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terça-feira, 7 de abril de 2026

Amerikan Kaos - The Sheeple Swing (2026) Canadá

Jeff Waters é, possivelmente, o homem que nunca dorme no mundo do Metal. Após trinta e cinco anos a carregar o facho dos Annihilator, o canadiano encerra agora em 2026 a sua ambiciosa trilogia a solo com os Amerikan Kaos.

The Sheeple Swing não é apenas o ponto final de um projeto iniciado em 2024; é a faceta mais agressiva, direta e "sem filtros" de Jeff Waters, trocando o polimento técnico por uma urgência quase punk.

A Conclusão de uma Visão Tripartida

Se Armageddon Boogie (2024) nos apresentou o conceito e All That Jive (2025) explorou o Hard Rock mais expansivo, The Sheeple Swing chega para deitar a casa abaixo. Com uma sonoridade mais rápida e uma pegada de "gravação ao vivo", este disco é o mais visceral da trilogia. Waters utiliza este espaço para misturar Rock, Punk e Blues com a precisão de cirurgião que lhe conhecemos do Metal, mas com um groove que os Annihilator raramente permitem.

Colaborações de Peso

O "elenco" escolhido por Waters continua a entregar o ouro:

  • Stu Block: O ex-Iced Earth e colaborador habitual de Jeff mostra aqui nuances mais cruas da sua voz. Esqueçam os agudos operáticos constantes; aqui ele soa como se tivesse acabado de beber um copo de gasolina, entregando uma performance orgânica e agressiva.

  • Bob Katsionis: O mestre grego dos teclados está presente em todas as faixas, adicionando camadas que dão ao disco uma profundidade que o aproxima do Rock Progressivo em certos momentos, sem nunca perder a força.

  • Alissa White-Gluz: A participação da vocalista dos Arch Enemy a meio do álbum é um choque elétrico necessário, trazendo uma dinâmica moderna a um disco que respira influências clássicas.


Análise de Conteúdo e Temática

Atributo

Descrição

Duração

10 faixas / 47 minutos

Temática Lírica

Manipulação mediática, tribalismo social e a "mercantilização da indignação".

Estilo Musical

"Punk-Metal-Blues" com alta voltagem técnica.

Destaque Técnico

O timbre de guitarra de Waters: preciso, mas focado no balanço (swing) e no ataque.

O Lado Político e Social de Waters

Liricamente, Waters não poupa ninguém. O título The Sheeple Swing é uma crítica óbvia à conformidade da sociedade moderna. Jeff ataca o que chama de "tribalismo" e a forma como a indignação se tornou um produto de consumo. É um disco zangado, mas inteligente, onde a liberdade lírica que o projeto Amerikan Kaos permite é aproveitada até à última gota.


O Veredito Final

The Sheeple Swing é o encerramento perfeito para uma trilogia que ninguém sabia que precisava, mas que todos os fãs de Jeff Waters deveriam celebrar. É refrescante ver um mestre do Thrash Metal a divertir-se com estruturas de Rock e Punk, mantendo a integridade de quem sabe que o Annihilator continua a ser o seu "dia de trabalho" principal.

Se acompanhaste a progressão desde 2024, verás que este álbum é o mais incisivo. É curto, grosso e carregado de atitude. Waters provou que consegue ser três bandas diferentes num espaço de três anos, mantendo a qualidade inabalável.

Nota: 8.7/10

"Jeff Waters trocou a 'Alice' pelo caos social e o resultado é um swing metálico que te faz bater o pé enquanto questionas o sistema. Três álbuns depois, a missão foi cumprida com distinção."

Destaques: A colaboração com Alissa White-Gluz e a energia crua de Stu Block nas faixas mais rápidas.

Recomendado para: Fãs de Annihilator (obviamente), mas também para quem aprecia Motorhead, The Ramones e o lado mais sujo do Rock Canadiano.


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Helix - Scrap Metal (2026) Canadá

O álbum "Scrap Metal", lançado em 23 de janeiro de 2026 pela Perris Records, marca o 15.º capítulo de estúdio (e o 14.º lançamento pela editora) dos veteranos canadianos Helix. Liderados pelo incansável Brian Vollmer, o único membro original remanescente aos 70 anos de idade, este disco é uma celebração da resiliência e da fidelidade ao Hard Rock dos anos 80.

Origem e Conceito: O "Metal Reciclado"

O título Scrap Metal não é por acaso. De acordo com Brian Vollmer, o projeto começou como uma ideia tardia: "Durante os anos 80, os Helix escreveram várias canções muito boas que nunca foram lançadas. Decidi terminá-las".

