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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Nite Stinger - What The Nite Is All About (2026) Brasil

Lançado em 23 de janeiro de 2026 pela editora alemã Pride & Joy Music, o segundo álbum dos paulistanos Nite Stinger, intitulado What The Nite Is All About, é um manifesto de que o Hard Rock "oitentista" brasileiro não só está vivo, como tem qualidade de exportação.

Após a excelente recepção da sua estreia em 2021, a banda — composta por Jack Fahrer (voz), Bento Mello (baixo), Ivan Landgraf e Bruno Marx (guitarras) e Leandro Araújo (bateria) — entrega um disco que é puro combustível para a vida noturna.

A Receita do "Sunset Strip" com Tempero Paulista

Se no primeiro álbum eles estabeleceram as bases, em What The Nite Is All About os Nite Stinger elevaram a fasquia. O som continua profundamente enraizado nos gigantes de Los Angeles (Mötley Crüe, Ratt, Dokken), mas com uma produção moderna e robusta que evita o som "datado".

  • As Guitarras: O trabalho de Ivan e Bruno é o grande motor do álbum. Há uma abundância de harmonias de guitarra e solos que evocam o espírito de George Lynch e Warren DeMartini.

  • A Voz de Jack Fahrer: Jack mantém-se como um dos grandes nomes do estilo no Brasil, com um timbre que mistura a atitude do Sleaze Rock com o controlo melódico do AOR.

Destaques das Faixas

  • "You Know Why": Uma abertura explosiva com um riff viciante e um coro feito para ser gritado em arenas. Define imediatamente o tom de "celebração" do disco.

  • "The Night Is Never Over": Com um toque escandinavo que lembra bandas como H.E.A.T ou Crazy Lixx, destaca-se pelas vozes de apoio (gang vocals) massivas e uma energia contagiante.

  • "Love & Freedom": O ritmo é mais denso, com um baixo pulsante de Bento Mello que remete levemente ao clássico "Balls to the Wall" dos Accept, mostrando um lado mais "heavy" da banda.

  • "What The Night Is All About": A faixa-título é um dos momentos mais aguardados, contando com a participação especial de Stevie Rachelle (vocalista dos Tuff). É rock de rua, sujo e divertido.

  • "All The Love That You Need": Ninguém faz um disco de Hard Rock sem uma balada "neon". Esta é uma power ballad clássica, repleta de nostalgia e emoção, onde o sintetizador e as guitarras melódicas brilham.

  • "High Above": Conta com o lendário Hugo Mariutti (Shaman/Viper), adicionando uma camada extra de classe ao trabalho de guitarras do disco.

O Veredito Final

What The Nite Is All About é uma vitória para o Hard Rock nacional. A banda conseguiu reunir convidados de peso e uma escrita de canções mais madura, sem perder a urgência e a rebeldia do género. É um álbum que não tenta reinventar a roda, mas que a faz girar a alta velocidade.

Embora o disco possa parecer familiar para quem viveu os anos 80, a execução é tão impecável que se torna impossível não se deixar contagiar. Se o objetivo era criar a banda sonora perfeita para uma noite de excessos e guitarras altas, os Nite Stinger atingiram o alvo em cheio.

Nota: 8.5/10

Destaques: "You Know Why", "The Night Is Never Over", "All The Love That You Need". Recomendado para: Fãs de Ratt, Dokken, Crazy Lixx e de qualquer pessoa que sinta falta de um bom "shredding" de guitarra acompanhado por refrões épicos.


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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Creatures - Creatures II (2025) Brasil

Creatures II, lançado a 14 de novembro de 2025 pela High Roller Records, é o segundo álbum de estúdio da banda brasileira Creatures. O álbum é uma continuação poderosa do seu estilo estabelecido: Heavy Metal/Hard Rock com forte influência dos anos 80.

O Som: Tradição Oitentista e Alta Voltagem

A banda, liderada pelo guitarrista e principal compositor Mateus Cantaleäno e o vocalista Marc Brito, entrega dez faixas (mais dois bonus tracks na versão CD) que honram a estética do metal clássico:

  • Influências Clássicas: O som, os riffs e os vocais remetem diretamente para bandas como o Judas Priest do início e meio dos anos 80 (citado como a primeira referência), Dokken, e Ratt. É um som que mistura a energia do Hard Rock com a crueza do Heavy Metal tradicional.

