
O regresso dos Death Dealer em 2026 com "Reign Of Steel" é exatamente o que se espera de um supergrupo composto por veteranos do Metal: um ataque frontal de Power e Speed Metal que não pede desculpa por ser barulhento, épico e tecnicamente avassalador.
O Supergrupo do Aço
Liderados pela voz estratosférica de Sean Peck (Cage, The Three Tremors) e pelas guitarras lendárias de Ross the Boss (ex-Manowar) e Stu Marshall (Night Legion), os Death Dealer mantêm a sua missão de preservar a chama do Heavy Metal tradicional. A adição de Mike LePond (Symphony X) no baixo e Steve Bollinee na bateria eleva a secção rítmica a um nível de precisão cirúrgica.
Sonoridade: Uma Parede de Som Implacável
O álbum é uma evolução natural de Conquered Lands, mas com uma produção que favorece ainda mais a agressividade das guitarras.
Vocal de Sean Peck: O homem continua a ser um fenómeno. Os seus agudos cortantes e a sua capacidade de alternar entre rosnados graves e gritos de "partir o vidro" são o motor dramático do disco.
Duelos de Guitarras: A química entre Ross e Stu é o ponto alto. Enquanto Ross traz o feeling e o peso do metal clássico, Stu injeta uma velocidade e tecnicismo modernos que tornam os solos de Reign Of Steel autênticos duelos de gladiadores.
Destaques das Faixas
"The Heretic": Uma abertura furiosa que estabelece o tom do álbum. Velocidade pura e um refrão que fica gravado na memória logo à primeira audição.
"Vengeance Is Mine": Uma faixa que remete aos melhores tempos de Manowar, mas com uma dose extra de adrenalina. O trabalho de baixo de Mike LePond aqui é fenomenal.
"Steel Against Steel": O hino definitivo do álbum. É Power Metal de arena, feito para ser cantado a plenos pulmões, com uma cadência épica que prepara o ouvinte para a batalha.
"Wings of Fury": Destaca-se pela complexidade rítmica e pelas mudanças de tempo, mostrando que a banda não tem medo de flertar com o metal mais técnico.
O Veredito Final
Reign Of Steel não tenta reinventar o género; ele tenta dominá-lo. É um álbum feito para quem acha que o metal atual se tornou demasiado "limpo" ou moderado. Para o mim, este é um disco que "exala fumo e óleo de motor", mantendo a integridade do género intocada.
Embora o estilo vocal de Sean Peck possa ser intenso para ouvidos menos habituados ao Power Metal extremo, a qualidade instrumental é inquestionável. É, sem dúvida, um dos lançamentos de Heavy Metal mais sólidos de 2026.
Nota: 8.8/10
Destaques: "The Heretic", "Steel Against Steel", "Vengeance Is Mine".
Recomendado para: Fãs de Manowar, Judas Priest, Cage e qualquer pessoa que acredite que o Heavy Metal deve ser tocado a 11.