O álbum é composto por 12 faixas, combinando cinco temas inéditos (incluindo composições resgatadas dos anos 80) com cinco canções que já tinham aparecido em lançamentos menores ou raridades (como Old School, half-ALIVE e B-Sides).

Sonoridade: "Stuck in the 80s"

O álbum assume sem vergonha a sua identidade. O tema de abertura e primeiro single, "Stuck In The 80's" (com a participação de Sean Kelly na guitarra), serve como o manifesto do disco: rock de potência sem floreados, direto e fiel às raízes da banda.

  • Produção: A cargo de Aaron Murray e do baixista Daryl Gray, a produção consegue manter o equilíbrio entre um som atual e a energia "old school".

  • Vocal: Aos 70 anos, Vollmer é elogiado por ainda ser uma "força atrás do microfone", mantendo a crueza e o poder que definiram clássicos como "Rock You".

  • Guitarras: O disco conta com o "ataque de guitarras" de Mark Chichkan e Chris Julke, além de participações especiais dos ex-guitarristas Kaleb Duck e Brent "The Doctor" Doerner.

Destaques das Faixas

  • "Fast & Furious": Uma música que coloca a banda em "overdrive", sendo um dos momentos mais energéticos do disco.

  • "Pretty Poison": Outro destaque de Hard Rock clássico que mantém a coesão sonora.

  • "Coming Back With Bigger Guns": Mostra o lado mais agressivo e persistente do grupo.

Pontos Menos Positivos

A crítica aponta que a consistência do álbum diminui na reta final. As duas últimas faixas, "The Same Room" e "The Pusher", são descritas como "aborrecidas" e sem a mesma chama das anteriores, o que retira algum impacto ao encerramento do disco.

O Veredito

Scrap Metal não tenta ser moderno nem "hip". É um álbum honesto, feito por uma banda que ama o que faz após 50 anos de carreira. Embora não vá atingir as vendas de clássicos como No Rest For The Wicked, é um testemunho da "atitude de nunca desistir" de Brian Vollmer.

Para quem procura o espírito do Hard Rock canadiano dos anos 80 com uma execução técnica ainda muito sólida, este é um lançamento essencial de 2026.

Nota Sugerida: 7.5/10 (Equilibrando o entusiasmo pela longevidade com a quebra de ritmo final).


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sábado, 30 de agosto de 2025

Bryan Adams - Roll With The Punches (2025) Canadá


Bryan Adams, o icónico roqueiro canadiano com uma carreira que se estende por décadas, regressa em 2025 com "Roll With The Punches". Este álbum é mais do que uma coleção de novas canções; é uma viagem ao coração do rock and roll, com uma atitude que mistura a alma do blues, a energia do rock clássico e a familiaridade que se espera de um dos maiores compositores do nosso tempo.

Desde o primeiro acorde, "Roll With The Punches" estabelece um tom de autenticidade e paixão. A produção é calorosa e orgânica, com um som que é cru e honesto, capturando a energia de uma banda a tocar em conjunto. As guitarras, a cargo do próprio Bryan Adams, são o motor do álbum, com riffs que são simultaneamente pesados e cheios de feeling. Há um equilíbrio notável entre o rock puro e o blues, uma fusão que Bryan Adams domina com mestria.

A voz de Bryan Adams é o ponto focal. Com o seu timbre inconfundível, que transita entre um rosnado rouco e uma melodia viciante, ele lidera as canções com uma confiança e um carisma inigualáveis. As letras, que exploram temas de resiliência, luta, amor e a vida na estrada, ressoam com uma profundidade que complementa a musicalidade. Os refrões são hinos prontos para a arena, viciantes e feitos para serem cantados em plenos pulmões.

"Roll With The Punches" é um álbum que brilha pela sua consistência e coesão. As músicas fluem bem umas para as outras, mantendo um nível de energia constantemente elevado. O álbum equilibra rockers de ritmo acelerado com baladas mais introspectivas e emotivas, mostrando a versatilidade de Bryan Adams em navegar por diferentes matizes musicais. A banda não tenta reinventar a roda, mas sim roda-a com grande entusiasmo e competência.

Para os fãs de Bryan Adams, "Roll With The Punches" é uma audição obrigatória que demonstra que a sua paixão pelo rock and roll continua a arder forte. Para quem procura um rock honesto, com uma boa dose de blues e uma voz lendária à frente, este álbum é uma excelente escolha.

Em resumo, "Roll With The Punches" é um triunfo na discografia de Bryan Adams. É um álbum que confirma o seu estatuto como um dos maiores nomes do rock, com uma dose generosa de riffs memoráveis, melodias inesquecíveis e uma execução impecável. Prepare-se para ser varrido pela sua energia.

