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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Kamelot - Dark Asylum (2026) USA

Entre o esplendor cinematográfico e a contundência do Power Metal sinfónico, existe um território que os Kamelot governam há anos sem contestação. Com o seu décimo quarto álbum de estúdio, Dark Asylum (2026), a banda norte-americana não se limita a ocupar esse espaço: ela expande-o até aos limites da grandiosidade absoluta.

Avaliação: Kamelot – Dark Asylum (2026)

A Arquitetura do "Mais é Mais"

Se a máxima minimalista dita que menos é mais, os Kamelot respondem com a extravagância genial de quem percebeu que, no Metal Melódico, quanto mais rico for o cenário, mais profunda se torna a experiência. Dark Asylum revela finalmente os segredos do Asilo RavenHill num álbum conceitual de 15 faixas que desafia a profecia da "morte do álbum". Aqui, cada camada orquestral, cada coral e cada rasgão de guitarra têm um propósito narrativo estrito. Mas, acima de toda a pompa sinfónica, reside a pergunta fundamental: as músicas são boas? A resposta é um rotundo e estrondoso "sim".

Mapeamento das Terras de RavenHill

Faixa / Momento

Convidados / Destaque

O que esperar

"Sanctorium"

Introdução Cinematográfica

Abre as portas do asilo com uma ameaça palpável e elegante.

"Ashen World"

Ignacia Fernández (Decessus)

Vocais ásperos que adicionam uma nova e formidável dimensão ao som da banda.

"Dark Asylum"

A Faixa-Título

Tommy Karevik no auge das suas capacidades num refrão que desafia os céus.

"Sanctuary"

Clémentine Delauney (Visions Of Atlantis)

O contraste perfeito entre a doçura e um dos momentos mais pesados do disco.

"One Last Masquerade"

Tobias Sammet (Avantasia)

Imponente, teatral e uma colisão perfeita de génios do metal melódico.

"Ivy, My Dear"

Folk Sombrio

Flautas e uma atmosfera quase folclórica que descentraliza o metal tradicional.

"Beneath The Moon"

Lea-Sophie Fischer & Coros Épicos

Violino e vozes etéreas que criam um cenário de pura magia.

A Fuga à Previsibilidade

O que eleva Dark Asylum acima da média do género não é apenas a execução irrepreensível de Thomas Youngblood nas guitarras ou a bateria trovejante que sustenta a empreitada; é a coragem de arriscar na dinâmica. Faixas como "The Sleeping Mind (Orphic Paradigm)" trazem o Power Metal convencional de volta às fundações com uma roupagem moderna, enquanto "Kaleidoscope" exibe um dos solos de guitarra mais sumptuosos do ano.

As participações especiais não funcionam como meros autógrafos de marketing; são peças essenciais de um quebra-cabeças dramático. Da agressividade de Ignacia Fernández à imponência vocal de Tobias Sammet em "One Last Masquerade", cada convidado amplia o espectro emocional de uma narrativa que culmina de forma irrepreensível na cinematográfica "Sanctum Requiem" — o equivalente aos créditos a subir após um épico de Hollywood.

"Dark Asylum é a prova irrefutável de que os Kamelot continuam a ser os soberanos absolutos do seu género. É um disco denso, ambicioso e descaradamente sumptuoso que se recusa a ser apenas ouvido — exige ser vivido."

O Veredito Final

Dark Asylum é uma obra-prima de opulência melódica. Com uma narrativa envolvente, uma produção imaculada e participações de luxo perfeitamente integradas, os Kamelot entregam um álbum monumental que honra a sua discografia e estabelece um novo padrão para o metal sinfónico moderno.

Nota: 9.6/10

Destaques: "Dark Asylum", "One Last Masquerade", "Sanctuary".

Recomendado para: Fãs de Kamelot, Avantasia, Visions Of Atlantis, Epica e de todos os apreciadores de metal sinfónico de alta escala dramática.


