Em 1977, os Aerosmith lançaram o seu quinto álbum "Draw The Line". A faixa título e "Kings and Queens" estão entre as minhas músicas favoritas dos Aerosmith. Ambas desenharam um gráfico e o álbum vendeu dois milhões de cópias.
A banda excursionou extensivamente em apoio ao álbum, mas o abuso de drogas e a vida acelerada de turnês e gravações começaram a afetar suas performances. Tyler e Perry ficaram conhecidos como "os gêmeos tóxicos" devido ao seu notório abuso de drogas dentro e fora do palco.
A faixa-título é um clássico Aerosmith, e figurou proeminentemente em seu set ao vivo desde então. "I Wanna Know Why", "Get It Up" e "Sight for Sore Eyes", todos apresentam elementos importantes do som clássico da banda, enquanto "Critical Mass", com suas partes bizarras de harmônica, adiciona um toque diferente ao som rock regular dos Aerosmith.
Apesar dos críticos de rock terem dado uma má classificação no geral, o álbum foi comercialmente bem-sucedido após seu lançamento, obtendo platina e, eventualmente, sendo certificado como platina dupla. "Draw The Line" não é o álbum mais forte do Aerosmith, mas é muito bom.
Esta versão japonesa apresenta sua remasterização dos anos noventa (o único feito), tratamento sónico da velha escola, mas bom, aprimorado por este formato Blu-Spec CD2.
Não é fácil gostar de Aerosmith. Por mais que você tente convencer os críticos de que a banda tem bons discos calcados no blues e no rock n’ roll, o legado de cafonices e exageros é muito maior – especialmente entre as gerações mais novas. Após 11 anos sem um álbum de inéditas (o último foi o fraquíssimo Just Push Play), o quinteto prometeu voltar à velha forma em Music From Another Dimension!, o 15º da carreira. Nos últimos anos o Aerosmith esteve à beira do abismo diversas vezes, principalmente por causa da relação conflituosa entre o vocalista Steven Tyler e o guitarrista Joe Perry. Mas a banda pareceu ter se acertado em uma longa turnê mundial (que passou pelo Brasil em 2010 e 2011), e arremataram a boa fase com a convocação de Jack Douglas, responsável por clássicos como Toys In the Attic (1975) e Rocks (1976), para produzir o novo trabalho. O saldo prometia ser positivo, e Music From Another Dimension! reúne alguns dos melhores momentos do Aerosmith em décadas. O problema é que, apesar dos acertos, o disco tem momentos simplesmente péssimos. O álbum começa com “LUV XXX”, uma faixa com bons riffs e levadas de bateria que ecoam Permanent Vacation (1987) e Pump (1989). Supostamente inspirada em Beatles, a faixa não empolga de cara e certamente não será analisada no Faixa Um, mas passa no teste. A música seguinte, “Oh Yeah”, é um rock n’ roll clássico que finalmente faz jus à expectativa criada em torno do álbum, apesar dos vocais contidos de Tyler. “Beautiful” reflete o Aerosmith mais moderno e produzido de álbuns como Get a Grip (1993) e o subestimado Nine Lives (1997), e “Tell Me” é a melhor balada do disco, mesmo com o refrão anticlimático. Até aqui, tudo vai relativamente bem. Mas a partir de “Out Go The Lights” Music From Another Dimension! parece começar a patinar. “Out Go The Lights” é o ápice do álbum, e minha favorita desde a primeira vez que ouvi o disco. O riff principal e os solos de Joe Perry funcionam tão bem que a própria banda parece admitir isso: a música acaba por volta dos 4 minutos, mas recomeça em uma jam que praticamente dobra sua duração. O problema é que o refrão de “Out Go The Lights” é exatamente igual à introdução de “Legendary Child”, a faixa seguinte do disco e o primeiro single do álbum. “Legendary Child” (assista ao clipe no fim da página) já não é grande coisa – foi descartada pela primeira vez durante as sessões de Get a Grip, há quase 20 anos – e o trecho reproduzido em “Out Go The Lights” não acrescenta absolutamente nada à música. Na verdade, é a parte mais arrastada e sem graça dela. Talvez em uma entrevista futura o grupo explique qual foi a intenção de fazer isso, mas à primeira audição é impossível entender o porquê. Uma pena. Depois de “Legendary Child” surge o segundo single do álbum, a balada “What Could Have Been Love”. Uma balada melosa, arrastada, que não rende nem momentos divertidos no karaokê. “Street Jesus” e “Lover Alot” são as mais roqueiras entre as 15 faixas lançadas, e por alguns instantes conseguem resgatar a energia perdida. Sozinhas, no entanto, são incapazes de salvar a segunda metade de Music From Another Dimension!. Baladas genéricas como “Can’t Stop Lovin’ You”, “Closer” e “We All Fall Down” – além de “Another Last Goodbye”, que fecha terrivelmente o disco – só servem para tirar o brilho de Music From Another Dimension!. O problema não são as baladas em si; estamos falando da banda que estourou com “Dream On”, e ao longo da carreira fez marmanjos e moças se derreterem com “Angel”, “What It Takes” e “Crying”. A questão é que elas simplesmente não convencem, não grudam na cabeça nem emocionam em momento algum. O álbum tem ainda a política “Freedom Fighter” e o blues “Something”, ambas compostas e cantadas por Joe Perry, que não somam nem atrapalham o fluxo do disco. Por um lado, Music From Another Dimension! surpreende positivamente por resgatar um lado do Aerosmith que muita gente acreditou estar extinto há muito tempo. Mas por pressões comerciais ou simplesmente medo de desagradar os fãs radiofônicos, o grupo perdeu a oportunidade ideal de voltar ao topo para se sujeitar mais uma vez ao gosto momentâneo e volátil das paradas de sucesso. E enquanto isso nós continuaremos a nos explicar, cada vez com menos argumentos a nosso favor.
1. LUV XXX 2. Oh Yeah 3. Beautiful 4. Tell Me 5. Out Go The Lights 6. Legendary Child 7. What Could Have Been Love 8. Street Jesus 9. Can’t Stop Loving You 10. Lover Alot 11. We All Fall Down 12. Freedom Fighter 13. Closer 14. Something 15. Another Last Goodbye
Banda:
Steven Tyler – vocais, gaita, piano, backing vocals, bateria, produção Tom Hamilton - baixo, guitarra acústica, backing vocals Joey Kramer – bateria, backing vocals Joe Perry – guitarra solo, backing vocals, produção Brad Whitford – guitarra rítmica
Músicos adicionais:
Russ Irwin - teclados, backing vocals Carrie Underwood - vocais em "Can’t Stop Loving You" Julian Lennon - background vocals em "LUV XXX" Lauren Alaina - background vocals em "Oh Yeah" Johnny Depp - background vocals e guitarra em "Freedom Fighter"