamente o álbum de Michael Catton, pois vais adorar!

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Bloody Dice - Bloody Dice (2023) Dinamarca

Bloody Dice da Dinamarca lançou seu primeiro álbum e eles começaram bem com a faixa-título da banda de abertura, que é um rock robusto e atmosférico que, se ainda não for um single, então provavelmente deveria ser. Este início promissor é seguido pelo boogie de “Machine” que vem completo com letras sobre “lutar contra o homem” e o mundo tecnológico de hoje e seus problemas decorrentes.
“Live For Today” canaliza o David Coverdale da era Lovehunter da banda e é aí que as coisas descem para um território bastante genérico com “Thorn In Their Side”, “The Conflict” e “Road To Ruin” todas caindo nessa categoria específica. Nada de inerentemente errado com nenhum deles, exceto o fato de que é difícil discernir um do outro, até que “Slave” restaure um pouco o equilíbrio e seja outro single em potencial.
A extensa “Hangover”, de oito minutos de duração, é obviamente muito pessoal e entregue com paixão, mas não parece realmente ir a lugar nenhum e ultrapassa suas boas-vindas em pelo menos alguns minutos. A animada “My Own Way”, liderada pela harmónica, oferece outro vislumbre do que os membros da banda são obviamente capazes de fazer antes de outro passo em falso com “Evil Desire”, oferecendo letras sobre bruxos e duendes que me fizeram apertar o botão de desligar. Os decadentes “Vigilante” e “Backdoor Man” são uma dupla de blues rockers bastante bons que terminam o álbum de maneira semelhante a como começou - em alta.
A produção é nítida e os membros da banda estão em ótima forma. A guitarra de Nickie Jensen é impecável, assim como a seção rítmica de Kenneth Olsen na bateria e o baixista britânico Stuart O'Neill . O vocalista Dagfinn Joensen - que alguns devem se lembrar de sua passagem pelos Fate - é extremamente apaixonado em cada música, mas realmente são as músicas que são o principal problema aqui, pois elas simplesmente não são memoráveis o suficiente no geral. Bloody Dice certamente não segue a máxima “menos é mais”, já que a maioria das faixas ultrapassa a marca dos quatro minutos e, apesar dos melhores esforços da banda para incutir qualidade em cada uma delas, a maioria de suas músicas apenas não deixe uma impressão duradoura. Isto é uma pena, pois o desempenho de Bloody Dice como entidade merece um material muito melhor.

sábado, 14 de outubro de 2023

Ronnie Atkins - Trinity (2023) Dinamarca


Ronnie Atkins tem sido bastante prolífico desde o diagnóstico de cancro de pulmão em 2019, sendo este seu terceiro álbum solo nesses quatro anos. Ele acha que este lançamento é mais pesado que os dois anteriores e eu não vou discordar, mas ainda há um monte de melodias fabulosas e ganchos enormes.
A faixa-título abre num groove bastante sombrio e segue uma melodia inteligente que cresce em ti. 'Ode To A Madman' é mais pesado, com uma introdução gritante que se transforma noutro rock forte antes do amigável de rádio 'Paper Tiger' trazer um bom melódico rock. O acústico sai para a poderosa balada 'Soul Divine' que tem alguns sintetizadores sutis no fundo antes do poder entrar no refrão antes do interlúdio instrumental de 'Via Dolorosa' que segue para o metal com sabor oriental de 'Godless' onde os guitarristas Chris Laney e Marcus Sunesson tocam bem antes que mais vibrações orientais apareçam em 'Shine'.
Está de volta ao melódico rock na animada 'If You Can Dream It' - perfeito para rádio, isso é mais cativante do que 'Sister Sinister' que fica mais sombrio e melancólico antes que o melódico metal de 'Raining Fire' nos leve ao moderno rock e pesado de sintetizadores de 'The Unwanted'. A versão final de 'What If' é outra bela balada poderosa que fará as luzes do iPhone balançarem.
Ótimas melodias, ganchos fabulosos e uma enorme produção cortesia de Chris Laney e uma mixagem maravilhosa de Jacob Hansen que é polida com algumas arestas. Obviamente, Atkins tem uma perspetiva diferente da vida e está fazendo feno enquanto o sol brilha, mas é qualidade e não quantidade. Há algo aqui para todos os gostos, mas se tu gostas de melódico rock como TNT, Gotthard e Pretty Maids, então esta é a tua rua.

