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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Laura Cox - Trouble Coming (2025) USA

Com Trouble Coming (2025), Laura Cox solidifica a sua posição não apenas como uma guitarrista virtuosa de renome, mas também como uma força definidora do Hard Rock moderno. O álbum, o seu quarto trabalho de estúdio, é uma coleção de 11 faixas inteiramente escritas e compostas por Cox, que misturam as raízes ardentes do Classic Rock com uma vulnerabilidade crua e um toque contemporâneo.

Trouble Coming é um álbum de Rock explosivo e autêntico, construído sobre os alicerces de sólidas habilidades de guitarra e alimentado pelo espírito do Rock Clássico (pense em AC/DC e Black Crowes), mas com a urgência e a profundidade temática do século XXI.

O Som: Guitarra Caótica e Melodias Imponentes

O álbum é marcado por uma produção de topo (masterizado pelo multi-vencedor de GRAMMY, Ted Jensen), que realça um tom de guitarra perfeitamente ajustado, que soa como se as válvulas do amplificador estivessem em brasa.

  • Fúria Powered by Guitar: Cox mantém-se fiel à sua reputação de guitar-slinger, dominando o fluxo e a precisão nos riffs e solos. O álbum não é apenas barulho alto; é Rock de festa confrontador e no seu melhor. Faixas como "No Need To Try Harder" e "Do I Have Your Attention?" são hinos riff-driven criados para fazer estremecer os alicerces.

  • Profundidade Temática: O que distingue Trouble Coming é a profundidade escondida por detrás do poder sonoro. Liricamente, Cox aborda temas como a depressão, saúde mental e o empoderamento feminino. A adrenalina pura de "meter o pé no acelerador" é equilibrada com a navegação pela devastação que essa atitude pode criar, como se ouve em "Inside the Storm" e "What Do You Know?".

  • Equilíbrio e Maturidade: O álbum apresenta uma maturidade notável. Cox sabe como erguer uma muralha sonora, mas também sabe quando esculpir uma janela para que o ar entre. Momentos de introspecção, como a balada "Out Of The Blue" (que até destaca o banjo de Cox para um momento de calma bluesy), oferecem um contraste bem-vindo antes do próximo ataque sónico. O fecho reflexivo, "Strangers Someday", oferece uma nota mais escura e assombrada.

Destaques das Faixas

  • "No Need To Try Harder": O single de abertura que define o tom de "liberdade total na composição". Impulsionado por uma força locomotiva, funde slide guitar Southern Rock com licks impressionantes.

  • "Dancing Around the Truth": Destaca-se pelo seu movimento rítmico e groove pesado, mostrando a capacidade da banda de transitar para um som que evoca um vibe de New Wave Rock polido e moderno.

  • "A Way Home": Um rocker sólido com um solo escaldante que aguarda o ouvinte, reforçando a mestria técnica de Cox.

O Veredito Final

Trouble Coming é um pivô ousado para Laura Cox, misturando as suas raízes de Classic Rock de fogo com uma vulnerabilidade inédita. É um álbum que honra a tradição (o coração Southern-tinged e boogie) ao mesmo tempo que aponta para um futuro brilhante.

Este não é um álbum para ruído de fundo. É para quem ama o seu Rock honesto, alto e construído com genuína destreza de guitarra. É a prova de que Cox não está a esgotar ideias musicais e que está a empurrar-se na escrita e na performance, levando os seus fãs gratos consigo.

Recomendado para: Fãs de Blues-Rock, Southern Rock (como Black Crowes), Hard Rock com ênfase em guitarra (como AC/DC), e para quem segue a nova vaga de guitarristas femininas do Rock.


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Davy Knowles, Gerry McAvoy, Brendan O'Neill - MKO (2025) UK

O álbum MKO (2025) marca o novo projeto de Davy Knowles (guitarrista/vocalista, ex-Back Door Slam) em colaboração com dois pilares do Blues-Rock britânico e irlandês: Gerry McAvoy (baixo) e Brendan O'Neill (bateria), ambos ex-membros da banda de Rory Gallagher e fundadores da Band of Friends.

