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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Torque - II (2026) Espanha

O Hard Rock espanhol tem um novo marco de maturidade. Com o lançamento de II (2026), a banda de León, Torque, abandona qualquer sombra de dúvida sobre a sua capacidade de expansão internacional. Se o primeiro álbum foi a apresentação, este segundo capítulo é a consolidação: uma obra que compreende que o verdadeiro poder do género não reside apenas na potência sonora, mas na capacidade de transitar, com naturalidade, entre a agressividade e a vulnerabilidade.

Avaliação: Torque – II (2026)

A Identidade Construída na Emoção

O Torque atingiu um estado de graça onde a produção ambiciosa não esconde a honestidade da composição. Pedro Torque reafirma-se como uma das vozes mais completas do rock europeu atual, mas é a química com Marian T. Pazo que confere ao álbum a sua textura única. As harmonias vocais não são apenas um adorno; são o fio condutor que transforma faixas de Hard Rock clássico em experiências quase cinematográficas.

Arquitetura Sonora

Por trás das vozes, a banda funciona como uma máquina de precisão. O trabalho de Ion Andrés nas guitarras e teclados é um estudo sobre o bom gosto — solando com propósito e criando paisagens sonoras que dão às músicas o espaço necessário para respirar. A secção rítmica, ancorada pelo baixo de Samuel Jain e pela bateria extraordinária de Miriam Torque, é o coração deste disco. Miriam, em particular, destaca-se pela sua musicalidade, tratando a bateria como um instrumento melódico tanto quanto rítmico.

Mapeamento da Dinâmica de II

Faixa/Momento

Estilo

O que torna especial

"Torque On The Road"

Hard Rock Acelerado

A "aceleração" do disco; pura energia estradista.

"Petals"

Vulnerável

A prova da maturidade emocional do quarteto.

Produção Geral

AOR/Hard Rock Clássico

Limpa, poderosa, com foco total na clareza das melodias.

Por que II é um passo além?

O Torque não se limitou a replicar o seu primeiro trabalho. Eles elevaram o nível da escrita. Faixas como "Petals" mostram que o grupo não tem medo de baixar o volume para falar diretamente ao ouvinte, enquanto momentos como "Torque On The Road" garantem que a alma metálica da banda continua intacta. É um álbum que exige dedicação; quanto mais audições recebe, mais camadas revela.

"II é o espelho de um rock sério, visceral e profundamente reflexivo. O Torque prova que o Hard Rock dos anos 80, quando interpretado com a sensibilidade e a maturidade de 2026, continua a ser a linguagem mais eficaz para refletir as tensões do nosso tempo."

O Veredito Final

II é um lançamento ambicioso e, acima de tudo, bem-sucedido. É um daqueles discos que colocam o rock espanhol no mapa da exportação europeia de elite. Com uma produção impecável e composições que equilibram o entretenimento com a substância, o Torque deixou claro que o seu "tanque está cheio" para uma longa estrada pela frente.

Nota: 8.8/10

Destaques: A dinâmica vocal de Pedro e Marian, a bateria musical de Miriam Torque e a sofisticação dos arranjos de Ion Andrés.

Recomendado para: Fãs de Hard Rock melódico, AOR moderno e ouvintes que apreciam bandas que tratam o rock como uma arte reflexiva e honesta.


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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Wicked Dog - La Mola Mountain Rocks (2026) Espanha

Quando um trio encontra a sua identidade, o resultado é palpável. Vindo de Terrassa, Barcelona, os Wicked Dog não estão aqui para brincadeiras de estúdio. Com o seu novo álbum, La Mola Mountain Rocks (2026), o grupo espanhol solidifica uma trajetória que, desde 2017, tem sido marcada pela crueza do garage blues.

O título é um manifesto: La Mola é a icónica montanha que domina a paisagem de Terrassa, e este disco é o som dessa montanha a tremer sob o peso de amplificadores no máximo.

Avaliação: Wicked Dog – La Mola Mountain Rocks (2026)

A Trindade do Rock de Garagem

A química entre Alberto Corcoles (guitarra/vocal), Jesus Vallejo (baixo) e Daniel Baeza (bateria) atingiu aqui um nível de firmeza e segurança que faltava nos seus registos anteriores. O trio destila influências de titãs — a eletricidade dos ZZ Top, o peso visceral dos Motörhead e o groove clássico dos Led Zeppelin — e molda-as numa sonoridade que é, essencialmente, "amarga" e orgânica.

