domingo, 3 de maio de 2026

Degreed - Curtain Calls (2026) Suécia

Os suecos dos Degreed chegam ao seu oitavo álbum de estúdio com uma confiança que beira a insolência. Em Curtain Calls (2026), a banda — composta por Robin Eriksson, Mats Eriksson, Mikael Blanc e Daniel Johansson — continua a ser o pesadelo dos críticos que precisam de rótulos para dormir à noite.

É AOR? É Hard Rock moderno? É Metal melódico? A resposta curta é: sim. A resposta longa é que o Degreed é como um boxeador veterano: ágil, preciso e perfeitamente consciente de quando deve desferir o golpe de misericórdia.


Avaliação: Degreed – Curtain Calls (2026)

A Produção e a Identidade "Fora da Caixa"

Produzido pelo baterista Mats Eriksson no seu estúdio Boombridge, em Kopparberg, o álbum possui uma sonoridade cristalina e vigorosa. O Degreed já nos tinha conquistado com o "rock urbano" do EP The Leftovers (2025), mas em Curtain Calls eles elevam a ambição. Eles transitam entre a agressividade contemporânea e a suavidade melódica com uma naturalidade que faz outras bandas parecerem estar a tentar demasiado.


O Alinhamento: Entre o Inferno e a Luz

Faixa(s)

Estilo Dominante

O que esperar

"One Helluva Ride" / "Holding On To Yesterday"

Modern Hard Rock

Riffs de alta octanagem, ritmos graves e vocais explosivos.

"Believe" / "Matter Of The Heart"

AOR Puro

Mergulhos profundos na melodia, com refrões cativantes.

"Guiding Light"

Hard Rock Equilibrado

O caminho do meio; a essência clássica da banda.

"Broken Dreams"

Rock Sinfónico

Uma linha envolvente e grandiosa que foge ao óbvio.

"My Blood" / "Curtain Calls"

Melodic Hard Rock

O ponto de encontro entre o brio escandinavo e os canadianos do Harem Scarem.


O Elemento Destoante: "The Rambler"

Se o álbum tem um coração excêntrico, ele bate em "The Rambler". A faixa começa de forma despida, com um refrão acústico repetitivo, apenas para explodir num drama rock monumental. Com referências líricas a lendas como Kansas e Led Zeppelin, a música constrói um clímax épico que a separa de tudo o resto no disco. É, talvez, a única que carrega o peso de um clássico instantâneo.

"Degreed não desperdiça energia. Cada nota em Curtain Calls parece calibrada para atingir o alvo, quer seja através de um riff metálico ou de uma harmonia que remete para os anos 80."


O Veredito Final

Curtain Calls não é um álbum de "amor à primeira audição" para quem espera apenas ganchos fáceis. Ele exige tempo. É um disco que se insinua lentamente, revelando camadas de rock contemporâneo de arestas afiadas por baixo de uma superfície melódica.

À exceção de "The Rambler", o álbum funciona melhor como um corpo de trabalho sólido do que como uma coleção de singles. É o som de uma banda que parou de seguir regras para começar a ditar as suas próprias.

Nota: 8.4/10

Destaques: "The Rambler", "One Helluva Ride" e a cadência de "Broken Dreams".

Recomendado para: Fãs de H.E.A.T., Harem Scarem, Work of Art e de quem gosta de rock que desafia definições fáceis.


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Catalano - Perfect Storm (2026) Austrália

Se o objetivo de Roxxi Catalano era capturar o espírito indomável do Sunset Strip de 1986 e transportá-lo diretamente para a Austrália de 2026, então missão cumprida. Perfect Storm não é apenas um título de álbum; é uma descrição precisa do que acontece quando o Glam Metal tradicional é executado com convicção, produção de elite e uma atitude que ignora solenemente qualquer tendência moderna.

Aqui está a nossa análise sobre este lançamento que promete colocar o Hard Rock australiano novamente no mapa do Melodic Rock mundial.


Avaliação: Catalano – Perfect Storm (2026)

A Filosofia de Roxxi: Sem Reinventar a Roda

Roxxi Catalano (ex-De La Cruz) foi muito honesto ao dizer que não pretendia inventar nada de novo. Em vez disso, ele focou-se em aperfeiçoar a fórmula. Onde muitas bandas de "revival" falham por soar a paródia, os Catalano triunfam pela autenticidade. É música feita de fã para fã, com o coração em 1980 e as mãos nos instrumentos de 2026.

O Poder do Quarteto

A química entre os membros é o que sustenta esta tempestade:

  • Roxxi Catalano (Vocais): Traz a garra e o carisma necessários para liderar hinos de arena.

  • Danny Ritz (Guitarra): O verdadeiro "motor" do disco, entregando riffs que são autênticos ganchos e solos que brilham sem serem excessivamente técnicos.

  • Jackson Van Den Bosch e Arthur Cassin: Uma seção rítmica sólida que garante o balanço (groove) indispensável ao Hard Rock.


Mapeamento da Experiência

Atributo

Impacto em Perfect Storm

Energia

Contagiante do início ao fim; não há baladas para "quebrar o gelo".

Produção

Cristalina e potente, dando o destaque merecido às camadas de guitarra.

Composição

8 faixas, 8 hinos. Nenhuma música é desperdiçada (all killer, no filler).

Refrões

Desenhados especificamente para serem berrados a plenos pulmões.

Destaques Sonoros

O álbum é curto (apenas 8 faixas), o que é uma escolha inteligente: ele bate forte, deixa a sua marca e sai de cena antes de se tornar repetitivo. As guitarras de Danny Ritz são o fio condutor, criando uma "parede de som" que suporta as melodias vocais extremamente orelhudas. Se gostas de coros grandiosos e ritmos que te fazem bater o pé instantaneamente, este disco foi feito para ti.


O Veredito Final

Perfect Storm é uma celebração gloriosa do Hard Rock melódico. Pode não reinventar a roda, mas dá-lhe um acabamento cromado e coloca-a a rolar a 200 km/h numa autoestrada em direção ao sol. É um disco revigorante, honesto e, acima de tudo, divertido — algo que o Rock às vezes esquece de ser.

Nota: 8.8/10

"Roxxi Catalano provou que a 'roda' dos anos 80 ainda tem muita estrada pela frente. Perfect Storm é um hino à persistência do Glam Metal, servido com sotaque australiano e uma produção de fazer inveja."


Destaques: A performance de Danny Ritz nas guitarras e a consistência das 8 faixas.

Recomendado para: Fãs de De La Cruz, Danger Danger, Skid Row e qualquer pessoa que ainda acredite que a felicidade se encontra num bom riff de guitarra e muita laca no cabelo.


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