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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Blindman - After Rain (2025) Japão

A banda japonesa de hard rock progressivo Blindman celebra o seu 30º aniversário com o seu 12º álbum de estúdio, "After Rain", lançado em setembro de 2025. Este trabalho é uma celebração da longevidade e da evolução contínua de uma banda que se estabeleceu como um pilar do rock melódico e tecnicamente proficiente no Japão.

"After Rain" é marcado pelo regresso do teclista original Hitoshi Endo, cuja influência é imediatamente sentida. A banda equilibra na perfeição a agressividade do hard rock com a complexidade melódica e as texturas atmosféricas proporcionadas pelos teclados. A sonoridade é uma mistura rica que remete para o rock clássico europeu e japonês, com uma dose de power e prog metal.

O álbum é notavelmente "o mais agressivo até à data", segundo os comunicados de imprensa. Faixas como "Spreading Out the Wings" e "Groove the Night" demonstram um som sólido e explosivo. O guitarrista Tatsuya Nakamura brilha com um feeling e emoção incríveis, oferecendo riffs poderosos e solos complexos que são uma prova do talento excecional da banda. A sua musicalidade é um dos principais motores do disco.

No entanto, o álbum não é apenas sobre força. O seu coração reside na entrega emocional e melódica. A faixa-título "After Rain" sugere uma peça mais introspectiva ou climática, que explora a dualidade presente em todo o disco— a tempestade e a calma. Outros títulos como "Love So Blue" e "Perfect World" prometem hinos melódicos e baladas poderosas, mantendo a tradição da Blindman em fundir o peso do rock com a profundidade da alma.

"After Rain" é uma declaração de intenções e um novo marco para os Blindman. É um álbum que honra o seu estilo tradicional de hard rock virtuoso, mas que, ao mesmo tempo, procura uma nova evolução e vigor. É uma audição obrigatória para quem aprecia hard rock melódico com excelência técnica e um toque de drama japonês.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Blindman - Expansion (2020) Japão

BLINDMAN está de volta com um novo álbum intitulado “Expansion“. Um dos poucos artistas - pelo menos no Japão - ainda tocando (Melodic) clássico Hard Rock, estes músicos são realmente bons na sua musica; “Expansion” arrasa com uma vibe old-school, envolta por uma produção moderna e groovy. Entre as influências mencionadas dos Blindman estão Blue Murder, Thunder, Journey, Rainbow, etc, e tu podes ouvir isso em “Expansion”. Mas a banda adiciona seu próprio toque, e como disse, com uma produção de som vibrante e actualizada. “Expansion” é um álbum de melódico hard rock realmente sólido e clássico dos Blindman, uma banda que se ninguém contar, tu vai pensar que vêm da América ou Europa. Há excelente musicalidade, arranjos finos, um vocalista muito bom sem sotaque e uma produção polida.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Blindman - Reach for the Sky (2018) Japão


BLINDMAN edita o seu décimo álbum! Este é o primeiro trabalho de estúdio depois de “To the Light” lançado em 2016. Inclui um cover de "Da Doo Ron Ron (The Crystals)".



domingo, 1 de junho de 2014

Blindman – Re-rise (2010) Japão




O excelente Subconscious in Xperience, lançado dois anos atrás, elevou o som do Blindman a outro patamar. Após vários bons trabalhos, o grupo alcançou o nível de composições que buscava desde o início. Melodias fortes, que remetiam a seus heróis, como Whitesnake, Black Sabbath, Rainbow, Deep Purple e afins, juntavam-se a uma incrível performance individual dos músicos. O destaque principal ficava por conta do guitarrista Tatsuya Nakamura, com influências latentes de John Sykes, Tony Iommi e Ritchie Blackmore, entre outros. E a polêmica foi toda destinada ao registro vocal de Manabu Takaya. Alguém consegue imaginar uma mistura de David Coverdale com Lemmy Kilmister? Sei que é estranho, mas segue mais ou menos esse caminho.

Dois anos mais tarde, a banda está de volta com Re-rise. A expectativa era imensa por parte de quem tinha conferido o lançamento anterior. E mais uma vez os caras acertaram em cheio, empolgando do início ao fim com um Hard/Heavy onde o peso é componente principal. Em comparação com o disco de 2008, podemos notar que esse aqui conta com ênfase maior nos teclados. E é justamente no encaixe desse instrumento que reside o grande mérito do Blindman, já que sua presença não tirou a pegada das músicas. Ao contrário, ele funciona como um complemento perfeito às guitarras.

Os riffs de “Running Wild” já abrem o play com força total, em uma composição com total cara setentista. Mantendo o clima vintage, “In the Pain of Love” seria algo parecido com uma junção de Whitesnake a um instrumental do Black Sabbath fases Dio/Tony Martin. Uma introdução matadora convida o ouvinte a bater cabeça desenfreadamente em “Never Coming Again”, faixa com alma britânica, lembrando as mais aceleradas dos grupos de Ritchie Blackmore. “A Foolish Clown on the Mess” traz um groove sensacional, com ecos mais atuais, embora sua estrutura mantenha o padrão da proposta da banda. O começo de “High-Handed Mask” chega a lembrar de longe “Avantasia”. Mas fica por aí mesmo, já que o negócio aqui é bem puxado pro retrô.

Obviamente um trabalho tão influenciado pelo passado não poderia deixar de ter uma balada com guitarra dedilhado e teclados que imitam orquestrações. A novidade em “Alone With Sorrow” fica no fato de não ser uma música lenta clichê. Ela conta com um ritmo menos ‘meloso’, trazendo até umas interessantes viradas de bateria. Lá pela metade ela cresce, com um refrão impactante e um solo na melhor escola Iommi. A pesada “I Need You Too Bad” fica marcada pela excelente performance do baixista convidado Tatsuya Toda. “Holding Your Heart” é praticamente um AOR, remetendo ao Rainbow fase Joe Lynn Turner. A agitada “Leave Me Alone” dá uma reanimada, com seu estilo bem Rock and Roll. Para encerrar a bela acústica “Healer Says...”, deixando no ar aquele clima típico de despedida.

Por não contar com grande suporte no ocidente, o Blindman passará despercebido por muitos fãs do gênero. O que é uma pena, já que possuem grande talento, sendo uma das melhores bandas da atualidade naquilo que carinhosamente apelidamos de Clone Metal. Mas quando é feito com garra e competência, até mesmo o que não possui originalidade pode ter qualidade acima da média. Ao ouvir Re-rise, você lembrará diversos grupos clássicos. Ao menos só virá à sua cabeça aquilo que é realmente bom.
Fonte : Combe do Iommi ®

Тemas:
01 Running Wild
02 In The Pain Of Love
03 Never Coming Again
04 A Foolish Clown On The Mess
05 High-Handed Mask
06 Alone With Sorrow
07 I Need You Too Bad
08 Holding Your Heart
09 Leave Me Alone
10 Healer Says...

Banda:
Manabu Takaya (vocals)
Tatsuya Nakamura (guitars)
Katsutoshi Murakami (drums)
Hiroki Matsui (keyboards)

Special Guest
Tatsuya Toda (bass)