O Som da Montanha

La Mola Mountain Rocks é um disco de contrastes: tem a lama e a sujeira do Blues, mas a velocidade e a urgência do Punk. A produção não tenta polir as arestas; pelo contrário, realça o caráter "cru" que se tornou a marca registada da banda.

  • A Evolução: O álbum soa como uma banda que passou anos a abrir para gigantes (como Supersuckers e Wolfmother) e que aprendeu que, no palco, o que importa é a capacidade de agarrar o público pelo colarinho.

  • O "Círculo Perfeito": Como os próprios referem, lançar este disco enquanto tocam no festival da sua terra natal cria uma sensação de fechamento de ciclo. É música feita por quem conhece o seu solo, que respira o ar da sua montanha e que não precisa de fórmulas externas para soar autêntica.

Aspeto

Diagnóstico

Coesão

Trio altamente alinhado; a secção rítmica é uma rocha.

Identidade

O "Garage Blues amargo" é uma definição perfeita para o seu som.

Produção

Crua e honesta, capturando a energia de um concerto ao vivo.

Atitude

Direta, sem rodeios e imbuída de um orgulho local palpável.

Por que este álbum é relevante?

Em tempos onde o rock parece, por vezes, excessivamente produzido, os Wicked Dog relembram-nos a importância da simplicidade. Eles não procuram reinventar a roda, mas fazem-na rolar com uma força que é impossível de ignorar. É um álbum que soa a ensaio, a suor e a cerveja; um disco que se sente em casa num clube lotado ou num festival ao ar livre.

"La Mola Mountain Rocks é a prova de que a identidade de uma banda está intrinsecamente ligada às suas raízes. É um álbum que cheira a terra, a montanha e a amplificadores a arder. É o som de um trio que sabe exatamente quem é e para onde vai."

O Veredito Final

La Mola Mountain Rocks é um triunfo de tenacidade. Os Wicked Dog entregam um trabalho que não se perde em complexidades inúteis, apostando tudo numa entrega crua e honesta. Se procuras um disco que não tenta ser outra coisa senão Rock 'n' Roll puro, feito com o coração, este é um lançamento obrigatório para 2026.

Nota: 8.4/10

Destaques: A crueza das guitarras, a precisão rítmica e a atitude "amarga" de Alberto Corcoles.

Recomendado para: Fãs de ZZ Top, Motörhead, Supersuckers e qualquer pessoa que aprecie Rock 'n' Roll sem filtros.


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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Xtasy - Phoenix (2026) Espanha

A jornada dos navarros do Xtasy tem sido uma maratona de persistência e qualidade, e em 2026, o título do seu quarto álbum não poderia ser mais apropriado. Phoenix não marca apenas o regresso após os anos conturbados da pandemia; marca uma ascensão técnica e criativa que coloca a banda espanhola no topo da pirâmide do Hard Rock melódico europeu.

Com o "toque de Midas" de Erik Mårtensson (Eclipse) na produção, o Xtasy deixou de ser uma promessa para se tornar uma potência.


Avaliação: Xtasy – Phoenix (2026)

A Conexão Navarra-Suécia

A parceria com Mårtensson no Mass Destruction Studios já é um selo de garantia, mas em Phoenix, a simbiose atingiu o ápice. O som é cristalino, mas com uma "parede de som" que dá ao disco uma imponência escandinava sem perder a alma latina. As novas adições, David Zarzosa (baixo) e Javi Herrero (bateria), trouxeram uma musculatura rítmica que permitiu à banda explorar territórios mais pesados e inovadores.

Análise das Faixas: Equilíbrio entre o Peso e o Pop

Faixa

Estilo Dominante

Destaque

"Too Late"

Hard Rock Sinfónico

Teclados majestosos e uma abertura épica.

"Can't Get Enough"

Melodic Rock

O brilho das guitarras de Olloqui e Salse.

"If I Fall"

Modern Metal

Mais pesada e experimental; uma lufada de ar fresco.