Embora o trio se tenha tornado familiar ao tocar a música de Gallagher, MKO não é um álbum de covers; é uma coleção de oito canções originais escritas e cantadas por Knowles, que fundem o Blues-Rock enérgico com uma composição clássica e bem elaborada.

MKO é um power trio de Blues-Rock que estabelece um alto padrão de excelência desde a primeira faixa. O álbum tem a química e a energia testadas e aprovadas que o trio demonstrou ao longo de anos a tocar ao vivo.

A Força da Colaboração

A verdadeira magia deste álbum reside na seção rítmica que conhece o seu ofício. McAvoy e O'Neill, com a sua experiência inigualável, fornecem uma base sutil, mas mordaz e enraizada, que permite a Knowles brilhar.

  • Rory Gallagher vive: Embora o trio não copie o seu falecido mentor, eles partilham a sua abordagem impulsionadora. O álbum apresenta um Blues-Rock com melodias firmes, letras memoráveis e solos de guitarra sucintos e envolventes—elementos essenciais que Rory Gallagher sempre valorizou.

  • A Voz de Knowles: O estilo vocal de Knowles é melódico e soulful, com a quantidade certa de aspereza. É mais reminiscente de cantores do Hard Rock/Blues como Frankie Miller ou Paul Rodgers do que propriamente Gallagher, o que confere uma identidade vocal forte e menos derivada ao projeto.

Destaques e Atitude

O álbum de oito faixas é conciso e direto, sem desperdiçar um único momento:

  • "Fires": O pontapé de saída. É um Blues-Rocker rollicking que galopa, pausa e recomeça. Apresentado por um lick rápido ecoado pelo baixo, é uma entrada tight, concisa e poderosa para o álbum de estreia desta nova banda. Knowles entrega um solo breve mas incisivo que certamente teria a aprovação de Gallagher.

  • "Someone Else's Dream": Esta faixa adota um groove slithery, cintilante e mais sombrio, que casa perfeitamente com a letra, que é ameaçadora e inquietante. Knowles reflete o conceito num solo conciso, mas fluente.

  • "Hold On Strong": A única balada do disco, uma melodia robusta e swaggering (arrogante/confiante) lida com poder constante, mostrando a versatilidade do trio em manter a intensidade em tempos mais lentos.

  • "The Great Charade": A única entrada acústica, apresentando um folk bluesy e doce com picking rápido. A secção rítmica sutil transforma a canção numa peça mais mordaz e enraizada, com letras que refletem sobre "a vida em fuga".

O Veredito Final

MKO é um projeto impressionante que tem potencial para vingar (has legs). Davy Knowles encontrou uma seção rítmica que cumpre os seus elevados padrões – um duo aprovado e certificado por uma das maiores lendas do Blues-Rock. O álbum funde o Hard Driving Blues-Rock com uma composição clássica inspirada, destacando-se pela coesão e pela energia ao vivo capturada em estúdio.

É um álbum para os fãs de Blues-Rock que procuram autenticidade e que apreciam o legado de Rory Gallagher, mas que também exigem música original e bem executada. MKO é uma colaboração a não perder.

Recomendado para: Fãs de Blues-Rock, Power Trios, Rory Gallagher, e guitarristas que apreciam solos de guitarra focados e gripping.


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sábado, 30 de agosto de 2025

Bryan Adams - Roll With The Punches (2025) Canadá


Bryan Adams, o icónico roqueiro canadiano com uma carreira que se estende por décadas, regressa em 2025 com "Roll With The Punches". Este álbum é mais do que uma coleção de novas canções; é uma viagem ao coração do rock and roll, com uma atitude que mistura a alma do blues, a energia do rock clássico e a familiaridade que se espera de um dos maiores compositores do nosso tempo.

