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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Fighter V - Deja Vu (2026) Suíça

Chamar um disco de Deja Vu pode parecer um movimento arriscado, mas para os suíços do Fighter V, é um ato de honestidade intelectual. Em seu terceiro álbum, a banda não tenta esconder que seu coração bate no ritmo dos anos 80. Como diria Paul Rees, o segredo do AOR nunca foi ser "cool" ou estar na moda; o segredo sempre foram as grandes canções.

Aqui está a nossa análise de um dos lançamentos mais brilhantes de 2026 para os órfãos das arenas:


Avaliação: Fighter V – Deja Vu (2026)

A Maturidade do Melodic Rock

O Fighter V já trazia no currículo a benção de Jona Tee (H.E.A.T.), mas em Deja Vu, eles deixam de ser "os protegidos" para se tornarem mestres do próprio destino. O som é polido, as harmonias são impecáveis e há uma convicção absoluta em cada nota.

Um ponto de virada crucial é o novo vocalista: seu timbre ligeiramente mais rouco que o do antecessor traz uma intensidade necessária, uma camada de "sujeira controlada" que dá mais peso e urgência às composições melódicas.


Mapeamento das Faixas: Uma Viagem no Tempo

Faixa

Estilo / Influência

O que esperar

"Raging Heartbeat"

Classic AOR

Uma abertura brilhante que reúne todos os clichês do gênero da melhor forma possível.

"Victory"

Euro-Rock

Teclados gloriosos e um solo de guitarra dupla que grita "Europa".

"Foolish Heart"

80s Synth Rock

O solo de keytar é tão nostálgico que quase dá para ver as ombreiras através das caixas de som.

"Stand By Your Side"

Def Leppard vibe

Revisitando a fase intermediária dos Leppard com uma produção cristalina.

"Hold The Time"

Early Bon Jovi

Poderia estar no primeiro disco de Jon Bon Jovi sem qualquer estranheza.

"Victim Of Changes"

Hard Rock

O encerramento com atitude, apresentando guitarras ao estilo Van Halen.


O Fator X: Victor Olsson e a Produção

As contribuições de Victor Olsson nos teclados são a alma deste disco. Embora gravadas separadamente, elas colorem cada fresta das músicas, elevando o nível de produção de "muito bom" para "classe mundial". O teclado aqui não é apenas fundo; ele estala, reluz e lidera.

O álbum também sabe quando ser paciente. Em "All Your Love", a banda mostra que entende a dinâmica do Rock Melódico: construir a tensão lentamente para que a recompensa no refrão seja ainda mais doce. E para os fãs de baladas, "For All This Time" entrega aquele momento épico indispensável para os dias de hoje.


O Veredito Final

Antigamente, dizia-se que o terceiro álbum era o que separava os amadores das lendas. Deja Vu tem todo o peso de ser esse disco para o Fighter V. Eles não estão a tentar reinventar a roda; estão apenas a garantir que ela brilhe mais do que qualquer outra no mercado atual.

É um álbum repleto de classe, confiança inabalável e refrões que você sentirá que já conhece — não por falta de originalidade, mas porque são tão bons que parecem clássicos instantâneos.

Nota: 9.1/10

"Se o AOR é uma religião, o Fighter V acaba de entregar um novo testamento. Deja Vu é o som de uma banda que sabe exatamente quem é e não pede desculpas por isso."


Destaques: "Raging Heartbeat", "Made For A Heartache", "Victim Of Changes".

Recomendado para: Fãs de H.E.A.T., Eclipse, Bon Jovi (fase anos 80) e Def Leppard.


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terça-feira, 26 de agosto de 2025

Burning Witches - Inquisition (2025) Suíça

As Burning Witches, a poderosa banda suíça de heavy metal, regressam com "Inquisition", um álbum que é uma declaração de força e uma celebração do metal tradicional na sua forma mais pura. Lançado em 2025, este trabalho é uma prova de que a banda continua a incendiar a cena do metal com a sua atitude e energia inabaláveis.

Desde o primeiro riff, "Inquisition" atinge o ouvinte com a força de um martelo. A produção é robusta e cristalina, com um som que é grande e limpo, mas sem nunca sacrificar a energia crua da banda. As guitarras, a cargo de Romana Kalkuhl e Larissa Ernst, são o coração pulsante do álbum, com riffs pesados e cativantes que remetem a gigantes como Judas Priest e Accept. Os solos são incendiários, cheios de shredding e feeling, e são perfeitamente integrados na estrutura das canções.

A vocalista, Laura Guldemond, é uma força central, com um timbre que se encaixa perfeitamente na grandiosidade do álbum. A sua voz é poderosa e cheia de atitude, entregando letras que celebram a força, a rebeldia e a luta pela liberdade. Os refrões são hinos prontos para a arena, viciantes e feitos para serem cantados em plenos pulmões, mostrando a capacidade da banda em criar momentos épicos e memoráveis.

"Inquisition" é um álbum que brilha pela sua consistência e coesão. As músicas fluem bem umas para as outras, mantendo um nível de energia constantemente elevado. Embora as Burning Witches operem dentro de uma linguagem familiar para os amantes do heavy metal clássico, elas conseguem imprimir a sua própria marca, com composições que são ao mesmo tempo clássicas e cheias de vida. A banda não tenta reinventar a roda, mas sim roda-a com grande entusiasmo e competência.

Para os fãs de bandas como Judas Priest, Accept, Helloween e outros gigantes do heavy metal tradicional e power metal, "Inquisition" será uma audição extremamente gratificante. É um álbum que celebra a essência do género: riffs poderosos, uma atitude desafiadora e uma paixão inegável.