"Good Enough"

Pop-Metal

O equilíbrio perfeito entre riffs agressivos e um refrão orelhudo.

"Carry On"

Symphonic Speed

Ritmo frenético que flerta com o speed metal melódico.

"One Heart One Fire"

Hard Rock Épico

Guitarras incendiárias e o vocal impecável de Silvia.


Silvia: A Voz do Renascimento

A performance de Silvia neste álbum é, sem dúvida, a melhor da sua carreira. Ela transita entre a agressividade necessária em faixas como "Save Me" e a clareza emocional no encerramento com "One Heart One Fire". Há uma confiança renovada na sua entrega, guiando o ouvinte através de camadas de sintetizadores magníficos e guitarras que não pedem licença.

O Hino Geracional

Músicas como "We Live And Die For Rock N' Roll" são o coração do disco. É um hino clássico, com aquele ADN de arena rock que Mårtensson tanto preza, mas com um toque de modernidade que evita o cliché. É o tipo de canção feita para ser cantada em estádios, com os punhos cerrados e o volume no máximo.


O Veredito Final

Phoenix é um álbum sem pontos fracos. É raro encontrar um disco de 2026 que mantenha tamanha consistência do início ao fim. O Xtasy soube aproveitar a entrada dos novos membros para evoluir, mantendo a identidade que construíram desde 2011, mas com uma produção fenomenal que os projeta para o futuro.

Se o Hard Rock espanhol precisava de um estandarte para conquistar o mundo (mais uma vez), este é o álbum.

Nota: 9.5/10

"O Xtasy não está apenas de volta; eles reinventaram-se. Phoenix é o som de uma banda que sabe que o Rock N' Roll não é apenas um género, mas algo por que vale a pena viver e morrer."


Destaques: "Too Late", "Carry On", "We Live And Die For Rock N' Roll".

Recomendado para: Fãs de Eclipse, H.E.A.T., Pretty Maids e qualquer entusiasta de melodias cristalinas com guitarras pesadas.


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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Gabrielle de Val - I Am The Hammer (2025) Espanha

Gabrielle de Val, conhecida pela sua voz potente e performances carismáticas em bandas como o The Murder of My Sweet e a Rock of Ages, lança-se agora a solo com "I Am The Hammer". Este álbum promete uma dose robusta de rock melódico e, para os fãs do género, cumpre a promessa com mestria e paixão.

Desde as primeiras notas, fica claro que Gabrielle de Val não veio para brincadeiras. O álbum arranca com uma energia contagiante, apoiada por uma produção polida e incisiva. A voz de Gabrielle é o centro das atenções, e com razão. Ela domina cada faixa com uma confiança inabalável, alternando entre notas suaves e poderosos refrões que ficam na cabeça. A sua interpretação é cheia de alma e transmite a emoção de cada letra, seja nos momentos mais introspectivos ou nas explosões mais intensas.

Musicalmente, "I Am The Hammer" é um festim para os ouvidos dos amantes do rock clássico e do AOR (Adult Oriented Rock). Há riffs de guitarra cativantes que remetem aos grandes nomes dos anos 80, solos de teclado melódicos e uma secção rítmica sólida que impulsiona cada canção. É um som familiar, mas que Gabrielle de Val e a sua equipa conseguem infundir com uma energia contemporânea que o impede de soar antiquado. Faixas como "Hold The Line" e a poderosa "I Am The Hammer" são exemplos perfeitos da capacidade da artista em criar hinos de rock que ecoam na mente muito depois de a música terminar.

Uma das grandes qualidades do álbum é a sua consistência. Não há faixas de "enchimento" aqui; cada canção parece ter sido cuidadosamente trabalhada e colocada para contribuir para a experiência geral. As letras, muitas vezes abordando temas de força, resiliência e auto-descoberta, complementam perfeitamente a musicalidade poderosa.

Em suma, "I Am The Hammer" é um álbum que solidifica a posição de Gabrielle de Val como uma força a ser reconhecida no mundo do rock. É uma audição obrigatória para quem aprecia vocais poderosos, melodias envolventes e uma produção de alta qualidade. Com este trabalho, Gabrielle de Val não só demonstra o seu talento individual, mas também entrega um dos álbuns mais fortes do género nos últimos tempos.

