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quarta-feira, 11 de junho de 2025

Pino Scotto - The Devil's Call (2025) Itália

“The Devil’s Call” marca o retorno vibrante do veterano do hard rock italiano Pino Scotto, agora com 75 anos e longe de desacelerar. O álbum, com duração de cerca de 47 minutos, traz 11 faixas que transitam entre hard rock, blues, rock ‘n’ roll e southern rock, entregando um som moderno sem perder a essência clássica.
Após o álbum anterior, “Dog Eat Dog” (2020), considerado um tanto decepcionante, Scotto repete a parceria com Steve Angarthal (ex–Fire Trails), que assume praticamente todos os instrumentos – guitarras, baixo, teclados, ukulele, percussões, vocais de apoio – além de produção, mixagem e arranjos . O resultado é um disco coeso, bem trabalhado, com arranjos limpos e vigorosos.
Destaques das faixas
“No Fear, No Shame”: abertura explosiva, poderosa e direta, que define o tom do álbum
“Phantom Humanity”, “Good and Evil Dance” e “A Time for War”: com toques setentistas e uso marcante de órgão Hammond do tecladista Enzo Messina
“A Dozen Souls”: destaca-se por sua abordagem introspectiva e solos intensos de guitarra, mostrando o lado mais emocional de Scotto .
“True Friend”: um midtempo emocional, celebração dos valores da amizade, muito bem recebida e lançada como single
“Big Mama”: crítica mordaz aos EUA, com uma pegada blues sólida e letra incisiva
Faixa-título, “The Devil’s Call”: fala sobre pessoas movidas por ambição desmedida, um dos temas mais reflexivos do disco
A voz de Scotto continua rasgada, potente, com vibrato controlado e momentos de rouquidão expressiva — ideal para transmitir autenticidade e emoção. Comparado ao álbum anterior, sua performance está muito mais focada e convincente .