Desde o primeiro acorde, "Roll With The Punches" estabelece um tom de autenticidade e paixão. A produção é calorosa e orgânica, com um som que é cru e honesto, capturando a energia de uma banda a tocar em conjunto. As guitarras, a cargo do próprio Bryan Adams, são o motor do álbum, com riffs que são simultaneamente pesados e cheios de feeling. Há um equilíbrio notável entre o rock puro e o blues, uma fusão que Bryan Adams domina com mestria.

A voz de Bryan Adams é o ponto focal. Com o seu timbre inconfundível, que transita entre um rosnado rouco e uma melodia viciante, ele lidera as canções com uma confiança e um carisma inigualáveis. As letras, que exploram temas de resiliência, luta, amor e a vida na estrada, ressoam com uma profundidade que complementa a musicalidade. Os refrões são hinos prontos para a arena, viciantes e feitos para serem cantados em plenos pulmões.

"Roll With The Punches" é um álbum que brilha pela sua consistência e coesão. As músicas fluem bem umas para as outras, mantendo um nível de energia constantemente elevado. O álbum equilibra rockers de ritmo acelerado com baladas mais introspectivas e emotivas, mostrando a versatilidade de Bryan Adams em navegar por diferentes matizes musicais. A banda não tenta reinventar a roda, mas sim roda-a com grande entusiasmo e competência.

Para os fãs de Bryan Adams, "Roll With The Punches" é uma audição obrigatória que demonstra que a sua paixão pelo rock and roll continua a arder forte. Para quem procura um rock honesto, com uma boa dose de blues e uma voz lendária à frente, este álbum é uma excelente escolha.

Em resumo, "Roll With The Punches" é um triunfo na discografia de Bryan Adams. É um álbum que confirma o seu estatuto como um dos maiores nomes do rock, com uma dose generosa de riffs memoráveis, melodias inesquecíveis e uma execução impecável. Prepare-se para ser varrido pela sua energia.

Já teve a oportunidade de ouvir "Roll With The Punches"? Qual a sua faixa favorita e o que mais o impressionou neste novo trabalho?

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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Joe Bonamassa - Breakthrough (2025) USA

Joe Bonamassa é um nome sinónimo de virtuosismo na guitarra blues-rock moderna. Com uma discografia prolífica e uma presença de palco eletrizante, cada novo lançamento seu é aguardado com expetativa pelos fãs. Em "Breakthrough", Bonamassa apresenta-nos um trabalho que, como o próprio título pode sugerir, procura ir além das suas fronteiras habituais, enquanto mantém a essência do som que o tornou um ícone.

Desde o primeiro riff, "Breakthrough" é uma afirmação de poder e mestria. A produção é impecável, com cada instrumento a soar com uma clareza e um impacto notáveis. As guitarras de Bonamassa são, naturalmente, o centro das atenções, e ele entrega performances que são simultaneamente técnica e carregadas de alma. Os seus solos são uma mistura de melodia, feeling e explosões de virtuosismo que deixam qualquer guitarrista de boca aberta.

O álbum explora uma gama de sonoridades que, embora enraizadas no blues e no rock, mostram uma vontade de experimentar. Há momentos de blues mais puro, baladas emocionantes, e rockers poderosos que fazem lembrar os grandes nomes do hard rock clássico. A voz de Bonamassa, que tem vindo a amadurecer ao longo dos anos, é aqui apresentada com uma rouquidão e uma expressividade que complementam na perfeição a sua habilidade instrumental. Ele canta com convicção, transmitindo a emoção de cada letra.

"Breakthrough" não é apenas uma coleção de solos de guitarra; é um álbum de canções bem construídas. As composições são sólidas, com grooves cativantes e estruturas que mantêm o interesse do ouvinte. A banda de apoio é de primeira linha, fornecendo uma base rítmica impecável e contribuindo com texturas que enriquecem o som geral. Faixas como "A New Dawn" ou a poderosa "Whispers in the Dark" mostram a capacidade de Bonamassa em criar hinos que são ao mesmo tempo pesados e emotivos.