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Street Fighter - Second Hand Hero (2023) Dinamarca

Street Fighter é uma banda originária da Dinamarca, que apresenta seu primeiro trabalho completo intitulado "Secondhand Hero" através da gravadora Target Records , é um material com duração média de 38 minutos que é dividido em 8 peças.
Bom vamos ver o que tem em "Secondhand Hero" , é uma dose de heavy metal e hard rock, tu não precisas de pensar tanto nas músicas para poderes processá-las já que aqui tem riffs melódicos e rápidos, além disso, há refrões constantes que conseguem ficar na tua cabeça por um tempo. Se formos ao tópico por tópico, isso ficaria um tanto repetitivo, então vamos passar para os tópicos que foram mais relevantes para mim, embora todos tenham suas próprias coisas.
Em “Deadend City” gosto daquele som que o baixo oferece, embora não seja uma música que ande em alta velocidade, consegue te agarrar com os riffs de guitarra. "Devil in Disguise" adiciona aqueles novos sintetizadores estilo retro, há um grande equilíbrio nesta faixa já que os riffs e momentos melódicos são muito bons, e o solo de guitarra é uma delícia. "Black Potion" é eficaz do início ao fim, o trabalho vocal é o centro das atenções no início, mas o resto da música a torna algo tremendo. “Sister Moon” é instrumental, mas tudo nessa faixa é sensacional. E é claro que não poderíamos ignorar "The Fall of the Ash" que para mim é a melhor faixa desta edição.
“Secondhand Hero” não revoluciona o heavy metal, mas é um álbum bem feito e cheio de energia, boa estreia de Street Fighter .

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Skagarack - Heart And Soul (2023) Dinamarca


Os dinamarqueses Skagarack são uma banda que lançou alguns álbuns durante os anos 80 e depois de lançar 'Big Time' em 1993 a banda se separou. Também neste caso alguns shows ao vivo durante 2020 serviram de motivador para a banda de melódico rock considerar um regresso à cena.
Tendo reencontrado o velho ritmo e conduzido por Torben Schmidt, Skagarack começou a escrever novas músicas, músicas lançadas num longplayer intitulado 'Heart & Soul'. Uma coisa desde já, o novo álbum não consegue competir com os dois primeiros discos da banda o que não significa que não valha a pena ouvir o que a banda tem a oferecer. A estreia autointitulada e o álbum seguinte 'Hungry for a Game' pertencem ao melhor AOR europeu trazido à tona. Agora é 'Heart & Soul' que mostra a força de uma banda que redescobriu sua paixão pelo melódico rock.
Doze músicas fazem parte desse regresso e o que os fãs recebem é um rock bem elaborado que abrange meias-baladas poderosas como 'Be With You Forever' e músicas de rock como 'Peace of Mind (To Have a Good Time)'. Além disso, 'A Cool Damn Car' mostra uma grande mistura de melodia e momentos de rock, enquanto a faixa-título é uma melodia suave, um prazer para os ouvidos por excelência.
'Cool to be Old School' vem com uma vibração anos 70 enquanto 'Ain't Got Nothing to Lose' é um dos rockers do álbum, uma música com uma vibração blues e o mesmo vale para 'So Right' antes de 'Anymore' que fecha o álbum 'Heart & Soul' de uma forma suavemente suingante.
'Heart & Soul' manifesta um regresso emocionante de uma banda que está intimamente ligada ao AOR europeu. Os dinamarqueses certamente estão de volta aos negócios e, embora todos tenham envelhecido com o tempo, a música ainda soa jovem no coração (e na alma).