Já teve a oportunidade de ouvir "Roll With The Punches"? Qual a sua faixa favorita e o que mais o impressionou neste novo trabalho?

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sexta-feira, 25 de julho de 2025

Honeymoon Suite - Wake Me Up When The Sun Goes Down (2025) Canadá

Os Honeymoon Suite, lendas do rock melódico canadiano, regressam com "Wake Me Up When The Sun Goes Down", um álbum que promete entregar a sua mistura característica de hard rock de arena e melodias cativantes. Este trabalho é uma prova da resiliência e da capacidade da banda em continuar a produzir música que ressoa com a sua base de fãs de longa data, ao mesmo tempo que oferece algo novo.

Desde as primeiras notas, "Wake Me Up When The Sun Goes Down" mergulha-nos numa sonoridade familiar e acolhedora. A produção é polida e profissional, com um equilíbrio que permite que cada instrumento e, crucialmente, as melodias vocais brilhem. Há uma clareza que realça a mestria instrumental e composicional da banda, sem soar excessivamente moderno ou artificial.

As guitarras são um elemento central, com riffs energéticos e solos que são ao mesmo tempo técnicos e cheios de feeling. Os solos de guitarra são particularmente notáveis, misturando virtuosismo com uma abordagem melódica que serve sempre a canção. A secção rítmica é sólida e mantém um groove constante, fornecendo a base para as harmonias e leads.

A voz de Johnnie Dee é inconfundível. Com o seu timbre característico, que equilibra poder e emoção, ele lidera as canções com a confiança de um veterano. As melodias vocais são a alma do álbum, com refrões que são instantaneamente memoráveis e prontos para serem cantados. As letras exploram temas de amor, perda, esperança e a passagem do tempo, ressoando com uma profundidade que complementa a musicalidade.

"Wake Me Up When The Sun Goes Down" é um álbum que brilha na sua consistência melódica e na qualidade das suas composições. Há baladas poderosas, rockers de ritmo médio e faixas mais energéticas que demonstram a versatilidade da banda em navegar pelos diferentes matizes do rock melódico. Embora os Honeymoon Suite se mantenham fiéis ao seu som estabelecido, o álbum consegue soar fresco e relevante.

Para os fãs de bandas como Journey, Foreigner, e, claro, outros nomes do rock melódico canadiano, este álbum é uma audição obrigatória. É um trabalho que celebra a essência do rock melódico, entregue com paixão e uma mestria que só anos de experiência podem proporcionar.

Em resumo, "Wake Me Up When The Sun Goes Down" é um excelente regresso dos Honeymoon Suite. É um álbum que prova que a banda ainda tem muito para dar, oferecendo melodias intemporais e performances que irão aquecer o coração de qualquer fã de rock melódico.

Já teve a oportunidade de ouvir "Wake Me Up When The Sun Goes Down"? Qual a sua faixa favorita e o que mais o cativou neste novo trabalho dos Honeymoon Suite?

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quinta-feira, 15 de maio de 2025

Harem Scarem - Chasing Euphoria (2025) Canadá


Ao longo de seus quase 40 anos de carreira, a icônica banda canadiana Harem Scarem vendeu mais de um milhão de discos em 43 países e lançou 12 hits no Top 40 ao redor do mundo. Recentemente, em 2023, eles celebraram o 30º aniversário do álbum mais popular, Mood Swings, com uma edição especial limitada em vinil roxo. Agora, o quarteto regressa com seu 16º álbum de estúdio, Chasing Euphoria, com uma turnê europeia em andamento.
A gravadora Frontiers Music comentou: " Chasing Euphoria traz de volta o som clássico da banda e mostra que ela está no auge da sua carreira. Uma unidade coesa, ainda capaz de entregar um rock poderoso, riffs arrojados e ganchos de tirar o fôlego. Harry Hess e Pete Lesperance, sem dúvida, mostram ao mundo que sua parceria ainda funciona. "
Para fãs do género, os Harem Scarem dispensam apresentações ou explicações: eles tocam melódico hard rock clássico, acessível ao AOR e fácil de tocar no rádio. Suas músicas são envoltas em riffs e harmonia vocal, melodias elegantes, refrões memoráveis e solos de guitarra habilidosos. Como ouvinte de longa data, sempre achei a harmonia vocal proeminente e tão contagiante quanto os refrões ou solos de guitarra. Quanto às músicas, todas são fantásticas. Há algumas músicas mais pesadas como A Falling Knife, Better The Devil You Know e Wasted Years. Alternativamente, o groove AOR surge em Chasing Euphoria, Gotta Keep Your Head Up e In A Bad Way. Uma balada chega com World On Fire.
No geral, para um clássico melódico hard rock AOR, não há nada melhor do que os canadianos Harem Scarem. Chasing Euphoria traz dez faixas de rock clássico cativantes e divertidas, prontas para arenas e para rádios.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Honeymoon Suite - Alive (2024) Canadá