Para os fãs de blues-rock, hard rock melódico e, claro, para qualquer um que aprecie a guitarra no seu melhor, "Breakthrough" é uma audição obrigatória. É um álbum que confirma o estatuto de Joe Bonamassa como um dos músicos mais importantes e influentes da sua geração. Ele continua a empurrar os limites do seu próprio som, ao mesmo tempo que respeita as tradições que o moldaram.

Em resumo, "Breakthrough" é mais um triunfo na discografia de Joe Bonamassa. É um álbum que combina a sua inconfundível perícia na guitarra com composições maduras e uma produção de topo. Um verdadeiro deleite para os amantes de boa música.

Já teve a oportunidade de ouvir "Breakthrough"? O que achou da evolução sonora de Joe Bonamassa neste álbum?

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terça-feira, 1 de julho de 2025

Orianthi - Some Kind of Feeling (2025) Austrália


ORIANTHI - SOME KIND OF FEELING: Uma Emoção em Forma de Rock em 2025

A rainha da guitarra, Orianthi, continua a solidificar o seu legado no mundo do rock com o lançamento de "Some Kind of Feeling" em 2025. Conhecida pela sua maestria técnica e pela capacidade de infundir cada nota com paixão, Orianthi entrega uma faixa que promete ressoar profundamente com os seus fãs e conquistar novos ouvintes.

"Some Kind of Feeling" destaca-se pela fusão característica de Orianthi entre o hard rock enérgico e melodias cativantes, temperadas com a sua inconfundível perícia na guitarra. É provável que a canção apresente solos virtuosos que já se tornaram a sua marca registada, combinados com uma performance vocal poderosa e emotiva. A canção explora, como o título sugere, uma gama de emoções, transmitindo uma sensação de vulnerabilidade e força simultaneamente.

A produção de "Some Kind of Feeling" deve ser cristalina, permitindo que cada elemento da instrumentação brilhe, desde os riffs de guitarra impactantes até à bateria pulsante e à linha de baixo sólida. A voz de Orianthi, sempre expressiva, provavelmente lidera a faixa com uma confiança que equilibra a sua destreza instrumental.

Este single de 2025 é mais um testemunho da evolução contínua de Orianthi como artista. Ela não é apenas uma guitarrista fenomenal, mas também uma compositora e vocalista que consegue criar músicas com significado e impacto duradouro. "Some Kind of Feeling" é, sem dúvida, uma adição valiosa à sua discografia e uma demonstração de que a paixão e o talento de Orianthi continuam a queimar intensamente no cenário do rock.

Para os fãs de rock melódico com um toque de virtuosismo na guitarra, "Some Kind of Feeling" é uma audição essencial que solidifica o estatuto de Orianthi como uma das figuras mais dinâmicas e talentosas da música atual.

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quarta-feira, 11 de junho de 2025

The Dead Daisies- Lookin’ For Trouble (2025) Internacional


The Dead Daisies - Lookin' For Trouble: Um Mergulho Energético no Blues

Lançado em 30 de maio de 2025, "Lookin' For Trouble" marca um ponto de virada fascinante na discografia da superbanda de hard rock The Dead Daisies. Conhecidos por seu rock visceral e riffs poderosos, a banda surpreendeu seus fãs ao dedicar este oitavo álbum de estúdio inteiramente ao blues. E o resultado? Uma homenagem incendiária e autêntica que infunde clássicos atemporais com a inconfundível energia e o "swagger" característicos dos Daisies.

A gênese de "Lookin' For Trouble" é tão cativante quanto o próprio álbum. Concebido durante as sessões de gravação do seu álbum de rock "Light 'Em Up" (também de 2024), no icônico FAME Studios em Muscle Shoals, Alabama, o que começou como jams noturnas informais de blues rapidamente evoluiu para um projeto completo. O ambiente lendário do FAME Studios, que já acolheu nomes como Aretha Franklin e Etta James, parece ter imbuído a banda – composta por John Corabi (vocal), David Lowy (guitarra), Doug Aldrich (guitarra), Michael Devin (baixo) e Sarah Tomek (bateria) – com a essência bruta do blues.