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Blindstone - Scars To Remember (2023) Dinamarca


O blues power trio dinamarquês Blindstone aparentemente tem sido um dos segredos mais bem guardados na cena “fechada” do blues por duas décadas. Com o lançamento deste, seu décimo álbum, eles esperam finalmente obter o reconhecimento que merecem.
Primeira coisa a dizer, eles são todos músicos excepcionais. Eles atingiram aquele ponto do blues rock do final dos anos 60 / início dos anos 70. Tanto que em 2020 foram contratados como banda de apoio do lendário Walter Trout quando ele excursionou pela Dinamarca. Foi essa experiência que os inspirou a tentar uma nova abordagem estilística.
No entanto, para aqueles que não estão totalmente acomodados nessa cena “fechada” do blues, Scars To Remember não parece uma banda abrindo a porta do recinto e marchando desafiadoramente para a luz. Parece mais com eles espiando cautelosamente pela borda da moldura da porta e talvez dando um passo hesitante para fora, mantendo um pé seguro dentro de sua zona de conforto.
As dez faixas que compõem o álbum são exemplos altamente refinados de blues heavy rock. Drums of War (como o título sugere) é o mais pesado, enquanto Drifting Away (novamente como o título sugere) é o mais descontraído. A produção então adiciona um brilho embalado a vácuo por cima, selando as faixas como figuras de ação que são mantidas intocadas nas suas caixas numa prateleira alta, em vez das que são tocadas todos os dias em recriações enlameadas de paisagens de fantasia.
Apesar da banda ter colaborado com um letrista neste álbum, é óbvio que o trabalho de guitarra de Martin Jesper Andersen é o principal ponto focal em Blindstone . O que significa que há uma tendência definida de impaciência durante as seções vocais e, finalmente, resulta no puramente instrumental The Fields Of Bethal liberando toda aquela frustração reprimida do braço da guitarra.
Ainda sobre o assunto das letras, o comunicado de imprensa afirma que 'o universo lírico da banda atingiu novos níveis de seriedade e profundidade' . Verdade seja dita, eles podem se deparar com um pouco de clichê em alguns pontos, por exemplo, Down For The Count oferece o refrão “Well I was down for the count, but don’t you ever count me out”. Além disso, se for sua primeira tentativa de escrever letras 'sérias', abordar a guerra na Ucrânia (o mencionado Drums Of War ) pode ser um campo minado que tu desejas evitar (sem trocadilhos).
Concluindo, Scars To Remember é uma coleção imaculadamente tocada e produzida de blues rock dos anos 60/70 que não prejudicará a reputação da banda como o 'segredo mais bem guardado' do blues rock, mas pode não ser intrigante o suficiente para o resto de queremos entrar nisso.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Pyramaze - Bloodlines (2023) Dinamarca


