Angra nasceu em São Paulo, Brasil e lançou um álbum de estreia altamente respeitado chamado 'Angels Cry'. Isso foi em 1993 e mesmo que o momento não fosse o melhor para as bandas de metal, o Angra conseguiu conquistar uma base de fãs muito sólida com seu metal progressivo.
Com um pequeno hiato entre os anos de 2007 e 2009 os Angra continuaram lançando discos fortes e agora é 'Cycles of Pain' que sai do ambiente seguro do estúdio e se apresenta aos fãs.
Com quase uma hora de música, os metaleiros sul-americanos apresentam uma produção que mostra a banda em muito boa forma. Os Angra permanecem fiel aos seus fundamentos musicais e refinam o seu som nas últimas novidades.
Trabalhar neste álbum não foi fácil, mas as circunstâncias também ofereceram muita inspiração para um disco que é ardente, mas também reflete tempos e momentos dolorosos. O pai de Rafael Bittencourt faleceu e Andre Matos, primeiro vocalista da banda, também deixou este mundo muito cedo. Além disso, a pandemia tomou conta do mundo e tu podes sentir essa dor no novo álbum. Ao mesmo tempo, a esperança está sempre na ordem do dia e que com solidariedade é possível superar os momentos difíceis.
O décimo álbum da banda contém todas as marcas registadas do A-Z. Faixas rápidas como 'Generation Warriors' estão presentes e a majestosa 'Dead Man on Display' onde melodia, riffs de guitarra e complexidade unem forças para formar um headbanger forte. As estruturas progressivas também estão muito presentes em 'Tide of Changes Part II', faixa que segue uma espécie de introdução chamada 'Tide of Changes Part I'.
'Cycles of Pain' dá justamente o nome ao álbum, pois é uma música multifacetada em que os Angra mostram do que são capazes. O som do piano, os vocais emocionantes de Fabio Lione, mas também o trabalho filigranado da guitarra de Bittencourt são os pilares deste épico cinematográfico.
Outra nuance interessante de 'Cycles of Pain' chama-se 'Vida Seca' em que a cantora Lenine, bastante conhecida no Brasil, faz uma contribuição como convidada. Assim, é também a música que melhor encarna a herança brasileira.
Produzido por ninguém menos que Dennis Ward, 'Cycles of Pain' também apresenta um som poderoso e cheio de nuances que combina com o caráter conceitual do álbum.
'Cycles of Pain' é um ótimo álbum que mostra os Angra no seu ponto mais forte. Ótimas músicas e uma produção soberba mostram porque o metal progressivo e melódico é sempre um prazer para os ouvidos.
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domingo, 5 de novembro de 2023
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Angra - ØMNI (2018) Brasil
"ØMNI" é um álbum conceitual, um conjunto de histórias curtas de ficção científica que ocorrem em vários lugares no tempo, simultaneamente. A espinha dorsal da trama baseia-se na ideia de que, em 2046, um sistema de inteligência artificial irá mudar a percepção e cognição humana. É um sistema que permitirá a comunicação consciente entre seres humanos presentes e futuros. Personagens como viajantes do tempo, homens das cavernas, guerreiros, entre outros, ajudam a contar esta história.
O álbum conecta os conceitos de álbuns anteriores (“Holy Land”, “Rebirth”, “Temple of Shadows”) para um sistema principal, "ØMNI", que em latim significa "tudo". "ØMNI" fabrica uma interconectividade que lança luz em direção a uma verdade universal: tudo o que aconteceu, levou ao que a banda é hoje. "ØMNI" celebra e une toda a história de Angra a este momento exato e atual.
A fórmula e marca registrada de Angra, de estilo brasileiro misturado com música clássica e heavy metal, é reforçada por diferentes influências, como rock progressivo, thrash metal e música latina o que transforma o álbum em um compilado moderno e familiar. O humor e a dinâmica conjunta colocam um toque especial nas letras e, portanto, aumentam o profundo senso de imersão na história.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
ANGRA - SECRET GARDEN (2014) BRASIL
E aqui está o vosso presente de natal. A verdade é que já se tornou viral; (no bom sentido, claro); pela net, mas nós somos mesmo assim, amigos o ano todo, e não só no natal, por isso aproveitem bem este vosso\nosso presente que mais tarde vos direi o que penso dele.
Feliz Natal! Merry Xmas! Is our best wishes, from Yaman and McLeod.
Bem, como agora já é mais tarde, já vos posso dizer o que penso deste novo disco dos Angra. Então la vai:
Eis um excelente final de ano, no que a boa musica se refere. Já à muito aguardado, este novo disco dos brasileiros Angra, acabou de nos chegar via Japan Edition; pelos vistos a terra do sol nascente anda mesmo à frente, quase 1 mês relativamente à data anunciada para a edição oficial deste disco que é 15 de janeiro de 2015. Mas isto eu já sabia e já vos tinha dito, saía a 17 de Dez. no japão.