Em resumo, "Inquisition" é um triunfo para as Burning Witches. É um álbum que confirma o seu estatuto como uma das bandas de metal mais importantes da atualidade, com uma dose generosa de riffs memoráveis, melodias inesquecíveis e uma execução impecável.

Já teve a oportunidade de ouvir "Inquisition" das Burning Witches? Qual a sua faixa favorita e o que mais o impressionou neste novo trabalho?

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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Pollution - Call To Mind (2025) Suiça

Os Polution, a banda suíça que regressa com um novo alinhamento e uma energia renovada, apresentam "Call To Mind", um álbum que é uma celebração do hard rock melódico. Lançado a 29 de maio de 2025, este trabalho mostra a banda a evoluir para um som mais polido e com uma forte aposta em canções radiofónicas.

Desde as primeiras notas do tema de abertura, "Don't Wanna Leave Her", o álbum estabelece um tom de rock melódico acessível e fácil de cantar. A produção é poderosa e profissional, permitindo que cada elemento musical se destaque. As guitarras, a cargo de Marcel e Matthias Betschart, são um dos pontos altos, com um excelente trabalho em equipa, entregando riffs dinâmicos e solos de guitarra que são técnicos mas com uma forte veia melódica.

O vocalista, Pascal Gwerder, é uma força motriz no álbum. A sua voz, descrita como "fumarenta", é uma marca distintiva da banda, adicionando caráter e emoção a cada canção. Refrões em faixas como "Never Let Go" são criados para serem hinos, perfeitos para serem tocados nas rádios. O álbum equilibra a energia do rock com momentos mais ponderados; a balada "Silence In Fall" é um exemplo, começando com guitarras acústicas mas crescendo para secções mais pesadas e um grande solo de guitarra.

"Call To Mind" brilha pela sua consistência e coesão. Embora o álbum não seja um hard rock puro e duro como alguns poderiam esperar, a sua sucessão de canções bem elaboradas e cativantes é um dos seus maiores méritos. A alegria dos músicos em tocar é palpável, e a banda demonstra uma grande habilidade em criar melodias que ficam na cabeça do ouvinte.

Em resumo, "Call To Mind" é um álbum sólido e bem-produzido que fará as delícias dos fãs de hard rock e rock melódico. É um trabalho que, apesar de curto, está repleto de ganchos memoráveis e performances fortes. Os Polution provam que têm o que é preciso para criar hinos de rock que ressoam e perduram.

terça-feira, 23 de abril de 2024

King Zebra - Between The Shadows (2024) Suíça

Minha primeira experiência com os King Zebra da Suíça foi o EP homônimo de 2019, que marcou sua primeira gravação com o vocalista americano e ex-china Eric St. Michaels. Desse curto EP veio Firewalker, que acumulou mais de dois milhões de streams. Em 2020, o quinteto voltaria ao estúdio para gravar seu terceiro LP, Survivors . Aparecendo pelo selo Golden Robot, o álbum contou com a participação da cantora dos Thundermother, Guernica Mancini, no Wall of Confusion. Enquanto isso, ao longo desses poucos anos, King Zebra se apresentaria com Crash Diet, Lynyrd Skynyrd, Uriah Heep e muito mais. Agora, a banda regressa com seu terceiro álbum, Between The Shadows , agora assinado com a italiana Frontiers Music.
Desde o início, King Zebra tinha um objetivo em mente: criar um clássico melódico hard rock AOR cativante e divertido. Não vamos discutir aqui. O som deles é basicamente, e sem duvidas, um déjà vu de 1987. Um ataque de guitarra dupla é auxiliado por ritmo e groove de rock, melodia forte e harmonia vocal, refrões memoráveis e solos de guitarra épicos. St. Michaels continua sendo uma voz melódica consistente.
Outra coisa para não discutir aqui: quase todas as músicas são perfeitas e ótimas, atingindo o objetivo da banda. Tanto que é definitivamente difícil escolher alguns favoritos. No entanto, alguns rockers épicos e contagiantes chegam com Dina, Cyanide, With You Forever, Starlight e especialmente Children Of The Night, alguns grandes vocais de grupo. Surpreendentemente, não existe uma balada poderosa clássica. Talvez Dina. Mas outro ouvinte pode defender uma música diferente. Se houver alguma falha na mixagem, pode ser a mais próxima, Restless Revolution, que tocou riffs grossos, pesados e muito mais lentos do que outras músicas. Mas isso não afeta a qualidade geral consistente deste álbum.
Ao todo, com Between The Shadows , King Zebra mostra mais uma vez seu talento para criar clássico melódico hard rock AOR cativante, consistente e divertido. Pode ser um feito raro, mas King Zebra acerta no género.