  • Composição Direta e Cativante: Mateus Cantaleäno (guitarra) é o responsável por toda a música e letras. A sua composição foca-se em canções dinâmicas que misturam riffs com arpejos, combinando refrões cativantes com melodias menores e mais sombrias, um toque que dá profundidade.

  • Execução Profissional: O álbum foi gravado no Heavy Tron Studio e produzido por Cantaleäno e Arthur Migotto. A masterização por Bart Gabriel (conhecido pelo seu trabalho em bandas de Heavy Metal tradicional) garante um som potente e claro, honrando a estética old-school.

  • Vocal e Guitarra: O vocal de Marc Brito é descrito como áspero e potente (rough, powerful voice), complementando perfeitamente os riffs duros de Cantaleäno. A parceria entre eles é considerada frutífera, apontando para um futuro promissor.

Destaques das Faixas

  • "Inferno" (Intro): Abre o álbum com sintetizadores sombrios e um trabalho de guitarra ameaçador, criando uma entrada dramática para o mundo da banda.

  • "Devil in Disguise": Apontada como uma das faixas mais fortes, com a voz de Brito a encaixar perfeitamente nos riffs e na secção rítmica pulsante. É um exemplo de metal clássico que não é previsível.

  • "Beware The Creatures": O single que, para a banda, resume musicalmente a sua essência: músicas dinâmicas que combinam riffs com melodia e refrões marcantes.

  • "Night Of The Ritual": Aprofunda a atmosfera sombria e mística, mostrando a capacidade da banda de contar histórias, abordando motivos de horror e mitologia sem cair no exagero.

O Veredito Final

Creatures II é um sucessor poderoso e bem-sucedido do álbum de estreia. A banda demonstra que não só domina o ofício do Heavy Metal tradicional, mas também lhe confere a sua própria marca, transitando entre a energia do Hard Rock e o peso do Metal clássico.

É um álbum que oferece muito aos fãs dedicados do género e é uma prova de resistência do Heavy Metal tradicional no Brasil.

Recomendado para: Fãs de Heavy Metal Clássico, NWOTHM (New Wave of Traditional Heavy Metal), Judas Priest (era inicial), e Hard Rock com atitude dos anos 80.


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quinta-feira, 19 de junho de 2025

Malvada - Malvada (2025) Brasil

O quarteto feminino brasileiro Malvada lançou seu tão aguardado álbum autointitulado em 2025 pela Frontiers Music Srl, e as primeiras impressões indicam um trabalho sólido e diversificado que demonstra um crescimento significativo da banda. Formada em 2020, a Malvada rapidamente se destacou no cenário do rock brasileiro e agora busca expandir seu alcance global.
O álbum Malvada é o resultado de dois anos de trabalho, e a banda o descreve como "o melhor trabalho de nossas vidas", prometendo uma "experiência real" que mostra sua verdadeira essência. A produção, a cargo do brasileiro Giu Daga, é elogiada por sua qualidade.
Musicalmente, o álbum é caracterizado como Hard Rock com toques modernos e maleáveis, e ocasionalmente inclinando-se para o Industrial em faixas como "Down The Walls". Há uma mistura de letras em inglês e português, o que é visto como uma aposta para alcançar um público mais amplo. A banda demonstra versatilidade, transitando entre faixas mais pesadas e enérgicas, mid-tempos cativantes e até baladas bem elaboradas.

Destaques notáveis do álbum:
"Down The Walls": Descrita como um Hard Rock Industrial potente e moderno, com ritmos deformados e vocais intensos de Indira Castillo.
"Yesterday (My End, My Beginning)": Lançada como single, é uma faixa que se move entre o Pop Rock com toques de Blues e Soul, demonstrando a versatilidade vocal de Indira Castillo. A banda a descreve como uma canção sobre "a certeza de dias melhores após a tempestade, sobre limites, amor-próprio e auto-respeito".
"Veneno": Uma faixa cantada em português que é elogiada por seu "feeling e vacilão de sobras", adicionando um toque exótico e exuberante ao rock.
"Fear": Uma balada orquestral que é mencionada por sua beleza e intensidade, comparada até mesmo a artistas como Amy Winehouse, criando uma dimensão "terrivelmente avassaladora".
Outras faixas como "After", "Bulletproof", "Aversao", "Como Se Fosse Hoje", "So Sweet" e "I'm Sorry" também são exemplos do dinamismo do álbum, com algumas lembrando a "grande época de Heart".
As resenhas frequentemente elogiam a capacidade das integrantes – Indira Castillo (vocal), Bruna Tsuruda (guitarra), Rafaela Reoli (baixo) e Juliana Salgado (bateria) – de entregar performances "bem coulinas" (com muita atitude), com uma seção rítmica sólida, guitarras engajadas e vocais que se adaptam perfeitamente às melodias.

