Mostrar mensagens com a etiqueta THRASH METAL. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta THRASH METAL. Mostrar todas as mensagens

sábado, 11 de abril de 2026

Metal Church - Dead To Rights (2026) USA

Depois de um período de incerteza que quase ditou o fim definitivo dos Metal Church, o lançamento de Dead To Rights (2026) surge não apenas como um novo álbum, mas como uma ressurreição improvável. Entre dissoluções e a sombra pesada deixada pela perda de Mike Howe, Kurdt Vanderhoof conseguiu o impensável: reunir um "Dream Team" do metal e recuperar a chama que parecia extinta.

Aqui está a nossa análise sobre este regresso triunfal:


Avaliação: Metal Church – Dead To Rights (2026)

A Força do Novo Alinhamento

Se o álbum anterior não convenceu, Dead To Rights beneficia imenso de uma injeção de "sangue novo" com currículos de peso. Kurdt Vanderhoof mantém as rédeas da composição, mas a execução atingiu outro patamar:

  • Brian Allen (Vocais): Uma escolha magistral. Ao evocar o espírito do icónico David Wayne, Allen devolve à banda aquela agressividade estridente e arrepiante que definiu os primeiros clássicos.

  • David Ellefson (Baixo): A sua presença traz uma credibilidade e uma solidez técnica inquestionáveis.

  • Ken Mary (Bateria): Com passagens por Alice Cooper e Flotsam and Jetsam, Ken Mary é o motor que faltava para elevar o som a uma precisão de metralhadora.

Destaques das Faixas: O Ressurgir do Heavy Thrash

Faixa

Estilo

Observação

"Brainwash Game"

Thrash Agressivo

Um segundo single que não pede licença. Ataque direto e visceral.

"FAFO"

Speed/Thrash

Mantém a linha de agressividade do primeiro single. Energia pura.

"Dead To Rights"

Heavy Cadenciado

A faixa-título. Com mais de 6 minutos, mostra a faceta mais épica e estruturada de Vanderhoof.

"Feet To The Fire"

Rhythm Focused

Onde Ellefson e Ken Mary brilham. A secção rítmica aqui é, simplesmente, fenomenal.

"No Memory"

Melodic Metal

Possui um refrão magistral que promete tornar-se um clássico moderno da banda.

"Blood and Water"

Bonus Track

Começa discreta, mas transforma-se num monstro sonoro a meio da música.


A Ressurreição após a Tempestade

É fascinante notar como o som evoluiu para algo que lembra a recente fase áurea dos Flotsam and Jetsam: um Heavy Thrash robusto, bem produzido e com uma vitalidade que ignora a idade dos seus intervenientes.

"My Wrath" encerra o disco com um impacto que deixa o ouvinte satisfeito, confirmando que a pausa e a dissolução de 2025 foram, afinal, o combustível necessário para este recomeço. A arte da capa, magnífica, é apenas o invólucro perfeito para o que está lá dentro: metal de alta qualidade.


O Veredito Final

Dead To Rights é o álbum que os fãs de Metal Church mereciam após tantos anos de incerteza. Brian Allen é a voz certa para este capítulo, e a dupla Ellefson/Mary transforma a banda numa unidade rítmica imparável. Contra todas as expectativas, Kurdt Vanderhoof provou que o Metal Church não está apenas vivo — está pronto para a guerra.

Nota: 9.0/10

"Esqueçam a 'Congregação da Aniquilação'. Dead To Rights é a prova de que, com os aliados certos, até uma igreja em ruínas pode ser reconstruída com aço e fogo."


Destaques: "Feet To The Fire", "Brainwash Game", "No Memory".

Recomendado para: Fãs de Overkill, Flotsam and Jetsam, Vicious Rumors e de toda a linhagem clássica do Power/Thrash americano.


amazon  Metal Church - Dead To Rights

domingo, 18 de janeiro de 2026

Megadeth - Megadeth (2026) USA

O álbum "Megadeth" (2026) não é apenas mais um lançamento na carreira de Dave Mustaine; este é o último álbum da história da banda. O título homónimo serve como o capítulo final e definitivo de uma das fundadoras do Thrash Metal, encerrando uma jornada de 43 anos.

O Canto do Cisne do Thrash Metal

Lançado a 23 de janeiro de 2026 pela gravadora BLKIIBLK, o 16.º (e final) álbum de estúdio dos Megadeth é uma obra multifacetada que consegue ser, ao mesmo tempo, agressiva, técnica e profundamente emocional. Mustaine reuniu a formação composta por Teemu Mäntysaari (guitarra), James LoMenzo (baixo) e Dirk Verbeuren (bateria) para entregar um adeus digno de lendas.

