sábado, 18 de abril de 2020

POST DA SEMANA : Vandenberg's Mookings - Mookings (2014) Holanda


 
Esta é a semana dos 3 V's. Vanishing Point; Vandenberg's Mookings e Vanden Plas. Excepto o virtuoso Vandenberg, acompanho a carreira destes grupos desde o seu debut. Fiquei indeciso sobre quem seria esta semana o portador do estandarte da melhor edição da semana, não fora Freedom Call e House Of Lords, Overland e o àlbum ao vivo das manas Wilson, aka Heart, a escolha teria sido mais simples, mas como gosto de coisas dificeis, decidi-me por Vandenberg. E porquê Vandenberg? Não seria Vanden Plas uma boa escolha? Manifestamente a melhor. Mas,... David Coverdale participa nesta nova fase da carreira musical de Adrian V., e como a curiosidade foi enorme, bem,...queria ver até que ponto este disco teria algo de Whitesnake, e...
Antes demais, quero dizer-vos que todos os discos de que falei, são enormes e merecem a vossa melhor atenção, mesmo tendo vós fiéis, gostos e preferências diferentes, fica ao vosso critério decidir qual a melhor edição, aqui neste caso só mesmo para realçar a participação de Coverdale é que me levou a estudar este disco com mais atenção.
Adrian V., famoso guitarrista e compositor Holandês, começou a sua carreira no final dos anos 70 na banda Teaser, banda local holandesa, mas rápidamente se impôs a solo e em nome próprio. Editou 3 àlbums. O seu sucesso foi imenso e não passou despercebido a Coverdale, que após as boas criticas que Adrian recebeu devido a ter feito a tour de 82 em suporte dos MSG de Michael Schenker, decidiu que este era perfeito para integrar os WS. Apesar da pressão para se juntar aos britânicos, acabou por declinar porque estava em plena ascenção e a gozar de um enorme sucesso, especialmente em inglaterra e estados unidos onde repartiu o palco com Kiss e Ozzy, e como cabeça de cartaz no Japão. A escolha de Coverdale acabou por recaír na coqueluche britânica daquela época, John Sykes. Mas em 86, e após grande pressão da editora para se tornar mais comercial e apelativo, já em pleno boom do Hair\Glam Metal, decide então aceitar a proposta para se juntar a Whitesnake. A principal razão para o esforço de Coverdale em conseguir tê-lo na banda não era tanto pela sua imensa habilidade guitarristica mas pela sua excelente qualidade como compositor. Infelizmente estava na banda um rapaz, Sykes; que primava por ser narcisista e que tinha o complexo de Atlas. Mas essa situação rápidamente mudou. Após a gravação do clássico "1987", Sykes sai, abrindo as portas para Vandenberg irradiar a sua classe. Compôs , juntamente com Coverdale a quase totalidade de "Slip Of The Tongue", mas quis o destino que se magoásse num pulso e mais uma vez ficou relegado para 2º plano porque o guitar-hero escolhido foi nada mais nada menos que Steve Vai, de quem é amigo. Depois da desagregação dos Whitesnake em inicios dos anos 90, ainda montou um projecto com Rudy Sarzo, Tommy Aldridge e Ron Young, os Manic Eden, mas apenas durou um disco. Em 97, participa no novo formato dos Whitesnake, ou melhor, Coverdale's Whitesnake e grava o àlbum "Restless Heart". Após a tour que promocionou essa edição, deixou o estrelato do rock e dedicou-se a si mesmo. Especializou-se na sua outra paixão, a pintura; saibam que foi ele que fez as covers dos seus 1ºs discos. Coisa de holandês que corta as próprias orelhas...
hoje com 60 anos, que não parece mesmo nada, retorna ao olimpo do HardRock com uma nova revitalização do seu projecto, mas desta vez deu nome aos seus companheiros, e Vandenberg's Moonkings aparece para dar mais brilho à actual cena rockeira.
Forte e enérgico, este novo disco não é mais do que uma volta às raízes onde o classic hardrock blues, podendo mesmo aludir a Whitesnake, é a forma que emplaca este retorno. Se conhecem Manic Eden, e se vos ficou um gosto a muito pouco, pois têm aqui a continuação. Adrian, juntou 3 músicos jovens mas com uma qualidade excelente; a sua juventude é mesmo aquilo que ele precisava para reaparecer com a reformulação das suas ideias que ficaram no limbo durante anos, em ele mesmo era jovem, e vistas as suas fotos mais recentes, ainda é! E como somos jovens até morrer, esta botija de oxigénio que agora nos oferece Vandenberg, é mesmo potente. A onda vocal é mesmo Coverdale, e o som, apesar de actualizado e modernizado, é de inicios de 80, em que os "cobras brancas", a par com outros gigantes do rock, dominavam o mundo. O tea "Breathing" não soa a Nickleback?
Para a malta que está a passar por uma fase nostálgica, este vai ser o vosso disco, para os outros, bem,... é um excelente disco que nem preciso de recomendar, é pegar e sentir o groove do inicio ao fim, reavivando ou para os mais novos, recriando memórias de tempos em que se partia tudo e se vivia em luxúria, e na noite seguinte recomeçava tudo outra vez.
Fantástica obra do eternamente jovem Adrian Vandenberg que compôs mais um clássico para a história do rock!
McLeod Falou!




Temas:
01 - Lust And Lies
02 - Close To You
03 - Good Thing
04 - Breathing
05 - Steal Away
06 - Line Of Fire
07 - Out Of Reach
08 - Feel It
09 - Leave This Town
10 - One Step Behind
11 - Leeches
12 - Nothing Touches
13 - Sailing Ships (feat. David Coverdale)

Banda:
Adrian Vandenberg - Guitars, Backing Vocals
Jan Hoving - Lead Vocals
Sem Christoffel - Bass
Mart Nijen Es - Drums







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