Se é fã de rock melódico e vozes marcantes, "I Am The Hammer" é um álbum que não pode perder. Já o ouviu? O que achou?

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terça-feira, 3 de outubro de 2023

B.O.W (Brotherhood Of Wolves) - Chasing Shadows (2023) Espanha


Desde que se formaram há alguns anos, os melódicos hard rockers B.O.W (Brotherhood Of Wolves) têm consistentemente lançado novo material e depois de 'A Dump of Twisted Destinies' de 2022 agora eles estão apresentando a nova obra “ Chasing Shadows ”. Os B.O.W foram formado na Espanha pelo baterista Tommy Lopez e pelo letrista Vladimir Emelin, ambos colaborando com o falecido Ken Hensley (Uriah Heep) no seu último disco. Após a morte de Hensley, eles decidiram lançar esta banda clássica de melódico hard rock.
Com um estilo clássico dos anos 80 e alguns toques de AOR aqui e aqui, “Chasing Shadows” é moderno em termos de produção, porém com espírito atemporal, riffs convincentes e músicas concisas.
Este novo álbum apresenta o novo vocalista Diego Valdez (Drean Child, Helker), cuja suavidade se encaixa perfeitamente nas composições da banda. O ex-vocalista Marco May aparece em algumas faixas e um remix, enquanto o veterano rocker finlandês Rafa Castillo faz dueto com Valdez numa música e executa outra como solo principal.
Também da Finlândia, Jani Hölli (Waltari, LoveGod) fornece teclados, e como convidados encontramos Rob Wolf, Baire, Dr. Guit na guitarra e Ale Stabile no baixo.
O álbum abre com o rocker energético 'I Don't Give a Damn' com um certo sentimento escandinavo, também forte é 'Dangerous Games', mas é no midtempo 'A Bad Dream' onde a estupenda entrega melódica AOR dos B.O.W aparece.
'Dust of the Times' oferece uma abordagem diferente, mais atmosférica, e 'I'm Not the Killer of Our Love' é uma balada poderosa embelezada com sintetizadores que ganham dinamismo no final, com uma espécie de vibração do álbum 7th Star dos Black Sabbath .
Hard rock melódico de mais qualidade é servido em 'War Has No Face' e 'Army Ants', adoramos as teclas do tipo AOR 'Pain & Destruction', enquanto 'Graves' é uma balada elegante.
Bem produzido, com um som ao mesmo tempo clássico e moderno, “Chasing Shadows” é um álbum Melodic Hard / AOR realmente divertido que apesar das 14 faixas nunca fica chato.
B.O.W é uma banda muito boa que fica cada vez melhor a cada novo álbum.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Big Mouthers - New Now (2023) Espanha


Formado há nove anos em Barcelona, Espanha, os BIG MOUTHERS começaram como banda cover de canções/artistas clássicos do melódico hard rock. Em poucos meses conseguiram se firmar como a banda cover mais popular e requisitada do país, com média de 200 shows por ano. Mas a hora de mostrar ao mundo suas próprias canções materializou-se em 2018 com seu álbum de estreia, que vendeu mais de 2.000 cópias físicas e viu a banda apoiar a sensação sueca de melódico hard rock Eclipse.
Junho de 2023 e BIG MOUTHERS estão lançando seu novo álbum " New Now ", incluindo todas as músicas originais. Os shows enormes fizeram deles uma unidade unida, e tu podes ouvir uma composição confiante e tocando neste novo CD.
Este é um melódico hard rock com uma forte marca dos anos 80, servido com um novo som de produção. Os Big Mouthers ficaram conhecidos por seus covers de canções clássicas, mas também por shows especializados em homenagem a Bon Jovi e Bryan Adams. Então eu acho que tu sabes o que esperar de suas músicas. Adiciona a isso alguns sons Harem Scarem, Vega, etc.
Apesar de ser auto produzido e mixado, a qualidade do som em “New Now” é limpa, polida, muito bem feita. Isso está a cargo de JB Ibanez (guitarras, teclados, percussão, vocais de fundo), que também entrega riffs e solos tecnicamente, mas fáceis de ouvir. Então Nacho Ibanez nasceu para cantar essa marca de Melodic Rock, essas melodias dos anos 80.
A banda equilibra o disco com mid-tempos, alguns hinos prontos para estádio (com um certo toque Scandi) e vocais / refrões de harmonia muito bem arranjados. Curiosamente, não há uma balada adequada, mas isso não prejudica o produto final – tu ficas esperando o próximo refrão para bater o pé.
Big Mouthers pregam o som e a vibração dos anos 80/90, mas também adicionam seu próprio toque moderno, resultando em um excelente cocktail de AOR Melodic Rock.
Alguém da Suécia? Não, estes músicos são da Espanha / Barcelona, e eles arrasam com estilo.

