Aqui estão muitas bandas clássicas de hard rock e metal que estão comemorando 50 anos (ou mais) de música. Journey. KISS. Quiet Riot. Cheap Trick. Deep Purple. Yes. Para citar alguns nomes. Alguns ainda estão gravando novas músicas e fazendo turnês para deleite dos fãs em todo o mundo. Judas Priest simplesmente lançou Invincible Shield e pegou a estrada para apoiá-lo. Agora, temos o regresso dos Blue Oyster Cult e seu décimo quinto álbum de estúdio, Ghost Stories .
Este álbum, no entanto, não é necessariamente uma coleção de músicas escritas recentemente. Em vez disso, conforme explicado pelos BOC no seu comunicado à imprensa, é "uma coleção de músicas reimaginadas e recém-concluídas... que foram originalmente gravadas entre 1978 e 1983, exceto por uma faixa de 2016, If I Fell. Também está incluída a única faixa conhecida gravação de estúdio de seu clássico show Kick Out the Jams (capa do MC5). Parte do material é de sessões de workshop para um álbum, parte é de ensaios de performance. Todos foram gravados uma vez na esperança de que algum dia veriam a luz. dia." Com a cooperação dos fundadores dos BOC, Eric Bloom e Donald "Buck Dharma" Roeser, essas músicas foram desmixadas, remixadas e produzidas por Steve Schenck e Richie Castellano para se tornarem Ghost Stories .
Dando um toque a esta coleção e muito mais, o fã mais exigente dos BOC ouvirá o estilo musical distinto da banda. Notavelmente, o versátil melódico hard rock impulsionou a harmonia das guitarras duplas, a melodia forte da música, bastante ritmo de rock, solos de guitarra expressivos e arranjos vocais harmoniosos, cadenciados e às vezes assustadores. Esta fórmula se apresenta com So Supernatural, Don't Come Running To Me e Cherry. BOC mostra sua versatilidade na mudança de género com um rock direto como Late Night Street ou a música curta de fusão, Soul Jive. Verifica o trabalho delicado e ágil de Buck Dharma. Desde o início, seu trabalho com a guitarra me cativou. Embora o material original seja criativo e divertido, eu definitivamente fiquei impressionado com os covers: We Gotta Get Out of This Place, dos Animals, If I Fell, dos Beatles, e Kick Out The Jams, dos MC5. Simplesmente fantástico.
Ao todo, Ghost Stories dos Blue Oyster Cult revive e grava uma coleção de suas músicas mais antigas, que vieram de sessões de escrita de novo material, bem como de ensaios. O álbum mostra uma banda no seu auge e também constante e consistentemente criativa. Os fãs dos BOC deveriam gostar.
Os clássico roquers americanos Blue Öyster Cult voltam com seu primeiro álbum de estúdio em 19 anos.
O Vocalista Eric Bloom e o guitarrista Buck Dharma ainda lideram os Blue Öyster Cult . Na atual formação da banda, eles são acompanhados por Danny Miranda (baixo), Jules Radino (bateria) e Richie Castellano(teclados, guitarra base). “The Symbol Remains” é o primeiro álbum de estúdio da banda em 19 anos e as expectativas são altas entre os fãs. “The Symbol Remains” é um álbum de rock bastante variado, que vai do clássico rock via AOR, hard rock e rock progressivo até blues rock, rockabilly e muito mais. Ao longo de sua carreira, a banda misturou vários estilos e influências. Enquanto no passado a banda mudou principalmente os estilos entre os diferentes álbuns, aqui eles oferecem esse tipo de caldeirão no mesmo álbum. “That Was Me” é uma ótima música de hard rock. “Nightmare Epiphany” é uma canção de rock incrivelmente cativante que soa como se nunca tivesse saído dos anos 70. A épica faixa “Edge of the World” é simplesmente mágica, um dos destaques absolutos do álbum. Consegue combinar o clássico rock dos primeiros anos da banda com toques de hard rock moderno, ganchos pop e um bom trabalho de guitarra. “Stand and Fight” soa como um daqueles hinos do heavy metal de meados dos anos 80 (pense num cruzamento de Manowar e Saxon ). Simples, mas eficaz. Adoro. Ouvimos um rock country / rockabilly divertido na faixa “Train True (Lennie's Song)”. “The Alchemist” é um excelente rock progressivo misturado com alguns toques teatrais da velha guarda de Alice Cooper . “Secret Road” é um rock adulto no meio do caminho, enquanto “Fight” é um excelente rock de Tom Petty . O fato de o álbum de 14 faixas ser tão variado mantém as coisas interessantes ao longo de todo o álbum. Tu nunca sabes o que está por vir. Um álbum que consegue soar como 10cc e Manowar não pode ser uma coisa má, pode? A edição japonesa vem com uma faixa bônus na forma de uma versão remixada acústica excêntrica de “That Was Me”.
