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quarta-feira, 3 de junho de 2026

The Quill - Master Of The Skies (2026) Suécia

Quarenta anos de estrada não são apenas uma marca temporal; para os suecos dos The Quill, são uma escola de mestria. Com o lançamento de Master of the Skies (2026), a banda não só celebra quatro décadas de existência como reafirma a sua posição como um dos pilares mais sólidos e criativos do Heavy Rock europeu.

Se o passado da banda já era consolidado, este novo capítulo vê o quarteto a equilibrar com perfeição o seu peso característico com uma inclinação crescente para texturas doom e atmosferas quase espaciais.

Avaliação: The Quill – Master of the Skies (2026)

O Equilíbrio entre o Peso e o Épico

O álbum abre com a faixa-título, um manifesto de intenções que bebe diretamente da fonte de Black Sabbath, mas com aquela assinatura melódica sueca que a banda cultiva há décadas. O disco é uma montanha-russa de intensidades: alterna momentos de uma brutalidade rítmica esmagadora com passagens acústicas minimalistas que dão a Magnus Ekwall o espaço necessário para brilhar como um dos vocalistas mais expressivos do género.

Mapeamento das Paisagens Sonoras

Faixa

Atmosfera

Destaque

"Master of the Skies"

Heavy/Doom

Riffs poderosos que abrem o disco com autoridade absoluta.

"Dark City"

Hard Rock 80s

Pulsante, direta e com um groove que exige movimento.

"You Can't Kill My Soul"

Progressiva/Galáctica

Seis minutos de odisseia sonora que transita do acústico ao peso titânico.

"Son of Light" / "Now You Are Gone"

Espiritual/Minimalista

Interlúdios que provam que menos, nas mãos certas, é muito mais.

"Mastodon"

Épica (Obra-prima)

Nove minutos de pura mestria. O ponto alto da carreira recente da banda.

A "Mastodon" do Disco

É impossível não destacar "Mastodon". Numa era em que a capacidade de atenção é curta, os The Quill desafiam o ouvinte com uma composição de nove minutos que evolui de uma intro introspectiva para um monstro de riffs colossais. É um exercício de narrativa musical onde cada transição é calculada, mas nunca soa forçada. É, sem dúvida, um dos momentos mais épicos do Heavy Rock deste ano.

O álbum, com os seus 45 minutos de duração, é um exemplo raro de "álbum sem gordura". Tudo o que está aqui — desde os momentos de silêncio quase espiritual até aos ataques sonoros estrondosos — tem um propósito.

"Master of the Skies é a prova de que os The Quill não estão a tentar recuperar o passado; eles estão a dominar o presente. É pesado, é emotivo e, acima de tudo, é a obra de uma banda que atingiu o auge da sua maturidade criativa."

O Veredito Final

Master of the Skies é um triunfo de Heavy Rock. Os suecos conseguiram o que muitos com metade da sua idade falham: manter a relevância, a crueza e a ambição sem nunca perder a identidade. É um álbum que recompensa a audição atenta e que estabelece um novo padrão para o que se pode esperar de uma banda com quatro décadas de história.

Nota: 9.5/10

Destaques: "Mastodon", "Master of the Skies", "You Can't Kill My Soul".

Recomendado para: Fãs de Black Sabbath, Candlemass, Grand Magus e qualquer entusiasta de Heavy Rock que valorize a mestria na composição e na performance.


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sábado, 3 de abril de 2021

The Quill - Earthrise (2021) Suécia

The Quill é uma instituição rock na Suécia. O grupo lançou seu primeiro álbum homónimo em 1995 e não olhou para trás desde então. 2021 vê o lançamento do nono estúdio Earthrise dos The Quill .
“Hallucinate” é a música de abertura perfeita, pois não é muito lenta, nem muito rápida. Os riffs suaves e a batida constante facilitam o resto do álbum. “Keep On Moving” acelera o ritmo e vai fazer- te bater o pé e balançar a cabeça em uníssono. O vocalista Martin Kusyn mantém as coisas melódicas com coragem e alma suficientes. O refrão é simples, mas cativante. “Dwarf Planet” começa com guitarras limpas e vocais suaves, mas rapidamente muda para riffs vigorosos e vocais fortes. Kusyn brilha nos segmentos em que a banda sai, enquanto a banda brilha durante sua jam session carregada de groove.
Riffs Chugga-chugga lideram a carga na faixa-título do álbum "Earthrise". O baterista Jolle Atlagic bate forte enquanto o resto dos The Quill seguem durante a secção do refrão. Christian Carlsson dispara alguns segmentos solo em chamas durante a pausa. Com mais de 9 minutos, “Evil Omen” é um conto épico sombrio que percorre vários tempos e emoções. “Dead River” mostra o quão versátil os The Quill pode ser quando eles desligam suas guitarras em favor do acústico.
Dos grooves aos riffs sombrios e aos vocais comoventes; Earthrise é o sonho molhado de um fã de Stoner Rock / Psychedelic.