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domingo, 21 de janeiro de 2024

Gotus - Gotus (2024) Suíça

Contendo atuais e ex-membros das bandas suíças Krokus, Gotthard e Storace, Gotus foi formado pelos guitarristas Mandy Myer e pelo baterista Pat Aeby em 2019. Após uma pequena interrupção devido a algo chamado COVID-19, a banda tomou forma final em 2022 com a adição do vocalista Ronnie Romero (Lords Of Black, The Ferryment, Elegant Weapons, etc), do baixista Tony Castell (ex-Krokus, Crystal Ball) e do teclista Alain Guy. A banda lançou três singles antes de seu álbum de estreia autointitulado, Gotus , pelo selo Frontiers Music.
Como diz o ditado, a maçã não cai da árvore, por isso Gotus não se afasta das respetivas raízes musicais dos músicos. Gotus é, essencialmente, clássico hard rock centrado na guitarra (na tradição suíça). Tu podes encontrar um pouco de metal, mas a melodia e a harmonia da música são evidentes. Com Romero tu ouves vocais limpos, mas envolvidos no seu conhecido estilo de lâmina de barbear.
Ao dar uma ou duas voltas no álbum, tu vais descobrir que ele corresponde às expectativas. Take Me To The Mountain e Beware Of The Fire são rock hard e heavy, adicionando aquele toque de metal. Alternativamente, Undercover é puro rock n roll groove. When The Rain Comes tem uma vibração definitiva de blues; talvez também What Comes Around Goes Around: observa o trabalho acústico de guitarra no início.
Without Your Love é suave em comparação com outras músicas, tendo uma sensação quase AOR. Semelhante é o hino do hard rock, Love Will Find It's Way. Mas a verdadeira balada rock vem com Children Of The Night, com sua guitarra acústica e voz no primeiro terço, depois ganhando força em riffs e vocais, apenas para seguir com um colapso acústico e outro.
Dito isto, o álbum de estreia de Gotus, impulsionado por um trabalho ágil de guitarra, composições sólidas e musicalidade experiente, é a própria definição de clássico melódico hard rock na melhor tradição.

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segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

POST DA SEMANA : Rash Panzer - Liberation (2023) Suíça

Depois de mais uma década de folga, os hard rockers suíços em torno do vocalista de voz forte JJay Guertchakoff estão finalmente de volta para ficar e arrasar permanentemente. O novo trabalho Liberation é simplesmente bom demais para ser despedido imediatamente.
Uma enorme dúzia de músicas entre hard e heavy mostram mais do que claramente o quanto séria a banda é. O que começa extremamente forte com o groover cativante Easy Lovin Easy Livin termina de forma dinâmica e com muita força com Shiny Eyes.
Entre eles existem groovers um pouco mais lentos e poderosos, como o poderoso Freewill ou temas mais rápidos, como The Power Of Light convida te a balançar a cabeça e levantar o punho. E as músicas não são apenas fortes, elas também são soberbamente compostas e têm energia e cativante ao mesmo tempo. Rock Save My Soul é simplesmente um verdadeiro hino do rock e Testament um verdadeiro riff monstruoso. Os suíços, assim como seu compatriota Wilhelm Tell, atingiram a marca um total de doze vezes!
Liberation é uma declaração sonora inconfundível e, acima de tudo, inconfundível de uma banda que queima pela sua arte e pelo seu som como poucos dos seus colegas. O cantor Guertchakoff em particular está vocalmente e espiritualmente por trás de sua “antiga” banda e do novo álbum.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Fire Rose - Blood on Your Hands (2023) Suíça


Muito tempo se passou desde o último álbum dos Fire Rose “Devil on High Heels” e nesses sete anos muitas coisas aconteceram. E é muito bom ver que a banda suíça superou esses momentos difíceis: eles perderam o baixista e amigo Adi e tiveram algumas mudanças na formação, mas mesmo assim acreditaram na música e seguiram em frente. Os músicos estão no caminho certo, a voz do vocalista Philipp Meier se encaixa perfeitamente nas músicas criadas por Simon Giese, seu irmão Florian, Janick Schaffner e o novo integrante Simon Sutter.
Seu novo álbum “Blood on your Hands” foi lançado em 8 de setembro.
Os músicos criaram um disco que me surpreende um pouco: comparado ao álbum de 7 anos atrás, eles deram um grande passo musical e desenvolveram seu estilo. Eles sempre escreveram refrões cativantes para cantar junto imediatamente, mas agora isso é uma qualidade agradável para os ouvidos continuamente. Tu podes ouvir certas inspirações das grandes bandas de Hard Rock/Heavy, mas não como cópias. Gosto das melodias, dos riffs, da harmonia entre a melodia vocal e a música. Muito bem feito. O cantor Philipp mostra seus timbres mais agudos e oferece uma bela diversidade às músicas. Eu ouço “Leave your Cage” e penso, este é o meu favorito por causa da melodia, e então vem “Get it All” – como devo escolher o meu favorito? Impossível! Uma música rápida e up-tempo com ótima batida e solo de guitarra muito bom. “Rain Falling Down” é uma balada bem arranjada no álbum, arrepios garantidos.
Seguido por “Fly to the Rainbow”, “Life” e depois “Fields of Honor”, não poderia ter havido melhor final para este disco. Então o que tu ouves em “Blood on you Hands” é Hard Rock Suíço de alta qualidade no seu melhor.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Graywolf - Graywolf (2023) Suiça