segunda-feira, 27 de março de 2023

Vargas Blues Band - Stoner Night (2023) Espanha


O 27º álbum do guitarrista Javier Vargas chegou durante o mês de março e é intitulado "Stoner Night" .
É um álbum duplo com sons hard-blues e rock passados pelo filtro da veterana gravadora espanhola comandada por Vargas. A novidade é que a publicação virá em duas partes: em março “Stoner Nigh – Volume 1” e algumas semanas depois o segundo álbum.
Claro que essas 20 novas músicas serão revisadas nos palcos da nova turnê da Vargas Blues Band, que volta à estrada em 2023.
Estas 10 canções são um fluxo constante de ritmos de Blues e ataques de Rock por alguns músicos excepcionais. O exímio e criativo guitarrista JAVIER VARGAS sabe para onde direcionar o groove, o feeling e a bela fúria do velho Rock & Blues. Arranca-o do passado, abraça-o no presente e transporta-o para o futuro iminente.

segunda-feira, 20 de março de 2023

Gabrielle De Val - Kiss In A Dragon Night (2023) Espanha


A carreira da vocalista espanhola Gabrielle de Val remonta ao final dos anos setenta, quando ela formou sua primeira banda, Yin-Yang, que evoluiria para D'Val. Apesar de gravar várias demos, a banda desapareceu. Ms de Val continuaria a escrever música, gravar e fazer trabalhos de locução. Então, em 2010, ela e os membros da banda regressariam como The Val, lançando sua tão esperada estreia, Back , um ano depois. Mais dois álbuns se seguiriam com várias e muitas oportunidades de turnê na sua Espanha natal e em todo o Reino Unido e Europa.
Agora, via Escape Music, Ms de Val regressa para lançar seu primeiro álbum solo, Kiss In A Dragon Night. Se tu conheces a história e a reputação da Escape Music, também sabe que de Val terá uma composição excepcional que, por sua vez, é apoiada por uma musicalidade excepcional. Kiss In A Dragon Night não é exceção. A vocalista é parceira de alguns bons vocalistas masculinos: Robin McAuley, Mark Boals, Mick Devine, Terry Brock e Steve Overland. Músicos adicionais incluem quem é quem do género melódico rock, incluindo, para citar alguns, Steve Morris, Tommy Denander, Steve Mann, Eric Ragno e Frederik Folkare (que também mixou e masterizou o álbum). Quanto a De Val, ela é um talento vocal excepcional por si só. Ela canta melódico, transportando facilmente a melodia e a harmonia da música. Se eu pudesse sugerir algumas comparações vocais estilísticas, Ms de Val lembraria Robin Beck ou Lana Lane.
Não lançando calúnias sobre seu talento vocal, mas a qualidade das canções e a musicalidade fazem De Val soar incrível. Os duetos são surpreendentemente complementares ao seu estilo vocal com acenos para When Midnight Comes com Mark Boals, Natural High com Steve Overland e o cover de Magnum, Stayin 'Alive com Terry Brock. Outra música cover inclui Moonlight Shadow de Mike Oldfield de Crises de 1983 , seu álbum mais popular do período. Uma música favorita pessoal, De Val desejava fazer sua própria gravação da música. Ela tem e tu vais achar muito agradável. Algumas outras canções notáveis, mais hard rockers, incluem Fuel To The Fire, Take On The World e Let's Get Something Started (o solo de guitarra mata). De Val pode ser tão suave quanto um vocalista do AOR, mas com essas músicas, ela prova que pode arrasar com os melhores.
Em suma, com Kiss In A Dragon Night , descobrimos a vocalista espanhola Gabrielle de Val, oferecendo aos fãs um forte e divertido melódico hard rock AOR, liderado por sua voz excepcional e apoiado por imenso talento do género.