Sonoridade e Estilo: A Essência de Mustaine

O álbum é um resumo lírico e musical da visão inabalável de Dave Mustaine. Ele explora desde as raízes punk do grupo até à sofisticação do Thrash melódico que os tornou gigantes.

  • O Factor "Ride the Lightning": Uma das maiores surpresas é a inclusão de uma nova versão de "Ride the Lightning". Mustaine, que co-escreveu o clássico dos Metallica, finalmente coloca a sua voz e estilo nesta peça, mostrando quanto do seu DNA está impregnado naquele marco do metal.

  • Virtuosismo Técnico: Faixas como "Let There Be Shred" são celebrações puras da guitarra. Como o título sugere, é um massacre de solos e riffs rápidos onde o domínio de Mustaine e Teemu toma o centro do palco.

Destaques das Faixas

  • "Tipping Point": O single de abertura é Megadeth clássico: ritmo galopante, leads brilhantes e os vocais icónicos de Mustaine. A introdução perfeita para o álbum.

  • "I Don't Care": Com uma forte influência punk, esta canção funciona como um sumário da carreira de Dave: ele fez o que achou correto, seguindo a sua própria bússola musical contra todas as probabilidades.

  • "Puppet Parade" & "Obey the Call": São as faixas mais complexas do disco. Exigem várias audições para revelar a sua genialidade, mostrando que a banda não perdeu o apetite por estruturas progressivas.

  • "Made to Kill" & "I Am War": Thrash Metal direto, com riffs furiosos e uma secção rítmica (LoMenzo/Verbeuren) que bate com força implacável.

  • "The Last Note": O fecho agridoce. Uma faixa melancólica que liberta a "besta do Thrash" uma última vez, servindo como uma despedida tocante a mais de quatro décadas de música.

O Veredito Final

Megadeth é um álbum soberbo. É pesado, multifacetado e carregado de emoção. Consegue homenagear o legado de clássicos como Peace Sells e Countdown to Extinction, enquanto oferece algo novo e vibrante. É raro uma banda deste calibre conseguir encerrar a sua história com um álbum tão forte e relevante.

O Metal perde um dos seus faróis, mas o Megadeth sai de cena no topo, deixando um disco que será lembrado como um dos melhores da sua discografia.

Nota: 9/10


amazon  Megadeth - Megadeth

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Kreator - Krushers Of The World (2026) Alemanha

Quatro anos após o aclamado Hate über alles, Mille Petrozza e a sua armada regressam com "Krushers of the World". Este não é apenas mais um disco na vasta discografia da banda; é um trabalho que eleva a fasquia do Thrash Metal moderno, fundindo a agressividade implacável com uma composição técnica e melódica superior.

O Som: Entre o Caos e a Melodia

O álbum é descrito como uma "explosão massiva de Thrash". O Kreator mantém a sua energia bruta (presente há mais de quatro décadas), mas injeta nuances cinematográficas e colaborações surpreendentes que refrescam o género.

  • Agressão Pura: Faixas como a abertura "Seven Serpents" e "Deathscream" (que começa com um grito de Mille de "gelar o sangue") mostram que o lado mais selvagem da banda continua intacto.

  • Inovação Vocal: Um dos grandes destaques é a faixa "Tränenpalast", que conta com a participação de Britta Görtz (Hiraes). A combinação da voz agressiva de Mille com o registo rouco de Britta cria uma dinâmica harmoniosa mas visceral, imbuída de uma vibração de terror (remetendo ao clássico "Phobia").

  • Hinos de Arena: A faixa-título, "Krushers Of the World", e "Satanic Anarchy" destacam-se pelos refrões melódicos e poderosos, desenhados especificamente para serem cantados em uníssono nos grandes festivais.

Destaques das Faixas

  • "Psychotic Imperator": Uma composição "cinematográfica" com secções assustadoras e amostras de corais, mostrando o lado mais ambicioso do grupo.

  • "Combatants": Exibe a destreza rítmica e o groove único que o Kreator aperfeiçoou nos últimos anos.

  • "Loyal to the Grave": O final do álbum é anunciado por um sino sinistro. É uma faixa de ritmo moderado, com excelentes guitarras e um fluxo melódico soberbo, encerrando o disco de forma épica.