Graywolf é uma banda vinda da Suíça. Com músicos experientes a bordo, tendo tocado em bandas como Celtic Frost, Emerald e Pure Inc., o quinteto tem poder de fogo e experiência suficientes para criar um álbum que arrasa; e a estreia autointitulada realmente arrasa.
Com o histórico dos músicos envolvidos, a suposição em relação ao som de Graywolf pode ser metálico e hard. Isso não é exatamente o que tu ouves nesta estreia. 'Graywolf' apresenta canções élficas profundamente enraizadas no clássico rock e no hard rock. Em primeiro plano estão melodias bem trabalhadas, bem como um bom nível de dureza, o que torna canções como 'We'll Bring You Down' para agradar aos pequenos ouvidos. Sempre no enquadramento de três minutos a banda sabe como libertar um pouco da força do rock. Músicas como a forte 'Hey Man' e a seguinte 'Get Out Alive', com seu baixo forte, espalham uma boa vibração imediatamente e o mesmo vale para 'After Midnight', que revelará todo o seu potencial provavelmente durante os shows ao vivo.
Os Graywolf não têm vergonha de uma guitarra acústica é o que os músicos mostram durante a emocionante 'All We Want is Everything'. A melodia meio acústica é tocante. Com 'I'm Losing You' a balada obrigatória também encontra um lugar na tracklist e sinceramente, sinto um hit que lembra bandas como Nickelback, que, nesse contexto, não é tão negativa quanto poderia ser interpretada desde que Graywolf adicione mais algumas arestas para esta balada.
'Graywolf' é um álbum de estreia bem feito, criado por músicos que sabem como as coisas funcionam no mundo do rock. Ainda há autenticidade suficiente incorporada para tornar o álbum muito mais do que um deleite planejado para o sucesso. A paixão encontra a experiência, é isso que este longplayer espelha e ouvir o resultado do trabalho é uma forma divertida de passar 36 minutos.

domingo, 11 de junho de 2023

POST DA SEMANA : Shakra - Invincible (2023) Suiça


Se tu estás há 26 anos no mercado e lançaste 12 discos, obviamente fizeste algo certo. A banda suíça de hard rock Shakra pode olhar para trás em tal história e a jornada não terminou. Se isso também significa que tu és invencível é algo que não sei dizer, mas pelo menos 'Invincible' é o título do 13º longplayer , oferecido pelos suíços.
'Invincible' traz doze novas canções de hard rock e a banda se mantém fiel à sua marca registada. Shakra significa hard rock tradicional com ganchos bem elaborados, boas melodias e riffs pesados. E desde que Mark Fox voltou à banda em 2015, também os deveres vocais estão sendo bem cuidados.
'Invincible' é um álbum que foi criado durante a pandemia. De certa forma, o quinteto foi invencível quando o assunto é não se abater com a pandemia. Ao invés de reclamar da pausa global, a banda passou a compor músicas que abordam a liberdade de andar de moto na estrada e o que saiu dessa imaginação é uma música chamada 'On the Wild Side'.
A jornada musical também levou a banda em direção ao Norte, refletida na 'Old Irish Song', que dá ao som dos Shakra um swing ligeiramente diferente.
'The Way It Is' é a abertura orientadora que reflete o que esperar dos próximos 53 minutos. Começando acusticamente, a música evolui para uma delícia de hard rock que encontra o ponto ideal de dureza e cativante. Fica-se tentado a juntar-se imediatamente aos gritos de 'Hej', recurso que deverá funcionar na perfeição durante os espectáculos ao vivo.
A faixa-título de ritmo mais lento é um pequeno destaque no álbum também e com o verso melancólico que se transforma num refrão esperançoso, as músicas são um verdadeiro hino do hard rock. Fator sing-a-long garantido.
O momento emocionante é chamado de 'As I Lay Down to Sleep', seguido pela vigorosa 'House of Rock', uma música que tem o potencial de fazer as paredes tremerem. Shakra se concentra nos momentos de hard rock, que também são exibidos pela batida forte 'Between the Lines' e a imparável finalização 'As Long As I'm Alive'.
'Invincible' pode não ser o álbum mais inovador. Em vez disso, está cheio de energia e reflete o espírito do rock'n'roll. É uma boa música, sendo a banda sonora perfeita para um passeio ao pôr do sol de verão.

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Burning Witches - The Dark Tower (2023) Suiça


Se tu anseia por um novo Heavy Metal que combine todos os elementos das melhores bandas de heavy metal do final dos anos 80, início dos anos 90, não procures mais, pois Burning Witches está aqui para satisfazer teus desejos de Classic Metal. Fazendo a mudança da Nuclear Blast Records para a Napalm Records, a banda lançou seu 5º álbum de estúdio Burning Witches - The Dark Tower . Com a mesma formação incrível para o terceiro álbum consecutivo: Laura Guldemond nos vocais, com o ataque de guitarra dupla das fundadoras Romana Kalkuhl e Larissa Ernst, e a estrondosa seção rítmica com a baixista Jeanine Grob e a baterista Lala Frischknecht se superaram com The Dark Tower .
Para seu 5º lançamento, Burning Witches preparou uma mistura maligna de Heavy Metal excepcional como deveria ser, com guitarras duplas ardentes e vocais gritantes sobre o topo de ritmos fortes. Desde a faixa instrumental de abertura “Rise Of Darkness”, o clima é definido enquanto “Unleash The Beast” segue com sua bateria rápida, guitarras pirotécnicas e vocais de cair o queixo. Em seguida, “Renegade” imediatamente exala aquela sensação inicial dos Accept quando as guitarras dão um soco na tua cara. Com a faixa-título e sua introdução assustadora “House of Blood”, Burning Witches capturou o estilo e as vibrações sombrias do álbum Conspiracy dos King Diamond, com toda a sua escuridão e glória de guitarra dupla. Todas as músicas funcionam perfeitamente juntas para uma ótima audição e uma incrível experiência de abanar cabeça.
Burning Witches - The Dark Tower mostra a evolução e aperfeiçoamento constante de uma grande banda de Heavy Metal. Elas criaram uma mistura soberba de todos os melhores elementos das bandas mais pesadas dos anos 80, acrescentando seu próprio estilo e som únicos. Este lançamento será um sucesso certo para todos os fãs de King Diamond e Andy LaRocque, já que os Burning Witches aumentaram a precisão da guitarra e melodias e letras sombrias. Fãs de heavy metal e thrash sombrio dos anos 80 a 90 precisam definitivamente de ouvir este álbum.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Gomorra - Dealer Of Souls (2022) Suiça


