quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Hell In The Club - Joker In The Pack (2025) Itália

Joker In The Pack, lançado a 7 de novembro de 2025 pela Frontiers Music Srl, é um álbum de importância vital para os italianos Hell In The Club, pois marca a estreia da nova vocalista, a sueca Terese "Tezzi" Persson (também conhecida por Venus 5 e Infinite & Divine), substituindo o vocalista fundador, Dave Moras.

Longe de abrandar, este álbum é uma injeção de adrenalina que revigora a banda, mantendo-se fiel às suas raízes Hard Rock clássicas, mas com uma nova e poderosa identidade vocal.

O Som: Hard Rock Clássico com uma Voz Moderna

O álbum é uma homenagem ao Hard Rock dos anos 80 e ao Sleaze Metal da Sunset Strip de Los Angeles, mas com uma produção moderna e apertada, cortesia de Simone Mularoni no Domination Studio.

  • A Ascensão de Tezzi Persson: A mudança para uma vocalista feminina foi uma aposta audaciosa que se revelou um "ás na manga". A voz de Tezzi é descrita como poderosa, nítida e corajosa (gritty), encaixando-se perfeitamente no estilo raw e de alta energia da banda. Ela complementa as guitarras e os ritmos propulsores da banda.

  • Energia Incessante: O álbum oferece dez faixas de puro Rock and Roll com guitarras afiadas, secções rítmicas assassinas e refrões incrivelmente cativantes que remetem para a magia sónica da década de 80.

  • Influências: A banda é comparada a veteranos como Dokken, Lita Ford, Britny Fox, e nomes mais recentes como Crazy Lixx, Eclipse e H.E.A.T.

Destaques das Faixas

O álbum é elogiado pela sua consistência e pelos gritos que ficam no ouvido após apenas algumas audições:

  • "The Devil Won't Forget Me": Abre o álbum com um ataque imediato, riffs cortantes e a voz potente de Tezzi, deixando claro o que esperar: um Rock and Roll intenso e thrilling. O coro cativante é descrito como um momento Desmond Child (compositor de grandes sucessos Rock/Pop).

  • "New Desire": Um rocker rápido com riffs arranhados e melodias poderosas que prestam homenagem aos sons clássicos dos anos 80.

  • "Dirty Love": Um mid-tempo viciante, com um groove pesado e um coro que "entra na cabeça e não sai mais".

  • "Robert the Doll": Baseada numa história do Norte da Europa, é uma faixa intensa, focada no coro, com uma linha de baixo forte e um riff muito cativante.

  • "Fairytale": Uma canção com uma introdução surpreendente, a roçar o gótico (cavernous bass e guitarra discreta), que se transforma num número de Hard Rock mais dinâmico e enérgico, mostrando a versatilidade de Tezzi.

  • "The Ocean": A semi-balada eletroacústica inesperada do álbum, com harmonias vocais e cheia de mistério, proporcionando um momento mais reflexivo.

  • "When The Veil Of Night Falls": O encerramento emocional do álbum, que apresenta excelentes mudanças de ritmo, guitarras impressionantes e demonstra o talento da banda para composições mais complexas.

O Veredito Final

Joker In The Pack é um álbum louco e convincente que prova que a mudança de vocalista não só não prejudicou os Hell In The Club, como os impulsionou para uma nova era. A voz de Tezzi Persson é um enorme trunfo, e o álbum está repleto de canções sólidas e poderosas que honram a tradição do Hard Rock melódico. Embora possa haver alguns momentos de corporate rock menos abrasivos ("Magnetars", "Out In The Distance") que atenuam ligeiramente o ritmo, a energia geral e a qualidade dos riffs superam largamente esses pequenos senãos.

Classificação:  8/10.

Recomendado para: Fãs de Hard Rock Melódico/Glam Metal de alta energia, especialmente aqueles que apreciam bandas com forte vocalista feminina (como Lita Ford ou Vixen) e a escola italiana/sueca do Melodic Rock.


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terça-feira, 25 de novembro de 2025

The Deccan Traps - The Deccan Traps (2025) UK

The Deccan Traps, lançado a 21 de novembro de 2025 pela Escape Music (com uma primeira edição independente), é o álbum de estreia autointitulado desta banda britânica formada por músicos com um passado multifacetado no Rock, Funk, Jazz e Música Clássica.

O projeto é notável pela inclusão de Neil Fairclough, baixista da banda de touring dos Queen + Adam Lambert, e o vocalista luso-angolano Ricardo Afonso.

O Som: Rock Hínico e com Influências Clássicas

A sonoridade do álbum é descrita como "canções de Rock épicas", o que aponta para um Hard Rock ou Rock Progressivo com grande foco na grandiosidade e composição elaborada, em vez do Rock direto de garagem.