Estética e Produção

A arte da capa, criada por Zbigniew Bielak (conhecido pelo seu trabalho com os Ghost), é um presente para os fãs veteranos, contendo referências visuais a álbuns clássicos como Coma of Souls, Out of the Dark … Into the Light e Pleasure to Kill. A produção da Nuclear Blast garante que cada riff soe como uma martelada cirúrgica.

O Veredito Final

Krushers of the World é, sem dúvida, um forte candidato a Álbum do Ano. O Kreator prova que é possível envelhecer com dignidade e manter a relevância no topo do Metal extremo, entregando um disco dinâmico que não compromete o peso em prol da melodia, mas que sabe usar ambas com maestria.

Nota: 9/10

Recomendado para: Fãs de Thrash Metal clássico e moderno, e qualquer pessoa que queira ouvir o estado da arte do metal europeu em 2026.


amazon   Kreator - Krushers Of The World 

sábado, 27 de maio de 2023

Metal Church - Congregation Of Annihilation (2023) USA


Metal Church pertence aos precursores do power e do thrash metal. A banda, iniciada por Kurdt Vanderhoof , lançou uma estreia estrelar em 1984 e foi a versão cover de 'Highway Star' dos Deep Purple que é uma das maiores interpretações do clássico. E se encaixou perfeitamente no contexto do álbum. 'The Dark' foi o próximo golpe e empurrou Metal Church para um novo patamar.
Mudanças na formação, tragédias e golpes do destino estiveram no caminho para um grande avanço. Ao mesmo tempo, os Metal Church são uns heróis do underground e comparados a algumas outras bandas, os altos e baixos os unem como uma banda.
Depois de ter o vocalista Mike Howe voltando para a banda, todos os sinais foram acesos. O momento da morte de Howe foi um choque e levou à questão de como será o futuro da banda. Após um período de luto, a banda decidiu continuar e começou a trabalhar e finalizar novas músicas. Esses estão agora no próximo álbum 'Congregation of Annihilation'. Não só o novo longplayer é forte e poderoso, Metal Church também encontrou em Marc Lopez um cantor que se encaixa perfeitamente ao som da banda.
O início do novo álbum não poderia ser melhor, pois fica claro que os Metal Church não perderam nada de sua força. Mesmo que a banda, conforme descrito, tenha passado por momentos difíceis, parece que foi mais uma motivação para não desistir. O álbum é um passo para o futuro e ao mesmo tempo faz uma retrospectiva musical. Isso se deve em parte a Marc Lopes, que já mostrou com Ross The Boss que tem uma verdadeira voz de metal. Por um lado áspero e ruidoso, por outro lado equipado com a possibilidade de gritos agudos me faz lembrar os dois primeiros discos da banda, especialmente 'The Dark'.
O primeiro single do álbum, 'Pick a God and Prey', com seu riff esmagador de Vanderhoof já foi um verdadeiro aperitivo e o disco na íntegra pode facilmente atender às expectativas. Também a ser mencionado é 'Me the Nothing'. Depois de um começo bastante calmo, a música acaba sendo um headbanger de ritmo médio e groove de alta qualidade. Enquanto algumas das músicas são bastante diretas, 'Me the Nothing' é um pouco mais complexa e leva um tempo até que as melodias sejam gravadas na tua mente.
A galopante 'Making Monsters' segue antes de Metal Church realmente pisar no pedal com 'These Violent Thrills'. As canções são habilmente construídas e podem distribuir variedade com mudanças inteligentes de andamento.
Os Metal Church estão de volta, essa é a mensagem do novo álbum. A banda se mostra entusiasmada e encontrou em Marc Lopez um grande cantor, que se encaixa perfeitamente ao som dos veteranos do metal. Comparações com Mike Howe, mas também com David Wayne podem ser feitas e, ao mesmo tempo, uma nova era da banda começa com 'Congregation of Annihilation' sendo o primeiro passo bem-sucedido num futuro promissor.