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segunda-feira, 20 de março de 2023

Kamelot - The Awakening (2023) USA


Os álbuns dos Kamelot pareceram intercambiáveis por um tempo. Eles se estabeleceram num nicho confortável de metal sinfónico influenciado pelo power metal com um leve tom gótico, nunca olhando para trás. A cada lançamento as músicas começaram a se misturar mais e mais até que a promessa de um novo lançamento não parecia tão promissora. Por alguma razão, The Awakening toma um rumo diferente. Eu arrisco que o vocalista dos Kamelot (Tommy Karevik) tendo um excelente lançamento no The Testament dos Seventh Wonder no ano passado deve ter sido influente. De qualquer forma, dou as boas-vindas ao resultado - som dos Kamelot atualizado e animado para ser ativo. Estou igualmente empolgado.
Como sempre o destaque fica por conta dos vocais de Tommy. Sim, sim, Kamelot é uma banda pesada, mas seu trabalho melódico é de um filme épico. O despertar aumenta ainda mais essa intensidade com uma seção sinfónica facilmente mais memorável, incluindo vocais orquestrais. É maior, é mais ousado, e com a já excelente performance de Tommy, os instrumentos de apoio estão finalmente no mesmo nível de dramaticidade que ele. Tu também pode notar Tommy soando absolutamente incrível aqui, não há como segurar, ele dá um grito apaixonado para uma ênfase impressionante. Não há nenhum canto do álbum onde sua performance assombrosa não seja sentida prontamente.
Finalmente, um álbum dos Kamelot com um toque diferente. Um dos destaques aqui é New Babylon, estourando com uma série de vocais, mas também apresentando grunhidos e partes cantadas de Melissa Bonny - as harmonias nos refrões são de tirar o fôlego. Certas músicas têm refrões muito típicos dos Kamelot, mas a reciclagem não é problema, considerando que os Kamelot estão no topo de sua música aqui. Os refrões são enormes e brilhantes, mas a orquestração carismática até mesmo dos versos padrão é algo de se ver.
A questão final é como o The Awakening se compara aos seus álbuns anteriores. Não é uma grande questão - é um novo capítulo/amanhecer para Kamelot. A paixão infundida no álbum é clara desde o toque sensível do piano até os riffs cativantes. O álbum certamente conquistará novos fãs que anteriormente consideravam os Kamelot medianos, embora os fãs anteriores recebam um grande prazer. Estes são os Kamelot que eu sempre quis ouvir, e tenho certeza que muitos sentirão o mesmo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Kamelot - I Am the Empire - Live from the 013 (2020) USA


Bem, I Am The Empire - Live From The 013 ( Napalm Record s ), o novo lançamento ao vivo da veterana banda de power metal Kamelot é um lembrete bem-vindo de como era o entretenimento ao vivo em um mundo pré-Covid.
Gravado em Tilburg em setembro de 2018, o local holandês está lotado enquanto a banda faz um dos shows mais memoráveis de sua carreira. Uma performance já magnífica é reforçada por várias participações especiais, algumas delas levando a multidão já oprimida a um estado de quase delírio.
'Phantom Divine (Shadow Empire)' apresenta Lauren Hart de Once Human, 'My Confession' é trazida à vida por um quarteto de cordas alemão, Eklipse , Charlotte Wessels of Delain apresenta uma estreia ao vivo de 'Under Grey Skies' e Alissa White Gluz de convidados do Arch Enemy em pelo menos três faixas - 'March of Mephisto', 'Sacrimony (Angel of Afterlife)' (que também apresenta Elize Ryd of Amaranthe ) e o final espetacular de 'Liar Liar (Wasteland Monarchy)'.
Noutro lugar, o produtor e guitarrista do Avantasia Sascha Paeth se junta à banda para 'Ravenlight', enquanto o filho do guitarrista e membro fundador Thomas Youngblood lidera um coro infantil durante 'Burns to Embrace'.
Dos muitos outros destaques, 'Rule the World', 'Insomnia', 'Veil of Elysium' e um sensacional 'When the Lights are Down' contribuem para uma gravação ao vivo espetacular. Apresentado separadamente ou como um box set, o Blu ray e DVD também incluem cenas de backstage e ensaio, além de entrevistas com fãs e a própria banda.


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Kamelot - The Shadow Theory (Deluxe Edition) (2018) USA



Os KAMELOT lançam o seu novo álbum, "The Shadow Theory" , no dia 6 de abril pela Napalm Records . A continuação de "Haven", de 2015, apresenta todos os elementos característicos dos KAMELOT e também vê a banda adicionar elementos novos e industriais, além de combinar emoções incríveis que remetem aos tempos antigos da banda. A nova música épica do grupo está repleta de simbolismo em relação à forma como a banda se sente em relação ao mundo e ao estado atual da civilização.
O fundador e guitarrista dos KAMELOT, Thomas Youngblood declara: " O álbum The Shadow Theory é uma jornada psicológica através da complexidade da mente humana. Estamos sujeitos a estímulos constantemente através dos mídia, tecnologia, experiencias sociais e IA. Podemos ainda ser criaturas sociais num futuro próximo? 'The Shadow Theory' é um álbum que está misturando muitos mundos, dando ao ouvinte um eco dentro de nossas próprias realidades. Este álbum foi escrito e gravado durante todo o ano e estamos realmente orgulhosos dos elementos da música e da diversidade. 'The Shadow Theory'. "