Seguindo seu álbum de estreia em 2020, Divine Judgment , o quinteto suíço Gomorra está furioso mais uma vez com o lançamento do segundo disco, Dealer of Souls . Apresentando o atual guitarrista dos Destruction, Damir Eskic, ao lado do vocalista Jonas Ambühl, do colega guitarrista Dominic Blum, do baixista Arman Hadzic e do baterista Stefan Hösli, este é outro lançamento bem elaborado e feroz que traz mais melodia para a briga do que seu primeiro álbum.
Combinando elementos de thrash, tradicional, groove e power metal, este lançamento de 50 minutos é quase uma vitrina de como amalgamar estilos para criar um disco de heavy metal sólido. É provavelmente um desafio para aqueles que lutam com o estilo vocal mais excêntrico, pois Ambühl tem bastante alcance, elevando a ópera até rugidos arenosos e cobertos de cascalho.
Há a rápida introdução de “Reflection of Souls”, o hino do segundo single “Stand United” com sua explosiva pausa no meio, e o brilhante ritmo explosivo de “Dealer”. É cheio de riffs robustos, ritmos acelerados e vocais exagerados que tornam o álbum histericamente engraçado, mas também completamente cativante. É genuinamente como o caldeirão de metal, onde tudo foi jogado na panela e não temos certeza do que está saindo!
Se tu gostas de cantar junto, há muito para seduzir-te a exercitar as cordas vocais. Mergulha profundamente na cativante “Green Gold”, com seu groove dos Pantera, ou na imperiosa “Rule of Fear”, com seus crescentes cantos de grupo que abrem a música antes que ela se transforme num hino de power metal gloriosamente desenfreado. E então eles jogam a bola curva com “All is Lost”. Por três minutos e meio ela galopa junto, então cai no estilo de “Remember Tomorrow” dos Maiden antes de um delicioso groove agarrar a banda de volta e eles vão de novo. É a faixa épica da banda e funciona majestosamente.
Com mixagem e masterização de VO Pulver, Damir Eskic e Schmier (Destruction), e algumas obras de arte impressionantes cortesia de Gyula Havancsak, Dealer of Souls é o álbum de heavy metal mais sólido que tu vais ouvir o ano todo.

domingo, 12 de junho de 2022

Sideburn - Fired Up (2022) Suíça

A banda suíça existe desde 1997. Ou na verdade desde 1985. Sob o nome Genocide a banda tocou clássico heavy metal por doze anos, até que a mudança de nome e estilo foi implementada e Sideburn começou a fazer clássico hard rock na linha dos AC/DC , Rose Tattoo e compatriotas Krokus.
No novo nono álbum 'Fired Up' tu também podes ouvir influências de Southern Rock, mas os AC/DC são claramente a maior inspiração dos músicos da banda. E assim 'Fired Up' se tornou uma coleção de músicas de hard rock cativantes baseadas em blues e boogie woogie. Quer tu ouças 'Feel The Heat' ou 'Bad Side Of Town', 'Devil In Me' ou 'Paid My Dues', as faixas soam um pouco iguais ou estão alinhadas umas com as outras.
É claro que o grupo está bem sintonizado entre si. O guitarrista Sickyy Lyo e o baixista Thierry Nydegger são novos, mas quase imperceptíveis. O vocalista Roland Pierrehumbert tem uma voz levemente lixada que se encaixa bem com a música de Sideburn. Sua pronúncia do inglês não é sem sotaque, mas eu não senti isso como muito perturbador. Enquanto o grupo trabalhava no seu álbum anterior com o produtor Beau Hill (Ratt), em 'Fired Up' Dennis Ward estava por trás dos controles no estúdio. Ele colocou um som seco para a banda, que se encaixa perfeitamente com o tipo de hard rock que Sideburn faz.
Tanto musicalmente quanto liricamente 'Fired Up' não é nada surpreendente. Se é isso que tu esperas de um álbum dos Sideburn, não há com o que se preocupar e tu podes comprá-lo às cegas. Se tu gostas de uma abordagem e variedade mais emocionantes, é melhor procurar outra coisa.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Bm-Smith - Turn Me On (2022) Suíça