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Overkill - Scorched (2023) USA


O dia 14 de abril deste ano pode ser visto como uma sexta-feira do thrash metal. Duas das bandas de metal que definem o género lançam seu novo álbum, representando a versão da costa leste e da costa oeste desse poderoso género de metal. Enquanto um evoluiu para uma mega marca, a outra banda permaneceu fiel às suas raízes e paixão. Estamos falando de Metallica e Overkill .
Quando os Overkill começaram em 1980, o metal estava ganhando força e no momento em que a banda lançou seu icónico álbum de estreia, a comunidade do metal ficou chocada. O seguinte Metal Hammer Roadshow, junto com Agent Steel e Anthrax, deu um empurrãozinho extra. Desde aquela época, os Overkill lançaram vários álbuns e, embora alguns fossem mais fortes que outros, os ícones do metal de Nova Jersey sempre entregaram.
O novo álbum 'Scorched' não é exceção neste contexto. Do contrário. 'Scorched' é um disco de metal estrelar de uma banda que ainda está pegando fogo. O coração de metal dos cinco músicos está bombeando metal nas suas veias, fazendo o mais novo golpe para um lançamento de thrash metal muito vigoroso e completo. A banda sempre seguiu sua paixão e intuição, o que também significa que nunca seguiram tendências ou exageros. Isso faz dos Overkill uma banda muito respeitada na cena com sua abordagem pé no chão.
'Scorched' é o 20º álbum de estúdio dos Overkill e novamente reflete todas as marcas registadas da banda sem ser muito previsível. Há a voz única do frontman Bobby 'Blitz' Ellsworth, que é um ingrediente principal do som Overkill e o mesmo vale para as linhas de baixo típicas, fornecidas pelo membro fundador DD Verni. E como a dupla de guitarras com Dave Linsk e Derek Tailer está operando bem juntos como uma máquina de riffs, tudo está pronto para um excelente álbum.
A guitarra canta, os sinos dobram e estamos a caminho. É a faixa-título que abre o álbum e representa o melhor dos Overkill. É uma música furiosa com um refrão típico, partes de solo intensas e pausas de tempo excelentes. Uma coisa é reconhecível também enquanto bates cabeça intensamente. Overkill dá um passo para trás em direção às suas raízes e mais de uma vez me sinto lembrado dos primeiros cinco discos da potência de Nova Jersey.
Depois de um começo tão bom, é o sombrio 'Goin Home' que continua esta emocionante jornada do metal. Impressionante o nível de intensidade e precisão que os músico a entregam no ponto. Depois de todas as décadas no metal, o quinteto ainda dispara em todos os cilindros.
'The Surgeon' começa com uma das típicas linhas de baixo de DD Verni, seguida por uma explosão massiva de groove que leva a 'Twist of the Wick'. O começo opressivo e de crescimento lento guia o ouvinte para o momento em que um riff vigoroso inicia o inferno do metal. Velocidade e fúria estão muito presentes e Overkill não faz prisioneiros.
Muito groove regressa com 'Wicked Place' enquanto 'Won't Be Coming Back' começa com muitas referências ao metal tradicional. Ainda refletindo 100% Overkill, a música difere um pouco do resto do álbum, o que no final se soma ao grande fluxo de 'Scorched'. Falando em reviravoltas, 'Fever' é outro momento que surpreende. O começo calmo com Blitz Ellsworth cantando de forma limpa é algo que a banda não ofereceu com frequência no passado. A melodia é como um sonho febril que alterna entre as explosões pesadas e os momentos quase alucinantes. 'Fever' é uma ótima música que surpreende tanto quanto 'Skullkrusher' em 1989.
O ritmo e o peso aumentam novamente com a poderosa 'Harder They Fall', seguida pela intensa 'Know Her Name'. O riff de 'Bag O Bones' reflete o capítulo final deste álbum de 10 faixas. Demora um pouco até que a melodia comece a florescer, já que há algumas reviravoltas e camadas. E há uma forte vibração R'n'R incorporada também, o que novamente mostra a versatilidade dos veteranos do thrash metal.
Overkill sempre lançou grandes discos e sua mais nova oferta pertence aos melhores lançamentos da banda icónica desde anos. Os fãs tiveram que esperar 5 anos para receber este disco e valeu a pena esperar. 'Scorched' – um destaque de 2023.

