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sexta-feira, 31 de maio de 2019

D-A-D - A Prayer for the Loud (2019) Dinamarca



Ao fim de oito anos os dinamarqueses D-A-D lançam novo álbum intitulado "A Prayer For The Loud", em 31 de maio, pela AFM Records. A continuação do "DIC.NII.LAN.LAN.ERD.ARK" de 2011 remete ao cerne do que os D-A-D fazem melhor do que a maioria: quatro músicos que tocam uma música rock emocionante com energia feroz, canções cativantes e um compromisso contagiante. "A Prayer For The Loud" tem um claro vínculo musical com álbuns clássicos dos D-A-D, como "No Fuel Left For The Pilgrims" e "Riskin 'It All" .
D-A-D escolheu entre uma grande variedade de músicas que foram destiladas até o que o baixista Stig Pedersen descreve como a "nata da safra". Entre as 11 faixas em "A Prayer For The Loud", tu encontrarás músicas que se encaixam perfeitamente num molde vintage D-A-D: rock potente, cheio de adrenalina, grandes baladas e músicas mid-tempo guiadas por fortes melodias. Segundo a própria banda, este é um álbum contemporâneo dos D-A-D, onde o quarteto refinou algumas de suas virtudes essenciais. Tudo o que é supérfluo foi descartado na edição, cortando o som e a expressão da banda até o núcleo.
Os D-A-D disseram sobre o novo álbum:
"No passado, nós ocasionalmente entramos em novos caminhos para experimentar coisas que estavam bem longe do que fazemos. Tem sido muito divertido, mas desta vez nós tentamos reduzi-lo à essência, desta vez estamos apenas sendo quem realmente somos.
" 'A Prayer For The Loud' é um álbum onde o foco é nas melodias e energia. Fizemos um esforço real quando se trata de escrever os refrões e isso resultou em algumas ótimas músicas onde fomos meticulosos com os detalhes sem perder a crueza original e pura energia ".
A banda trabalhou em "A Prayer For The Loud" nos últimos três anos, enquanto se preparava para as turnês. O álbum foi produzido num ambiente familiar no estúdio Grapehouse em Copenhague, com os colaboradores de longa data Nick Foss e Rune Nissen Petersen. Isso resultou num álbum que deixa a banda entusiasmada.
O frontman Jesper Binzer disse: "Acima de tudo, estamos orgulhosos de termos 11 faixas impressionantes que são baseadas em onde estamos agora. Não estamos filmando no escuro aqui - isso é direto do coração".



sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Disneyland-After-Dark – BEST OF D.A.D. 30 YEARS, 30 HITS (1984-2014) Dinamarca