Banda formada em 1981 nas Cataratas do Niágara, a capital mundial não oficial da lua de mel, Honeymoon Suite inscreveu-se num single demo, New Girl Now, num concurso de rádio local, e ganhou um contrato de gravação com a WEA Canada. Sua estreia homônima chegou às lojas, rádios e MTV com uma enorme quantidade de reproduções no ar. A banda teria continuado o sucesso nos anos 80 com vendas triplas de platina dos três primeiros álbuns apenas no Canadá graças a numerosos singles de sucesso incluindo mas não limitado a Burning In Love, Wave Babies, Stay In the Light, Feel It Again e o que é necessário. Hoje, no Canadá, Honeymoon Suite é uma das bandas de rock mais queridas.
Honeymoon Suite faria uma turnê pela América do Norte e Europa, aparecendo com uma longa lista de talentos como ZZ Top, Heart, Journey e seus pares canadianos Bryan Adams, Saga e Loverboy. Suas músicas apareceriam na televisão e em filmes, incluindo Miami Vice e Lethal Weapon. Apesar das mudanças de pessoal nos anos noventa, os membros principais se reagruparam em 2000 e lançariam mais três álbuns.
Agora voltando para o novo álbum Alive . Para contextualizar, assisti e ouvi quase todos os singles dos Honeymoon Suite dos anos oitenta. A banda estava trabalhando no ângulo do melódico hard rock AOR, enquanto o ambiente da música popular era uma mistura do contínuo movimento New Wave e da florescente cena hair/glam rock/metal. Algumas referências na Internet referem-se aos Honeymoon Suite como glam metal, mas acho que é um termo totalmente impróprio. Em grande parte, não fiquei muito impressionado com aqueles primeiros singles. Mas eles me lembraram de colegas como Mister Mister ou Tears For Fears, dos quais gostei. No entanto ...
Alive deste ano é um melódico hard rock AOR excecional, preciso e fantástico. Baseando-se num poço de habilidade e experiência, Honeymoon Suite oferece músicas repletas de melodias cativantes, harmonia vocal, ritmo e groove rock, um toque de sintetizadores, grandes refrões e solos de guitarra emocionantes. A produção é exuberante, a gravação vibrante. Obrigado ao produtor/compositor canadiano Mike Krompass (Desmond Child, Mutt Lange, Smash Mouth, Elton John, et al).
Honestamente, todas as músicas são ótimas. É uma fábrica de sucessos com todas as músicas elegíveis para reprodução nas rádios ou hinos prontos para arenas. Isso é evidente, se não inegável, com Done Doin' Me, Tell Me What You Want, Give It All e Alive, os dois últimos hard rockers empolgantes. Alternativamente, fiel ao género e a si mesmo, Honeymoon Suite oferece baladas AOR com Doesn't Feel That Way e Love Comes.
Dito isso, Alive dos Honeymoon Suite é um álbum excecionalmente bom e divertido do clássico melódico hard rock AOR. Cada música é ótima. 40 anos depois do sucesso dos anos 80, a Honeymoon Suite parece ainda melhor agora e mais sucesso o aguarda.

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Striker - Ultrapower (2024) Canadá

A banda de Edmonton, Canadá, Striker, agora na sua segunda década fazendo heavy metal. Seu último álbum de estúdio foi Play To Win de 2018 , que ganhou o prêmio Juno (o equivalente ao Grammy no Canadá. Isto foi seguido pelo álbum ao vivo Alive In The Studio em 2020 durante a pandemia de COVID. Agora a banda regressa com seu sétimo longplayer, Ultrapower , que conta com os músicos: Pete Klassen no baixo e Jonathan Webster na bateria, ambos ingressando em 2019, e John Simon Fallon do The Order Of Chaos na guitarra desde 2022.
A maioria dos fãs reconhece os Striker como fornecedores do tradicional "verdadeiro" metal. Mas nos últimos cinco anos, ao elaborar este álbum, a banda explorou uma variedade de géneros: " Ultrapower é o amálgama de cinco anos escrevendo e explorando música. Com influências de AOR a speed metal, de hardcore a hair metal, Steely Dan até deathcore, você escolhe, entrou no álbum."
Hardcore? Steely Dan? Deathcore? Isso faz perguntar se os Striker abandonaram suas verdadeiras raízes no metal. Mas não. Ultrapower é essencialmente uma mistura de clássico heavy metal, speed e power metal, mas com algumas nuances. Por exemplo, tanto Blood Magic quanto Circle Of Evil têm alguns toques de metal sinfónico. Give It All parece ter um saxofone, encontrado após o meio.
Então músicas como Sucks To Suck, Best Of The Best ou Brawl At The Pub regressam ao heavy metal mesclado com o hair metal clássico dos anos 80, talvez até alguns acenos punk. Mas, novamente, Brawl At The Pub tem ritmo de speed metal, assim como Ready For Anything. Alternativamente, tu podes ouvir a vibração AOR em Live To Fight Another Day com seu groove rock proeminente, melodia de música, harmonia vocal e refrão cativante.
Ao todo, Ultrapower dos Striker pode ser o melhor álbum deles até hoje. Seu tradicional heavy metal, "keep it true", nunca foi tão fresco, criativo e versátil, e assim também, dando nova vida a este género clássico.