Em resumo, Malvada de 2025 é considerado um álbum de rock bem-sucedido e variado, que consegue misturar elementos de Hard Rock clássico com abordagens mais contemporâneas, e que promete consolidar a banda no cenário musical. É um disco que busca proporcionar uma experiência completa, sem espaço para o tédio.

domingo, 5 de novembro de 2023

POST DA SEMANA : Angra - Cycles Of Pain (2023) Brasil

Angra nasceu em São Paulo, Brasil e lançou um álbum de estreia altamente respeitado chamado 'Angels Cry'. Isso foi em 1993 e mesmo que o momento não fosse o melhor para as bandas de metal, o Angra conseguiu conquistar uma base de fãs muito sólida com seu metal progressivo.
Com um pequeno hiato entre os anos de 2007 e 2009 os Angra continuaram lançando discos fortes e agora é 'Cycles of Pain' que sai do ambiente seguro do estúdio e se apresenta aos fãs.
Com quase uma hora de música, os metaleiros sul-americanos apresentam uma produção que mostra a banda em muito boa forma. Os Angra permanecem fiel aos seus fundamentos musicais e refinam o seu som nas últimas novidades.
Trabalhar neste álbum não foi fácil, mas as circunstâncias também ofereceram muita inspiração para um disco que é ardente, mas também reflete tempos e momentos dolorosos. O pai de Rafael Bittencourt faleceu e Andre Matos, primeiro vocalista da banda, também deixou este mundo muito cedo. Além disso, a pandemia tomou conta do mundo e tu podes sentir essa dor no novo álbum. Ao mesmo tempo, a esperança está sempre na ordem do dia e que com solidariedade é possível superar os momentos difíceis.
O décimo álbum da banda contém todas as marcas registadas do A-Z. Faixas rápidas como 'Generation Warriors' estão presentes e a majestosa 'Dead Man on Display' onde melodia, riffs de guitarra e complexidade unem forças para formar um headbanger forte. As estruturas progressivas também estão muito presentes em 'Tide of Changes Part II', faixa que segue uma espécie de introdução chamada 'Tide of Changes Part I'.
'Cycles of Pain' dá justamente o nome ao álbum, pois é uma música multifacetada em que os Angra mostram do que são capazes. O som do piano, os vocais emocionantes de Fabio Lione, mas também o trabalho filigranado da guitarra de Bittencourt são os pilares deste épico cinematográfico.
Outra nuance interessante de 'Cycles of Pain' chama-se 'Vida Seca' em que a cantora Lenine, bastante conhecida no Brasil, faz uma contribuição como convidada. Assim, é também a música que melhor encarna a herança brasileira.
Produzido por ninguém menos que Dennis Ward, 'Cycles of Pain' também apresenta um som poderoso e cheio de nuances que combina com o caráter conceitual do álbum.
'Cycles of Pain' é um ótimo álbum que mostra os Angra no seu ponto mais forte. Ótimas músicas e uma produção soberba mostram porque o metal progressivo e melódico é sempre um prazer para os ouvidos.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Chromeskull - Screaming to the World (2023) Brasil