Blue Oyster Cult! Banda de culto em todo o mundo, sobre a qual seria impensável falar deles e não referir "Don't Fear The Reaper"; o famoso clássico que todo o rockeiro que assim se intitula devia conhecer, alíás, havia de existir uma disciplina na escola sobre rock, quem falha-se coisas como smoke on the water, dont fear the reaper, paranoid, tie your mother down, kashmir, entre outros, era logo reprovado;... de ano!!! Sobre BOC havia milhentas palavras para escrever, mas o que pretendo aqui é desmistificar um pouco "Imaginos", o disco de 88, o meu disco preferido da mais ou menos extensa discografia deles. É talvez aquele que muitos apelidam de comercial, fora do contexto Oyster, e outras tretas que quanto a mim, me apetece pregar-lhes duas hóstias e mandá-los de fronha para a parede e com chapéu de burro. "Del Rio's Song"; "Astronomy", "I Am The One You Warned Me Of", "The Siege And Investiture Of Baron Von Frankenstein's Castle At Weisseria" são cultura! Cultura porquê? Porque isto é um filme áudio, em muitos momentos operático, histórico e acima de tudo com um grau de composição para lá do impressionável. Este disco foi idealizado e iniciado no seu formato compositivo em 1967, aínda BOC não existia. Sandy Pearlman, então critico fonográfico, produtor e manager, tinha idealizado uma história fantástica. Mas foi pela mão dos BOC que a sua escrita ganhou forma de música. Albert Bouchard, baterista e um dos membros originais do grupo começou a trabalhar na música para a história criada por Sandy em 1972, a partir da edição do 1º disco de BOC, que Sandy tinha apadrinhado e idealizado como a resposta americana aos Black Sabbath. Mas "Imaginos" foi sendo sistematicamente adiado até ao dia em Albert deixou os BOC em 1982. No entanto, conforme iam sendo compostas, algumas das músicas acabaram por ser utilizadas nos discos dos BOC. "Astronomy" e "Subhuman", esta reintitulada de "Blue Oyster Cult" para o disco "Imaginos", foram editadas em 1974 no álbum "Secret Treaties". Durante os anos seguintes os restantes temas foram compostos, até 1982, quando finalmente, Albert decidiu trabalhar naquele que era o projecto que explicava o nome de Blue Oyster Cult. O álbum foi originalmente idealizado para ser um disco duplo ou até triplo, mas a editora não o permitiu e assim várias músicas foram excluídas da prensagem final de "Imaginos". Entretanto, outros problemas surgiram, e o disco continuava a ser adiado, acabando por ver a luz do dia pela mão dos BOC e sem o envolvimento directo de Albert, junto com Sandy, os dois principais compositores. "Imaginos" é a personagem central da narrativa, jovem com poderes sobrenaturais, que era capaz de ver o futuro muito para além de "nós". A viagem de Imaginos é misteriosa, mas acima de tudo acaba esclarecedora por entre poderes e seres sobrenaturais, pirâmides Mayas e influências politicas. Devido ao corte no nª. de faixas que compunham a sequência narrativa, Sandy decidiu saltear a ordem das músicas, colocando-as num eixo que só ele compreendia, ficando de tal modo confuso quanto misterioso, mas acabando por provocar descrença e repulsa nos preguiçosos mentais. Eu fui um daqueles que ficou fascinado com o disco, a qualidade musical é devastadora e a premissa que o acompanhava fez com que o ouvisse várias vezes de forma aleatória na esperança