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domingo, 8 de outubro de 2023

La Chinga - Primal Forces (2023) Canadá


O álbum “Primal Forces” de La Chinga declara-se corajosamente como o tipo de música que se perdeu nos anais da história do rock. Mas uma coisa é certa: eles são hard rockers que são assumidamente fiéis às suas raízes.
Vindo de Vancouver, este power trio surgiu com um disco magnífico que remonta aos dias de glória do clássico hard rock. “Light It Up” dá início ao álbum com seus riffs sujos e um solo eletrizante que imediatamente permite que tu saibas que estás numa jornada selvagem. É um começo estrondoso que dá o tom perfeitamente.
“Ride the Dragon” carrega uma vibração nostálgica, como se pudesse ser uma faixa perdida de Dio, mas é infundida com um toque de metal gorduroso e arenoso que é exclusivo de La Chinga. “Bolt Of Lightning” captura a essência do rock 'n' roll com letras como “dance with the devil, do the boogaloo, another Whisky sour, don't mind if we do” – pura rebelião do rock 'n' roll.
“Backs To The Wall” transporta te de volta à cena de festa selvagem de 1982, exalando aquele espírito rock 'n' roll despreocupado. “Witch's Heart” tem uma abordagem de ritmo médio, impulsionada pela habilidade de Jay Solyom na bateria e apresenta um solo de guitarra emocionante, cortesia de Ben Yardley. “The Call” é clássico rock por completo, tão clássico que parece que foi arrancado do estacionamento de Woodstock. “Stars Fall” ecoa o espírito de bandas como Mountain, mostrando que às vezes menos é mais no mundo do rock.
“Rings Of Horsepower” é um hino prático de gangue de motoqueiros. Se Spackler afirma ser “higher than the sun”, bem, quem somos nós para discutir? “Electric Eliminator” pinta um quadro do Armagedom iminente e serve como a banda sonora perfeita para esse caos iminente.
“Motorboogie” começa com grandiosidade mas desce para uma gloriosa cacofonia de ruído, lembrando-nos que La Chinga não tem medo de ultrapassar limites e explorar paisagens sonoras.
No final das contas, “Primal Forces” não requer reflexão excessiva; é um álbum para ser apreciado por sua energia rock 'n' roll pura. Ele desperta impulsos primordiais e proporciona uma sensação de satisfação para quem busca uma dose de hard rock sem remorso. La Chinga realmente criou uma joia que desafia o tempo e as tendências, e eles são orgulhosamente, inconfundivelmente e irresistivelmente rockers de coração.

sábado, 16 de setembro de 2023

Danko Jones - Electric Sounds (2023) Canadá

O canadiano entusiasta de hard rock Danko Jones lançou um novo álbum. ‚Electric Sounds' é o título do 13º álbum de Jones e segue o lançamento de 2021, 'Power Trio'. Danko Jones, a banda, também conta com o companheiro de longa data John Calabrese no baixo, bem como o baterista Rich Knox, que se juntou ao trio em 2013.
‚Electric Sounds' continua de onde Danko Jones parou com o longplayer anterior. Rock de alta voltagem é o que os fãs do power trio esperam e é também o que o mais novo lançamento oferece.
A abertura 'Guess Who's Back' dá o pontapé inicial e é um hino de hard rock que já foi lançado como single algum tempo antes do lançamento do álbum. A música apresenta todo o som típico de Danko Jones. Poder, um ótimo riff e muita energia elétrica é o que torna o início do álbum legal.
O próximo da fila é 'Good Time'. É um rock movimentado que espalha uma vibração positiva; exatamente como o que o título indica. A faixa-título, porém, respira a essência do rock, embora as duas faixas anteriores sejam apenas um centímetro melhores.
‚Stiff Competition' é uma faixa suave e é a seguinte, 'She's My Baby' que sai dos alto-falantes com autoridade. ‚Eye For An Eye' reflete uma vibração punk e é 'What Goes Around', baseado na mesma abordagem.
'Electric Sounds' não é muito longo. Com 37 minutos, o longplayer poderia ter lidado com algumas músicas adicionais, mas como esse não é o caso, chegamos ao final com o rock direto 'Shake Your City'.
Danko Jones lança com 'Electric Sounds' um álbum que corresponde plenamente às expectativas e ao mesmo tempo não surpreende com novidades. Good time rock'n'roll é o que este longplayer oferece e serão os próximos shows ao vivo que serão ainda mais intensos do que o álbum coloca na vitrine.