domingo, 16 de abril de 2023

POST DA SEMANA : Metallica - 72 Seasons (2023) USA


Um regresso à forma que mostra que sua velha máquina ainda está funcionando a todo o Vapor.
"Traumático! Vulcânico! Psicótico! Demoníaco! Hipnótico!" Assim funciona o esquema de rimas na faixa-título do 11º álbum de estúdio dos Metallica . Obviamente, eles não estão indo para a sutileza. Eles já irritaram os fãs antes, tentando diminuir o tom de seus últimos lançamentos, então, à medida que chegam aos sessenta anos, a banda regressa ao thrash metal solidamente atraente com o qual eles fizeram seu nome. E honestamente, quando eles estão em forma, nenhuma banda no planeta é melhor em escrever e executar canções épicas que levam o assaltante para o horizonte de uma forma que faz os ouvintes se sentirem como se estivessem abraçando as curvas e desviando dos derrames de uma pista de Fórmula 1. As músicas não seguem fórmulas; eles apenas aceleram com força nas retas e serpenteiam descontroladamente pelas curvas à medida que avançam. A hipérbole gritante de James Hetfield travando diretamente na borracha dos riffs implacáveis de Lars Ulrich.
Em entrevistas recentes, a banda falou sobre abraçar sua idade. Trovejando numa residência de uma semana no Jimmy Kimmel Live! , eles brincaram que a nova geração de crianças que os descobriu depois de sua música de 1986 “Master of Puppets” apresentada na série de sucesso Stranger Things da Netflix no ano passado (foi transmitida 17,5 milhões de vezes e voou para o topo da parada de rock do iTunes) não tinha idéia de como eles são decrépitos.
Como Stranger Things , as letras de 72 Seasons são uma fusão turbinada de nostalgia melancólica com paranóia atual. Não há baladas. São 77 minutos de engrenagens sinistramente entrelaçadas. Hetfield – recentemente divorciado e fora da reabilitação pela segunda vez – explicou que o título “ saiu de um livro que eu estava lendo sobre infância, basicamente, e resolvendo a infância como adulto”. Essas 72 estações referem-se aos “primeiros 18 anos de sua vida. Como você evolui, cresce, amadurece e desenvolve suas próprias ideias e identidade depois dessas primeiras 72 temporadas?”
Então, no single “If Darkness had a Son”, Hetfield chama os góticos nascentes para “pintar seus olhos tão negros quanto a tristeza / se esconder atrás do amanhã”. Aproveitando as ondas de acordes poderosos e pistas barulhentas do altar escuro de seu palco, ele se vangloria de ter “todas as crianças subjugadas” enquanto aborda seus próprios problemas de vício na afirmação repetida: “Eu me banho em água benta / Tentação me deixe em paz .” (No início deste mês, a BBC revelou que a “água benta” preferida da banda não é mais vodka, mas chá Earl Grey, “com um toque de baunilha... gostoso”.)
Na rápida “Lux Aeterna”, Hetfield elogia a comunhão do show ao vivo – “salvação sónica!” – e exorta os fiéis a “expulsar os demónios que estrangulam a sua vida!”. Enquanto isso, no headbanger “Screaming Suicide”, o vocalista troca as imagens de fantasia de luta por uma terapia mais direta, enquanto desvenda as consequências da culpa internalizada. O álbum termina com a faixa monstruosa de 11 minutos dos Black Sabbath: “Inamorata” (a música mais longa que os Metallica gravaram até hoje). Melodias se agitam sombriamente das profundezas do baixo de Robert Trujillo. E há um lampejo de esperança lírica na escuridão.
72 Seasons pode não ver os Metallica fazendo nada de novo – mas encontra sua velha máquina disparando em todos os cilindros. Antigos e novos fãs estarão batendo cabeça alegremente por toda parte.

sábado, 3 de setembro de 2022

POST DA SEMANA : Megadeth - The Sick, the Dying... and the Dead! (Deluxe Edition) (2022) USA