Entrando na sua terceira década de música, os Pyramaze da Dinamarca regressam com o seu sétimo álbum de estúdio, Bloodlines . A carreira da banda teve um início ambicioso com três álbuns ao longo de cinco anos entre 2004 e 2008. As dificuldades surgiram com várias mudanças de vocalista. Pyramaze voltaria em 2015 com Disciples Of The Sun e o novo vocalista Terje Haroy, que permanece com a banda até hoje. Bloodlines será seu quarto álbum com a banda.
Para recapitular, Pyramaze oferece aos fãs de metal, power metal progressivo. No centro de suas composições musicais estão a melodia da música, muitas vezes liderada pelas linhas de piano do teclista Jonah Weingarten, peso e ritmo do power metal, embelezamento denso e atmosférico (novamente de Weingarten), sublinhando o groove, harmonia vocal auto-evidente e solos de guitarra suficientes. Haroy canta melódico e limpo, mas com certa assertividade. Ele definitivamente tem seu trabalho cortado ao competir com a natureza densa e épica dos arranjos das músicas.
Considerando o álbum como um todo, basta dizer que se tu gostas de qualquer coisa que o Pyramaze tenha feito no passado (ou simplesmente curtes power metal progressivo), não ficarás nem um pouco desapontado com Bloodlines . Weingarten descreveu o álbum desta forma: "Para mim, as novas músicas são uma mistura bem-sucedida do material de Epitaph e Disciples Of The Sun , ao mesmo tempo em que apresentam referências cruzadas aos nossos primeiros lançamentos e surpreendem com uma série de estruturas musicais incomuns. " Bem dito.
No entanto, para alguns destaques da música, como sempre, fui entretido por músicas em que as linhas do piano ficaram um pouco mais fortes, como Stop The Bleeding, The Mystery, a instrumental de abertura Bloodlines e Alliance. Essa última música apresenta Haroy em dueto com a vocalista do Ad Infinitum/The Dark Side Of The Moon, Melissa Bonny. Seu caráter mais suave dá clareza à voz de Haroy. Outras canções de interesse incluem The Mystery, que apresenta os guitarristas convidados Andrew Kingsley (Unleash The Archers) e Olof Morck (Amaranthe). Duas músicas colocam o "poder" no power metal progressivo: Taking What's Mine e The Midnight Sun, que oferece um solo de guitarra de Tim Hansen, filho de Kai Hansen (Helloween, Gamma Ray).
Dito isso, o último álbum de estúdio dos Pyramaze, Bloodlines , encontra a banda em excelente forma, entregando sua marca de meta progressiva intrigante, madura e divertida. Se tu curtes a banda ou amas o género, com certeza vai gostar deste álbum.

domingo, 16 de abril de 2023

Mike Tramp - Songs Of White Lion (2023) Dinamarca


A maioria ainda se lembra do dinamarquês Mike Tramp como vocalista da banda de hard rock dos anos 80 White Lion, que ele formou com o guitarrista Vito Bratta na cidade de Nova York. O quarteto gravaria quatro álbuns de estúdio entre 1985 e a separação em 1992. Nesse mesmo período, White Lion teria algum sucesso com os populares singles Wait e When The Children Cry. A banda também era conhecida por suas canções de interesse sócio-político: Little Fighter (Greenpeace's Rainbow Warrior destruído pelos franceses) e Cry For Freedom (apartheid na África do Sul), entre outras.
Nos últimos 20 anos, Tramp também manteve a marca White Lion de alguma maneira ou forma. No entanto, ele está fazendo principalmente seu próprio material solo. Seu álbum de estúdio mais recente, For Første Gang , de 2022 , alcançou o décimo terceiro lugar na sua terra natal, a Dinamarca. Agora, Tramp regressa para revisitar seu trabalho com os White Lion, reimaginando e regravando suas canções favoritas em Songs Of White Lion . Como descreve Tramp, as gravações são "o mais próximas possível dos originais, mas explorando pequenas partes novas que hoje sinto que deveriam ser assim ... Eu canto as músicas que escrevi com Vito Bratta há mais de 40 anos exatamente da maneira eu sou hoje."
Tramp é um excelente vocalista melódico e estas músicas giram em torno do melódico hard rock clássico envolto em acessibilidade AOR. Observando os singles, dei-lhes atenção especial enquanto os ouvia. Minha conclusão com Wait, Little Fighter ou When The Children Cry é simples: esta é uma composição muito boa. Músicas que resistem ao teste do tempo. Mas outras canções eram igualmente atraentes: Lady Of The Valley, Love Don't Come Easy ou Cry For Freedom são mais exemplos de rock clássico bem elaborado.
Considerando tudo, se tu és um fã dos White Lion, com Songs Of White Lion, acredito que tu vais apreciar a interpretação atual, porém fiel, do vocalista Mike Tramp de algumas de suas melhores canções.