E porquê tanta expectativa? Fabio Lione! Quando o êxito dos Rhapsody Of Fire atingiu o topo e Luca Turilli decidiu provocar a mitose da mais famosa banda do planeta no subgénero de epic, symphonic, fantasy metal; ou hollywood metal como muitos gostam de classificar; algo me disse que nada iria ficar como dantes. (sou mesmo bom a constatar o óbvio não sou? eheheheh)
É óbvio que a banda tinha que ter um descanso maior, porque como em tudo, corria o risco de cansar e perder audiência. Fabio passou então a liderar ao vivo outro dos expoentes máximos do metal, os Kamelot, substituindo Roy Khan; e por obra e graça do destino aceitou ocupar o lugar deixado vago pelo fantástico Edu Falaschi nos Angra. E a coisa começou a correr tão bem, que o disco comemorativo dos 20 anos dos Angra foi apresentado com toda a pompa, mostrando ao mundo do metal; e não só; a excelente equipa que se tinham tornado os Angra e Fabio Lione. Só podia mesmo seguir-se um disco de estúdio, e daí talvez não, porque isso não chegou a suceder nos Kamelot. Eis aqui porquê a razão de tanta expectativa. Agora o disco.
Dark! Dark Progressive Metal, para ser mais preciso, mas ainda assim melódico e sinfónico. É Angra? Não o Angra que conhecia e de quem tenho todos os discos, mas ouvir Kiko e Rafa num trabalho notável de composição e execução, deixa esse pequeno grande pormenor para 2º plano.
O ambiente musical mudou, para Fabio nem tanto, já que quando liderava em itália os Labyrinth, ou nos Vision Divine e Kamelot, este ambiente era o seu, mas para os restantes membros de Angra, pelo menos enquanto Angra, já nem tanto. Musica que em espaços parece gótica (Violet Sky), é simplesmente....... magistral! Este tornou-se um projecto de élite. Isso mesmo, agora Angra já não será o mesmo perante os nossos sentidos, a qualidade musical passou a ser comtemporânea. Misturar, ou fusionar MPB (New Born Me), Bossa Nova (Upper Levels), com esta sinfonia é algo só ao alcance de profissionais e apaixonados pela musica cuja experiência rebenta com todas as barreiras e preconceitos.
Se esperam por um Fabio a quebrar barreiras sonoras, esqueçam; há temas em que quase nem o vão reconhecer, é exímio no seu trabalho. Mas as novidades não acabam aqui. Simone Simmons e Doro Pesch são as divas convidadas para demonstrarem a superioridade destes nossos descendentes de terras de vera cruz. Outra das novidades, é Rafa entrar nas lides vocais, chegando mesmo a ter um dueto com Doro no tema "Crushing Room". Bruno Valverde, protegido de Kiko é o novo baterista da banda, e que fabuloso é. Outra novidade é a conceptualidade deste disco, que nos trás a estória fictional do cientista Morten Vrolik, que luta por voltar a viver a felicidade pondo em causa as suas crenças ateístas, após um acidentel fatal, o qual lhe levou a sua maior fonte de felicidade, a sua esposa. Eis aqui a explicação do ambiente nórdico mais dark e sinfónico.
Disco gravado e produzido na suécia por Jens Boggren. E aqui, temos um disco sem defeitos, uma produção exemplar e de topo a qualquer nivel musical.
Mas algo que não consigo cansar-me de elogiar e ouvir incessantemente é o trabalho guitarristico desta parelha fenomenal que é Kiko e Rafa. Se tenho que eleger o melhor do ano, é este disco. Podem discordar de mim, mas se forem honestos convosco e ouvirem este magnum opus com toda a imparcialidade, mesmo que não gostem, vão ficar impressionados com tanta qualidade técnica e de composição, afinal estão aqui alguns dos melhores musicos da actualidade. Parabéns à banda e ao Jens, um disco perfeito! "Perfect Symmetry" é o tema que melhor espelha esta minha afirmação; do outro mundo!
E sem mais baboseiras e elogios desnecessários, vos deixo para apreciarem o melhor disco de Heavy Metal do ano de 2014. Definitivamente uma excelente prenda de natal! OH-OH-OH!!!
Santa McLeod Falou!
Temas:
01 - Newborn Me
02 - Black Hearted Soul
03 - Final Light
04 - Storm of Emotions
05 - Violet Sky
06 - Secret Garden
07 - Upper Levels
08 - Crushing Room
09 - Perfect Symmetry
10 - Silent Call
Fabio Lione - Vocals
Rafael Bittencourt - Guitars, Backing Vocals
Kiko Loureiro - Guitars, Backing Vocals
Felipe Andreoli - Bass, Backing Vocals
Bruno Valverde - Drums
with:
Simone Simons (Epica) - Vocals (Track 6)
Doro Pesch - Vocals (Track 8)
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