A veterana banda suíça de melódico hard rock BM-SMITH lançou o seu novo álbum “ Turn Me On ”, que na verdade é seu primeiro álbum completo. Esta banda foi fundada em 1972 (!), pelos irmãos Bachmann (BM) e Martin Schmid (Smith), e enquanto hoje não há nenhum membro original, desde os anos 80 o cantor e guitarrista Mark Portmann e o teclista JJ Andersen seguram a bandeira para cima e balançando os clubes da Europa central.
BM-SMITH lançou vários singles ao longo dos anos 80/90, e agora todos eles foram recém-gravados com uma produção moderna e nítida. Na primeira metade dos anos 80, o futuro guitarrista dos GOTTHARD, Mandy Meyer, fez parte dos BM-SMITH, e como homenagem a banda gravou aqui também sua música “Looking At You”, a música clássica gravada pela primeira vez por COBRA de Jimi Jamison e depois por GOTTHARD também para seu álbum 'One Life One Soul'.
O som e o estilo do BM-SMITH lembram nomes como ZENO, WHITESNAKE, FAIR WARNING e, claro, GOTTHARD, e não só encontramos músicas muito boas escritas dos anos 80-90 em “Turn Me On”, mas também uma produção brilhante e polida.
Além de sua versão de "Looking At You" listada como faixa bónus, o novo álbum de BM-Smith apresenta mais dez temas de hard rock melodioso que transferem o espírito do início dos anos 80 para a era moderna.
A abertura 'Turn Me On' balança com ótimos riffs, as estruturas de 'Bleed for love' é onde a comparação com ZENO surge, 'Love render' é um melódico rock bombástico com um refrão forte, então midtempo 'Angel Eyes' traz o midtempo AOR para a mesa.
Há outros rockers matadores aqui, como o matador 'Knot in my head' (algumas '85 BRONZ aqui), enquanto 'Not too late' vai lembrar-te lugares do início dos anos 80 SCORPIONS. De alguma forma, a muito forte 'Running free', com suas fortes ondas AOR, lembra uma música do TYGERS OF PAN TANG de 1985.
E depois de muitos anos com shows ao vivo, finalmente BM-SMITH decidiu colocar essas músicas em CD – “Turn It On”, é um álbum recomendado para o ouvinte de Melódico Hard Rock/AOR com ouvido para o som clássico do género.

sábado, 21 de maio de 2022

POST DA SEMANA : CoreLeoni - III (2022) Suíça

A banda de rock suíça Gotthard lentamente e ao longo dos anos se afastou do hard rock e redirecionou seu som para o rock convencional, o que permitiu à banda aumentar sua base de fãs. Como o coração do rock'n'roll ainda é o que impulsiona o membro fundador do Gotthard, Leo Leoni, o guitarrista iniciou um projeto paralelo chamado CoreLeoni . Isso foi em 2018, ano em que seu primeiro disco chegou às prateleiras. Leoni pegou as canções de Gotthard e as equipou com o espírito do rock.
O álbum foi bem recebido pelos fãs e causou um eco positivo que inspirou Leoni a continuar com CoreLeoni, ao lado de seu trabalho com Gotthard. Enquanto isso, estamos mais quatro anos na estrada e CoreLeoni lança seu novo álbum 'III'. Como qualquer um pode supor, é o terceiro disco do guitarrista suíço que tem um novo vocalista com Eugent Bushpepa. A voz poderosa deste último é certamente um enriquecimento para CoreLeoni e ouvir o rocker 'Like It or Not' dá uma ideia do seu alcance vocal.
'III' inala o espírito do hard rock que se torna aparente ao ouvir o galopante 'Wake Up Call', o clássico inspirado no rock 'Purple Dynamite' e o grooving 'Would You Love Me'. Sem dúvida, um álbum como 'III' precisa de uma balada e depois de cruzar a lista de faixas de rock 'Deep in My Soul' finalmente traz o som com alma à tona.
Uma das bandas mais influentes quando o assunto é rock são os The Rolling Stones e 'Jumpin' Jack Flash' é um clássico. Fazer um cover dessa música sempre traz o risco de não corresponder ao original. Agora, Leo Leoni e colegas de banda fazem sucesso quando CoreLeoni dá um toque pessoal ao hino do rock atemporal. Os músicos adicionam um pouco de peso à sua versão e fazem um hino de hard rock estrondoso que fica perto do original e ainda tem muita identidade própria. Muito bem, é o que se pode concluir.
'III' é um disco de hard rock voltado para o vintage que apresenta músicas que não são oferecidas com muita frequência nos dias de hoje. Um som orgânico, ótimas melodias, bons ganchos e a guitarra gritante de Leoni são o que fazem deste disco um embaixador do rock'n'roll.

sábado, 7 de maio de 2022

POST DA SEMANA : Storace - Live and Let Live (2022) Suiça

O vocalista dos KROKUS, Marc STORACE, lançou o seu primeiro álbum solo, “Live And Let Live”, na América do Norte. Anteriormente, o trabalho estava disponível apenas na Suíça. Krokus terminou em alta em dezembro de 2019 com sua turnê “Adios Amigos”. 13 álbuns de estúdio e 4 álbuns ao vivo depois, Marc ainda não tinha terminado e formou sua própria banda STORACE . E “Live and Let Live” é o resultado.
Para não ser confundido com o título, “Live and Let Live” é uma gravação de estúdio, dez músicas ao todo, do clássico Hard Rock ao Melódico Rock e há até um tema de blues neste álbum.
Para os entusiastas de guitarras barulhentas, hard rock edificante e todas as coisas, Storace e “Live and Let Live” é um sonho tornado realidade. É a primeira vez que ouvimos sua voz cantar todas as músicas originais desde o álbum de 2013 de Krokus, Dirty Dynamite (Big Rocks de 2017 era um álbum de covers).
Embora tenha sido cerca de meia década desde a última vez que Storace colocou seus vocais de rasgar a garganta no estúdio, não se deixe enganar. Este robusto rock n 'roller ainda pode trazer o calor, enfrentando os colegas Biff Byford e Rob Halford na "eles ainda soam tão incrivelmente?" categoria. Agora, enquanto Live and Let Live vai apaziguar o apetite coletivo do público por Krokus, não é uma mera repetição do passado. As únicas duas músicas que soam em linha com One Vice at a Time (1982) ou Headhunter (1983) são a faixa-título de abertura e “Carry the Burden”.
“Live and Let Live” é um rock rápido e pesado com riffs cheios, bateria forte e aqueles vocais clássicos do Storace, enquanto “Carry the Burden” soa como uma briga de três vias entre Deep Purple, UFO e Led Zeppelin.
O resto do álbum é um hard rock retro dos anos 70, em grande parte blues, com influências de Free, Humble Pie, Zeppelin, entre outros.
Faixas como a groovy “High on Love” e a emocionante “Lady of the Night” são reminiscências musicais ao som dos anos de formação de Storace: caloroso, honesto e puro rock n' roll. “Broken Wings” é um hino barulhento, enquanto “No Place to Hide” é um rock infundido de sludge com riffs dirty e um arranjo intenso.
Este não é o único momento inesperado em “Live and Let Live”. Há também uma faixa centrada no piano “Don't Wanna Go”, bem como uma balada de blues old school numa das minhas faixas favoritas, “Time Waits for No One”, esta última embalando o rugido emocional dos três reis, BB , Albert e Freddie. Krokus ou não, Storace provou que ainda está pronto para arrasar com “Live and Let Live”. Vocalmente, ele está tão enérgico como sempre, o que é ainda mais enfatizado por uma banda de apoio igualmente enérgica.
O tempo dirá o que o futuro reserva para este navio solo. Uma coisa é certa: Storace continuará “Screaming in the Night” (“Gritando na Noite” (e pela manhã e tarde também)) até não poder mais. Isso, meus amigos, é o rock n' roll.