quinta-feira, 23 de março de 2023

Maryann Cotton - Bleed On Me (2023) Dinamarca


O vocalista dinamarquês/americano, Maryann Cotton, lançou o seu novo álbum, Bleed On Me, no dia 20 de março
"É o meu primeiro álbum solo 'de verdade', e esse novo disco vai ser outra coisa", diz Maryann. "É tão diferente de tudo que já fiz. Coloquei meu coração nesta. Tenho colocado todos os meus pensamentos e muito trabalho em todas as músicas e é a primeira vez em anos que estou genuinamente animado para lançar novas músicas.
Pela primeira vez, estou saindo com algo que sou eu! Passei um tempo nos últimos anos tentando me encontrar, tentando descobrir quem eu sou, e esse é realmente um dos assuntos principais do álbum.
A cena musical está ótima no momento, tem sido muito inspirador para mim ver muitas novas bandas e artistas surgindo, e isso me deu uma visão totalmente nova de tudo. Ainda sou jovem e não queria criar nada que soasse velho, só quero soar como eu hoje, aqui e agora.
Todo um novo público está me procurando, crianças mais novas de todo o mundo e eles realmente me inspiram. Espero poder inspirá-los também, com minha história e minha música."

sexta-feira, 3 de março de 2023

Cold Drop - Cold Drop (2023) Dinamarca


Não te enganes com o nome. Não é uma lavagem a frio, mas sim um passeio quente na orgulhosa liga 'velhas e vibrantes raízes do rock'. Nasce uma nova queridinha da cena rock dinamarquesa. Aqui estamos falando de hard rock sólido. Hard rock com um final de fogo rugindo impulsionado explosivamente por 5 rockers experientes da cena hard rock dinamarquesa.
Tu ficas com uma boa sensação de ter ouvido algumas das músicas mais próximas que tu vais ouvir com a definição do género hard rock. O som, a produção e não menos importante a musicalidade são de alto calibre e oferecem muito do que o público espera. Se tu te aprofundares um pouco mais nos Cold Drop, vais encontrar um grande coro, uma firmeza e também uma grandeza que se apóia em 4 grandes M's - Maids (Pretty Maids), Mötley Crüe, Maiden (Iron Maiden) e Mr. tem o mesmo hard rock, mas sensação melódica.
O passado é inegável e isso é confirmado pela formação de um dos guitarristas nos lendários Pretty Maids. Há muitos anos de rock por trás do Cold Drop e a alegria de tocar está viva e chutando! Portanto, na verdade, há apenas uma coisa a dizer e são duas palavras: Cold Drop!
Fonte: Lions Pride Music