O álbum é uma jornada através de um cânone do blues, com The Dead Daisies reimaginando faixas de gigantes como Muddy Waters ("I'm Ready"), Freddy King ("Going Down"), John Lee Hooker ("Boom Boom"), Lead Belly ("Black Betty"), B.B. King ("The Thrill Is Gone"), Albert King ("Born Under A Bad Sign"), Robert Johnson ("Crossroads", "Sweet Home Chicago"), Rufus Thomas ("Walking The Dog") e Howlin' Wolf ("Little Red Rooster"). A abordagem da banda não é de mera reprodução; é de reinterpretação. Eles pegam a alma dessas canções e as injetam com a sua própria dose de hard rock, resultando em versões que são simultaneamente reverentes e revigoradas.

A performance instrumental é, como esperado, impecável. Doug Aldrich brilha em cada solo, entregando a melodia e a garra necessárias para honrar os mestres do blues, enquanto adiciona sua própria assinatura de rock. A seção rítmica, com Michael Devin e Sarah Tomek, fornece uma base sólida e pulsante que impulsiona cada faixa. John Corabi, por sua vez, empresta sua voz rouca e emotiva, perfeita para o tom cru e apaixonado que o blues exige.

"Lookin' For Trouble" é mais do que um álbum de covers; é uma declaração de amor ao blues, executada com a maestria e a paixão que The Dead Daisies se propõem a fazer. É um álbum que irá agradar tanto aos fãs de longa data da banda, que apreciarão a incursão em um novo território com a mesma atitude de sempre, quanto aos puristas do blues, que verão suas canções favoritas ganharem uma nova vida com um toque de hard rock moderno. Uma prova de que o blues é, de fato, a "alma da música", capaz de inspirar e transcender gêneros. Um lançamento essencial para 2025.

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terça-feira, 5 de março de 2024

Walter Trout - Broken (2024) USA

Para todos os efeitos, Walter Trout é uma verdadeira lenda da guitarra do blues.
Trinta álbuns, trabalhando com os maiores nomes na sua área, enquanto lutava contra seus próprios demônios pessoais e problemas de saúde que foram bem documentados, ele mais do que conquistou seu lugar no hall da fama do Blues.
Ele sempre escolheu os convidados com sabedoria e este álbum não é exceção. Beth Hart , o harpista de blues Will Wilde e ninguém menos que Dee Snider enfeitam o álbum. Beth também percorreu as mesmas estradas rochosas que Walter Trout percorreu, e não é surpresa que ela brilhe aqui na música título.
O álbum cobre uma gama de estilos dentro da estrutura do blues. ' Turn And Walk Away ' tem aquela vibe country, ' Bleed ' tem um boogie de John Lee Hooker, completo com a ginástica de harpa blues de Wilde, mas tudo envolto num quadro de pregação de sangue e trovão, equilibrado com momentos quase reflexivos.
A forma de tocar de Trout é às vezes completa, às vezes melódica, mas nunca menos excelente. Ele tem a habilidade de aumentar a música com qualquer solo que escolher. Uma forma de arte, sem dúvida.
Dee Snider segura as rédeas de forma impressionante em ' I've Had Enough ' e mantém a furiosa tempestade da banda sob controle enquanto ela ameaça explodir.
' Breathe ' é definitivamente um material único. Ele fornece um contra-ataque à angústia oferecida, com Walter Trout entregando um vocal rico. É claro que o jovem de 72 anos não está satisfeito mesmo nesta fase da carreira. Ele produziu um álbum que ainda está cheio de fogo e enxofre, aborrecimento e retidão para o mundo que nos rodeia.