Sinónimo de thrash metal técnico rápido, os Megadeth construíram uma carreira incrível de quarenta anos com alguns álbuns matadores e os altos e baixos usuais da banda; Com isso dito, esta última oferta é um grande retrocesso ao seu som original, batidas implacáveis de bateria e baixo com riffs de guitarra e solos selvagens chegando por cima, enquanto Mustaine rosna pelo álbum como só ele pode.
O título e a faixa de abertura, “The Sick, The Dying and The Dead”, estabelecem um nível realmente alto, estabelecendo um tom sinistro com uma pessoa gritando “Bring Out Your Dead” com uma guitarra lentamente dedilhada, levando te aos primeiros refrões reais da música com os riffs de marca registada do Megadeth e batidas de bateria matadoras, Mustaine está na sua melhor forma aqui com seu estilo vocal áspero combinando com o tempo do riff principal com facilidade, a guitarra de Kiko é como sempre imensa, mas ele aumenta um pouco aqui e realmente leva a pista a outro nível. Há uma diferença notável neste álbum, algo que está faltando nos últimos dois álbuns na verdade, e é o peso, parece haver um esforço conjunto para torná-lo realmente pesado, mas com um lado melódico e harmonioso e funciona muito bem.
Faixas como “Life In Hell”, “Dogs Of Chernobyl” e “Junkie” dão uma ideia do que eles fizeram, alternando entre riffs ruidosos e galopantes, bateria forte e linhas de baixo retumbantes, a interação de guitarra entre Mustaine e Kiko está fora dos gráficos ao longo do álbum, o que aumenta a experiência auditiva. Ice T empresta sua voz na brilhante “Night Stalkers”, um típico Megadeth explosivo, a um milhão de milhas por hora com uma batida de bateria incessante apoiado por alguns riffs retorcidos que vão ter cabeças balançando à esquerda, à direita e no centro, Kiko lança alguns solos esmagadores apenas para lembrá-lo de sua habilidade indubitável, uma faixa incrível.
“Killing Time” diminui o ritmo um pouco, mas mantém o pesado com riffs e graves espessos, Mustaine está no seu melhor rosnando enquanto cospe as letras com veneno. “Célebutante” para mim é o pacote surpresa; é muito rápido com uma batida de bateria empolgante e apenas uma pitada de Mechanix nos riffs, ela cai para a velha escola séria no meio do caminho com riffs triturantes e bateria retumbante antes de trazê-la de volta e Kiko se solta com um solo monstruoso que encerra a faixa, este é um sério candidato à faixa do álbum. “We'll Be back” fecha o álbum e como, isso é como uma mistura de algumas das melhores faixas de seu catálogo, um thrashfest total que arrebenta, leva nomes e vai deixar te babando por mais .

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Machine Head - Of Kingdom And Crown (2022) USA


Machine Head pode ser uma entidade estranha às vezes, eles saíram com tudo em 1994 com 'Burn My Eyes', um dos melhores álbuns de estreia de qualquer banda de todos os tempos. Sempre seria difícil para a banda viver de acordo com aquela incursão inicial na cena, 'The More Things Change' foi sólido, um ótimo álbum, mas não fez jus ao seu antecessor. Quanto menos se falar sobre 'The Burning Red', melhor, mas depois disso a banda parecia estar pisando na água em termos de material gravado, é bom, mas ainda assim esses álbuns ficam na sombra daquele álbum de estreia. Pelo menos durante toda a sua carreira eles SEMPRE estiveram em forma ao vivo – mesmo durante a turnê do 'The Burning Red'!
Em 2022 com a banda pouco antes de seu trigésimo aniversário, eles lançam sua próxima incursão no mercado de discos com 'ØF KINGDØM AND CRØWN' lançado pela Nuclear Blast. A eterna questão levanta-se na tua cabeça mais uma vez; “ Podem os Machine Head igualar ou até mesmo superar Burn My Eyes? ”.
A faixa de abertura 'SLAUGHTER THE MARTYR' imediatamente quebra o molde. Uma corda de guitarra ressoa suavemente, emitindo uma melodia que Robb Flynn pode acompanhar com um vocal sincero, isso dura três minutos e nove segundos antes de explodir em vida. Quando o violento ataque de guitarra começa e Robb grita “ Slaughter The Martyr ”, o ouvinte é rapidamente arrastado para o coração pulsante do novo álbum dos Machine Head. Com dez minutos de duração (sete excluindo a introdução), parece um pouco longo, no entanto, define o cenário para o que está por vir.
'CHØKE ØN THE ASHES ØF YØUR HATE' começa de onde a faixa anterior parou, é uma velocidade vertiginosa, o tradicional Machine Head no ácido, e que viagem esses quatro minutos são! Ao longo do álbum a banda mantém o ritmo alto, este não é um disco que tu podes relaxar, ele faz o sangue bombear. Mesmo o interlúdio de 58 segundos 'ØVERDØSE' envia uma mensagem angustiante antes de 'MY HANDS Are EMPTY' entrar em ação. A latejante e visceral 'KILL THY ENEMIES' diminui o ritmo, mas não é menos brutal no seu ataque ao ouvinte.
Em 'ØF KINGDØM AND CRØWN', os Machine Head produziram um álbum que aperta o botão de reset. Estes são os Machine Head de 2022, uma nova linha, uma nova perspectiva, uma nova agressão, mas ainda 100% os Machine Head que amamos. Está no mesmo nível de 'Burn My Eyes'? Não, mas nunca teve a intenção de ser. É um álbum que não pode ser comparado como tal, ele se destaca por si só como um clássico sólido e bem feito dos Machine Head.