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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Sepultura - Quadra (2020) Brasil



Os Sepultura não têm mais nada a provar. Eles fizeram o suficiente para o metal numa escala global que não nos devem mais nada. Eles sobreviveram a um rompimento que prejudicaria um grupo mais fraco de músicos, e não apenas se recuperaram 21 anos atrás, como também criaram novas músicas vitais e inventivas que embora não sejam tão influentes quanto os seus primeiros seis álbuns, ainda assim merece ser reconhecido como um trabalho importante. Liderada pelo guitarrista Andreas Kisser, a última década produziu músicas de alta qualidade, começando no A-Lex de 2009 e continuando no Kairos de 2011, no The Mediator Between Head e Hands Must Be the Heart de 2013 e no Machine Messiah de 2017.
Quadra continua essa trajetória ascendente constante com uma dúzia de faixas que ostentam uma tremenda quantidade de criatividade, mantendo a ferocidade original do thrash que começou com o Morbid Visions 34 anos atrás. Como sempre é o caso dos Sepultura pós-Cavalera, a habilidade de Kisser, riffs de ritmo musculados lideram o ataque, variando desde a intensidade direta de "Isolation" até as loucas inclinações progressivas do espirituoso "Autem" e o fascinante instrumental "The Pentagram".
O tremendo Derrick Green fornece seus esperados vocais formidáveis, mas o verdadeiro ás, mais uma vez, é o baterista Eloy Casagrande. Com apenas 28 anos, ele é um dos melhores bateristas de todo o género, e traz muita variedade ao disco, desde um power surpreendente a interlúdios ágeis do jazz e mais passagens de inspiração brasileira. Quadra é tão forte que nos faz sentir como se os Sepultura estivessem à beira de um segundo pico na carreira.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sepultura - Machine Messiah (2017) Brasil



Machine Messiah é o aguardado 14 disco dos Sepultura, muitos esperam um trabalho grandioso, algo evoluído e marcante. Sim, é verdade se comparado ao fraco “The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart”, este é grandioso.
A banda está sempre procurando a inovação e fazer algo que realmente possa ter grande impacto e agradar a grande legião de fãs pelo mundo fora, que não são poucos. Este disco mostra um Sepultura bastante sólido e compactado, o entrosamento e a sinergia são notáveis, coisa realmente indiscutível. O peso de Kisser juntamente com Paulo e Eloy continua na medida certa, sempre com técnica e dinamismo. A linha de vocais de Derrick é algo que parece não ter encaixado em nada, desde sua entrada na banda, exceto o disco “Against” que fora seu primeiro trabalho, mostra-se bem mais audível que os demais, sua voz soa sempre abafada e em certos momentos parece estar fora de ritmo, raros os momentos de algo bem encaixado.
A faixa título começa com uma bela introdução de guitarra, logo emendada por uma cozinha arrastada e bem pomposa, música bem trabalhada que vai evoluindo de forma gradual. Seguindo para “I Am The Enemy”, primeira a ser disponibilizada nas redes, é bem agressiva e direta que chega a mostrar uma voz mais “limpa” e “entendível”, o trabalho de Andreas é um espetáculo á parte, solos e riffs rápidos. “Phantom Self” entra com uma mistura de cultura do nordeste Brasileiro, o que é comum nos trabalhos da banda.
Seguindo para um lado mais inovado ou experimental “Alethea”´é maçante e cansativa, apesar de tentarem mostrar algo diferente, soa bastante clichê e previsível, fato que se repete em “Iceberg Dances”. “Sworn Oath” pode-se dizer que é a mais excêntrica do disco, um estilo completamente diferente e é uma música que de fato agrada tanto com a linha de vocal quanto a parte instrumental no todo, ponto alto do disco. “Resistant Parasites” e “Silent Violence” oscilam por se mostrarem também, clichês. Sem impacto.
Indo para a parte final do disco, podemos notar que “Vandals Nest” é intensa, empolgante e a pancadaria é do início ao fim e “Cyber God” algo a mais no disco. Pois bem, como citado, este trabalho é sim melhor que o anterior mas não um grande trabalho que irá se tornar clássico com o passar dos anos, talvez isso aconteça, mas no momento é apenas mais um na discografia da banda.