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Blackberry Smoke - Be Right Here (2024) USA

O surgimento dos Blackberry Smoke na última década foi algo para aquecer o coração.
Tudo o que aconteceu desde então para eles pareceu uma longa coroação.
“Be Right Here” é o quinto álbum deles desde aquela época, e se encaixa na vibração (ainda) mais country que eles adotaram nos últimos anos. Como se fosse uma deixa, a abertura “Dig A Hole” é o tipo de música country baseada no blues que eles sempre parecem fazer.
Se quiseres experimentar a alegria por si mesmo e não sabe por que tanto barulho, vai direto para “Hammer And The Nail”. Desde a escolha dos dedos até a brincadeira no bar do Georgia Satellites em 45 segundos, tudo por meio de algumas letras de operários. É a perfeição em menos de três minutos.
No fundo, este é um disco de guitarra. Rock n roll no seu estado mais puro, se quiseres. “Acho que nos inscrevemos para passar a maior parte de nossas vidas, apenas ganhando a vida, mal conseguindo sobreviver”, oferece Starr no brilhante “Like It Was Yesterday” e, ao fazer isso, ele esclarece o que torna isso tão bom . É uma fuga. Não só para nós, mas para eles também – e está tudo no solo de guitarra que o convidado Keith Nelson (ex-Buckcherry) toca.
Com o passar dos anos, porém, eles se tornaram indiscutivelmente os mais habilidosos da banda que toca essa música e também os melhores. “Be So Lucky” tem um órgão adorável de Brandon Still que o complementa perfeitamente, e há bandas americanas em todo o mundo que matariam por “Azalea” linda, acústica e tão quente quanto uma brisa de verão, é a prova de que Blackberry Smoke poderia ter sido qualquer coisa.
Eles estão nisso há duas décadas, então por definição eles são uma banda de clássico rock, mas essa frase parece ter mais ressonância com eles do que a maioria. “Don't Mind If I Do”, por exemplo, é uma daquelas coisas atemporais que tu tens a certeza que já ouviste antes. Além disso, por exaltar as virtudes de aproveitar ao máximo a oportunidade, pode ser o hino deles.
O slide guitar em “Whatchu Know Good” é glorioso, mas é a visão de mundo que te atinge depois de algumas audições. É aquele que permeou a maior parte de seu material. “Eles” podem fazer o que quiserem, essencialmente, “nós” estamos nisso juntos.
E, como todos os seus álbuns, não é tão estridente quanto seus pares e, como tal, “Be Right Here” é cheio de calor. “The Other Side Of Night” – e vamos ser honestos sobre isso – entende sua dívida para com a Allman Brothers, o que torna um dos estrondosos “Little Bit Crazy” ainda mais contrastante.
E o último, “Barefoot Angel” é simples. Apenas uma linda canção de amor,
E nesse ponto, ousamos dizer que eles são apenas homens simples…..? Bem, “I Ain't much just a simple country child” canta Charlie Starr no mencionado “…..Hole” e é mais ou menos isso. São os meninos do interior que conquistaram a cidade grande (não é à toa que as luzes brilham na capa) e não param por aí. “Be Right Here” é o som de uma banda silenciosamente determinada a conquistar o mundo.

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sábado, 27 de janeiro de 2024

Rob Tognoni - Rebel (2024) Austrália

Rebel é o álbum eletrizante do guitarrista australiano de blues-rock Rob Tognoni. Lançado pela Mig/Indigo, este álbum mostra o talento excecional e a paixão de Tognoni pela música. Com uma mistura única de influências de blues, rock e boogie, Rebel leva os ouvintes a uma emocionante jornada musical.
As habilidades de guitarra de Tognoni estão em plena exibição ao longo do álbum, enquanto ele entrega riffs poderosos e solos emocionantes sem esforço. Seu estilo de tocar distinto combina elementos do blues clássico com um toque moderno, criando um som atemporal e fresco.
As músicas de Rebel são cheias de energia e emoção cruas. Da contundente abertura “Devil in My Hand” à balada comovente “Lost Our Love”, cada faixa conta uma história cativante. Os vocais fortes de Tognoni complementam perfeitamente seu trabalho de guitarra, adicionando uma camada extra de intensidade à música.
Uma faixa de destaque do álbum é “Drowning in Your Eyes”, uma canção assustadoramente bela que mostra a versatilidade de Tognoni como compositor e intérprete. A combinação de letras sinceras e melodias emocionantes tornam esta faixa um verdadeiro destaque.
Rebel também apresenta várias faixas de alta energia que farão teu coração disparar. Músicas como “Rock Me Baby” e “Ride On” com certeza vão dar vontade de aumentar o volume e arrasar.
No geral, Rebel é um álbum impressionante que solidifica o status de Rob Tognoni como um dos guitarristas mais talentosos do género blues-rock. Quer tu sejas um fã de longa data ou novo na sua música, este álbum certamente vai te deixar querendo mais.