 
Até custa a acreditar que já passaram 30 anos! Esta é para mim, e para muitos de vós, uma das bandas daquele grupo restrito em que se pudesse-mos levaria-mos para o "outro lado". Quero com isto dizer que de entre as milhares de bandas que conhecemos, esta está bem no top + da nossa vida. Longe vai o ano de 1989, em que a edição do 3º àlbum, "No fuel left for the pilgrims" fez um grande furor a nível mundial. Um grupo e rapazes bem dispostos com um baixista que apenas tocava com um baixo de 2 cordas; às vezes 3, outras vezes uma; e alimentava a celeuma dizendo que não sabia tocar mais do que aquilo; juntamente com os seus avatares em forma de cartoons num ambiente country punk, ou cowpunk como gostam de definir, era difícil não ficar agarrado àquele som, que eu associava ao Chris Isaak ou ao rockabilly, mas que com a sua natureza hardrock nos contagiava...
Formaram-se em 1984, na Dinamarca. Fundados por Stig, o baixista marado, e Jesper Binder, voz e guitarra; começaram como um quarteto em que a namorada de Stig; Lene Glumer; era a voz, e Peter Jensen fechava o line-up na bateria. Cedo perceberam que Lene não encaixava ali, e foi mandada embora. O mano mais novo de Jesper, Jacob foi aparecendo e foi ficando até se tornar definitivamente no guitarra solo da banda. O conceito Disneyland After Dark, surgiu das ideias maradas de Stig que um dia pensou que depois de as luzes se apagarem na Disneylândia tudo podia acontecer. E na verdade, anos mais tarde, não fosse a fama que atingiram, a Disney Company, ameaçou processá-los se não mudássem o nome, e assim apagaram-se as luzes de Disneyland After Dark e acenderam-se as luzes para DAD. 1984 é a data da edição do primeiro disco, "Call Of The Wild", que contém dois dos temas mais tocados até hoje da banda; "Marlboro Man" e "It's After Dark". 1986 vê a edição do segundo disco, "D.A.D. Draws A Circle", cuja produção, a cargo de Mark Dearnley, onde este pediu que a banda fizesse um cover do tema "A Horse With no Name" dos America. Outro tema que ficou conhecido e que ainda é tocado actualmente, é o hino de Jesper, "I Won't Cut My Hair", que desde a sua adolescência em que deixou crescer o cabelo, jurou que nunca mais o cortaria.
Chegados a 1989, eis a grande explosão que os tornou rockstars. "No Fuel Left For The Pilgrims" foi um êxito mundial; poderia ter sido bem maior, mas haverá assim tanta rapaziada que os não conheça? Produzido por Nick Foss e o já desaparecido Lars Overgaard (Royal Hunt; Michael Learns To Rock, Dizzy Mizz Lizzy; Skagarack), este disco reafirmou a sonoridade da banda e aconteceu na altura certa, em pleno auge do Glam\hair metal fever! Quase todos os temas deste disco, deram em single. O disco é fenomenal do inicio ao fim, além de que é mais viciante que 3 quilos de pistachios, eheheh. "Sleeping my day away" é um hino dos preguiçosos, dormir de dia e viver de noite; é capaz de dar uma ideia gótica, mas a verdade, é que os rockers é assim que vivem, dormem todo o dia porque à noite depois de cada concerto é hora de... party!!! "Girl Nation", "Jihad", "Point Of View", "Rim Of Hell", "Lord Of The Atlas" e Overmuch" são inesquecíveis.
O disco seguinte, "Riskin' I All" só veio confirmar a sua posição no seio do mundo do rock. Editado em 91, apresenta hits como "Bad Craziness", "D Law" e "Laugh and a ½" entre outros. A partir daqui, o estatuto da banda deu-lhes o direito e a confiança para mudar de rumo musical. O tom divertido que até aqui tinha formatado a sua identidade, deu lugar à rendição ao grunge e ao som alternativo de Seattle em "Helpyourselfish". A partir daqui, o meu contacto com a musica da banda tornou-se em simples curiosidade, querendo sempre saber se cada novo disco editado voltava ao ponto de partida, ou mais propriamente a finais dos 80's.
Hoje, ou por estas alturas, fazem 30 anos de carreira e para comemorar editam um triplo vinyl e um duplo CD com os seus maiores êxitos. Sou capaz de concordar com muitos de vós se disser "alguns dos seus melhores temas", porque a partir de determinada altura, já em plena febre alternativa, tornaram-se numa banda de culto em que as vendas de discos não foram o seu maior predicado. Apesar de tudo, são e serão um ponto de referência para mim e para muitos no nosso universo musical e não só; a nossa formação educativa foi feita com muitas influências e referências a idolos musicais, artísticos e históricos, e DAD são um deles no meu caso. A edição comemorativa passa em retrospectiva todos os discos desde 1984 até hoje. (se bem que o último disco de originais data de 2012). É um excelente motivo de entretenimento voltar a recordar; se bem que no meu caso, a grafonola da bicicleta debita alguns destes temas na inúmeras compilações que faço para ir ouvindo; mas não deixa de ser fabuloso rever aqueles dias de inocência e rebeldia com a sua respectiva banda sonora. Para muitos de nós foi mesmo "A" banda sonora, é que aprendi a arranhar as cordas da guitarra com muitos destes temas, entre outra bandas é claro, mas como agora é de DAD que se trata, apenas gostava de vos deixar com a desmistificação da atitude de Stig sobre a sua tara pelo design das suas Guitarras-Baixo. Como a musica dos DAD, e demasiado simples e directa, a certo ponto, Stig deu-se conta que só precisava das cordas E e A; para quem não sabe, mi e lá; e a partir daí, deu largas à sua imaginação. É claro que alimentando a ideia de descomprometido e desinteressado, ficamos sempre imbuídos na mística que rodeava a banda, mas na verdade, Stig, sabe usá-las todas, bem ou mal, isso dependeria de uma demonstração, que de certeza ele não estará interessado em fazer para manter acesa a chama e continuar a utilizar baixos até com uma corda de longe a longe; aqui também há algo de marketing; já viram o baixo em forma de míssil criado por ele, no video "Bad Craziness"? Pois vão ver ou voltar a rever no video que vos oferecemos abaixo; mas que não é tão jerico como deu a entender todos estes anos, não é!
E agora vou continuar a minha sorna, dormindo pelo dia todo ouvindo esta fabulosa edição! Boas lembranças Rapazes!
McLeod Falou!