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Coney Hatch - Postcard From Germany (2023) Canadá


Os rockers canadianos Coney Hatch sempre foram um mistério comercial para mim. Na década de 80, a banda lançou três trabalhos organizados – Coney Hatch (1982), Outa Hand (1983) e Friction (1985) – e em 1992 uma compilação deles antes de um quarto lançamento, Four , em 2013.
Uma década inteira se passou e de repente a faixa pop 'It's About A Girl' está ecoando na minha cabeça como se a banda nunca tivesse ido embora. É difícil acreditar que nos dias tranquilos do heavy metal Coney Hatch estava em turnê com nomes como Iron Maiden e Judas Priest, mas qualquer que seja a formação com a qual a banda opere, eles permaneceram envolventes.
Este novo lançamento, que é essencialmente uma experiência ao vivo, traz o habitual rock cativante mesclado de pop e por vezes estética AOR, mas é obrigatório pela inclusão de duas novas músicas de estúdio, a já citada 'It's About A Girl' e 'Heaven's On The Other Side', que balança a cabeça como um AC/DC mais quente e menos serrilhado.
É ótimo saber que a banda está escrevendo novamente, só é uma pena que depois de tanta espera só tenhamos algumas músicas novas. No entanto, ouvir novamente interpretações ao vivo de alguns dos temas mais conhecidos da banda como 'Monkey Bars', 'We Got The Night', 'Blown Away' e 'This Ain't Love' é sempre um prazer.
Eu sinto calor e frio quando se trata de álbuns ao vivo, mas sinto que este era o devido. Postcards From Germany também lembra aos fãs não apenas a qualidade dos shows ao vivo de Coney Hatch, mas o fato de que eles ainda estão por aí e escrevendo boas músicas.

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Fatal Vision - Twice (2023) Canadá


Prepara-te para ser arrebatado pela obra-prima do melódico rock que é o segundo álbum dos Fatal Vision , ' Twice '. Lançado em 26 de junho de 2023, sob o selo Pride & Joy Music , este álbum marca o glorioso retorno do rock canadiano. Com base no sucesso de seu álbum de estreia, ' Once ', que fez sucesso em 2022, alcançando a 10ª posição na parada de importação japonesa e alcançando posições impressionantes nas paradas de rock do iTunes no Canadá, México e Suíça, Fatal Vision está de volta para cativar ouvintes mais uma vez. Liderados pelos vocais hipnotizantes de Simon Marwood , que co-fundou a banda em 1988, Fatal Vision possui uma formação de talento extraordinário. Com Juan Miguel Gomez Montant nas guitarras e backing vocals, Scottie Irving nos teclados e backing vocals, Alex Wickham na bateria e Andrew Burns no baixo e backing vocals, esta banda é uma força a ser reconhecida.
' Twice ' mergulha te numa tapeçaria sónica que combina lindamente elementos do passado e do presente. Fatal Vision presta homenagem às suas influências musicais, inspirando-se em bandas lendárias como Survivor, Bad English, Loverboy, Night Ranger e REO Speedwagon. O álbum apresenta treze faixas que mostram a arte e a evolução da banda.
A jornada começa com o primeiro single, ' In My Fantasy ', um hino do rock contundente que remonta aos dias de glória do Melodic Rock no auge dos anos 80. Sua energia contagiante e ganchos memoráveis garantem que tu dás um soco no ar. À medida que o álbum avança, tu te encontras imerso na paisagem sonora pós-apocalíptica de ' Tomorrow Never Comes ', que definitivamente lembra a proeza atmosférica da Ásia. As influências de Alice Cooper e Ghost tornam-se palpáveis na assombrosa e teatral faixa ' Welcome To My Nightmare ' (não é um cover do clássico Coop).
Fatal Vision demonstra sua proeza na criação de baladas poderosas com faixas como ' End of the Dream ', um dueto de tirar o fôlego com a artista em ascensão de Nashville, Christine Corless , que também emprestou seu talento para o álbum de estreia da banda. A jornada emocional continua com ' The Last Summer Night ' e ' Don't Fall In Love With A Dreamer ', este último apresentando o excelente alcance vocal de Simon Marwood com uma nota final de 26 segundos que estabeleceu o recorde.
O álbum dá uma guinada cativante com o dueto mid-tempo ' Time Has Left Us As Strangers ', mais uma vez mostrando a química inegável entre Marwood e Corless. A melancólica oferta ' Ghosts Of Yesterday ' toca o teu coração, enquanto o energizante hino do rock ' In The Middle Of The Night ' acende o fogo interior. Finalmente, ' Start Again ' fornece uma conclusão triunfante e adequada a esta odisseia musical.
Ao longo de ' Twice ', Fatal Vision exibe uma musicalidade magistral, misturando vocais poderosos, solos de guitarra eletrizantes, melodias de teclado encantadoras, uma seção rítmica estrondosa e letras pungentes. Cada faixa é independente, mas elas fluem perfeitamente juntas, criando uma experiência de audição coesa e inesquecível.
Com sua narrativa cativante e habilidade impecável, Fatal Vision não apenas lançou um segundo álbum estrelar, mas também deixou uma marca indelével no cenário da música rock. Prepara-te para seres cativado, emocionado e inspirado por ' Twice ', um álbum que solidifica o lugar dos Fatal Vision como verdadeiros contendores no campo do melódico rock.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Mystery - Redemption (2023) Canadá