Não te conheço, meu querido filho da noite, mas aprecio sim um álbum quando é possível ouvir todos os instrumentos de forma cristalina. Adoro quando as guitarras estão altas e claras possibilitando sentir todos os acordes e riffs; o baixo metálico estrondoso tilintando por toda parte; o som de cada parte da bateria é tão claro. Isso é o paraíso do Metal para mim. É exatamente isso que Chromeskull com “Screaming to the World” tem a nos oferecer hoje com sua gravação e produção imaculada valorizando cada nota. O metal fica ainda melhor quando a produção ajuda e permite que os músicos façam o que fazem de melhor. Ser cru tem seu mérito, tudo bem, mas aprecio muito, muito mesmo, álbuns bem produzidos que permitem que “ Screaming to the World” passe uma mensagem importante: “Estamos em alto e bom som! Nos escute!"
“Screaming to the World” é uma homenagem ao grande Metal produzido na década de 1980. Não obstante, para muitos metaleiros a melhor época para apreciar o Metal. Como falei antes, a produção caprichada valoriza muito a música dos Chromeskull . Esse tipo de Metal fica ainda melhor quando é possível ouvir tudo com perfeição e perfeitamente. Aqui a banda possibilitou sentir toda a energia e entusiasmo em forma de música. Destaque para “Love Is for Fools”, faixa enganosa que começa como uma balada, mas muda de rumo. A mensagem é clara. Só não sei se concordo ou não com isso. O amor é realmente uma coisa muito intrigante. Aliás, o poderoso Twisted Sister gravou uma música com o mesmo conteúdo chamada “Love Is for Suckers” no seu álbum de 1987.
Não sei se é porque sou um grande fã dos Accept , mas faixas como “Another Day to Fight” e faixa título e grande final “Screaming to the World” soam muito como a minha querida banda. Claro, isso seria natural, já que os Accept eram uma das bandas mais influentes da época. Principalmente “Screaming to the World” com aquele refrão ohohoh que os Accept simplesmente adoram. Sou só eu ou meu querido filho da noite que também achamos que a introdução de “Dog Soldiers” aborda o álbum solo de Ace Frehley, “Rock Soldiers” ?

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Icon Of Sin - Legends (2023) Brasil


Conheci os Icon Of Sin do Brasil em 2021 com seu álbum de estreia autointitulado , um álbum sólido de heavy metal tradicional. Agora o quinteto regressa com seu segundo trabalho, Legends . A banda conta com o vocalista Raphael Mendes, conhecido por seus diversos covers dos Iron Maiden (entre outros) no YouTube. Mais uma vez a Icon é auxiliada na composição e produção dos notáveis músicos brasileiros Sergio Mazul (Semblant) e Marcelo Gelbcke (Landfall). Para o novo álbum, Gelbcke desempenha um terceiro papel, compartilhando a guitarra principal. A gravação também apresenta o novo baterista Markos Franzmann (San La Muerte, ex-Legacy of Kain).
Como mencionado acima, Icon Of Sin toca tradicional, heavy metal, sem compromisso. Como disse uma vez, a velha escola é a nova escola. Os elementos tradicionais permanecem: harmonia e solos de guitarra dupla, galope e groove na seção rítmica e estilo vocal de Mendes Dickinson. Ou Tobi Sammet. Se tu és um purista dos Maiden, então ele não soa como Bruce. Deixamos o ouvinte decidir.
Deixando de lado as comparações com os Maiden, Legends oferece exatamente o que Icon Of Sin vive e respira: clássico heavy metal. Num contexto moderno, tu encontras poucas bandas que dominam o género com tanta satisfação divertida. Para metal com galope de power metal, tu encontras Heart Of The Wolf, Cimmerian, Wheels Of Vengeance e a sequência Clouds Over Gotham Pt.2 – The Arkham Knight. Essa última música também lembra a importância do groove no metal tradicional. Então tu encontras o mesmo em Terror Games e Night Force, um bom soco. Com The Scarlet Gospels ou Black Sails And Dark Waters, Icon vai mudar o ritmo de dois longos hinos do metal. Escusado será dizer que os solos de guitarra são épicos por toda parte.
Ao todo, com Legends , Icon Of Sin oferece aos fãs outro álbum robusto, deliberado e divertido de heavy metal.