quarta-feira, 8 de março de 2023

Lost Way - Lost Way (2023) Espanha


Lost Way é uma banda de rock formada por quatro jovens de Valladolid. Como uma fênix, Lost Way renasce das cinzas de outra banda de rock. Quatro dos seis integrantes daquela banda resolveram se reunir e tentar a sorte novamente, formando os Lost Way.
Ampliaram o repertório já existente e, após o primeiro ensaio, era como se nunca tivessem parado de ensaiar.
Agora aventuraram-se no mundo da composição, lançando o seu primeiro EP, intitulado "". Aqui começou a jornada desta nova banda, Lost Way.
Esta banda é formada por: Alvaro, o baterista. Kike, o cantor. Pablo, o baixista. Pedro, o guitarrista.

sábado, 15 de outubro de 2022

B.O.W. (Brotherhood Of Wolves) - A Dump Of Twisted Destinies (2022) Espanha


B.O.W. / Brotherhood Of Wolves já nos agradou no ano passado com seu álbum de estreia, agora apenas um ano após o grupo apresentar o segundo trabalho intitulado “ A Dump of Twisted Destinies ”.
B.O.W. formado na Espanha pelo baterista Tommy Lopez e o compositor Vladimir Emelin, ambos colaborando com o falecido Ken Hensley (Uriah Heep) no seu último disco. Após a morte de Hensley, eles decidiram lançar esta banda clássica de hard rock com material parcialmente escrito para Hensley, mas também material novo.
Ainda mantendo o estilo clássico de hard rock dos anos 80 e alguns toques de AOR aqui e aqui, “A Dump of Twisted Destinies” é mais moderno em termos de produção e focado em riffs nítidos e músicas concisas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Invaders - Beware Of The Night (2022) Espanha


Primeiro álbum completo desta banda espanhola de Hard'n'Heavy com um estilo e som total dos anos 80. Beware of the Night é o álbum de estreia da banda espanhola Invaders e se o cabelo espetado em tons néon da imagem da capa não era uma pista suficiente , está cheia de heavy metal inspirado nos anos 80. É o tipo de metal suave, cativante e ainda assim pesado que estava saindo da cena da Costa Oeste antes que a mídia e a indústria da música começassem a glamurar tudo.
Vocais claros passam por melodias centradas na guitarra e são pontuados por alguns trabalhos excelentes, não excessivamente técnicos. É o tipo de música que tem força suficiente para afinar o pé e a guitarra, mas não vai descascar a pintura das paredes.
É um álbum geralmente cativante e consistentemente bom, sem músicas saltando dos alto - falantes, mas também sem falhas. Into the Fire de Dokken ( cuja faixa-título dos Invaders cobre na versão digital de Beware of the Night ) é a banda/álbum que mais me lembrava , mas os primeiros W.A.S.P., Keel e bandas como essa são todos tecidos em Invaders ADN musical. Se tu queres uma fatia de heavy metal despretensioso, mas acessível, este é um álbum para fazer fila.

domingo, 14 de agosto de 2022

Restless Spirits - Second To Nonev (2022) Espanha


Restless Spirits é um projeto dirigido por Tony Hernando dos Lords Of Black. Em colaboração com a Frontiers Music, o guitarrista expressou sua preferência pelo melódico rock num suporte sonoro. Depois que a nave mãe está mais nos reinos metálicos no caminho, Hernando se concentra com Restless Spirits em músicas cativantes que podem ser colocadas entre rock e AOR.
Como esse álbum também precisa de um bom cantor, o guitarrista levou quatro cantores a até bordo. O trabalho no microfone é compartilhado por Kent Hilli, Chez Kane, Renan Zonta e ninguém menos que Johnny Gioeli.
A primeira música é 'I Need a Lil' White Lie' com Kent Hilli. A faixa é um começo animado para o álbum antes de seguirem três músicas com a voz de rock Chez Kane. Todas essas músicas são boas com melodias que vão direto para os teus ouvidos e coração. Às vezes, como em 'Until the End of Time', as coisas ficam um pouco clichês.
Todos os envolvidos dão o seu melhor em 'Second to None', mas as três faixas com Gioeli se destacam. 'Nothin' Dirty Here' sai melhor aqui. Apesar das melodias doces, a música tem sujeira suficiente para não parecer muito polida. O lado com alma é trazido à tona por 'Always a Pretender'. Mesmo que a música lembre um pouco Axel Rudi Pell, pode-se dizer que o coração dos hard rockers é tocado de forma eficaz.
Kent Hilli fez o começo e também termina o álbum com 'Dirty Money'. Aqui, também, o poder do rock'n'roll está ligado a melodias cativantes com grande efeito. Isso tudo não é novo, no entanto 'Second to None' contém músicas atraentes que são um prazer de ouvir. Se tu quiseres te divertir, podes relaxar e colocar 'Second to None' no gira discos.