quinta-feira, 17 de março de 2022

D'or - Veni Vidi Ignis (2022) Suíça

D'Or apresenta uma mistura selvagem de hard rock e heavy metal no seu álbum de estreia. Fica tanto nos teus ouvidos e pernas que tu começas a abanar a cabeça e dançar junto com alegria.
Ninguém precisa esperar inovações musicais. Isso não é necessário quando as composições vão ao ponto. O fundador da banda e guitarrista Andy Dormann leva seu passado de Charing Cross com ele, gerencia-o à sua maneira e traz tudo para dentro de casa um pouco mais convincente do que antes. É emocionante que ele também assuma os vocais principais imediatamente - algo que tu não sabias dele antes. Ele convence com uma voz que é ao mesmo tempo áspera e melódica.
Referências cruzadas como a de Alice Cooper em “Scream” não são absolutamente coincidência, mas realmente desejadas. A banda habilmente ultrapassa os limites do Hard Rock musical. "Electric Shock", por exemplo, tem um ritmo básico funky, "Future, Baby" é puro rock de festa, "Rage Unbound" vai numa direção semelhante antes de "The Ticket" fechar este disco do jeito que começou: alto, sujo e de quebrar o crânio. Em "Veni Vidi Ignis" tudo parece cru, sarnento e, portanto, autêntico. É assim que o hard rock deve soar sem ser super produzido. O disco espalha um pouco de talento ao vivo. Com isso, D'Or cria uma pequena sensação que logo pode se espalhar para uma conflagração.
"Veni Vidi Ignis" é simplesmente um álbum divertido, e é assim que deve ser nestes tempos loucos.

terça-feira, 8 de março de 2022

Felskinn - Enter The Light (2022) Suiça

Felskinn dá o próximo passo com "Enter The Light"! Após o lançamento bem recebido de 2018 "Mind Over Matter" (o primeiro com a Rock Of Angels Records), o vocalista e fundador Andy Portmann montou uma nova formação em 2019, incluindo Martin Rauber (Wolfpakk) e Tom Graber (ex-Crystal Ball) nas guitarras, Ronnie Wolf (Lunatica) na bateria e seu colega de longa data Beat Schaub no baixo.
Clicou de imediato! Felskinn fez algumas dezenas de shows, festivais e tocou como suporte ao lado de artistas internacionais como The Hollywood Vampires (ft. Johnny Depp, Alice Cooper, Joe Perry) and Deadland Ritual (ft. Geezer Butler, Steve Stevens, Matt Sorum).
Inspirado na energia ao vivo, Felskinn entrou em estúdio em maio de 2021 para começar a gravar "Enter The Light". Como no disco anterior, eles foram para a Dinamarca para Jacob Hansen (Volbeat, Arch Enemy, Pretty Maids, Evergrey) para mixagem e masterização. "Enter The Light" é um exemplo perfeito para um disco de heavy metal poderoso, melódico e agressivo ainda com uma mensagem positiva e uma ampla gama de dinâmicas!
Riffs pesados, uma seção rítmica bombástica, vocais espetaculares e 12 músicas novas que podem iluminar um estádio inteiro! A banda está muito animada para lançar e promover seu melhor álbum tão longe e com fome de lançar as novas músicas ao vivo, bem como os 'clássicos' dos três discos anteriores!