sexta-feira, 17 de março de 2023

Stormwarning - Stormwarning (2023) Argentina / Brasil


Segundo sua história, Santiago Ramonda primeiro pretendia ser guitarrista, apenas para descobrir que estava mais inclinado a cantar. Ramonda mais tarde teria aulas de canto com o também argentino e vocalista Ivan Sencion (Humanimal, Jerikó, Watchmen), que era habilidoso no hard rock e heavy metal. Isso o levou a se apresentar com bandas de tributo, bem como a gravar algumas de suas próprias interpretações de clássico rock. Isso incluiria covers de canções de Styx, Whitesnake, The Police, Depeche Mode e Joe Lynn Turner. (tu podes ver alguns desses vídeos na página de Ramonda no YouTube .) Não há dúvida de que Ramonda é um grande fã de clássico rock e muito mais.
Foi o cover de Ramonda de Turner's Prelude/Endlessly que chamou a atenção do guitarrista dos Heaven & Earth, Stuart Smith, que o passou para a Frontiers Music. Impressionada, a gravadora juntou o vocalista à dupla brasileira de Sergio Mazul (Semblant) e Marcelo Gelbcke (Landfall), equipa por trás do Icon Of Sin. Com músicas prontas, Stormwarning com Ramonda no microfone nasceu.
Voltando à música, Stormwarning é um álbum inspirado no clássico hard rock e melódico metal e envolto em viabilidade AOR. As músicas são grandes e longas no essencial: melodia e harmonia, ritmo e groove rock, refrões cativantes e grandes solos de guitarra. Alguns ouvintes também podem ouvir algum toque de metal. De sua parte, Ramonda é um artista habilidoso, cantando limpo e melódico e permitindo que sua voz carregue a melodia e a harmonia da música. Embora essas coisas sejam a mistura perfeita de clássico rock, encontrei me num dilema musical. Eu não tinha certeza do que eu gostava mais, dos vocais ou da música. Felizmente, eles são perfeitamente tecidos e inseparáveis.
Falando com as músicas, para coisas que se voltam mais para o melódico rock AOR, ouve Sweet True Lies, Horizon Chase e Question Of Time. Rockers movimentados são encontrados com Satellite Falling, Call Of The Wild e a rápida Last Trip To Eden. Com alguma ponta metal vem à frente Neon Skies e Eye Of The Storm com seus riffs estridentes. Finalmente, uma balada tradicional chega com Lovers In The Dark, começando mais suavemente apenas para subir no meio do caminho e entregar um belo solo de guitarra.
Tudo dito, Stormwarning, apresentando o novo cantor argentino Santiago Ramonda, encontra o vocalista no seu melhor contexto musical: cantando clássico, e bem elaborado AOR melódico hard rock. Se tu és fã do género, vais gostar deste álbum.

domingo, 29 de janeiro de 2023

Electric Mob - 2 Make U Cry & Dance (2023) Brasil


Quase três anos atrás, quando a pandemia do COVID estava a todo vapor, os Electric Mob lançaram o seu primeiro álbum, Discharge . A banda brasileira conta com o filho nativo e concorrente do The Voice, Renan Zonta. Desde o lançamento do primeiro álbum dos Electric Mob, Zonta tem estado bastante ocupado. Ele apareceu nos álbuns de Skills, Restless Spirits, Jani Liimatainen e Brother Against Brother (com o também vocalista brasileiro Nando Fernandes). Electric Mob regressa com seu segundo álbum, apresentando o pessoal original e o título provocativo, 2 Make U Cry & Dance .
Mais uma vez, o quarteto apresenta aos fãs e ouvintes seu heavy rock característico, que se aventura do groove blues dos anos 70 ao heavy rock moderno e alternativo afinado. Há a presença de uma forte batida de fundo e groove da seção rítmica combinada com riffs rítmicos, grossos e crocantes. No entanto, com uma música como 4 Letters, o guitarrista Ben Hur Auwarter torna-se acústico. Acima de tudo isso, Zonta oferece seu estilo vocal versátil, ora cru ao screamo, ora subtil e harmonioso (com 4 Letters, novamente, o melhor exemplo). Claro, Auwarter treina te com impressionantes solos de guitarra. No meio disso, ou tentando manobrar no heavy rock estrondoso, está a melodia da música, a harmonia vocal e o groove acessível. Essencialmente, uma música dos Electric Mob é um soco de heavy rock no estômago enquanto te alimenta com uma colher de doçura com seu groove rock e vocais emocionantes.
Principalmente, esse pugilismo do heavy rock aparece em todo o álbum. Rockers groovy típicos de estourar o estômago vêm com Love Cage, Soul Stealer e It's Gonna Hurt. Com Locked n Loaded, as coisas diminuem para um ritmo constante e forte. Talvez minha música favorita aqui seja Saddest Funk Ever. Não tenho certeza de qual é o "funk mais triste de todos os tempos", mas é uma ótima música. Electric Mob combina sem esforço peso com ritmo de rock e groove com ritmos vocais versáteis e, em seguida, envolve a música em algo como um blues psicadélico. A única exceção a este contexto é 4 Letters acima mencionado. Mesmo com sua guitarra acustica e uma introdução mais suave, ela abre cerca de dois minutos para um pouco de heavy rock.
Dito isso, se eu tivesse que fazer uma comparação com o álbum de estreia, acredito que 2 Make U Cry & Dance mostra mais maturidade nas composições o que torna o álbum mais criativo e, portanto, mais divertido. Se tu gostas de heavy rock que não sacrifica a melodia da música, a harmonia vocal ou o groove rock, tu vais gostar de Electric Mob e 2 Make U Cry & Dance .