de encontrar o fio condutor da narrativa, inclusive dei-me ao trabalho de gravar várias k7s com a ordem das músicas completamente diferentes, mas como na altura, o meu inglês ainda era insuficiente, bom, mas pelos vistos insuficiente, resignei-me e lá esperei mais alguns anos até ler numa qualquer revista um artigo de Samuel "Sandy" Pearlman a explicar o disco. E então quais são os motivos para se gostar tanto deste disco? Melodias cativantes e que ficam na nossa cabeça mesmo durante o sono de tão simples e fantásticas que são, não é assim "Del Rio's song"? Joe Cerisano, vocalista convidado, interpreta magistralmente "The Siege..."; que é um corte sublime, talvez o melhor do disco; conhecido como "possivelmente o vocalista anónimo mais famoso da américa", Joe é sem dúvida uma voz de referência no hard rock, conhecido por ser um dos principais vocalistas do projecto Trans-Siberian Orchestra no disco "The Christmas Attic" e de muitos outros encontros com a sua voz em coisas tão distintas como jingles e promoções de grandes marcas como a Coca-Cola, daí se percebe o seu apelido. A "guitar orchestra" em Imaginos contempla Aldo Nova, Robbie Krieger e Joe Satriani, entre outros. Estas músicas são de tal modo cativantes que só nos damos conta disso, depois de as termos ouvido várias vezes seguidas. Compreendo que o culto gerado à volta dos BOC e do seu hardrock psicadélico tenha ficado abalado pela transformação comercial quase pop neste disco, mas quantos de vós sabe que a maior parte das letras dos BOC foram escritas primeiro por Sandy e posteriormente pelo escritor e poeta Richard Meltzer? Saibam todos que a verdadeira e impressionante função dos membros da banda foi compor musica para os textos vindos de fora da banda, isso sim foi notável, tentar dar vida ao que vai na alma de outros não está ao alcance de todos. E agora para que fique claro, a explicação é esta: como a editora se recusava a editar Imaginos como uma obra a solo de Albert, Sandy não ia deixar que a sua obra magnum opus finalmente terminada, ficasse mais uma vez na gaveta depois de ter levado 20 anos a compor. Como manager dos BOC, entregou-lhes o projecto, convidou uma série de amigos e artistas conceituados e gravou o disco com a sua supervisão e direcção. Foi obrigado a encurtá-lo, e como tal encurtou também muito nas letras e trocou-lhes as voltas, mas sem perder a identidade, pelo menos na sua mente; aumentando assim o mistério à sua volta. Se conhecerem alguns discos de BOC como "Agents of Fortune" sabem que este disco tráz muito de "Don´t Fear The Reaper" e "The Revenge Of Vera Gemini". Existe alguém que agora seja capaz de dizer que este disco não é BOC autêntico? Não se esqueçam que Albert foi um dos principais compositores da banda, por isso dizer que este disco não tem nada deles também é um erro. É moderno? Sem dúvida! Traz novos elementos? Não é suposto ser assim?! Tem gente a mais de fora da banda? O que dizer de Alice Cooper, Meat Loaf e Savatage! Assim perde identidade? Como referi acima, só a musica propriamente dita é que é deles em quase toda a sua discografia, não deixaram por isso de ser BOC, porque iria acontecer isso agora?! Meus amigos, isto é música, é cultura e merece a atenção de qualquer um, apesar de a editora nunca ter achado desta forma e nunca ter apoiado este disco, ele