domingo, 3 de maio de 2015

POST DA SEMANA

KAMELOT - HAVEN (2015) USA




Este ainda não foi editado oficialmente, mas uma coisa é certa, Roy Khan Lives! É isso mesmo, Tommy Karevik está quase transformado vocalmente no "desgraçado" do Roy. Isto no bom sentido, é claro; Roy foi um dos melhores intérpretes vocais da nossa geração, infelizmente encontrou a sua luz e foi atrás dela. Que seja feliz no seu mundo paralelo, qualquer que ele seja!
O que podemos esperar deste novo trabalho dos mega-sinfónicos Kamelot? Kamelot! 
Dark, sinfónico, emotivo, poderoso e,... letal! Calma; não mata ninguém, refiro-me a rebentar com tudo aquilo o que conhecem, Kamelot vão mais além, descobrem novos universos e fazem-nos esquecer estes actuais sem dó nem piedade. Levam-nos a passar portais através dos quais o passado nos acompanha. Este novo disco tem elementos de outras eras da banda em que Midnight era rei e senhor. Aqui parece que este, já falecido; nos acompanha como um anjo que nos guia pelo caminho. Eu sei que isto pode parecer muito espiritual e sobrenatural, mas se forem mesmo capazes de interpretar este disco, até vão ficar com arrepios.
E é isto, meus fiéis seguidores deste vosso género musical de eleição, de que se trata a musica; conseguir transpôr para a pauta os nossos mais profundos sentimentos. Perfeito!
Produzido por Sasha Paeth, cada vez mais o grão-mestre do mundo do metal sinfónico, este disco incorpora também novos elementos, mais modernos, actualizados e acima de tudo, épicos! Um ano de produção pode parecer muito, mas depois de se ouvir esta obra, a ideia que fica é que foram décadas. 
Só consigo dizer coisas boas deste disco e dos seus intervenientes. Duma criatividade sem paralelo, tudo conjugado numa supernova que nos faz a nós mesmos redescobrir a musica. A inevitabilidade da nossa mente e o poder que ela tem para progredir o nossos sentimentos,  pensamentos, desejos, etc,.. para cenários sci-fi, futuristas e tornar tudo diferente, é exposta aqui em todo o seu explêndor. Deveras progressivo!
Não quero dizer que este disco seja original ao ponto de ser único; nada disso; na verdade, alguns destes elementos aqui presentes, já os ouvi-mos em outros universos até mesmo em obras anteriores de Kamelot, mas a formula de conjugação é por demais superior, re-inventiva!  
Obra majestosa e Magistral! Fica para a história, assim coma a banda que é sem duvida um dos expoentes máximos, senão o expoente, do género por estes tempos. Custa-me dizer que será o melhor que ire-mos ouvir nestes próximos meses, porque a minha falta de fé já me deixou ficar mal como era de esperar, mas mesmo assim, junto com Angra, marcam a criação de uma nova elite para uma nova e presente geração de apreciadores de musica; e serão sem dúvidas, um marco na nossa história, quer se goste ou não, a imensa qualidade atesta por isso; de topo!
OBRIGATÓRIO!!!!
McLeod Falou!



Temas:

01 - Fallen Star
02 - Insomnia
03 - Citizen Zero
04 - Veil of Elysium
05 - Under Grey Skies
06 - My Therapy
07 - Ecclesia
08 - End of Innocence
09 - Beautiful Apocalypse
10 - Liar Liar (Wasteland Monarchy)
11 - Here's To the Fall
12 - Revolution
13 - Haven

Banda:

Tommy Karevik - Vocals (Firecracker, Seventh Wonder, ex-Vindictiv)
Thomas Youngblood - Guitars (ex-Monarque)
Sean Tibbetts - Bass (Evil Amidst, Royal Anguish, ex-Wykked Wytch)
Oliver Palotai - Keyboards (Sons of Seasons, ex-Doro, ex-Circle II Circle, ex-Epica (live)
Casey Grillo - Drums (Consortium Project (live), ex-Almah)

Guest Musicians:

Alissa White-Gluz - Vocals (Arch Enemy, Kamelot (live), ex-The Agonist, ex-Nightwish (live))
Charlotte Wessels - Vocals (Delain, ex-To Elysium)
Troy Donockley - Uillean pipes (Nightwish, The Bad Shepherds, ex-Iona, ex-You Slosh)