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Alex Meister - Rock And A Hard Place (2022) Brasil


O guitarrista e compositor dos melódico rockers Pleasure Maker e Marenna-Meister, ALEX MEISTER , está lançando seu novo álbum solo “ Rock And A Hard Place ”. Melhor descrito como uma jornada moderna de volta aos dias de glória dos anos 80, quando Hair Metal / glammy Melodic Hard Rock dominavam as ondas do rádio, o álbum traz onze faixas que trazem a vibração, os ganchos e todos os refrões cativantes que os fãs do género irão abraçar.
É um conjunto dinâmico de músicas com uma produção brilhante que certamente encantará os fãs de Kane Roberts, Warrant, Winger, etc, com uma sensação glam hard rock dos anos 80 de L.A. e ao mesmo tempo melódica, além de licks e solos de guitarra hábeis.
Alex Meister é guitarrista há mais de 30 anos e professor há pouco mais de 20. Começando como membro da banda de metal Thoten, o guitarrista lançou um CD instrumental (Alex Meister “My Way” em 2011), três com a banda Melodic Hard Rock Pleasure Maker (“Love On the Rocks” em 2004, “Twisted Desire” em 2008 e “Dancin' With Danger” em 2018) e seu recente projeto Marenna-Meister (“Out of Reach” em 2020).
Em 2019 Meister lançou dois singles para projetos diferentes, marcando a nova fase de sua carreira e encerrando o ciclo da banda Pleasure Maker após mais de 15 anos na estrada. O primeiro single, "Just Thinkin 'About You", reprisou sua carreira solo e estreou como vocalista principal. Isso foi acompanhado pela regravação da faixa “Love On The Rocks”, que abriu as portas para este álbum de estreia “Rock And A Hard Place”.
O segundo single, “Follow Me Up”, com o novo projeto Marenna-Meister, culminou na assinatura do contrato com a gravadora Lions Pride Music (Dinamarca) para o lançamento mundial do CD “Out of Reach” em 28 de setembro de 2020 Alex também fez aparições gravando músicas de outros artistas e bandas como o projeto AOR/Melodic Rock Paradise Inc., Mark Boals, Alec Michels, etc.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Wizards - Seven (2022) Brasil


A veterana banda paulista Wizards, toca heavy power metal, lançou em todas as plataformas digitais seu mais novo e tão aguardado álbum de músicas inéditas, Seven. Como o nome sugere, Seven é o sétimo álbum da banda, sucessor de The Black Knight (2010), interrompendo um hiato de 10 anos nas atividades da banda, para o delírio dos fãs. O novo álbum foi lançado oficialmente em 11 de novembro, via Metal Relics, em formato físico, sendo disponibilizado nas plataformas digitais. A nova formação da banda conta com Christian Passos (vocais), Mendel Ben Waisberg (baixo), Leo Mancini (guitarra), Charles Dalla (teclados) e Gabriel Triani (bateria).
“Estamos muito empolgados com nosso novo álbum e a volta aos palcos com os Wizards juntamente com este grupo”, disse Christian Passos. A arte da capa é assinada pelo artista Alcides Burn.