elevou-se por mérito próprio, o que por si é uma bofetada nos estúpidos e imbecis que só querem fazer dinheiro com gagas e rabinhos williams, não que não aprecie alguns dos seus trabalhos mas daí a merecer tanta exposição? Bem sei que se pudessem enfiavam-nos com eles pela garganta abaixo mas somos a escumalha da terra não é? Rockers são raça maldita, mas até usarem o fatinho muitos deles viviam a sua independência como tal. O Rock é o oxigénio da juventude, e só deixa de ser jovem quem perde o encanto. Apesar de tudo, o disco até que se deu razoavelmente bem, entrou na bilboard americana e em todo o mundo vendeu alguns milhões. O nome de Blue Oyster Cult é desmistificado neste disco, se forem capazes de descobrir o seu contexto vão desvendar um mistério que para milhões tem cerca de 40 anos, será uma aventura como o é esta história. Uma dedicatória ao nosso amigo DEV, quem me emprestou este disco já no longinquo ano de 88, ou foi o Herr Olli.veira? De qualquer modo um abraço aos dois. Já agora uma curiosidade, a foto da capa deste disco, refere-se ao CliffHouse Hotel & Restaurant que ardeu por completo em 1907 e se situava em São Francisco, California, USA. Sinistra e misteriosa foto, não é? Tal e qual como Imaginos! Gostava de pedir a Sandy e a Albert para editarem novamente este disco mas completo, tal e qual o idealizaram; penso que os cerca de 2 milhões de discos vendidos justificam isso, não acham? É algo que se pudesse fazia um filme, a qualidade da história é demasiadamente boa para se continuar a desperdiçar! McLeod Falou! NR: (Como não quero que se cansem a pensar, decidi fazer uma tradução rápida da entrevista de Sandy à revista Kerrang! explicando um pouco a ideia e história deste Imaginos, que decidi anexar ao ficheiro que existe na web. Vão finalmente saber a origem do nome Blue Oyster Cult!)
Temas:
"I Am the One You Warned Me Of" (Albert Bouchard, Sandy Pearlman, Donald Roeser) – 5:04 "Les Invisibles" (A. Bouchard, Pearlman) – 5:33 "In the Presence of Another World" (Joe Bouchard, Pearlman) – 6:26 "Del Rio's Song" (A. Bouchard, Pearlman) – 5:31 "The Siege and Investiture of Baron von Frankenstein's Castle at Weisseria" (A. Bouchard, Pearlman) – 6:43 "Astronomy" (J. Bouchard, A. Bouchard, Pearlman) – 6:47 "Magna of Illusion" (A. Bouchard, Pearlman, Roeser) – 5:53 "Blue Öyster Cult" (Eric Bloom, Pearlman) – 7:18 "Imaginos" (A. Bouchard, Pearlman) – 5:46
Banda:
Eric Bloom – lead vocals on 1,3,4 Albert Bouchard – guitar, percussion, co-lead vocals on 8 Joe Bouchard – bass, keyboards, vocals Allen Lanier – keyboards Donald "Buck Dharma" Roeser – guitars, lead vocals on 2,6,7, co-lead vocals on 8
Musicos Convidados:
Kenny Aaronson – bass Thommy Price – drums Jack Secret – additional vocals Tommy Morrongiello – guitars, arrangements, and vocals Jack Rigg – guitars Tommy Zvoncheck – keyboards Shocking U – background vocals on 3 Joe Cerisano – lead vocal on 5, additional vocal on 1 Jon Rogers – lead vocal on 9 Daniel Levitin - backing vocals
Guitar Orchestra of the State of Imaginos
Marc Biedermann (Blind Illusion) Kevin Carlson (guitarist from Aldo Nova) Robby Krieger (lead guitar on "Blue Öyster Cult" and "Magna of Illusion") Tommy Morrongiello (forward and reverse guitars) Aldo Nova Jack Rigg Joe Satriani (lead guitar on "The Siege of... Castle at Weisseria")