A banda canadiana de progressivo rock Mystery lança sua nova obra, “Redemption”. Eu absolutamente gosto desta banda. Há algo na música deles que atinge os pontos certos do meu ADN musical. Mystery tem um sentido melódico que alguns muito selecionados têm, tanto quanto eu sei, independentemente do género. Se Mystery fosse uma bebida, o barman escolheria uma parte dos Pink Floyd, com sua atmosfera rica, suave e arejada. Uma pitada de melódico hard rock e toque de Prog Metal também é adicionado. Aí ele colocava uma boa porção de proficiência técnica no mixer, acrescentava bastante romantismo melancólico e misturava tudo junto e pronto: talvez a melhor banda de Quebec...
Enquanto escrevo isso, o encerramento do álbum “Is This How The Story Ends” é tocado num volume que normalmente levaria à interferência da polícia, mas, felizmente, meus vizinhos são velhos e deficientes auditivos, então acho que posso tocar essa linda música o mais alto possível como merece. Líder da banda e guitarrista extraordinário, a atuação de Michel St-Pere ao longo de todo o álbum é nada menos que sublime. E os membros da banda, pois eles são músicos fantásticos, todos eles.
Músicas favoritas, você pergunta? Bem, há um monte deles e esta é uma banda que simplesmente não coloca músicas fracas nos seus álbuns e isso continua a soar verdadeiro. Mas, em vez de ser preguiçoso e apenas afirmar que posso escolher, já que todos são muito bons, aqui estão meus três primeiros.
A faixa-título me lembra a igualmente brilhante “Something to Believe in” (de Lies and Butterflies) e “If You See Her” (Delusion Rain) com sua longa construção de majestade melancólica.
E os próximos dois temas são os verdadeiros épicos de “Redemption”, “Pearls and Fire” (uma coisinha curta, mas doce, com 12,43) e o acima mencionado “Is This How The Story Ends?” (19.11 de incrível, basicamente).
“Redemption” é incrível e cada indivíduo no mundo deveria ouvir pelo menos uma vez. É muito bom.

terça-feira, 4 de abril de 2023

Deadwolff - Heavy Rock n' Roll (2023) Canadá


Deadwolff estreia-se com um soberbo “Heavy Rock'n'Roll” . Trabalho que cheira a hard rock impregnado de toda a essência dos anos 80, uma viagem com pouco mais de meia hora. Depois de três anos na arena, sua estreia finalmente vem à tona, dez músicas sem desperdício, um deleite sonoro para quem anseia pelo heavy-rock dos anos 80. Eles já tinham um EP auto intitulado gravado em 2020 com cinco músicas, das quais apenas "Double Up" não está gravada no seu primeiro álbum definitivo.
Direto, rude, sem aparar arestas... assim soa o primeiro álbum deste power trio, formado por Tommy Wolffe no baixo e voz, Bobby Deuce na guitarra e backing vocals e Angus Pike na bateria. Jeans, camisetas, couro, cerveja e rock and roll... sem maquilhagem aqui, sem teatralidade... isso é apenas hard rock.
Composições cativantes, caracterizadas por um som agudo nas seis cordas sustentado por uma base rítmica aguda e uma voz rouca. Nova lufada de ar fresco, um estímulo gratificante para os sons mais difíceis.
Os fãs do rock pesado estão com sorte com a nova onda de bandas emergentes que apostam e insistem para que esse estilo musical perdure e progrida. Como é o caso desse trio de Toronto (Canadá) que desafia os tempos modernos e estagna em tempos de popularização desse género musical.