sábado, 29 de outubro de 2022

Royal Hunt - Dystopia - Part II (2022) Dinamarca


Royal Hunt está no ramo progressivo há muito tempo, álbuns como “Moving Target” e “Paradox” são clássicos do género. O prog. é a razão pela qual descobri o grande vocalista americano DC Cooper. A música deles sempre ressoou em mim, o brilho sinfónico influenciado por toques de fusão melódica e arranjos poderosos têm sido um grampo estranho no seu som ao longo dos anos.
A banda teve sua parcela de adversidades desde a sua criação em 1989, principalmente centrada em diferentes épocas de cantores, desde o cantor original Henrik Brockmann, até a saída da DC, mais tarde trazendo John West e o grande Mark Boals em diferentes momentos de sua existência. Isso quer dizer que até hoje eles permanecem fortes como sempre depois que DC Cooper voltou para o lançamento de “Show Me How To Live”. Parabéns a Andres Andersen por manter as peças coladas e reconhecer a formação que melhor funcionou ao longo dos anos.
Dystopia Part 2, seu agora 16º álbum de estúdio, é como tu imaginas uma continuação de seu último disco, Dystopia, e uma história inspirada no romance clássico de Ray Bradbury, “Fahrenheit 451”. É uma dinâmica interessante e para relembrar a loucura dos últimos dois anos, que continuação adequada de alguns dos mesmos temas que testemunhamos recentemente.
Aquele som de marca registada de Royal Hunt, teclas gritando, guitarras melódicas e bateria batendo forte são típicos aqui na primeira abertura “Thorn In My Heart”. Movimentos clássicos de ritmo acelerado estão todos aqui com os vocais estrondosos do DC Cooper que esperamos e apreciamos. Um épico de 8 minutos de várias mudanças e ritmos cumpre o som que tu esperas dos Hunt e o som que os fãs de longa data sempre apreciarão. “Live Another Day” seu primeiro single continua o groove e as teclas majestosas que sempre foram predominantemente preenchidas nas músicas anteriores dos Royal Hunt. No meio do disco, o ritmo diminui e Cooper reprisa em toda a sua glória prog, uma boa mudança de ritmo.
Se tu sabes alguma coisa sobre os Royal Hunt, é que eles gostam de adicionar instrumentais nos seus álbuns. Aqui temos outra via “The Purge”, um bom tema que parece uma jam sinfónica entre Andre Andersen, teclas vs guitarras cortesia do excelente guitarrista Jonas Larsen. Esta música tem uma forte conexão com “Black Butterflies” na Parte I. Em seguida, temos “One More Shot” com vocais dos convidados Mark Boals (ex-Royal Hunt) e Henrik Brockmann (vocalista original dos Royal Hunt) enquanto fazem dueto com DC Cooper na canção. A troca de refrão complementa cada vocalista com perfeição. O ritmo constante apresenta outra música que apenas os Royal Hunt poderiam oferecer. Muito bom ouvir o dueto dos vocalistas anteriores neste, bem feito.
É difícil criticar este sendo imparcial, pois a banda terá para sempre um lugar especial entre algumas das minhas bandas favoritas. Para mim, a maior parte do material deles é fantástico, ele se manteve muito bem ao longo dos anos, mesmo com a mudança de vocalistas, todos os cantores anteriores fizeram um ótimo trabalho por direito próprio. Com Dystopia Part 2 tu tens uma continuação semelhante à última Dystopia, e de certa forma eu dou crédito aos músicos por misturar os diferentes cantores, trazer algo diferente para a mesa e decidir ainda fazer música depois de um catálogo tão longo de música.
 

sábado, 15 de outubro de 2022

Statement - Dreams From The Darkest Side (2022) Dinamarca


Já familiarizado com esta banda dinamarquesa com seu álbum de estreia Monsters em 2014, Statement chega a este quarto álbum Dreams From the Darkest Side três anos após o último trabalho. Canalizando lutas pessoais, demónios, depressão e a eterna busca pelo amor liricamente, os componentes musicais combinam riffs de condução e vocais inegavelmente cativantes – entrelaçando uma mistura de pós-grunge, melódico hard rock e influências de heavy metal.
O ritmo oscilante e semi-dance orientado ao groove através de “Beyond Control” desliza facilmente para o seu headspace, enquanto os ritmos de wah-wah, harmonias calmantes de refrão tipo AOR e quebras de condução abrasadoras durante “Don't You Hide It” fazem isso um tema de abertura de agitação inegável. O trabalho de guitarra solo de Niels Alex Larsen contém um fraseado requintado, colocando notas corretamente de forma a aprimorar as progressões de acordes principais e as texturas da faixa em mãos. O fato de que esses cavalheiros podem cavar fundo nesse poço de atitude emocional, canalizando as coisas numa direção produtiva, torna o som moderno e sujo de “The Reaper” muito mais assustador, a seção rítmica incluindo a mecânica estrelar do baixista Martin Poulsen e do baterista Daniel Nielsen adicionando os melhores preenchimentos rápidos ou infusão de bumbo duplo no melhor contexto de transição. É como se tu pegasses os Metallica dos anos 90, um pouco dos Accept, enquanto tocava algum material dos Disturbed/Alter Bridge na mixagem. As teclas para a vitória incluem um tom potente e animado para a produção, bem como a voz de calibre superior do vocalista Jannick Brochdorf, atingindo as notas altas em “Sacrifice” mais a balada “Fade Away” – esta última contendo vocais de fundo hipnóticos à la 70's- era Pink Floyd.
Produzido pelo veterano Soren Andersen (Artillery, Tygers of Pan Tang, Mike Tramp) no Medley Studios, Statement combina o amor por vários estilos entre o clássico metal e as plataformas de hard rock moderno/alternativo num som/estilo bastante viciante.

