Acho que este novo lançamento da Provogue deve atrair muito interesse. Não apenas porque é o lendário Gary Moore , mas ' How Blue Can You Get ' é um álbum de material inédito do guitarrista tristemente perdido.
O que temos são oito faixas de blues e blues rock, chegando em pouco menos de 45 minutos, de um homem que poderia colocar mais paixão e alma numa faixa do que muitos outros guitarristas de blues.
Tu podes acreditar que já se passaram dez anos desde a morte de Gary Moore ! Ele deixou um enorme buraco no mundo da música, ' How Blue Can You Get ' ajuda de alguma forma a preencher esse buraco um pouco.
O que temos no álbum é uma série de temas de blues e blues rock, começando com um cover da música de Freddie King ' I'm Torn Down ', uma música que Gary afirmou ser uma de suas favoritas para tocar ao vivo, para um faixa-título surpreendente, que é um cover do hit BB King 'How Blue Can You Get ', que tem mais de sete minutos de duração!
Se estamos falando de composições originais em vez de versões cover, então essas são substituídas pelas originais ' Looking At Your Picture ', uma faixa de blues rock que lembra muito o tom ZZ Top, e ' In My Dreams ', pense em ' Parisienne Walkways ' com o acréscimo de emoção, sem dúvida a minha preferida do álbum.
O segundo lugar em faixas favoritas para mim é uma versão alternativa da música ' Love Can Make A Fool Of You '. Isso arrepia os cabelos dos teus braços com sua emoção e alma agonizantes.
O álbum termina com ' Living With The Blues '. A guitarra de Gary apoiada por algum subtil órgão Hammond. Esta é outra faixa que tem mais de sete minutos de duração e ainda assim tu não queres que ela termine.
Achei todo o álbum extremamente emocional, não apenas na forma de tocar e nos vocais de Gary Moore , mas também me atingiu emocionalmente.
Mesmo se tu não sejas realmente um fã de blues / blues rock do coração, 'How Blue Can You Get ' não pode deixar de oferecer te uma aula de guitarra absoluta e narrativa musical!
Blues and Beyond de Gary Moore é uma notável coleção de suas poderosas e emotivas gravações de blues no estúdio. Blues and Beyond é lançado num CD duplo, 4 LP e como um conjunto de caixas, que inclui gravações ao vivo inéditas e a biografia oficial Gary Moore, I Can not Wait Until Tomorrow, escrita por Harry Shapiro.
Mais conhecido por seus evocativos sucessos solo, Parisienne Walkways e Still Got the Blues (versões ao vivo neste disco) e sua participação on / off de Thin Lizzy, a carreira solo de Gary Moore.
Ao longo da década de 1980, Gary subiu na hierarquia do rock, mas virou as costas para o que ele considerava como o flash de metal vazio e reverteu o seu coração para a música blues onde ironicamente ele marcou o seu maior sucesso comercial com seus álbuns de blues dos anos 90 e 2000. Além de tocar nas suas próprias bandas, durante uma carreira solo bem-sucedida, Gary misturou com o melhor que o rock e o blues poderiam oferecer, tocando ao vivo e gravado com George Harrison, Jack Bruce, Ginger Baker, Greg Lake, BB King, Albert King, Albert Collins e muitos outros. Gary também era o guitarrista, muitos olhavam, não só para a aterradora velocidade de seu padrão, mas pela paixão, fogo e honestidade na sua musica.