quinta-feira, 30 de março de 2023

Crown Lands - Fearless (2023) Canadá


Do grande país do norte o Canadá, a banda de rock progressivo Crown Lands está aqui para compartilhar não apenas seu novo álbum, “Fearless”, mas para comunicar a história do roubo de terras indígenas das Primeiras Nações durante o processo de colonização. Historicamente, a expressão terra da Coroa foi usada como justificativa para a violência colonial contra os povos indígenas. Por meio de sua música, Crown Lands quer aumentar a consciencialização sobre os efeitos de longo prazo dessa colonização e dar voz à sua comunidade de povos indígenas.
A dupla de Kevin Comeau (baixo, guitarra, teclas/sintetizadores) e Cody Bowles (baterista e cantor), juntou forças com um dos maiores produtores do rock, David Bottrill, para gravar este álbum. A discografia de David Bottrill é bastante extensa – bandas como Tool, Muse, Rush… só para citar algumas. Através da combinação da paixão e escrita de Crown Lands com a imensa produção de David Bottrill, somos presenteados com um disco de rock progressivo monstruoso.
O álbum começa com “Starlifter: Fearless Pt. II”, uma ópera espacial de 18 minutos que conta uma história tão antiga quanto o tempo – a batalha entre o bem e o mal. Quando a mística sequência de sintetizadores começa a música, ela rapidamente pula direto para uma explosão de sucessos colossais; uma carta de amor para 2112 do Rush. A força motriz dessa música é um groove rítmico que cria uma parede gigante de paisagens sonoras. Quando os vocais começam, tu agora estás totalmente envolvido nesta história de ficção científica de um fantástico conceito de futurismo indígena. Segue a história do personagem principal, Fearless, que vê seu planeta sendo colonizado e destruído pelo sindicato interestelar, aproveitando o poder do sol para destruir seu planeta por lucro e ganância. À medida que Fearless sobe, a música segue junto com ele com acordes e vocais poderosos e exuberantes que sobem por várias oitavas. A meio da música há um riff de sintetizador harpejado, que tem a banda sonora de Brad Fiedel para o clássico de ficção científica/terror de 1984, The Terminator. A música termina com batidas robustas de bateria de Cody Bowles, junto com sucessos em uníssono, num grande final de um belo acorde que toca até o fim.
Após a obra-prima de abertura do álbum de 18 minutos, vem “Dreamer of the Dawn”, uma canção de rock de 4 minutos que tem o sangue dos Rush correndo nas suas veias. Com música animada e um refrão para cantar junto, essa música realmente mostra que Cody e Kevin sabem como escrever e entregar para nós uma música de rock direto com pequenas partes de prog tocadas ali. Na marca de 2:30, Kevin entra com um solo de guitarra gritante, com belas partes harmonizadas que fazem te pensar nas linhas melódicas extremamente cativantes e coesas de Brian May que são, sem dúvida, cantáveis. Não faz sentido nesta música que tu pares de bater o pé, balançar a cabeça ou cantar as melodias extremamente cativantes de Bowles.
Há uma série de rockers de destaque, incluindo "Right Way Back" e "Context:Fearless Pt.1", inspirada nos Rush. Porém, a surpreendente sétima faixa do disco é uma bela instrumental chamada “Penny”; uma música totalmente acústica, de uma pessoa. Kevin escolhe seu caminho através de uma impressionante progressão de acordes que mantém sua mente à vontade o tempo todo. Enquanto toca guitarra sozinho e aberto, Kevin está disposto a confiar em nós o suficiente para nos guiar por sua jornada de encantadora vulnerabilidade. Embora essa música possa não ter vários compassos, solos de guitarra loucos ou preenchimentos de bateria massivos, ela se destaca como um limpador de paladar superlativo. A última música do álbum é a poderosa balada de piano, "Citadel". Cody realmente mostra aquelas cordas vocais poderosas que soam como se Geddy Lee, Robert Plant e Paul Stanley tivessem sido combinados num enorme gigante vocal. A paixão nesta música é verdadeiramente palpável e se destaca do resto do álbum. Este é um final perfeito para uma jornada épica, poderosa e informativa através da fantasia, ficção científica e história.
Essa dupla dinâmica realmente nos mostrou que não precisa ser “acessível” ou “amigável ao rádio”; em vez disso, eles se esforçam para criar músicas esclarecedoras e divertidas que alcancem o público não apenas por meio de sua música, mas também por sua missão. Como uma continuação do álbum de estreia auto intitulado, ele realmente mostra que a evolução da banda é inegável e ilimitada.