sábado, 6 de agosto de 2022

Adellaide - Deja Vu (2022) Brasil


Destilando seu verdadeiro amor pelo clássico AOR / Melodic Rock inspirado em nomes como Journey, Survivor, Foreigner ou artistas mais recentes como Lionville ou Care Of Night, ADELLAIDE está pronto para lançar seu novo álbum “Deja Vu” via Lions Pride Music. coisa que impressiona em “Deja Vu” são os arranjos polidos e a produção clara, algo que já ouvimos nos seus trabalhos anteriores, todos aprimorados aqui. O frontman Daniel Vargas é um vocalista com uma voz privilegiada, um timbre fantástico para o estilo que se encaixa perfeitamente nessas composições melodiosas. As teclas de Leandro Freitas estão sempre fazendo algo no fundo para embelezar as músicas, e aqui está um dos destaques do som de Adellaide ; sintetizadores / teclas bem posicionados criando aquela atmosfera AOR elegante com um toque contemporâneo.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Hibria - Me7amorphosis (2022) Brasil

A renomeada banda brasileira de Power Metal, Hibria, lançou o seu novo álbum intitulado « Me7amorphosis» sétimo álbum de estúdio, com 10 músicas cheias de power e uma música acústica.
Além disso, a banda apresenta uma nova formação neste álbum composta por Abel Camargo, guitarrista e líder, Otávio Quiroga na bateria, Bruno Godinh ou guitarra, Thiago Baumgarten no baixo e a estreia vocal num álbum de Victor Emeka .
A capa do álbum foi feita pelo ilustrador Gustavo Pelissari sob a direção de Victor Emeka (vocalista dos Hibria) que foi o diretor artístico da obra.
Gustavo foi o candidato natural para a capa do novo álbum depois de ser o responsável pela capa comemorativa de 10 anos do "Blind Ride" da banda. Gustavo descreve um pouco sobre o processo de ilustração: “É com muita satisfação que apresento esta ilustração para vocês. Trabalhar com o tema proposto nas circunstâncias em que estamos vivendo foi muito difícil e necessário! E como uma pessoa que sempre sonhou em fazer covers para bandas de metal, fazer de novo, me encheu de alegria! Ainda mais com o tratamento respeitoso e cordial que recebi da banda e do gigante Victor Emeka que era diretor artístico do trabalho».

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

RF Force - RF Force (2022) Brasil

O ano de 2022 começou com óptimos lançamentos de rock e metal, o mais recente é o álbum de estreia da banda do guitarrista Rodrigo Flausino, RF FORCE, que juntou uma banda de primeira e nos presenteou com um trabalho de tirar o fôlego.
A obra começa com a já conhecida, porque a banda já tinha nos presenteado com um excelente vídeo clipe, “Fallen Angel”, e que chegada, um verdadeiro chuto na porta, uma paulada. De caras a banda já demonstra a que veio, que talento senhoras e senhores. Não preciso dizer que as guitarras de Flausino e Daniel Iasbeck nos fazem levitar, pois estão perfeitas demais.
Já tenho a minha preferida, e ela se chama “Old School Metal”, um hino que chegou para nunca mais sair do set da banda. Já fico imaginando ela sendo tocada ao vivo. Quer peso, quer rapidez, quer riff poderosos? Tudo isso vais encontrar em “Flying Dogs”, que também tem aquele refrão grudento. Impossível não ouvi-la e não sair batendo a cabeça.
“The Beast And The Hunter”, me lembra o bom e velho Dio, por isso aqui o destaque é o grande talento Marcelo Saracino. Que vocalista fantástico, sua interpretação, sua voz, é algo que arrepia.
“Creeps of The World” é heavy metal puro, directo da fonte, lembra muito Judas Priest, e isso é bom.
Na sequência temos “In The Heart And Mind”, e nessa altura já podemos sentir que essa banda chegou com tudo, aqui tudo beira a perfeição. Não apenas um músico se destaca, mas sim todos, que entrosamento, que qualidade.
Temos a “calma” do álbum, chamada “Fighter”. Isso não quer dizer nada, pois o peso continua do primeiro ao último minuto. Mais um refrão grudento, que entra na tua cabeça e não sai mais.
A velocidade diminui, mas o peso está sempre presente e as guitarras em perfeita harmonia, inicia “Will You Remember”. Na sequência entra o vocal poderoso de Saracino, novamente me leva de volta aos anos 80, e só isso, já é motivo para me deixar enlouquecido, simplesmente fantástico.
Temos uma pitada de Sabbath com certeza, e encontramos em “Beyond Life And Death”, que vai se arrastando com um peso monstruoso.
Infelizmente o álbum tem que chegar ao fim e quem tem a honra de fechar esse óptimo trabalho é “MOAB”. Que nos deixa com aquela sensação de quero mais, aliás, muito mais. Pois “RF Force”, desponta como sério candidato a melhor álbum do ano. Sim, apenas iniciou o ano, mas um trabalho para superar este, vai ter que ser algo fora do comum ou de outro planeta.
A selecção que nos presenteou com esse petardo tem Rodrigo Flausino (guitarra), Marcelo Saracino (vocal), Daniel Iasbeck (guitarra), Ricardo Flausino (baixo) e Lucas Emidio (bateria.)