sábado, 25 de junho de 2022

91 Suite - Back In The Game (2022) Espanha

Desta forma contundente anuncia a banda 91 Suíte, seu regresso e apresentação de seu novo trabalho. Um álbum lançado em 22 de junho.
«Back In The Game» Ou o que é o mesmo, “Back In The Game”. Título que deixa clara a intenção de voltar a fazer parte dessa merecida liderança como uma das melhores bandas de melódico Hard Rock de Espanha.
Este álbum, que será o seu quarto trabalho lançado até à data, conta com 6 canções que foram gravadas no EP que saiu em 2019 e que serviram de avanço e continuidade ao que é agora o álbum que se apresenta.
E que refletem mais de 20 anos de experiência, qualidade e cordialidade que a banda sempre marcou como sua melhor marca registada, um melódico rock que não tem nada a invejar o Aor americana.
Sem dúvida, cada um desses temas tem em comum um ar muito Aor ao qual os 91 Suite habituaram seu público. Poucas bandas conseguem um som tão único, com uma voz inconfundível e material de primeira qualidade que vai te surpreender. Atrevo-me a dizer que pouquíssimos grupos espanhóis soam assim, fazendo uma melodia tão variada e versátil.
Desta vez, a surpresa foi mais reconfortante. Afastando-se um pouco do lado do Aor e do hard rock, em direção a uma linha mais country, com uma sonoridade muito agradável aos cinco sentidos, sutil sem deixar de lado sua elegância e composição primorosa.
E minha última reflexão sobre este trabalho será antes um convite. Destina-se a todas as pessoas que se consideram amantes da boa música. Este é um álbum que é o corpo, o coração e a alma dos 91Suite, alguns músicos que, apesar de serem TITÃS, sempre têm aquela humildade de apresentar algo tão incrível. E essa gratidão que eles mostram ao público em cada show. Se tu estás procurando um álbum top, é isso, é um álbum, como eu disse no início, que serve para lembrar que eles estão mais fortes do que nunca.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Gräce - Hope (2022) Espanha

Grace é uma nova banda formada por e em torno de Isra Ramos, um talentoso vocalista, compositor e produtor de Espanha. Se tu já ouviste falar do sujeito, isso é ótimo. Além de destaque no cenário musical espanhol, Ramos trabalhou com Alberto Rionda e Mike Terrana; tocou com bandas como Alquimia e Avalanch; e dividiu o palco com Scorpions, Angra e muitos outros.
Seu projeto Grace começou em 2018 e apresenta um bando de espanhóis talentosos na banda. Até onde posso deduzir, Hope é o primeiro álbum de Isra e Grace. O álbum também conta com a participação do cantor chileno e transplantado europeu Ronnie Romero na faixa Evergarden.
Musicalmente, então, as músicas de Grace giram em torno do clássico rock dosado com alguma ponta de metal e peso, um pouco de sintetizadores, o que pode dar ao som de Grace algumas nuances pop modernas e um ritmo e groove rock acessível. Com todas essas coisas, tu encontras os vocais versáteis de Isra na vanguarda. Versátil é dizer que seu alcance pode variar de suave a assertivo, mas ele é melódico e limpo, e com alguma emoção comovente.
Falando de algumas músicas representativas, tu vais encontrar o clássico misturado com o moderno com Atreyu, onde os sintetizadores ecoam com o peso do rock. O Sinner é semelhante, mas com suavidade sutil para começar e peso para subir pelo meio. Fiona gira mais num ritmo mais rápido com energia misturada com a motivação de arena AOR. Talvez mais estritamente hard e heavy seja Invincible, com riffs assertivos, um pouco de metal e um trabalho de guitarra poderoso. No entanto, a música é temperada por um belo arranjo vocal, especialmente evidente quando a música termina. Atomic Heart é outro rocker mais simplificado que parece temperado pela apresentação vocal mais sensível e sutil de Ramos. Os sintetizadores são encontrados por baixo e o solo de guitarra, após um colapso vocal, breve, mas significativa. Se tu estás procurando uma balada não tradicional, ela vem com a breve música de encerramento Hope. O arranjo apresenta Ramos sobre guitarra leve com sua voz mais emocional.
Tudo dito, Grace de Isra Ramos e o novo álbum, Hope é um belo prato de clássico hard rock AOR mesclado com algumas nuances sintéticas modernas, mas com sua bela voz no leme. A variedade dentro das músicas contribui para uma audição exploratória.