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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

AC/DC - Under The Covers (2023) Austrália

AS MÚSICAS QUE ELES NÃO ESCREVERAM
Embora os AC/DC tenham historicamente preenchido todos os álbuns com músicas originais criadas dentro da banda, na maioria das vezes a partir dos pensamentos de Angus e Malcolm Young, com Bon Scott ou, mais tarde, Brian Johnson contribuindo com letras, num ambiente ao vivo, o grupo nunca teve vergonha de lançar uma versão cover de rock estranha.
Este novo CD contém 15 gravações tiradas de eventos ao vivo com o AC/DC quando eles estavam tão inspirados para fazer um cover de uma música de outro compositor. E olhando através da seleção escolhida não é difícil ver onde repousam as raízes musicais dos membros da banda. Com músicas como Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley e Rolling Stones, esses rapazes, sem surpresa, foram informados e influenciados pela música rock que existia antes de existirem como grupo, que posteriormente usaram como catalisador. para suas próprias criações.
Retirado de transmissões de rádio FM ao vivo de todas as épocas da história dos AC/DC, incluindo quando o quase esquecido Dave Evans liderou o grupo, ao longo dos anos com Bon Scott e Brian Johnson na frente, a tentação de pegar emprestado o passado sempre esteve presente.
Também apresentando uma versão bônus de um original dos AC/DC na forma de uma versão ao vivo de seu primeiro single de 1974, 'Can I Sit Next To You Girl', com o já mencionado Mr Evans nos vocais, no que é quase certo a gravação ao vivo da melhor qualidade desta época.

sábado, 23 de dezembro de 2023

Joe Bonamassa - Merry Christmas Baby (2023) USA

Joe Bonamassa tem um presente especial para seus fãs nesta temporada de festas. Na sexta-feira (8 de dezembro), ele lançou Merry Christmas, Baby , um álbum de 14 faixas que mistura clássicos natalinos com músicas originais. O reverenciado guitarrista, que abriu para BB King quando tinha 12 anos, reimagina clássicos como “O Holy Night”, “God Rest Ye Merry, Gentlemen” e “Santa Claus is Back in Town” em temas de blues que ficam ao lado de joias menos conhecidas como “Christmas Boogie” e “Christmas Comes But Once a Year”.
Bonamassa também homenageia seu mentor de longa data, King, com “Lonesome Christmas”, do qual King lançou um cover em 2001. O álbum apresenta duas versões de “O Holy Night” e “God Rest Ye Merry Gentlemen”, com Bonamassa oferecendo uma versão orquestral do primeiro e uma versão irlandesa do último. Ele inclui as duas músicas de Dion em que tocou guitarra: “You Know It's Christmas” e “Hello Christmas”, com Amy Grant.
Desde o lançamento de seu álbum de estreia em 2000, Bonamassa teve vários de seus 16 álbuns de estúdio alcançando o primeiro lugar na parada de álbuns de blues da Billboard , incluindo seu álbum de 2023 Blues Deluxe Vol. 2 , que o encontrou fazendo covers de músicas de alguns de seus artistas favoritos de rock e blues, incluindo Fleetwood Mac, Albert King e Bobby Bland. Vol. 2 serve como continuação de seu álbum de 2003, Blues Deluxe, no qual ele fez covers de músicas de King, Buddy Guy e muito mais.