sábado, 1 de janeiro de 2022

Grey Wolf - Cimmerian Hordes (2021) Brasil


 O vocalista e baixista Fabio Paulinelli e seu GREY WOLF lançaram recentemente seu 5º álbum de estúdio. Seu nome é Cimmerian Hordes e é composto por 10 temas.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Grantz - The Meaning Of Life (2021) Brasil

O bom rock não reconhece a geo-localização, e o Brasil não é estranho por ter entregado ao mundo melodias de qualidade e atemporais de AOR ao longo dos anos. Hoje apresentamos o trabalho de estreia dos GRANTZ , um projeto puro de AOR criado pelo vocalista / compositor e músico Danilo Brandão. Danilo é um músico experiente membro de várias bandas de hard rock / metal brasileiro (Evening Star, Arkade Lover, Trigger) e quando ele ouviu o álbum de estreia dos H.E.A.T em 2008 isso o deixou boquiaberto. Esse era o tipo de música que ele queria tocar, e GRANTZ nasceu.
O projecto começou em 2015 e, embora incluísse uma formação completa da banda e fizesse alguns shows, o desejo de Danilo era desenvolver tudo por conta própria. Sendo um multi-instrumentista talentoso, ele executou de tudo em “ The Meaning Of Life ”, estreia de GRANTZ. Ouvindo o produto final é óbvio que ele gastou todo o tempo necessário para polir arranjos, performance e produção.
“The Meaning Of Life” é uma maravilhosa fatia do clássico AOR dos anos 80, de altos vocais e guitarras melódicas a percursos de teclado e bateria 'real'. É um verdadeiro prazer apresentar esta adorável peça de AOR underground, então se tu gostas do género, precisas de ouvir "The Meaning Of Life" dos GRANTZ o mais rápido possível!
Com a nova onda escandinava de influências do Melodic Rock AOR, 'Don't Stay Away' abre com guitarras agitadas, teclas grandes e os vocais suaves de Danilo. 'How Many Times' é um daqueles clássicos AOR midtempo em que as teclas criam uma atmosfera que traz à mente as primeiras atmosferas britânicas do género, enquanto a faixa-título mistura o melhor dos dois mundos, uptempo mas extremamente melodioso com um refrão delicioso.
'Fighting for Love' é muito dirigido pelo teclado e aqui alguns sons americanos de meados dos anos 80 aparecem, 'Surrounds Me' tem guitarras fortes, entretanto teclas brilhantes tornam-se muito estilo AOR, não muito longe dos gregos Wild Rose.
'True Love Don't Make You Cry' tem um toque de balada AOR, com Danilo adicionando substância para evitar lugares comuns ou açucarados para este tipo de música. Belo solo de guitarra também.
Um projecto de um homem só administrado pelo próprio Danilo e obviamente com um orçamento, que não prejudica o “The Meaning Of Life” dos GRANTZ, resultando numa colecção adorável de canções de classe AOR.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Creatures - Creatures (2021) Brasil

Criada e formada pelo guitarrista Mateus Cantaleäno, com Roberto "Bob" Scienza nos vocais. Os Creatures foram fundados em meados de 2019 com a proposta de fazer heavy metal com influências de hard rock. Desde então a banda lançou dois singles, o primeiro "Dressed to Die" foi lançado em janeiro de 2020 e o segundo "Lightning in my Eyes" trouxe o primeiro videoclipe da banda em setembro do mesmo ano. Agora, a banda está se preparando para lançar seu primeiro álbum.
O estilo da Banda pode ser descrito como uma mistura de tradicional heavy metal e hard rock, que deve interessar fãs de artistas como Enforcer, Cauldron, Dokken e Saxon .