terça-feira, 12 de abril de 2022

Rave In Fire - Sons Of A Lie (2022) Espanha

Rave In Fire é uma banda de heavy metal de Espanha formada em 2015, lançando seu EP de estreia 'Chronicle Of A Timeless End' em 2018. Após várias mudanças de formação, incluindo um novo vocalista, o álbum de estreia da banda 'Sons Of A Lie' foi lançado em 2022.
Apresentando oito músicas ao longo de 36 minutos, 'Sons Of A Lie' (o álbum) tem um som e uma sensação que prevaleceu durante os anos de formação do heavy metal, os gloriosos anos oitenta! A abertura do álbum 'Shout' começa com um crescendo épico antes de explodir em vida com um riff divertido, prosseguindo a galope com ritmo e power. Escaldante por a uma velocidade vertiginosa, 'Shout' tem um coro forte que vai cair como uma tempestade numa arena ao vivo. A música título 'Sons Of A Lie' é muito mais melódica do que 'Shout' ainda mantém o som e a vibração do metal tradicional bem e verdadeiramente vivo. E com apenas duas músicas lançadas, os tradicionalistas do heavy metal vão achar este álbum muito atraente, porque sem dúvida, como eu, o som da velha escola é o que bate em teu coração!
O som clássico da guitarra do lendário NWOBHM cumprimenta os ouvidos, enquanto 'Bite The Fire' anda livremente, uma torrente de "pé no monitor" estilo heavy metal em cascata. Rave In Fire pode ser da Europa continental, onde o power metal geralmente é oferecido, mas a banda definitivamente escolheu seguir o caminho do tradicional heavy metal. Atravessando a fronteira do metal e do rock, 'The Healer' é uma arrogância pulsante de mid-tempo de notícias bombásticas! Tudo em 'The Healer' aponta para uma atração saudável para os fãs de ambos os géneros, o nível infeccioso tão alto agora quanto era no início do álbum. Mantendo a sensação mais rock, 'Never Forget' é tão forte quanto uma luta furiosa entre dois boxeadores agressivos - a banda tecendo um caminho sensual em todo o género heavy metal. E a reviravolta empolgante no final de 'Never Forget' é sensacional.
O ritmo e o power dobram para o red hot 'Set Me Free' saltando como uma criança animada num funil espacial! Provavelmente a mais atraente e contagiante de todas as músicas, 'Set Me Free' é tão viciante que te desafio a não abanar a cabeça, tu simplesmente não podes! É tão viciante quanto “Symphony Of Destruction” dos Megadeth. E sem deixar a vibração tradicional metal do álbum, 'Memories' é formidável, altamente reminiscente do Rock Goddess do início dos anos 80, o som e a sensação exatamente iguais às lendas da NWOBHM. A última música 'The Last Night', difere de tudo o que aconteceu antes , com o pé galopante no monitor estilo de metal substituído por erro, balada! Baladas são para álbuns de rock, não de metal, com Rave In Fire terminando seu álbum de estreia com um momento mais leve no ar. Um momento que é um pouco hino e canta junto, beirando o génio “vamos todos cantar juntos”.
No geral, uma variedade contundente e forte de músicas tradicionais de heavy metal da velha escola.