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

The Killerhertz - Starburst (2022) Dinamarca


The Killerhertz é um grupo dinamarquês de Heavy Metal dos arredores de Copenhague. Formado por amigos de longa data, Thomas Trold e Kent Killerhertz, eles se uniram ao baixista Jakob Nielsen para formar este trio de Hard Rock que remonta a 2011. The Killerhertz se baseia em muitas fontes de inspiração, mas a mágoa e a dor parecem ser uma força facilmente percebida no novo álbum, Starburst. Este grupo dinamarquês lançará seu quarto álbum de estúdio, Starburst (2022), para adicionar à sua crescente lista de álbuns de sucesso como Innocent Sinners –EP (2020), A Mirrors Portrait (2017) e A Killer Anthem(2014), todos gravados no Earplug Studios. As duas últimas gravações se separaram um pouco ao serem mixadas e masterizadas por Niklas Sonne no Sonne Studios.
Starburst, o quarto álbum dos The Killerhertz, rompe com o modelo tradicional de seus álbuns anteriores no fato de que esta nova oferta tem uma espécie de enredo. Desde a primeira música, “The Wait for Closure”, tu tens a sensação de uma pessoa que parece ter perdido toda a direção. À medida que o álbum continua, o mesmo acontece com a história e a experiência da pessoa com quem a história está lidando. No final do álbum, o personagem principal parece ter se encontrado novamente e se concentra na própria vida.
O álbum Starburst é uma ótima combinação de vocais de Thomas Trold e bateria firme de Kent Killerhertz. Quando essas melodias são misturadas com o piano em “Dying Beliefs”, adiciona-se uma profundidade ao som Hard Rock pelo qual os The Killerhertz eram conhecido em álbuns anteriores.
No geral, The Killerhertz tem um ótimo álbum no Starburst. Desde a primeira música, “The Wait for Closure”, até a faixa final, “Distant Thunder”. Os vocais limpos de Thomas junto com as batidas de bateria implacáveis de Kent e o baixo de Jakob vão fazer te cantar junto com este disco em pouco tempo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Taboo - Taboo (2022) Dinamarca


Taboo é a nova banda da Dinamarca com os talentos do vocalista Christoffer Stjerne dos H.E.R.O. da Dinamarca e do guitarrista Ken Hammer, membro fundador dos Pretty Maids. Como podes esperar por ser um lançamento da Frontiers, o álbum apresenta alguns talentos de seu grupo musical, notoriamente o baixista Mat Sinner. O álbum foi mixado e masterizado pelo prolífico produtor dinamarquês Jacob Hansen (Pretty Maids, Volbeat, etc.).
Com uma ou duas voltas, eu me perguntava como classificar o som dos Taboo. Eu nunca ouvi H.E.R.O., então não havia referência. Taboo não soa como Pretty Maids. Originalmente, a primeira coisa que me chamou a atenção foi o uso de sintetizadores e orquestração menor. Às vezes, o último era um pouco peculiar, soando mais pop; depois havia as músicas com linhas de piano persistentes (como Into The Sun, entre outras). A última, a orquestração, parecia mais acentuada ou ambiente. O resultado foi uma densidade significativa para as músicas. No entanto, os arranjos têm uma forte base de hard rock, ou seja, riffs assertivos e uma seção rítmica substancial para groove e galope rock. Estranhamente, ao contrário do clássico rock, os solos de guitarra pareciam intermitentes ou moderados. Tanto que, mesmo depois de várias audições, acho que senti falta deles.
Quando juntei todas essas coisas, cheguei a uma conclusão confusa: a música dos Taboo soa como um melódico hard rock que flui e reflui entre rock, pop e talvez alguns ângulos industriais finos. Mas também há alguns aspectos adicionais e notáveis em suas músicas: vocais melódicos limpos e harmonia vocal, linhas de baixo reconhecíveis e, simplesmente, muita criatividade na composição. Logo, o álbum de estreia dos Taboo oferece ao ouvinte um interessante híbrido de melódico hard rock que desafia e diverte.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Mike Tramp - For Første Gang (2022) Dinamarca