Gary Moore! Para uma certa geração, bastam estas 2 palavras para pararem o que estão a fazer e encaminharem os seus sentidos em busca da origem das mesmas. Pode parecer exagerado ou submisso, mas não é. Totalmente o oposto. Quem viveu a geração de que falo, os anos oitenta; e viver refiro-me a partir de 84, com cabeça tronco e membros já bem alongados; sabe do que estou a falar. Não quero dizer aos mais novos que nós somos velhos porque os 40 são de verdade os novos 30; a evolução humana assim o permitiu. Não havia televisão 24horas por dia, não havia telemóveis ou computadores, nem carros acessíveis a qualquer um, discotecas eram poucas e autênticos tascos, por isso o sentimento era puro. Vivia-se mais o momento, porque o momento era tudo o que se tinha, e sentia-se verdadeiramente as mensagens que artistas como o Gary passavam nas suas obras. Gary Moore é um filho da guerra e da opressão. Nascido em Belfast em 1952, Gary viveu a pobreza do isolamento opressivo britânico. A sua adolescência e juventude viveu-a debaixo de constantes confrontos entre o IRA e o exército britânico. A sua carreira musical divaga por caminhos diferentes durante vários anos, Skid Row (irlandeses), Thin Lizzy, irmãos de Belfast, entre outros. A sua capacidade guitarrística era notável para aquela época, o rapaz conseguia tocar 2 vezes mais rápido do que os outros guitarristas. Em finais de setentas, Gary segue em definitivo a sua carreira a solo. Conforme a tendência da época, o seu hard rock era mais bluesy, êxitos como Parisienne Walkways assim o confirmam. Mas foi de 84 a 89 que viveu a sua época dourada a nível mundial, a qual lhe valeu por algumas vezes o titulo de melhor guitarrista do mundo. O seu nível musical entrou na era tecnológica, e foi nesses 5 anos que Gary compôs os hinos que fazem com que ainda hoje a geração de que falo se comporte com iniciei este texto. "Over the hills and far away", já deu a volta ao mundo e continuará a dar até à eternidade porque é uma canção carregada de sentimento sobre injustiça e amor, e Gary conseguiu expressar de tal forma esses sentimentos que basta só o rufar dos tambores no inicio da musica para nos pôr em sentido. "Out in the fields", onde na versão original Gary divide a música com o seu grande amigo Phil Lynott, os "meninos soldados" espelham na perfeição as vicissitudes da guerra. Este álbum, que é agora editado foi gravado ao vivo em Montreaux, na Suiça em 2010; fora um ou outro tema é totalmente dedicado a essa época dourada da sua carreira. Penso que a razão de Gary ter gravado este disco com este alinhamento deve-se ao facto de estar a preparar o seu regresso a esse som no álbum que, dizem, iria ser editado já no final deste ano. Prova disso são as 3 músicas novas e ainda não editadas que apresentou neste concerto. Infelizmente Gary, não chegou a ver nascer essa obra. O destino não tinha esse plano para ele. Em Fevereiro deste ano (2011); Gary Moore deixou o mundos dos infelizes num quarto de hotel em Espanha. Nunca se esqueçam, a pena é de quem fica e nunca de quem parte. Falando agora deste disco, mesmo tendo Gary Moore como um ícone que se pudesse levar uns discos comigo para o outro mundo, alguns dele iria de certeza; devo dizer-vos que acho este álbum de muito fraca qualidade. A produção, em casos bem fáceis de perceber, é de má qualidade. Mas é fácil arranjar explicações para isso. Desde 1990, Gary enveredou por uma carreira de blues, e até há 2 anos atrás, foram blues sobre blues, chegando ao ponto em que sentiu falta dos grandes palcos e de grandes temas para agitar a sua vida. Esqueceu-se que tocar estas músicas não é a mesma coisa, não são intimistas nem tocadas em casa de fados no bairro alto, para uma dúzia de chapeletas pagarem um balúrdio por uma mesa e embebedarem-se a ouvir o muro das lamentações. Aqui exigia-se outra produção e apoio vocal. A mistura não funcionou. O som é fraco e mal produzido. É notório que quando o "still got the blues" é tocado, o mesmo som, soa de maneira diferente e a confirmação surge logo de seguida em "walking by myself". A voz de Moore até está bem, mas só nos blues, nas restantes, como referi anteriormente, precisava de apoio vocal. Outro aspecto é o som apertado nas musicas mais expansivas como "over the hills", "out in the fields", "thunder rising", "blood of emeralds", "military man". Para mim um disco desnecessário. Quem teve a brilhante ideia de o editar só pensou no dinheiro. Assim estraga-se o legado entre os viventes e pior ainda para as gerações futuras. Um aspecto positivo foi o valente exercício de guitarra que Gary proporcionou. Algumas músicas foram tocadas com alguns arranjos que sinceramente não destoaram nem ficaram mal. Talvez ganhassem dinheiro mais honesto se fizessem uma edição das músicas que Moore se preparava para lançar. E daí, poderá acontecer mais cedo do que imagino mas, assim nunca mais saímos da crise. Para os mais saudosistas, ouçam, que se vos fizer mal, passa depressa. Mas não deixem os mais novos ouvir sem antes comerem o cerelac todo, isto é, sem ouvirem aqueles 4 discos de 84 a 89. Se não o fizerem vão ficar decepcionados com o resultado. Mcleod falou!
Temas:
01. Over The Hills And Far Away 02. Military Man 03. Days Of Heroes (новая композиция) 04. Where Are You Now? (новая композиция) 05. So Far Away/Empty Rooms 06. Oh Wild One (новая композиция) 07. Blood Of Emeralds 08. Out In The Fields 09. Walking By Myself 10. Johnny Boy 11. Parisienne Walkways
Banda:
Gary Moore – Guitar and Vocals Neil Carter – Keyboards, Vocals & Guitar John Noyce – Bass Darrin Mooney – Drums