  • Hard Rock e Rock Progressivo: O álbum equilibra canções de Rock mais diretas e hínicas (como "Are You Ready To Rock" e "Live It Up") com composições mais complexas e atmosféricas.

  • Vocais Portugueses de Destaque: A voz de Ricardo Afonso (conhecido pelo seu trabalho no teatro musical e por ser um cantor fenomenal, apesar de ter enfrentado problemas vocais) é o foco do álbum. A sua voz poderosa e cheia de alma foi o ingrediente que faltava para dar vida às "grandes canções" da banda.

  • A Contribuição de Queen: A conexão de Neil Fairclough com a lenda dos Queen trouxe uma participação especial de peso: Brian May toca um solo de guitarra (bluesy e introspectivo) e contribui com narração no épico "Dream Of A Thousand Nights".

Destaques das Faixas

A lista de faixas revela um álbum ambicioso e dinâmico, com uma vasta gama de durações e estilos:

  • "Dream Of A Thousand Nights" (10:10): A peça central e mais épica do álbum. A sua duração e o conceito lírico (o caos que surge quando forças opostas se encontram) sugerem uma composição progressiva e dramática. O tema inclui uma "fanfarra épica de guitarra" e o solo de Brian May, culminando com a narração da icónica passagem Pale Blue Dot do cosmólogo Carl Sagan.

  • "Are You Ready To Rock" (2:48): Pelo título e curta duração, esta é a faixa mais provável de ser um hino de Rock direto e de alta energia, focado no impacto imediato.

  • "The Great Divide" (6:47): Uma composição mais longa que sugere profundidade e complexidade, talvez servindo como a ponte entre o Rock direto e o Progressivo.

  • Melodias e Blues: Canções como "Beautiful", "Spellbound" e "Until You Love Me" apontam para um foco em melodias fortes e talvez um toque de blues ou funk, refletindo as diversas influências da banda.

O Veredito Final

The Deccan Traps é um álbum de estreia notável, com um legado de Hard Rock britânico e uma sofisticação de composição que o eleva acima da média. A ambição dos temas e o nível de talento envolvido (particularmente a voz de Ricardo Afonso e a participação lendária de Brian May) fazem deste um álbum obrigatório para os fãs de Rock que apreciam melodias grandiosas e composições épicas. É um álbum que recompensa quem gosta de mergulhar em narrativas musicais e que demonstra a resiliência e a paixão de um grupo de músicos que se recusou a ser derrotado por obstáculos.

Recomendado para: Fãs de Hard Rock Melódico/Épico e Rock Progressivo (Queen, Rush, Magnum) e qualquer pessoa que aprecie um álbum com grande produção e uma power ballad com um toque cósmico.


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Cassidy Paris - Bittersweet (2025) Austrália

Bittersweet, lançado a 21 de novembro de 2025 pela Frontiers Music Srl, é o mais recente álbum de Cassidy Paris, e é descrito como uma obra cheia de emoção, força e paixão em cada nota. O álbum surge após um ano turbulento (2025), o que reforçou a resiliência e a honestidade na escrita de Cassidy, que contou com contribuições de Paul Laine e Steve Brown.

O Som: Pop com um Coração Hard Rock

O álbum é uma fusão eficaz de géneros, estabelecendo Cassidy Paris como uma força no Pop Rock moderno, com fortes raízes no Hard Rock dos anos 80.

  • Pop-Rock Melódico: A sonoridade principal é a de um Pop altamente cativante, sustentado por uma corrente de Rock da década de 80. O álbum tem um som que lembra a energia e o apelo de artistas como P!nk, mas com riffs e estruturas de canções mais sólidas.

  • Vocais e Emoção: A vocalista apresenta a sua performance mais honesta e crua até à data. O álbum é lírica e emocionalmente carregado, sendo um "diário" dos altos e baixos da sua vida.

  • Hinos e Baladas: O álbum cumpre o seu título, alternando entre hinos cheios de hooks e baladas sinceras e sentidas, capturando a vulnerabilidade e a força.

Destaques das Faixas

O álbum é elogiado por não ter apenas algumas faixas de destaque, mas sim por ser preenchido com ótimas canções de alta qualidade:

  • "Butterfly": O tema de abertura é "incrivelmente cativante", um sucesso perfeito de Pop com um refrão enorme e potente.

  • "Finish What We Started": Um Pop Rock altíssimo e infeccioso. O seu refrão é contagiante, transportando o ouvinte para uma atmosfera de verão.

  • "Nothing Left To Lose": Uma faixa mais pesada e "mastigável" (crunching riff), com um bom equilíbrio de call and response entre o vocal principal de Cassidy e a resposta masculina.

