
Desde a sua estreia em 2003, os Pride of Lions estabeleceram-se como os guardiões da chama do AOR (Adult Oriented Rock) clássico. Com Unbridled (2026), o seu oitavo álbum de estúdio, a dupla Jim Peterik e Toby Hitchcock reafirma a sua consistência, entregando doze faixas que soam como se tivessem sido escritas durante o auge dos anos 80, mas com uma clareza de produção tipicamente moderna.
Avaliação: Pride of Lions – Unbridled (2026)
A Parceria Peterik-Hitchcock
O sucesso dos Pride of Lions reside na simbiose entre a visão melódica de Peterik e a entrega vocal sempre impecável de Hitchcock. Unbridled não é exceção: a banda conhece a sua fórmula de cor — guitarras melódicas, teclados envolventes e refrões pensados para serem hinos de rádio — e executa-a com uma precisão cirúrgica.
Mapeamento da Jornada Melódica
O Conforto da Zona de Segurança
Unbridled é, acima de tudo, um disco seguro. Para o fã de longa data do género, é uma audição extremamente prazerosa, repleta de momentos que evocam a era dourada do Rock melódico. Contudo, há uma observação necessária: a banda raramente sai da sua zona de conforto.
Embora as composições sejam refinadas e a produção impecável, o álbum beneficiava de algumas "arestas" mais vivas, um toque de agressividade ou até mesmo uma estrutura mais experimental para romper com a previsibilidade. Estamos perante um lançamento sólido, mas que, ao jogar sempre pelo seguro, acaba por não apresentar aquele "fator surpresa" que transforma um disco agradável num clássico inesquecível.
"Unbridled é o equivalente musical a um café favorito: sabes exatamente o sabor que vais encontrar, a temperatura é perfeita e o conforto é garantido. É um disco bem escrito, fiel à linhagem da banda, que cumpre todos os requisitos do AOR de qualidade."
O Veredito Final
Unbridled é uma adição competente e polida ao catálogo dos Pride of Lions. É música para quem valoriza a melodia acima de tudo, para quem procura arranjos bem estruturados e uma performance vocal irrepreensível. Se procuras inovação, talvez não seja aqui; mas se procuras o melhor do AOR clássico, feito com a perícia de quem domina o género há mais de duas décadas, este álbum vai satisfazer plenamente a tua sede.
Nota: 7.5/10
Destaques: "Unbridled", "Edge of Forever", "1000 Long Goodbyes".
Recomendado para: Fãs de Survivor, Toto, Journey e qualquer devoto do AOR melódico dos anos 80 que preza pela consistência.