sábado, 29 de janeiro de 2022

Crystal Ball - Crysteria (2022) Suíça

Crystal Ball está entrando na sua terceira década. Num mundo em movimento rápido, isso é certamente um sinal de paixão e qualidade. Os cinco suíços defendem exactamente isso e têm com 'Crysteria' um novo álbum.
Depois que 'Crystalizer' chegou às lojas de discos há quatro anos, agora é 'Crysteria', o décimo primeiro álbum, com o qual a banda consequentemente continua seu caminho. Hard rock animado com um bom instinto para melodias e riffs, é com isso que os Crystal Ball se comprometem. Falando em escrever, a banda usou o tempo do Corona para trabalhar em muito material. Mais de 30 músicas formaram a base do álbum, que contém as onze melhores. Desde que a banda deu as boas-vindas a um novo guitarrista, Peter Berge, algumas novas ideias também surgiram, o que teve um efeito refrescante nas composições.
Uma das músicas que já chama a atenção pela participação dos convidados é 'Call of the Wild'. Nada menos que Ronnie Romero enriquece a música com sua voz.
Apesar de toda a qualidade, a música também é uma melodia que tu já ouviste várias vezes de forma semelhante. O elemento de faísca está faltando. No geral, Crystal Ball é muito conhecido e tu podes ter a impressão de que o álbum foi projectado para estar no lado seguro. Mesmo que nem sempre sejam as grandes inovações, são os momentos inesperados que são o tempero adicional. Mais músicas como a faixa-título parcialmente pulsante não teria sido uma má decisão.
'Crysteria' é um bom álbum, mesmo que eu deva admitir que minhas expectativas eram maiores. Um valor divertido não pode ser negado e músicas como 'Make My Day' espalham um bom humor. No geral, no entanto, Crystal Ball lançou álbuns melhores. Ainda assim, vale a pena ouvir o álbum.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Ad Infinitum - Chapter II - Legacy (2021) Suíça

A música, não importa o género, tem grande poder sobre qualquer pessoa que a escuta. Pode ser épico, imponente, grandioso e arrepiar o ouvinte. Um género que pode abranger isso é o power metal, e a banda suíça AD INFINITUM pretende entregar esses sons no seu último álbum, Chapter II - Legacy . É o terceiro lançamento deles, seguindo o Chapter I - Monarchy de 2020 e uma versão acústica desse álbum. Então, essa banda está à altura com essa nova apresentação ou eles tropeçam e caem?
Eles não apenas estão à altura da ocasião, como também voam alto e oferecem faixas sólidas e incríveis ao longo do álbum. Do começo ao fim, Legacy produz nada menos que músicas poderosas, envolventes, enérgicas e impressionantes que irão cativar qualquer um que decida ouvi-las. Desde o início, Reinvented começa com belos riffs de guitarra, cordas que adicionam corpo e profundidade à música e vocais impressionantes entregando letras cativantes. Não apenas apresenta o ouvinte ao som e à banda, mas também os dá as boas-vindas ao mundo que AD INFINITUM criou, fazendo com que esta jornada pareça uma ópera rock épica para sempre.
Inferno e Your Enemy são exemplos do álbum em que a escrita das letras é brilhante e cativante, especialmente na poesia sombria, mas estonteante deste último, de “ Dancing in twilight only with my demons”. A música é virtuosa, etérea e atmosférica, e gosta de correr muitos riscos - exemplificado pelo uso do cravo em canções como Afterlife e Haunted. Animals se destaca como uma faixa superior, com a mistura entre o riff de guitarra principal e a secção de cordas adicional, criando uma música feroz para tocar. Outra faixa de destaque é Into The Night. Se este álbum fosse uma ópera rock, então essa música seria aquela clássica canção do vilão. Com as letras discutindo o poder dentro de si mesmo, além dos vocais sujos brilhantes e ritmos impulsionadores por trás da música, é um dos melhores momentos do álbum.
A única crítica é mais minuciosa, mas a faixa final, Lullaby , embora brilhantemente escrita e tocada no álbum, parece demais para o tema da música. Há muitas camadas na música que não parecem certo ouvir, deve ser reduzido para uma música mais suave para se encaixar neste tema. No entanto, a música ainda é executada muito bem; a bateria é de primeira qualidade e os vocais são, mais uma vez, absolutamente lindos. Ainda é uma óptima música de qualquer maneira e uma boa aproximação com o álbum.
No geral, este é um disco de power metal a não perder. Se Jim Steinman tivesse decidido fazer metal na sua época, definitivamente soaria algo assim. Orquestral, hino e belo, o termo ‘sophomore slump’ não existe em nenhum lugar perto desta banda. Os AD INFINITUM se superaram neste álbum, e apenas o melhor pode ser esperado de agora em diante, especialmente se houver um Capítulo III em algum momento.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Second Reign - Gravity (2021) Suiça

Vindos da Suiça, os Second Reign são uma nova banda, mas fundada por veteranos do mundo da música. Criados por volta de 2017, os Second Reign estabeleceram um objectivo simples: reviver e recriar o melódico hard rock dos anos 80 para os tempos actuais. Depois de trabalhar de forma independente e cooperativa durante uma pandemia mundial, Second Reign oferece seu primeiro álbum, Gravity , um grande e longo álbum de 13 canções.
Geralmente, neste álbum, Second Reign atingiu seu objectivo. Gravity é definitivamente um retrocesso, extravagância musical do estilo dos anos oitenta no melhor dessa tradição. Mas eu provavelmente acrescentaria que há um forte toque de metal nas suas músicas. Um grande número de suas canções pode ser simplesmente descrito como rápido e pesado, incluindo Fire, Uninvited, The Truth e Another Night. Essa última música traz mais da presença do teclado da banda. Alternativamente, Falling vira mais melódico hard rock AOR e Borderline é uma balada mais poderosa e mais pesada, com uma forte presença de teclado, You Never Catch Me e Uncover podem ser rápidos e pesados. No entanto, a melhor música aqui, e minha favorita, é o rocker AOR Home, algo mais suave e acessível com um solo de saxofone incrível antes do final. Essas músicas mostram uma promessa criativa real para a banda. Ao todo, Gravity é simplesmente uma estreia forte para a banda, oferecendo aos fãs uma grande ajuda de melódico rock com bastante acessibilidade AOR.