O novo álbum de Mike Tramp é suave, melódico e inteiramente em dinamarquês.
As memórias de Mike Tramp da Dinamarca são cantadas na sua língua nativa no 13º álbum de estúdio For Første Gang
O título se traduz como 'pela primeira vez', que é o que Mike Tramp está fazendo aqui ao lançar um álbum na sua língua nativa. Mas enquanto as letras são, portanto, ininteligíveis para a maioria de sua base de fãs, sua voz permanece familiar e inalterada.
É verdade que ele não está forçando muito com essas 10 músicas na extremidade mais suave do espectro do melódico rock, mas esse é o ponto.
Ele aproveitou a oportunidade, abandonando seu vocabulário inglês, para explorar caminhos musicais que talvez nunca tivesse seguido ao liderar White Lion , digamos, ou Freak Of Nature.
O produtor/guitarrista Søren Anderson (no nono álbum que os dois fizeram juntos) reúne pedal steel, bandolim, trompete e seção de cordas habilmente num álbum que é surpreendentemente envolvente.

domingo, 14 de agosto de 2022

POST DA SEMANA : Nordic Union - Animalistic (2022) Dinamarca / Suécia


Após um breve hiato de quatro anos, talvez devido ao COVID, a banda sueca Nordic Union faz seu regresso. A banda foi criada como uma colaboração do vocalista dos Pretty Maids, Ronnie Atkins, e do multi-instrumentista, compositor e produtor Erik Martensson (Eclipse, WET). Ambos os companheiros têm estado ocupados com seus próprios projetos musicais. Atkins, ainda lutando contra o cancro de pulmão, com seus projetos solo; Eclipse foi lançado com Wired no final de setembro de 2021.
Nordic Union chega agora com seu terceiro long player, Animalistic . O núcleo da banda continua sendo Atkins e Martensson, mas também inclui convidados da cena musical sueca, notadamente Fredrick Folkare de Unleashed e Dead Kosmonaut na guitarra. Talvez relativamente desconhecido fora de sua terra natal a Suécia, o guitarrista Thomas Larrson adiciona solos a Scream, Riot e Last Man Alive.
Como esperado, o álbum é mais uma intersecção das origens musicais dos principais atores. Neste caso, o melódico heavy metal de Atkins se encaixa com o melódico hard rock AOR de Martensson. (Embora, como com Wired , Eclipse continua adicionando algum groove de metal) por solos épicos de guitarra.
Não dando muito sobre as músicas, aqui estão alguns dos meus temas favoritos. Para alguns rockers de heavy metal direto, ouve This Means War, On This Day I Fight e Animalistic que, se ficasse mais rápido, poderia passar por power metal. Algumas músicas são são ligeiramente reduzidas, como Last Man Alive e Riot, em que o nome é um pouco impróprio. Onde a acessibilidade AOR é injetada, ouve a faixa de encerramento, King For A Day. (Grande linha de baixo também.) Tudo considerado, Animalistic dos Nordic Union é outro belo álbum de Ronnie Atkins e Erik Martensson: rock melódico de heavy metal com bastante peso, groove e solos de guitarra em chamas.