  • "Getting Better": Liricamente uma mensagem de afirmação positiva sobre superar dificuldades. Sonoramente, uma explosão de energia positiva, com ótimas guitarras a sustentar a mensagem.

  • "Give Me Your Love": Uma "carta selvagem" do álbum, com um toque mais Bluesy que muda agradavelmente o ritmo.

  • "Can't Let Go": Uma "bela balada" onde Cassidy Paris soa no seu melhor, suave e emocional.

  • "Undecided": Um dos temas mais pesados de Hard Rock, com um chug que remete para os gloriosos anos 80, mas com um toque moderno.

  • "Stronger": O tema de encerramento, adicionado de última hora e escrito sobre o tumulto da sua vida em 2025. É uma canção de resiliência e autodeterminação ("I got stronger when I said goodbye to you"), que encapsula a força e a determinação da artista.

O Veredito Final

Bittersweet é um álbum extremamente maduro e confiante para a jovem artista. É um disco que demonstra que a cantora não só sobreviveu às adversidades, mas saiu delas mais forte e capaz de canalizar essa emoção em grande arte. A qualidade das 13 faixas é tão alta que o crítico sugere que o álbum se coloca no território de "álbum do ano".

Recomendado para: Fãs de Hard Rock Melódico que apreciam ganchos pop (P!nk, Halestorm, Vixen) e um álbum que oferece uma mistura de velocidade, emoção crua e atitude inabalável.


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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Bloodbound - Field Of Swords (2025) Suécia

Field Of Swords, lançado a 26 de setembro de 2025, é o décimo primeiro álbum de estúdio dos guerreiros suecos do Heavy/Power Metal, Bloodbound. O álbum é um álbum conceptual que celebra os 20 anos de existência da banda, virando a página para um novo capítulo na história, avançando para a Idade Média e focando-se na evolução da guerra, espadas forjadas e campos de batalha sangrentos.

O Som: Power Metal Rápido, Agressivo e Épico

O álbum foi gravado pela própria banda e misturado e masterizado por Niklas Johansson (Tungsten), resultando numa produção clara que realça o som agressivo e rápido do Power Metal.

  • Velocidade e Gallop: O disco é um ataque de Power Metal rápido e emocionante desde o início. Os irmãos Olsson (Tomas e Henrik) destroem as suas guitarras sem parar, enquanto a bateria de Daniel Hansfeldt dita o ritmo acelerado e o ritmo gallop adorado no Power Metal (presente em faixas como "Land Of The Brave").

  • Influências Clássicas: O som do Bloodbound vive o legado de gigantes do género como Rhapsody of Fire e apresenta uma sonoridade que se inclina para o Heavy de bandas como HammerFall e Stratovarius. Em faixas como "Teutonic Knights", a banda evoca a famosa "eletricidade do Power Metal Alemão".

  • Conto de Histórias: O vocalista Patrik J. Selleby lidera o álbum com vocais potentes e marcantes, contando as vividas histórias de guerra e perseverança do conceito do álbum.

  • Diversidade e Folk: O álbum também surpreende com momentos de diversidade. "The Code Of Warriors" apresenta a participação especial de Vera Bieber na flauta, conferindo à música uma atmosfera Folk Metal que é incrivelmente cativante.

Destaques das Faixas

  • "Field Of Swords" (Título): Um ataque rápido e emocionante que demonstra a força da guitarra do duo Olsson.

  • "As Empires Fall": Uma faixa poderosa que honra o legado do Power Metal épico.

  • "The Code Of Warriors": Um dos destaques, pela sua abordagem Folk Metal e refrão memorável.

  • "Light The Sky": Uma faixa mais pesada e rápida, liderada pelos riffs escaldantes de guitarra e os vocais poderosos de Patrik.

  • "Pain And Glory": Considerada o tipo de Power Metal que inspira a ir para o campo de batalha (ou mosh pit), devido ao seu andamento frenético.

  • "The Nine Crusades": O épico final do álbum, que conta com um dueto brilhante entre Patrik e a convidada especial Brittney Slayes da banda canadiana Unleash the Archers.

O Veredito Final

Field Of Swords é um álbum valente, vigoroso e vitorioso. É um disco diversificado, com 11 hinos de batalha cativantes, que expande o domínio do Bloodbound na cena atual do Power Metal. A banda mostra a importância da perseverança e propósito em armaduras de Heavy Metal brilhante.

Conclusão do Crítico: O álbum é um sucesso absoluto, e o ouvinte certamente se divertirá ao empunhar a sua espada no campo de batalha enquanto ouve este novo trabalho. A única crítica menor é que a faixa "Born To Be King" é um pouco repetitiva.

Recomendado para: Fãs de Power Metal que gostam de velocidade, temas épicos de fantasia/guerra e bandas como Rhapsody of Fire, HammerFall, e Powerwolf.


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